Ads 468x60px

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A humanidade de Jesus – Revista secular Isto É faz 14 perguntas sobre Jesus e a Bíblia

Quais são os mistérios que ecoam na trajetória do homem que mudou a história da humanidade. Na busca pela humanidade de Jesus, e pelo debate de mistérios que intrigam grande parte da humanidade há séculos, a revista ISTOÉ fez 14 perguntas sobre a vida de Cristo a especialistas, autores consagrados e lideranças religiosas.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Confira abaixo a íntegra da matéria:

A descoberta dos restos da casa de uma família que viveu no tempo e na região de Jesus de Nazaré animou arqueólogos e entusiastas bíblicos no último dia 21. Ainda que ela não tenha vínculos diretos com o Messias, essa descoberta joga luz sobre um Jesus que vai além da figura mítica que morreu na cruz, como contam os evangelhos do Novo Testamento. Ela alimenta quem vive para especular o lado humano do Filho de Deus, que a Igreja nunca deixou se sobrepor ao divino. Mas o interesse por detalhes históricos de alguém como Cristo é compreensível. Afinal, foi esse judeu da Galileia quem plantou a semente da religião mais influente do mundo. E, para quem lê os evangelhos como relatos biográficos, um erro de princípio, segundo os especialistas, as lacunas parecem implorar por especulações. O Novo Testamento não traz, por exemplo, nenhum registro sobre a vida e as andanças de Cristo entre os 15 e 30 anos de idade. “Porque esses anos não são importantes”, explica Pedro Vasconcelos Lima, teólogo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para a igreja, tudo de relevante sobre a missão de Cristo na terra está na “Bíblia”. Mas é o suficiente? A clareira histórica aberta por esses 15 anos perdidos é uma das brechas mais exploradas por estudiosos, uns mais honestos que outros, para especular sobre a vida e Jesus. Mas ela não é a única. Outras foram encontradas nas entrelinhas dos 27 livros, 260 capítulos e 7.957 versículos do Novo Testamento. Mais algumas foram pesquisadas, com base em descobrimentos arqueológicos que variam de objetos do tempo de Jesus a textos de grupos religiosos do cristianismo primitivo, no longínquo século I d.C. E, por mais que a Igreja prefira não tratar de alguns detalhes das faces divina e humana de Cristo, os mais de um bilhão de fiéis não param de fazer perguntas.

“É na humanidade de Jesus que melhor podemos compreender a dimensão de sua divindade”, reconhece Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Na busca pela humanidade de Jesus, e pelo debate de mistérios que intrigam grande parte da humanidade há séculos, ISTOÉ fez 14 perguntas sobre a vida de Cristo a especialistas, autores consagrados e lideranças religiosas. Em que época foram escritos os Evangelhos e quem os escreveu? Jesus teve irmãos? Maria foi virgem durante toda sua vida? Jesus estudou? Qual profissão seguiu? Como era fisicamente? Esteve na Índia? Deixou alguma coisa escrita? Teve um relacionamento amoroso com Maria Madalena? Teve filhos? Por mais simples ou absurdas que algumas dessas questões possam parecer, elas merecem uma discussão. “Algumas realmente atormentam a vida dos fiéis”, reconhece o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, membro da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. As respostas apontam caminhos, mas não têm a aspiração de ser definitivas. O estudo científico da vida do Messias ajuda na construção do que se convencionou chamar de Jesus histórico. Em esforço que surgiu no final do século XVIII e ganhou ritmo com importantes e raras descobertas arqueológicas no século XX (leia quadro na página 76), um Jesus que vai além dos relatos bíblicos começou a ganhar forma.

Ele surgiu do debate acadêmico do que podia e não podia ser considerado fonte para o entendimento da vida que o Nazareno levou na Terra. E, como a fé cristã, evolui e ganha novos contornos diariamente. Para o fiel bem resolvido, não há disputa entre o Jesus histórico e o bíblico, ou divino. “Cristo trouxe uma mensagem poderosa de amor e perdão que é inatingível”, afirma Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da PUC-SP. Para quem crê, é esse o legado do homem de Nazaré. Mas toda informação que contribuir para montar o quebra-cabeça dessa que é a mais repetida e famosa história da humanidade será bem-vinda.

Jesus nasceu em Belém ou Nazaré?

Embora os evangelhos de Mateus e Lucas afirmem que Jesus tenha nascido em Belém, é muito provável que isso tenha ocorrido em Nazaré. “Todos os grandes especialistas bíblicos são unânimes em admitir que Jesus nasceu em Nazaré”, afirma Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Ao que tudo indica, Lucas e Mateus teriam escolhido Belém como cidade natal de Jesus para que suas versões da vida de Cristo se alinhassem a uma profecia do Antigo Testamento, segundo a qual o Messias nasceria na Cidade do Rei Judeu, ou seja, a Cidade de Davi, que é Belém. Quanto à afirmação de que Jesus teria nascido em uma manjedoura rodeado de animais, Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é taxativa: “Tanto José quanto Maria provinham de famílias judias nobres e prósperas, de sorte que Jesus nasceu em uma estalagem e não em um estábulo, rodeado de animais”, diz. “José, de família real, não podia ser pobre – era um artesão especializado.” A afirmação de Sylvia é contestada por Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Afirmar que a ascendência nobre de José garantiria o bem-estar da família não faz sentido”, argumenta. Ele lembra que Davi é do ano 1000 a.C. e em um milênio sua fortuna certamente teria se dispersado. “Fora que a ascendência entre os judeus vem de mãe, não de pai”, explica. Para o teólogo, são muitas as fontes independentes que tratam da pobreza da família de José e é quase certo que Jesus tenha nascido em um curral e morado em um gruta com o pai e a mãe, que não eram miseráveis, mas tinham pouca terra e viviam como boa parte dos judeus pobres das áreas rurais.

Quando Jesus nasceu?

Uma coisa é certa: ele não nasceu no dia 25 de dezembro. E a razão é simples. Esta data coincide com o solstício de inverno do Hemisfério Norte, quando uma série de festas pagãs, muito anteriores ao nascimento de Cristo, já aconteciam em homenagem a divindades ligadas ao Sol e a outros astros. Ao que tudo indica, o dia foi adotado pelos católicos primitivos na esperança de cristianizar uma festa pagã. Faz sentido. Jesus também significa “Sol da Justiça”, o que faz dele um belo candidato a substituto de uma efeméride como o solstício de inverno. Se Jesus não nasceu em 25 de dezembro, a Igreja Católica também não sabe qual o dia nem o ano exatos. Os registros abrem um leque relativamente grande de possibilidades. É certo, porém, que o nascimento aconteceu antes da morte do rei Herodes, em 4 a.C., já que foi ele quem pediu o recenseamento que teria obrigado a viagem de Maria e José a Belém. Quanto ao mês e o dia, só há especulações. Para o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, Jesus teria nascido entre os meses de setembro e janeiro, quando, segundo ele, eram tradicionalmente feitos os censos em Belém. Já as pesquisas do astrônomo australiano Dave Reneke mostram que a estrela que teria guiado os Reis Magos apareceu em junho – crença compartilhada por parte da comunidade católica. Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, por sua vez, coloca as fichas no oitavo mês do ano, que, segundo ele, seria o período oficial de recenseamento dos romanos.

Quem e quantos foram os Reis Magos?

Se realmente existiram, os Reis Magos não eram reis e provavelmente não seguiram estrela nenhuma. O único registro dessas figuras nos evangelhos canônicos, ou oficiais, está em Mateus, que fala dos magos do Oriente e de uma estrela seguida por eles. Mas a menção não diz quantos eram os visitantes nem se eram, de fato, reis. “Como esses magos trouxeram três presentes, supõe-se que eram três reis”, explica o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo. A versão atual da história se formou junto com o forjar de diversas tradições católicas durante o primeiro milênio da Era Cristã. Convencionou-se chamar os visitantes de Melchior, rei da Pérsia, Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia. Também ficou estabelecido que eles teriam trazido incenso, ouro e mirra como presentes ao recém-nascido. Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, os três seriam, ainda, astrólogos ou astrônomos, já que usaram uma estrela para guiá-los até Belém. “Mas não sabemos se a estrela de Belém era mesmo uma estrela”, diz Figueiredo.

“Ela pode ter sido um cometa, uma supernova ou o alinhamento celeste de planetas”, explica. Em consulta ao histórico astronômico de então, Figueiredo descartou a possibilidade de a estrela ser um cometa. Segundo ele, o único fenômeno astronômico desse tipo visível da Terra em anos próximos ao nascimento de Jesus foi a passagem do cometa Halley. Mas o Halley riscou o céu em 12 a.C., no mínimo cinco anos antes do nascimento de Jesus, o que o elimina como candidato a estrela de Belém. Um registro do que hoje chamamos de supernova por astrônomos chineses na constelação de Capricórnio no ano 5 aC. é o candidato mais forte. “A supernova, que é a explosão de uma estrela, cria um forte ponto luminoso no céu”, especula Figueiredo. Ele lembra, ainda, da impressão de movimento que esses fenômenos deixam, o que as alinha com a descrição que se tem da estrela de Belém. A terceira e última possibilidade de explicação astrológica trata do alinhamento de planetas entre os anos 7 a.C. e 6 a.C. Na primeira tese, Júpiter e Saturno se alinharam criando um ponto luminoso que caminhou pelo espaço entre maio e dezembro daquele ano. Já na segunda, Júpiter, Saturno e Marte se aproximaram na constelação de Peixes, formando um único e poderoso ponto luminoso no céu.

Jesus teve irmãos? Maria se manteve virgem?

Muito da discussão em torno dessa pergunta se deve à ambiguidade do termo grego adelphos, que para alguns significa irmão, enquanto para outros significa companheiro, amigo. Nos evangelhos de Mateus e Marcos e na carta de Paulo aos Gálatas, a palavra surge e, para quem é partidário da primeira interpretação, confirma a existência de irmãos e irmãs de Jesus. Segundo Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC), se os irmãos existiram, eles seriam seis – quatro homens e duas mulheres –, identificados no Evangelho de Marcos. Silva lembra também que no evangelho apócrifo de José fala-se que o pai de Jesus era viúvo quando se casou com Maria e que teria filhos do primeiro casamento. O teólogo ressalva, porém, que duas situações narradas pelos evangelhos canônicos, tidos como fonte mais confiável, depõem contra essa interpretação. “Esses supostos irmãos dão ordens a Jesus”, argumenta. “Isso jamais aconteceria se eles fossem, de fato, irmãos, porque Jesus foi o primogênito. E o mais velho, na Galileia de então, tinha autoridade sobre a família”, diz.

Soma-se a isso o fato de Jesus ter confiado sua mãe ao apóstolo João no momento da crucificação, segundo está descrito no Evangelho de João, e não a um de seus supostos irmãos. Sabe-se também, a partir dos textos bíblicos, que, além de Maria, mãe de Jesus, nenhum parente direto do Messias estava ao pé da cruz quando ele foi morto. O rechaço da igreja à possibilidade da existência de irmãos de Jesus se explica. Se a teoria fosse verdadeira, iria contra um dos dogmas marianos segundo o qual a mãe de Jesus teria dado à luz virgem e assim permanecido até a assunção de seu corpo aos céus. Por isso o apego ao problema de tradução da palavra adelphos e aos sinais que estão na “Bíblia” da ausência de irmãos (segundo interpretação oficial). Para o padre mariólogo Ademir Bernardelli, da Academia Marial de Aparecida, no interior de São Paulo, a existência ou não de irmãos é mais simbólica do que prática. “A virgindade de Maria é uma tradição que foi criada com o tempo”, diz Bernardelli. “A pergunta pela virgindade no parto ou depois do parto nunca foi um assunto discutido entre a hierarquia católica primitiva, só surgiu depois”, afirma.

Especulação ou não, a tese de que Jesus teria irmãos ganhou força com um precioso achado arqueológico em 2002. Chamado de ossuário de Tiago, o artefato é uma urna de pedra-sabão com as inscrições “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Embora a Igreja conteste as inscrições, feitas em aramaico, o objeto atraiu a atenção tanto de sensacionalistas quanto de estudiosos. A urna é, sem dúvida, legítima e data do tempo de Cristo. Já a autenticidade das inscrições, mais especificamente a parte que diz “irmão de Jesus”, ainda está sendo avaliada pela comunidade arqueológica internacional. Se comprovada, esse seria o primeiro e único objeto vinculado diretamente a Jesus já descoberto.

Jesus estudou? Qual profissão seguiu?

Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, Jesus teve formação intelectual mais rica do que se supõe a partir dos evangelhos. “Era comum, na Antiguidade, que os mais ricos custeassem os estudos dos prodígios apresentados ao conselho do templo”, diz. Cristo era uma dessas crianças brilhantes e certamente não passou despercebido no templo, onde chegou a protagonizar uma cena curiosa, aos 12 anos, quando colocou os sábios para ouvi-lo. Mas mesmo que tenha tido uma formação, Jesus continuou como um homem de hábitos e mentalidade rurais. “Podemos chamá-lo de um caipira antenado, que tinha sensibilidade suficiente tanto para dialogar com o povo quanto com a elite intelectual de sua época”, resume Paulo Augusto Nogueira, professor de teologia da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo.

Segundo o americano H. Wayne House, autor do livro “O Jesus que Nunca Existiu”, o Messias provavelmente sabia ler em hebraico e aramaico e escrever em pelo menos um desses idiomas. Suspeita-se, também, que falava um pouco de grego, a língua comercial da época.

Quanto à profissão que seguiu, há controvérsias. E as dúvidas surgem por causa de uma palavra ambígua, usada nos registros mais antigos dos evangelhos. Neles, José é apresentado como “tekton”, uma espécie de artesão que faria as vezes de um mestre de obras. Ele teria, portanto, as habilidades de um carpinteiro, mas não apenas. Jesus e José seriam uma espécie de faz-tudo. Faziam a fundação de uma casa, erguiam paredes como pedreiros e construíam portas como carpinteiros. É sabido também que tinham ovelhas e uma pequena plantação. Portanto, teriam algumas noções de pastoreio e agricultura.

Como era Jesus fisicamente?

A imagem de Cristo que se consagrou foi a de um tipo bem europeu: alto, branco, de olhos azuis, cabelos longos ondulados e barba. Mas são grandes as chances de que essa representação esteja errada. “É praticamente certo que ele não foi um homem alto, a julgar pelos objetos, como camas e portas, deixados por seus contemporâneos”, revela a socióloga e biblista Ana Flora Anderson. O fato é que não há registros fieis da aparência do filho de Maria. Essa ausência de documentos se explica. Para os especialistas, até o ano 30 d.C. pouquíssimas pessoas sabiam quem era Jesus. “Mas ele é Deus encarnado. Então teve um corpo, uma aparência física”, afirma padre Benedito Ferraro, professor de teologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), no interior de São Paulo. E se por um lado a existência carnal de Jesus impôs limites físicos a um Deus todo-poderoso, ela deu asas à imaginação e à especulação dos fieis já no século II e III d.C. sobre a aparência desse Deus em carne e osso.

A julgar pelos registros históricos que contam um pouco da vida na região em que Jesus nasceu e foi criado, o Messias deve ter sido um homem baixo, de pele morena e cabelos escuros e encaracolados (à esq., uma reconstituição feita pelo médico especialista em reconstrução facial inglês Richard Neave, da Universidade de Manchester). Por ser um trabalhador braçal, tinha uma estrutura física bem desenvolvida. “Como palestino, deveria ter as características daquele povo”, lembra frei Betto, dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Esse é o máximo a que chega a especulação baseada em estudos. “Não saberemos nem precisamos saber da real aparência de Jesus – ela não importa”, afirma o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai).

Jesus foi à Índia?

Teria Cristo pregado às margens do rio Ganges? Quem garante de pés juntos que ele esteve na Índia, cita duas possibilidades cronológicas. A primeira, durante os chamados anos perdidos, dos 12 ou 14 anos de idade aos 28 ou 30 anos. A segunda, depois da ressurreição. Ambas as afirmações são extremamente controversas e têm tanto apaixonados defensores quanto vigorosos detratores. O teológo americano H. Wayne House, do Dallas Theological Seminary no Texas, Estados Unidos, não acredita na visita de Jesus à Índia, mas reconhece que são muitas as fontes que narram uma suposta passagem do Messias, não só pela Índia, mas também pela região das Cordilheiras do Himalaia. Um texto hindu do século I d.C. menciona a suposta visita de Cristo ao rei Shalivahan, empossado mandatário da cidade de Paithan, no Estado de Maharashtra, em 78 d.C.

Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é fervorosa defensora da visita de Jesus à Índia. “Há dezenas de textos de eruditos orientais que confirmam a estada de Jesus na Índia e em regiões vizinhas na época”, conta ela em seu livro. Segundo Sylvia, Jesus recebeu diferentes nomes nas culturas pelas quais circulou, entre eles “Issa”, “Isa”, “Yuz Asaf”, “Budasaf”, “Yuz Asaph”, “San Issa” e “Yesu”.

Para a maioria dos cristãos, essas afirmações são absurdas. “Esses nomes são muito comuns na Índia, não permitem concluir que se referem ao Jesus que reconhecemos como Cristo”, sentencia Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Silva explica que uma série de documentos reunidos em livro do alemão Holger Kersten chamado “Jesus Viveu na Índia”, de 1986, incendiaram uma discussão vazia sobre o assunto. “Isso é uma picaretagem”, afirma o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Para ele, explorar esse tipo de ideia é caminhar no limite ético da especulação. “Era uma época de efervescência religiosa”, lembra o teólogo Fernando Altemeyer, colega de Lima na PUC-SP. “Um sem-número de sujeitos com o nome Issa ou Yesu pode ter aparecido na Índia e se anunciado profeta ou liderança de Israel”, lembra. Há também o argumento das dificuldades e custos de uma viagem como essa no século I d.C. Jesus, muito provavelmente, não teria como arcar com as despesas de uma empreitada desse tipo.

Jesus foi tentado pelo demônio no deserto?

Que Jesus foi tentado no deserto, não há dúvida. O episódio é relatado por três evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas, e citado pelo quarto, João. O que se questiona é a natureza do demônio que se apresenta a ele. Seria ele o demônio feito homem ou apenas uma síntese simbólica das tentações às quais todos os seres humanos estão sujeitos? Para o padre Vicente André de Oliveira, mariólogo da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, a tentação do demônio é simbólica. “O deserto e o demônio são maneiras de ilustrar o encontro de Jesus com suas limitações como homem”, diz Oliveira. Simbólico ou não, o encontro aconteceu. E para o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib), segundo os textos oficiais, o demônio se materializa diante de Jesus. Nesse sentido, ele tinha uma aparência física, apesar de ela não estar descrita. Pelos relatos de Mateus e Lucas, sabe-se apenas da conversa entre o Filho de Deus e Satanás. “Eram tentações que tinham como objetivo tirar Jesus de seu caminho”, lembra o mariólogo. A saber: a tentação do poder, da vaidade e do exibicionismo.

Jesus já gozava de fama quando foi levado pelo Espírito Santo para passar 40 dias e 40 noites no deserto. Se quisesse um cargo público na burocracia romana, por exemplo, era praticamente certo que o conseguiria e, com ele, viriam fartos benefícios. Mas isso seria se entregar às tentações. Ele resistiu e saiu recompensado, na visão dos cristãos.

Jesus era um judeu taumaturgo?

Judeus taumaturgos eram figuras muito comuns no tempo de Jesus: homens que circulavam pela Galileia fazendo milagres como uma espécie de mágico. Mas, para a maioria dos especialistas, não há possibilidade de Cristo ter sido um deles, apesar de suas andanças e milagres. A afirmação vem de muitas fontes. “Jesus pedia segredo dos milagres que fazia, não cobrava por eles e evitou fazer curas diante de quem tinha meios de recompensá-lo”, explica Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Segundo ele, os taumaturgos jamais agiriam dessa maneira. “Eles eram profissionais da cura. Jesus, não.” Outra diferença importante entre Jesus e os taumaturgos era que o Messias apresentava Deus de maneira acessível aos fiéis. Diferentemente dos taumaturgos, que valorizavam uma espécie de canal exclusivo que teriam com o divino para operar seus milagres, Jesus tentava ensinar as pessoas a cultivar o contato com Deus. E, assim, receber suas graças sem intermediários.

Mas a fama de Jesus como um judeu taumaturgo existiu e, em alguns lugares, ainda existe. Quem afirma é Giordano Cimadon, coordenador da Associação Gnóstica de Curitiba e membro de um dos braços brasileiros do gnosticismo, grupo religioso que condiciona a salvação ao conhecimento. Ele conta que, no início da Idade Média, provavelmente no século VII, alguns escritos chamados “Toledoth Yeshu”, que significa algo como o “Livro da Vida de Jesus”, circularam tentando expor Cristo como mais um entre os muitos judeus taumaturgos da Galileia. “A obra, que mostra Jesus como um falso Messias, circulou também como tradição oral”, conta Cimadon. Depois, ela foi redigida em aramaico e traduzida para ídiche, ladino e latim. A versão mais famosa foi compilada pelo alemão Johann Wagenseil e impressa na segunda metade do século XVII. O texto cria polêmica até hoje por divulgar uma versão deturpada supostamente por grupos de judeus da vida de Jesus. Argumenta-se que ela foi usada para legitimar o antissemitismo entre os séculos XIII e XX.

Qual a relação de Jesus com seus apóstolos?

Há quem argumente que a escolha que Jesus fez dos discípulos tenha sido um desastre. Não houve um sequer, por exemplo, que o acompanhasse durante a crucificação. Mas a Igreja Católica garante que ele confiava nos apóstolos que escolheu, inclusive nos que o traíram. Para o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo, Cristo tinha plena consciência de que lidava com homens e que os homens têm suas limitações. “É a beleza da obra de Jesus”, diz. Cristo tratava todos com igualdade, mas com Pedro, João e Tiago tinha mais intimidade. Mesmo sabendo que Pedro, por exemplo, negaria conhecê-lo em três ocasiões no dia de sua morte. Da mesma maneira, Jesus escolheu Judas, que também o traiu. Sobre ele, há farta literatura. Em evangelho atribuído a Judas, o apóstolo não aparece como traidor, mas como engrenagem fundamental do projeto de Deus , pois sem ele Jesus não seria crucificado e não se martirizaria para salvar os homens.

Com que idade Jesus morreu?

Provavelmente não morreu com os consagrados 33 anos. Essa marca foi estabelecida pela tradição durante os primeiros séculos do cristianismo primitivo – ou seja, não há nada que a comprove. Para o espanhol Ramón Teja Cuso, professor de história antiga da Universidade da Cantábria, Jesus não poderia ter morrido com 33 anos. Se ele nasceu entre os anos 6 a.C. e 5 a.C. e Pôncio Pilatos, algoz de Jesus, ocupou o cargo de prefeito da Judeia entre 29 d.C. e 37 d.C., o Messias morreu com, no mínimo, 34 anos e no máximo 43 anos.

Já o professor de filologia grega da Universidade Complutense de Madri, Antonio Piñero, usa a astronomia para fazer suas estimativas. Segundo ele, analisando o calendário de luas cheias no dia da Páscoa judaica, e existem registros desse fenômeno na data da crucificação, há apenas duas possibilidades de morte de Jesus dentro da janela estabelecida pelo professor Teja: 7 de abril de 30 d.C. e 3 de abril de 33 d.C. Nesse sentido, Jesus teria morrido com 36 anos ou 39 anos. Ainda assim, essas são apenas conjecturas. Elas dependem de variáveis que não podem ser verificadas, como, por exemplo, o relato de que havia uma lua cheia na ocasião da morte de Jesus ou que seu ministério teria durado três anos. O ano certo, portanto, dificilmente será conhecido, mas sabe-se, com uma margem mínima de dúvida, que foi entre os anos 29 d.C. e 37 d.C.

O dia da semana é consenso. De acordo com a “Bíblia de Jerusalém”, a tradução mais fiel dos originais das Sagradas Escrituras, Jesus morreu em uma sexta-feira, dia 14 de Nisã, que equivale, no calendário judaico, a 30 dias entre os meses de abril e março. A crença de que essa é a data correta é quase unânime entre os especialistas ouvidos por ISTOÉ.

Jesus manteve um relacionamento amoroso com Maria Madalena?

Como a questão que envolve as possíveis viagens de Jesus ao Vale do Rio Ganges, essa é uma pergunta que gera discussões acaloradas. Um dos grupos que defendem a relação de amor carnal entre Jesus e Maria Madalena com mais fervor é o dos gnósticos. Como Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”. Para ela, Jesus conheceu Maria Madalena ainda na infância e se casou com ela no que ficou conhecido, nos evangelhos, como o episódio das Bodas de Caná. Nessa ocasião, Jesus transformou água em vinho, que era parte fundamental da cerimônia do matrimônio. “Maria, mãe de Jesus, não ignorava que, pelos costumes judaicos, o noivo era responsável pela distribuição do vinho”, diz Sylvia. “Então quem fabricou o vinho oferecido aos convidados em Caná? Jesus. Era ele o noivo”, afirma em seu livro.

Outro indicador de que Jesus e Maria Madalena teriam uma relação amorosa estaria registrado no evangelho apócrifo de Filipe. Nele estaria escrito que Jesus beijava Maria Madalena na boca – afirmação constestada por uma corrente de tradutores. Ela, por sua vez, o compreendia melhor do que qualquer discípulo. A certa altura, os apóstolos chegam a demonstrar ciúme.

A americana Sylvia vai mais longe. Ela sustenta que Jesus teve filhos com Maria Madalena. As crianças teriam nascido depois da suposta morte de Cristo, que, segundo ela, foi forjada com a ajuda de Pôncio Pilatos e José de Arimateia. Ambos teriam tirado Jesus e Maria Madalena da Galileia num barco que passou pela Turquia e Caxemira, até aportar na França. Durante a estada na Turquia, a primeira filha do casal Jesus e Maria Madalena, chamada Sara, teria nascido. Outra menina e dois meninos teriam sido gerados já na França.

A Igreja Católica rechaça qualquer possibilidade de relação de amor carnal e, portanto, de filhos entre os dois. “Jesus deixou sim descendentes, espiritualmente, bilhões deles espalhados por todo o planeta”, afirma o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. A instituição religiosa reconhece, porém, que Maria Madalena era de fato muito próxima de Jesus. “Para os homens daquela época, ver Jesus confiar segredos a uma mulher era uma afronta”, lembra o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai). “Mas da simples confiança concluir que havia uma relação matrimonial é deduzir demais.”

O professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Rodrigo Pereira da Silva lembra que quando o livro “O Código da Vinci”, de Dan Brown, foi lançado, em 2003, um sem-número de supostos especialistas surgiu para confirmar o que o próprio autor havia classificado de ficção. Uma das afirmações seria de que Leonardo Da Vinci retratou Maria Madalena, e não o apóstolo João, ao lado de Cristo na “Santa Ceia”. “Criei um curso com a Coordenadoria-Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (Cogeae) da PUC-SP só para esclarecer a confusão criada pela obra”, lembra. Batizada de “O Código da Vinci e o Cristianismo dos Primeiros Séculos: Polêmicas”, a disciplina foi um sucesso. Ainda assim, muitas das afirmações do livro, que vendeu cerca de 80 milhões de cópias e foi traduzido para mais de 40 idiomas, permaneceram como aparentes verdades para muitos. “Mas não são”, sentencia Silva.

Jesus deixou algo escrito?

“É mais fácil encontrar os vestígios de um palácio do que de uma choupana”, diz o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Com essa afirmação, Lima resume o argumento que explica a inexistência não só de qualquer documento escrito por Jesus, mas de objetos que tenham ligação direta com ele. É que, no início do século I d.C., Cristo não tinha nenhuma importância. E, historicamente, os documentos mais antigos só registram os feitos de estadistas e donos de grandes fortunas – como sabemos, ele não foi nenhum dos dois. O único registro que se tem de Jesus escrevendo está nos evangelhos. Eles relatam o episódio da adúltera que seria apedrejada até a morte – supostamente Maria Madalena –, mas que foi salva pelo Messias. Cristo teria escrito algo na areia para afastar quem queria matar a mulher. “Não sabemos o que foi, mas podem ter sido os nomes de quem havia se encontrado com ela, talvez alguém importante ou até alguns dos que queriam apedrejá-la”, explica o cônego Celso Pedro da Silva. Fora isso, porém, não há absolutamente nada escrito por Jesus que tenha sido encontrado – ou para ser achado, suspeita-se. Na melhor das hipóteses, pode haver anotações de um ou outro fiel feitas durante uma das pregações de Cristo. Mas, até hoje, esses registros permanecem perdidos.

Quem escreveu os evangelhos? E quando?

A própria Igreja Católica reconhece que não há como saber se os evangelhos foram, de fato, escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Nos textos não há menção aos autores. Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, usa essas supostas brechas nas escrituras para tecer suas teorias. Ela lembra que a “Bíblia” como a conhecemos só tomou forma a partir do Concílio de Niceia, em 325 d.C., e que nesses três séculos a Igreja manipulou transcrições e traduções dos evangelhos para que eles divulgassem uma mensagem alinhada ao projeto de expansão da instituição. Sylvia sustenta ainda que os evangelhos de Mateus, Lucas e Marcos foram escritos pela mesma pessoa e que apenas o de João teve um autor exclusivo. Supostas contradições, omissões e coincidências seriam sinais da manipulação.

A teoria da coautoria começou a tomar forma no início do século XVIII, com os trabalhos do teólogo protestante alemão Heinrich Julius Holtzmann e do filólogo Karl Lachmann. Chamada de “Questão Sinótica”, ela tem apoio de importantes estudiosos da atualidade, como o inglês Marc Goodacre, responsável pelo núcleo de estudos do Novo Testamento na Universidade Duke, na Inglaterra, e John Dominic Crossan, teólogo e fundador do controverso Jesus Seminar. Em 1968, um outro pesquisador inglês, A.M. Honoré, chegou a fazer um levantamento mostrando que 89% do que está em Marcos se encontra em Mateus, enquanto 72% de Marcos está em Lucas.

“Isso é uma besteira”, argumenta o teólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Fernando Altemeyer. Para ele, não há contradição nos evangelhos e as omissões e coincidências são justificáveis. “Os evangelhos não foram escritos como biografias de Jesus”, reforça o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). “Eles contam as partes da vida do Messias que têm importância”, conclui. Os relatos da vida de Cristo que não entraram para o Novo Testamento circulam com o título de evangelhos apócrifos. Entre os séculos XIX e XX houve uma explosão nas descobertas desse tipo de documento. Hoje já são mais de 15 os relatos extraoficiais. A Igreja não os reconhece, embora utilize parte dos que datam dos séculos I d.C. e II d.C. para reconstruir o dia a dia de Jesus, que viveu como mais um dos milhares de judeus remediados da Galileia.

Os evangelhos também não foram escritos logo depois que os fatos aconteceram. Eles datam dos anos 70 d.C. e 90 d.C. e foram redigidos, provavelmente, em aramaico e hebraico. Chegaram até nós por meio de cópias, pois os originais foram perdidos. Não se tem registro de como isso aconteceu, mas não seria difícil danificar um manuscrito em papiro no tempo de Jesus. As cópias foram descobertas em fragmentos e reconstruídas por pesquisadores alemães no início do século XIX. A mais antiga, em papiro grego, data do século II d.C. e foi reconstruída no século XIX pela equipe Nestle & Alland, de Stuttgart, na Alemanha.

O que diz a arqueologia

Só a arqueologia é capaz de preencher as imensas lacunas que compõem a trajetória de Jesus na Terra. Ao se debruçar sobre os costumes e a cultura do tempo do Messias, através de buscas por monumentos, documentos e objetos que compunham aquela época, os pesquisadores da área se movimentam para saciar as centenas de indagações acerca do judeu que mudou a história da humanidade. Praticamente não há esperanças de se achar algo diretamente ligado a Jesus Cristo ou à sua família. Mas há expectativa de se encontrar objetos relacionados a contemporâneos, da mesma classe social, que moravam na Galileia. Nesse quesito, o século XX foi recheado de conquistas. Novas técnicas e o renovado interesse por provar, ou desmentir, o que foi escrito pelos evangelistas alimentaram as buscas pelo que sobrou do tempo de Jesus. E as descobertas foram importantes. Entre papiros e pergaminhos, jarros, urnas, pedras e ruínas comprovou-se parte do que disseram Mateus, Marcos Lucas e João (leia quadro).

Mas, quando o assunto é arqueologia, todo cuidado é pouco. Nem tudo é o que parece. Por isso, o processo de verificação da autenticidade dos objetos é lento e rigoroso. Que o digam os estudiosos do que ainda vem sendo considerado o último grande achado do tempo de Cristo: uma urna que conteria os ossos de Tiago, irmão do Messias. Revelada em 2002, ela já foi reconhecida como objeto do tempo de Cristo, mas as inscrições em aramaico que a identificam como sendo de Tiago ainda estão sob avaliação da comunidade arqueológica internacional. “Pude ver o ossuário em primeira mão, quando estive em Israel no começo de 2009”, conta Rodrigo Pereira da Silva, teólogo, filósofo e doutor em teologia bíblica com pós-doutorado em arqueologia na Andrews University, nos Estados Unidos. “Mas ainda há muito o que ser feito para validar as inscrições.”

Professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC), Silva também é arqueólogo e já participou de escavações em Israel, na Jordânia, no Sudão e na Espanha. Ele conta que, no caso da urna de Tiago, se comprovada a autenticidade de seus escritos em aramaico, esse será o primeiro artefato arqueológico com vínculos diretos com Jesus. No dia 21 de dezembro, um outro achado empolgou os arqueólogos. Foram encontrados os restos de uma casa humilde de Nazaré que datam do século I d.C. Com dois quartos, um pátio e uma cisterna, ela ajuda a resconstruir a vida de judeus do tempo de Cristo. “As informações vêm sempre fragmentadas”, explica Pedro Vasconcelos Lima, professor de teologia e presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). “Não podemos esquecer que esses fragmentos não foram criados para responder às nossas perguntas e, por isso, precisam de um cuidadoso trabalho de contextualização.”

Enquanto a contextualização segue a todo vapor, nos departamentos acadêmicos das melhores universidades do planeta, o trabalho de campo tem encontrado mais obstáculos do que de costume. Como se o calor, a areia e as outras tantas dificuldades usuais da arqueologia já não fossem suficientes, questões políticas das regiões escavadas têm influenciado pesadamente as áreas disponíveis para exploração. “Vemos muitas descobertas se esgotarem nelas mesmas”, explica Rafael Rodrigues da Silva, professor do Departamento de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e teólogo do Centro de Estudos Bíblicos (Cebi). “O sujeito faz a descoberta, quer escavar o entorno, buscar outros sinais e não pode”, afirma. É que boa parte da terra onde estão enterrados muitos desses objetos está em áreas de constante disputa, como é o caso de porções territoriais de Israel. “Se o século XX foi bom para a arqueologia, dos anos 90 para cá temos visto uma calmaria nos achados – mesmo com essa história do ossuário de Tiago”, afirma o professor Silva. Sem achados, sem história.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

“Jesus te ama, meu irmão” foram as últimas palavras de homem antes de ser morto em frente a Igreja Evangélica

“Quais são suas últimas palavras?”, indagou o sujeito na motocicleta. “Jesus te ama, meu irmão”.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Instante após pronunciar esta frase, João Marcelo Cardoso Dias, 27 anos, conhecido pelo apelido de Xexéu, foi executado em frente a uma igreja evangélica no bairro Portal Caiobá, em Campo Grande. Morreu atingido por três tiros, dois no rosto e um no peito. O executor era um homem que chegou em uma motocicleta Honda Today velha, de cor vermelha, e fugiu sem ser reconhecido por ninguém.

João Marcelo participava de um culto na Igreja da rua Gaia, no Portal Caoibá. Eram 22 horas do sábado, faltava pouco para a reunião religiosa terminar. Quem conta o ocorrido é Eliane Dias Gomes, 33, testemunha ocular dos fatos.

O motociclista parou em frente à igreja, havia crianças brincando na calçada. Ele pediu que chamassem “o Xexéu”. As crianças não sabiam que João Marcelo tinha esse apelido. Decidiram contar a Eliane – que conhecia todo mundo na igreja. E de fato ela sabia quem era Xexéu.

Eliane contou à Polícia que João Marcelo tinha um passado sujo, mas desde que se converteu havia abandonado o mundo do crime. Pelo menos é o que ela sabe.

“Quais são suas últimas palavras?” A frieza do assassino perde para a firme determinação de João Marcelo. Ante a morte certa, ele profere o perdão.

O homem que matou João Marcelo vestia regata branca, bermudão, tinha estatura média, forte, com barriga aparente.

Gostou de Desafiando Gigantes e À Prova de Fogo? Os criadores estão preparando um novo filme: Courageous

“Courageous” é o novo filme dos irmãos Kendrick, os mesmos criadores de “Desafiando os Gigantes”, “A Virada” e “Prova de Fogo”.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O Tema

Desta vez o tema é paternidade. O novo filme visa trazer aos pais e famílias, de uma forma geral, a importância e a responsabilidade do papel de um pai dentro do lar e na educação dos filhos. Os quatro líderes da Sherwood Pictures possuem família e filhos. Stephen Kendrick tem quatro filhos e Alex Kendrick possui seis filhos.

“Nós nos concentramos no papel crucial do pai. Não se trata apenas de ser um pai que ama seus filhos e sim de ser um pai com propósito”, disse Alex Kendrick, um dos autores e diretor.

Courageous conta a história de quatro policiais que têm a vocação de servir e proteger. Eles enfrentam o perigo todos os dias. Porém, quando a tragédia acontece perto de suas casas, esses pais lutam com suas esperanças, medos e fé. Esta luta trará uma decisão que poderá mudar tudo em suas vidas.

“Durante pouco mais de um ano nós oramos para ter certeza de que a ideia do filme era algo direcionado por Deus”, disse Michael Catt.

O Motivo

Depois de uma vasta pesquisa sobre famílias, a equipe do filme decidiu falar sobre paternidade. No que diz respeito à influência de um pai na formação de futuros cidadãos, temos como exemplo:

- Cerca de 17 milhões de crianças vivendo com mães solteiras;
- 60% dos casais divorciados terem filhos;
- Cerca de 1,9 milhões de pais solteiros terem filhos menores de 18 anos.

Crianças órfãs de pais são mais propensas a:

- Ter distúrbios de comportamento
- Cometer suicídio
- Desenvolver dependências químicas….

“As estatísticas sobre as crianças órfãs são devastadoras”, diz Jim McBride, pastor executivo de Sherwood. “E como a família é o alicerce da sociedade, os pais são as ferramentas mais importantes para reconstruí-la”, acrescenta.

Courageous traz muita ação, drama e humor. Os Kendrick buscam reavivar a promessa de Deus sobre a família de “…transformar os corações dos pais aos filhos, e dos filhos aos pais…” (Lucas1:17). O objetivo é fazer com que os pais em todo o mundo se levantem com coragem, como líderes em suas casas. Vale à pena aguardar por este filme que promete repetir o histórico de sucessos desta dupla.

As filmagens começarão em março de 2010, em Albany, Geórgia. Este promete ser o maior e melhor filme já produzido pela Sherwood Pictures. Com o objetivo de alcançar vidas através do cinema, os irmãos Kendrick começaram a produzir em 2003, com seu primeiro sucesso, “A Virada”, e logo em seguida vieram outros grandes nomes como “Desafiando os Gigantes” e “Prova de Fogo”.

A Sherwood Pictures parte agora para o seu quarto trabalho.

Silas Malafaia compra em dolar um avião mais caro que o de R. R. Soares e Samuel Câmara juntos

Depois do Missionário R. R. Soares e do Apóstolo Renê Terra Nova, mais um famoso pastor aderiu a nova moda evangélica e comprou um avião particular, juntando-se a outros nomes pioneiros nesse tipo de compra como Edir Macedo e Samuel Câmara.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Silas Malafaia, que é o vice-presidente da Covenção Geral das Igrejas Assembléias de Deus, anunciou que comprou o avião em um culto que realizou em uma igreja em Boca Raton, nos Estados Unidos. Segundo vários brasileiros presentes, o Pastor teria dito que foi uma “galinha morta”, já que o preço pago foi de 12 milhões de dólares (cerca de R$20.800.000,00), sendo que o avião vale 16 milhões de dólares (cerca de R$27.840.000,00).

O avião de Silas Malafaia não é novo, já teve um dono, mas seu modelo é mais caro do que os aviões de R. R. Soares, Renê Terra Nova e Samuel Câmara juntos, que custam 5 milhões cada, tem banheiro a bordo e capacidade para 8 pessoas.

O blogueiro Leonardo Gonçalves comentou em seu blog sobre o ocorrido: “Com tanta necessidade em terras tupiniquins, com milhares de crentes passando dificuldade nos bolsões da fome no Brasil, confesso que até pensei na possibilidade do senhor Silas usar esse dinheiro para levar educação, alimento e salvação a estas pessoas. Mas infelizmente ele preferiu investir em comodidade, igualando-se aos outros ícones da prosperidade”. Leonardo também lembrou dos episódios em que o Pastor Silas Malafaia pediu incisivamente junto com o Dr. Morris Cerullo ofertas voluntárias de R$900 prometendo prosperidade e uma Bíblia de estudo sobre “batalha espiritual e vitória financeira” para os contribuintes: “Parece que a farra dos 900 reais, somado à intimidação que o Cerrulo fez na TV, levou milhares de pessoas a ofertarem para o ministério, e ele [Silas Malafaia], sábio e prudente, aplicou o dinheiro onde havia mais necessidade” e completou “Rachem a cara e queimem a língua todos vocês que disseram que a bíblia de 900 reais não trazia prosperidade! Sim, eu confesso que estava enganado. A bíblia do Cerrullo, de fato, prospera!”.

Silas Malafaia, que não constuma dar entrevistas, exibiu a alguns dias em seu programa de televangelismo um desabafo aos que criticam seus atos, visivelmente indignado, o mais famoso pastor da Igreja Assembléia de Deus afirmou que “Quem critica não faz nada. Você conhece alguma coisa que algum crítico construiu? Crítico é um recalcado que tem sucesso da obra alheia”, finalizou.

Natal Evangélico – Cerca de milhares de evangélicos se reuniram em culto na noite de Natal

Em uma noite iluminada e cheia de música, mais de dez mil evangélicos se reuniram para celebrar o nascimento de Jesus Cristo em Pernambuco. O evento ocorreu na última sexta-feira (25) em frente ao quartel do Derby.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

“Estamos aqui celebrando um Cristo que nasceu em Belém, morreu na cruz e está vivo preenchendo de amor nossos corações”, comentou Ailton Júnior, pastor que celebrou a ocasião.

Cantatas da Orquestra Doce Harmonia do templo central da Assembleia de Deus do Recife e do Coral Filadélfia formaram um coro de 120 vozes e 56 instrumentistas que fizeram da sexta-feira uma noite de festa dedicada a Jesus Cristo e à esperança de um mundo melhor para todos.

Igreja evangélica prepara protesto em show e afirma que “Deus odeia” uma famosa cantora mundial

A ultraconservadora Igreja Batista de Westboro, baseada no estado de Kansas, nos EUA, afirmou que a cantora Lady GaGa “vai para o inferno” por supostamente liderar uma “rebelião contra Deus”, informou o site Popcrunch.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Liderada pelo reverendo Fred Phelps a igreja, famosa por seus protestos em funerais de soldados norte-americanos mortos em guerras, e por se manifestar publicamente contra gays e lésbicas, emitiu um comunicado intitulado “Deus odeia Lady GaGa”.

O documento, publicado no site da igreja, afirma que a cantora usa “moda” e “arte” como disfarce para ensinar os jovens “a se rebelar contra Deus.”

A controversa igreja, que não é reconhecida por outras comunidades batistas dos EUA, promete realizar um protesto em frente ao teatro onde será realizado o show de Lady GaGa no Missouri, no próximo dia 7 de janeiro.

Alguns fãs da cantora acreditam que ela tenha sido alvo dos ataques por seu discurso na Marcha para a Igualdade Nacional, evento de promoção da defesa dos direitos dos homossexuais, realizada em Washington no início deste ano. A cantora terminou seu discurso com a frase: “abençoemos a Deus e aos gays”.

Namorada de evangélico faz ensaio sensual sem ele saber

Madrinha da bateria da União da Ilha, Luciana Picorelli gosta tanto de carnaval que não se importa de perder o namorado por conta da folia. “Estamos brigados porque ele é evangélico e não entende que eu trabalhe com carnaval”.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O ensaio para o site Paparazzo, feito sem ele saber, pode colocar o ponto final no relacionamento de seis meses. “Acho que ficarei solteira, de novo”. Primeiro ensaio sensual da atriz do ‘Zorra Total’, ela agora negocia com uma revista masculina para posar nua. “Mas o dinheiro teria que dar para comprar uma casa na praia para a minha mãe, senão não faço”.

Para quem não lembra dela, ela sempre aparece em quadros do humorístico global com mini-biquinis

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

TV evangélica – Nasce uma nova emissora voltada para os cristãos

No último dia 18 de dezembro a EBF Eventos, empresa que é referência no desenvolvimento de produtos e serviços para cristãos do Brasil, e a Rede Brasil, emissora de São Paulo que conta com modernos estúdios e profissionais experientes, selaram acordo para desenvolvimento de um novo projeto: a Rede Brasil Cristã de TV.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Getúlio Camargo

Eduardo Berzin acerta os últimos detalhes da programação cristã com Francisco Gois da Rede Brasil

Estiveram reunidos no encontro na sede da emissora em São Paulo o empresário e diretor da Rede Brasil, Kennedy Coutinho e o diretor a EBF Eventos, Eduardo Berzin Filho. O acordo, segundo os empresários, já vinha sendo estudado desde setembro deste ano e visa à produção de conteúdo e programação cristã a ser veiculado na Rede Brasil, sob a gestão da EBF Eventos. “É preciso dar mais valor as bases religiosas e desassociar mídia de denominações com visão unilateral, pois é isso que prejudica o relacionamento e aumenta o preconceito com o povo evangélico”, afirma Kennedy Coutinho. A intenção é construir uma grade totalmente voltada ao cristão, sendo que a EBF passará intermediar este relacionamento assessorando aos pastores e líderes que desejam aprimorar o evangelismo de massa através da TV.

Já Eduardo Berzin Filho argumenta que o foco é construir um canal cristão para toda família. “Somos ligados somente a Deus e por isso faremos TV de um jeito diferente, com qualidade. A EBF entra com conhecimento e experiência no segmento de produtos cristãos e a Rede Brasil com a produção de programas de qualidade com equipamentos de última geração” explicou Eduardo Berzin, que é promotor da ExpoCristã o maior eventos de produtos para cristãos da América Latina.

Com estúdios localizados no bairro do Alto Paulista, próximo ao aeroporto de Congonhas, o sinal da Rede Brasil TV alcança mais de 500 municípios em canal aberto UHF e VHF, além de canais a cabo – o equivalente a 20 milhões de lares em todo território nacional.

Os formatos e horários para desenvolvimento de uma grade de programação já começaram a ser definidos pela EBF e a Rede Brasil. Além da produção a EBF Eventos, com todo conhecimento e experiência no segmento cristão, estará em parceria com a Rede Brasil, com todo conhecimento em programas ao vivo, produção que vídeos que hoje são exibidos em outras emissoras, surgirá como opção e ferramenta de teleevangelismo.“O contexto do nosso negócio é integridade e princípios. Nossa TV é da família brasileira, por isso mais do que lucros queremos a fidelidade com o telespectador”, comemorou o superintendente da Rede Brasil, Francisco Gois.

A História de Ester – Confira como será a primeira minissérie bíblica da TV Record

Figurinos de época, lutas e os mesmos efeitos visuais vistos no blockbuster 300. Não é mais um filme que estreia nos cinemas, mas a nova minissérie da Record, que investiu pesado e fez uma superprodução para retratar a Pérsia de 479 a.C., época em que se passa A história de Ester, prevista para estrear no dia 11 de janeiro.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

– É uma produção feita com grande cuidado, com uma grande equipe e efeitos que não se viam ainda na TV brasileira. É uma linguagem diferente, bacana – elogia a atriz Gabriela Durlo, que interpreta a personagem-título.

Após participar das novelas Amor e intrigas, Vidas opostas, e das séries A lei e a ordem (todas da Record) e Mandrake (HBO), ela encara, pela primeira vez, um papel de protagonista.

– Está sendo ainda mais especial por ser a Ester, que é uma personagem forte. É uma figura muito conhecida, tem um peso. Ela é uma judia plebeia que é levada para o harém do rei Assuero, interpretado por Marcos Pitombo. Ele se apaixona por Ester e ela acaba sendo coroada rainha, e arrisca sua vida para salvar o povo judeu do extermínio. É um trabalho muito interessante, e a história é profunda e consistente.

Para a autora Vivian de Oliveira, a história de Ester é “cheia de reviravoltas e conflitos e nos transporta para um mundo totalmente diferente”. A adaptação do texto bíblico demandou muita pesquisa e estudo sobre a época, o mundo antigo e a religião.

– O primeiro passo foi entender como as pessoas viviam na Pérsia em 479 a.C. Tivemos a consultoria de um historiador que nos ensinou sobre os costumes da época, a etiqueta do palácio, a influência do império persa, as guerras travadas pelo rei Assuero, entre tantas outras coisas – detalha Vivian. – Aprendemos também sobre esse momento tão importante para o povo judeu. Tudo isso foi enriquecedor e nos ajudou a mergulhar no universo de uma moça judia do povo e de um rei que era reverenciado como um deus.

Gabriela Durlo afirma que há diferenças na hora de atuar numa minissérie de época, e que teve que ter atenção dobrada com os detalhes históricos.

– Tivemos cuidado com a linguagem, evitamos gírias, pronunciamos todas as letras das palavras. É preciso se policiar na hora de gravar – ressalta a atriz. – E tivemos uma preparação muito boa, tivemos contato com um historiador e fizemos várias oficinas. Como é uma época desconhecida, em cada pesquisa você acha um elemento novo, de fato pouca coisa foi registrada, e você tem que tomar uma certa liberdade pra seguir uma linha.

Houve também, como revela Gabriela, um cuidado para não retratar a narrativa, que se passa na Antiguidade, de uma forma que distanciasse o público, acostumado às tramas urbanas. Vivian de Oliveira acredita que, mesmo se passando tanto tempo atrás, a história continua atual:

– A trama é recheada de conflitos inerentes ao ser humano em qualquer lugar do mundo ou em qualquer época. A minissérie fala de amor impossível, amor não correspondido, vingança, sede de poder, ambição, inveja, traição, família, luta entre irmãos, fé, ou seja, não importa se a história se passa há tanto tempo – comenta a autora. – As dores, frustrações, alegrias e sonhos desses personagens que viviam na Pérsia são os mesmos que nós sentimos nos dias de hoje. Por isso, tenho certeza que o público irá se identificar com os personagens.

O conteúdo e os personagens do livro de Ester receberam alguns acréscimos da autora na adaptação para a TV, ganhando, inclusive, alguns personagens.

– A história central de Ester e Assuero (Marcos Pitongo) e as maldades do vilão Hamã (Paulo Gorgulho) contra os judeus, especialmente contra Mordecai (Ewerton de Castro), estão presentes. Mas só esses personagens não sustentariam 10 capítulos. Tive a preocupação de criar personagens novos que pudessem ser inseridos na trama sem comprometer ou descaracterizar a história original, que permanece intacta. Criei em cima das lacunas: a melhor amiga de Ester, um judeu amigo de Mordecai, um romance entre uma judia e um amalequita, filho de Hamã, inimigos dos judeus, um amigo de infância de Ester que é apaixonado por ela, e assim por diante.

O romance entre esses novos personagens foi, inclusive, inspirado em Romeu e Julieta. A judia Ana, vivida por Letícia Colin, e Aridai, personagem interpretado por Paulo Nigro e que é filho do vilão Hamã, o maior inimigo do povo judeu, vão viver um relacionamento tumultuado, enfrentando a oposição de suas famílias.

Testemunho – Ex atriz pornô muda totalmente de estilo de vida após se tornar evangélica

“Sabe… Você me faz lembrar de alguém.” “Mas eu sou alguém.” Num shopping tradicional da zona sul do Rio, o diálogo entre mim e a vendedora de uma megarrede de eletrodomésticos soaria trivial, não fosse ela a capa da Playboy de fevereiro de 1994 e uma ex-integrante do Zorra Total.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Ex-bailarina, atriz e estrela pornô, a evangélica Regina Soares de Oliveira, 38 anos, conhecida outrora como Regininha Poltergeist, é, há três meses, vendedora de geladeiras e lavadoras.

“Às vezes, um ou outro cliente me reconhece, vem falar, mas não são muitos”, conta, com alguma timidez.

A mudança, um ano depois de promover seu segundo filme pornô, deu-se após um quadro de depressão e pela necessidade de sustentar o filho Lucas, 4, num padrão mais cristão, o que faz Regininha detestar o velho apelido de filme de terror.

“Poltergeist significa ‘espírito brincalhão’. Um demônio, né? Vivi um demônio por 20 anos e deixei de mostrar quem eu era. Aceitei isso.”

Dedicação total

E por que a entrada no comércio varejista? “Eu já tinha sido vendedora. Sou bailarina formada, mas não gosto de dar aula. Prefiro o palco. Na Igreja Bola de Neve, nós temos o Ministério da Dança.” Regininha conta que fez todos os testes – “Nem sei como passei, nunca tinha usado computador na vida, tinha agente para tudo” – e foi aprovada. Hoje, ela diz que é uma pessoa feliz.

“Eu gosto de desafios. E essa coisa de vender vicia, dá vontade de ser a melhor vendedora da loja. E eu me dedico.” Indagada se gostaria de voltar ao meio artístico, Regininha silencia por alguns segundos. Pensa. E, depois, abre um sorriso.

“Sim. Mas tinha de ser um papel bem diferente.”

Ex-global com pornôs no currículo, atriz se identificou com Leila Lopes

Regininha tem uma trajetória muito parecida com a da atriz Leila Lopes, que se suicidou no mês passado. Ambas tiveram passagens pela Globo, pelo cinema pornográfico e enfrentaram diag-nósticos de depressão.

“Tomei um susto quando soube da Leila”, afirma. “Meu problema era parecido, mas Deus me permitiu continuar minha missão.” Formada em balé na Escola Maria Olenewa, a pequena nascida no Méier foi lançada nos espetáculos Santa Clara Poltergeist e Básico Instinto, no início dos anos 1990, em que o poeta Fausto Fawcett glorificava loiras como Marinara Costa – que também frequenta hoje a Igreja Bola de Neve. Regina era a santa que curava pelo sexo, ao som de “Amém, Regininha, Amém”.

As curvas abençoadas a levaram para revistas masculinas, teatro e cinema e, mais recentemente, a pornôs.

“Não me arrependo de nada do que eu fiz. Para mim, tudo isso foi um caminho necessário para me trazer até aqui. Foi um aprendizado.”

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Igreja Mundial do Poder de Deus – Pastor agredido por colega é expulso da igreja e agora quer indenização de R$1 Milhão

O pastor Rafael Alves Ferreira, que foi expulso da Igreja Mundial do Poder de Deus (do Apóstolo Valdemiro Santiago), por ter sido agredido por um colega de igreja irá requerer em uma ação por danos morais a quantia de R$ 1 milhão de indenização. Rafael alega ter sido vítima de preconceito por parte do pastor agressor porque é “ex-homossexual”.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O pastor agredido diz que a direção da igreja também agiu com preconceito porque o expulsou antes de apresentar sua versão. O pastor que o agrediu foi “transferido” de sede.

Toda a polêmica envolvendo os pastores da Igreja Mundial começou no último final de semana, quando Rafael prestou queixa contra o colega pastor, identificado como Jademir. Alves contou que, enquanto estava dormindo, levou um soco no peito. Ao levantar ainda com sono e machucado, Rafael correu em direção à porta, mas foi empurrado pelo agressor, que o jogou na parede e começou a estrangulá-lo.

Rafael, então, conseguiu se libertar e correu pelos corredores da sede da igreja, gritando para chamar a atenção das demais pessoas.

“Esse aí (Jademir), na verdade, não tem honra para colocar uma gravata e ser chamado de pastor”, disse Rafael Alves.

Ao contar o caso para a direção da igreja, o agressor não foi destituído da função, apenas afastado da sede. Ele agora ministra em outra igreja da instituição localizada no CPA 2.

“Um pastor que é preconceituoso e homofóbico jamais pode ser chamado de pastor”, reafirmou Alves.

Após o ocorrido, o pastor que supostamente agrediu Rafael fez um comentário preconceituoso sobre o caso. Segundo Alves, o colega de igreja afirmou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fez uma visita a ele, porque teria batido em um “veado”.

Igreja Renascer – Médicos erram e filho do casal Hernandes volta para a UTI

O Bispo Tid, filho de Sônia e Estevam Hernandes, havia saído da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no dia 17/10 e ido para a Unidade Semi-Intensiva (USI) do hospital Albert Einstein, sem o cateter e dreno. Depois de quase 3 meses na Unidade Semi Intensiva, Bispo Tid Hernandes voltou na tarde desta quarta feira (16/12) para a UTI depois de ter sido mudado de forma errada a alimentação.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Segundo o hospital, Bispo Tid, como é conhecido, trata de complicações neurológicas de origem metabólica e gastrointestinais – devido à cirurgia corretiva do aparelho digestivo.

Evangélico e umbandista irão se casar na praia de Copacabana

Em meio a uma série de denúncias de intolerância religiosa, a Praia de Copacabana servirá de altar para um casamento entre uma umbandista e um evangélico num culto ecumênico unindo características das duas religiões.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O evento vai acontecer no dia 29 de dezembro, que foi oficializado pela prefeitura como a data da comemoração antecipada de Yemanjá. É que embora a oficial seja 2 de Fevereiro, no Rio tradicionalmente era reverenciada na noite de 31 de dezembro, prática que foi diminuindo com o crescimento da festa de Réveillon na orla carioca.

“Será o primeiro realizado na praia com uma união inter-religiosa. O casamento vai ser antecipado com uma carreata que parte do Mercadão de Madureira no meio da tarde percorrendo vários bairros até Copacabana. Esse é o sétimo ano que a festa de Yemanjá é realizada no dia 29″ – revela Sheila Reis – integrante do departamento de Marketing do Mercadão que está comemorando 50 anos de fundação.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Música Gospel e o flerte com ritmos mundanos

Já foi o tempo em que música evangélica era solenemente sacra e sem os embalos rítmicos que os conservadores ao extremo costumavam taxar de ritmos da carne ou profanos, por motivar o corpo ao balanço. Atualmente, Pagode, Funk, Rock, e até o Hip Hop, ganham uma versão gospel com letras que pregam o evangelho de Cristo.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Nesta próxima sexta-feira (11/12), por exemplo, a juventude evangélica de Porto Velho participa do evento denominado “1º Gospel Show”, que vai promover uma mistura que vai do sacro ao Hip Hop – incluindo grupos de danças coreografadas e grupo de Pagode Gospel.

O teólogo Messias Alves (graduada pela UNACH – Universidad Adventista de Chile) informa que durante décadas a música evangélica era divisível de ritmos cujas raízes estão ligadas à condutas convergentes aos princípios cristãos. Mas, que, principalmente no final dos anos 1980, começou se fazer uma mistura de ritmos com o fim de evangelização.

“A princípio, a inserção de certos ritmos no campo da música gospel ou evangélica se deu sob muita resistência por parte dos conservadores. Até hoje muitos evangélicos não aceitam os chamados Pagode Gospel, Rock Gospel e outros, por considerarem uma ‘mistura do santo e do profano’. No entanto, mesmo os mais conservadores podem constatar que tal revolução na música evangélica resultou numa maior aproximação dos jovens ao Evangelho de Cristo e, conseqüentemente, em mudança de vidas”, explicou o teólogo.

Para o promotor de eventos, Rosan Neves, a mistura de ritmos quebra paradigmas e abre oportunidades para alcançar os não alcançados pelo Evangelho. Rosan, que já teve casa de show em Porto Velho antes de ser evangélico, conta: “conheci muitos jovens músicos que tocavam pagode e enchiam a cara de drogas. Agora tenho reencontrado esses mesmos jovens tocando pagode e adorando a Jesus – vivendo um estilo de vida saudável e muito melhor para si e para as famílias deles”, finalizou Rosan.

Ex diretor juridico da instituição lança livro sobre como reaveu na justiça os bens doados a Igreja Universal

A Igreja Universal do Reino de Deus surgiu em meados dos anos 1970, comandada pelo então pastor Edir Macedo. Desde seu início ganhou diversos templos, espalhou-se por todo o país e o exterior, atraiu milhões de fiéis e gerou polêmica por sua trajetória.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Uma dessas histórias polêmicas é a do advogado Grigore Valeriu, que conta como seu encontro com as bênçãos de Deus acabou por se tornar um inferno. Seu relato pode ser visto no livro “Deus é justo – A história real do homem que venceu na Justiça a Igreja Universal.” ( Ideia & Ação – 216 páginas)

Grigore nasceu na Romênia, descendente de uma tradicional família judia, chegou ao Brasil com 17 anos, se formou em Direito e construiu um sólido patrimônio.

Fragilizado por problemas conjugais e familiares Grigore procurou auxílio na igreja, porém acabou perdendo suas posses e quase teve seu casamento e sua família destruídos.

Para a Universal Grigore perdeu casas, apartamentos, lojas e ações. No livro ele relata que certa vez o pastor da igreja do Recreio (RJ), se deitou no chão e disse que não sairia de lá até arrecadar 5 mil cruzados novos (equivalentes hoje a R$ 10.500,00). Ele sabia que não ficaria ali por muito tempo, pois Grigore e sua esposa estavam presentes naquele culto. O dinheiro que o pastor tanto precisava viria do talão de cheques de Grigore.

Após perder todo seu patrimônio e de muita insistência aceitou trabalhar como advogado da igreja. Três meses depois ingressou no departamento jurídico da instituição, no Rio de Janeiro e, em seguida, destacando-se na função, assumiu a direção jurídica nacional da Universal, em São Paulo.

Testemunhou de perto práticas ilegais e antiéticas, subornos e pregações que não condiziam com a pregação dos pastores e bispos, como ver mulheres de pastores andando com joias que ele havia doado. Ao discordar de tais comportamentos e cobrar os bispos, Grigore foi subitamente demitido e decidiu entrar na Justiça para reaver os bens perdidos.

A Justiça lhe deu ganho de causa. E ele resolveu colocar em uma obra toda essa saga: “espero que meu livro ajude a mostrar a verdadeira Igreja por trás de como ela se apresenta” – comenta o autor.

Briga entre pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus acaba na polícia

Caso teria acontecido no início da semana e somente ontem vítima resolveu fazer denúncia.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O pastor Rafael Alves Ferreira acusou um colega da própria instituição onde atua de tê-lo agredido fisicamente. Os 2 pertencem a Igreja Mundial do Poder de Deus.
A vítima afirma que é ex-homossexual e o agressor, identificado como Jademir, é homofóbico e contava aos outros integrantes do ministério que ele tinha relações sexuais com outros homens.

Apesar da violência ter ocorrido na última segunda-feira (8), somente no final desta semana o pastor Rafael Alves fez um boletim de ocorrência no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do bairro Verdão.

Alves contou que, enquanto estava dormindo, levou um soco no peito. Ao levantar ainda com sono e machucado, Rafael correu em direção à porta, mas foi empurrado pelo agressor, que o jogou na parede e começou a estrangulá-lo.

Rafael, então, conseguiu se libertar e correu pelos corredores da sede da igreja, gritando para chamar a atenção das demais pessoas.

“Esse aí (Jademir), na verdade, não tem honra para colocar uma gravata e ser chamado de pastor”, disse Rafael Alves.

Ao contar o caso para a direção da igreja, o agressor não foi destituído da função, apenas afastado da sede. Ele agora ministra em outra igreja da instituição localizada no CPA 2.

“Um pastor que é preconceituoso e homofóbico jamais pode ser chamado de pastor”, reafirmou Alves.

Após o ocorrido, o pastor que supostamente agrediu Rafael fez um comentário preconceituoso sobre o caso. Segundo Alves, o colega de igreja afirmou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fez uma visita a ele, porque teria batido em um “veado”.

O bispo da igreja mundial não foi encontrado para comentar o caso. O pastor Rafael não retornou a ligação da reportagem para dar mais esclarecimentos sobre o ocorrido. O suposto agressor também não foi localizado.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Igreja Universal – Importante testemunha é assassinada após fazer depoimento contra a igreja

Diretor da Igreja Universal do Reino de Deus entre 1981 e 1986 e vereador do Rio de Janeiro por três legislaturas, Waldir Abrão declarou ter sido usado como “laranja” -teve o nome usado sem consentimento- pela igreja em 20 operações de empréstimos fictícios que trouxeram dinheiro do exterior para a aquisição de uma TV de Goiânia (GO).Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Abrão registrou um instrumento particular de declaração, de 23 páginas, no dia 18 de novembro no escritório Marzagão, Amaral e Leal Advogados Associados, de São Paulo. No documento, ele contou em detalhes como entrou na igreja nos anos 70 pelas mãos do líder Edir Macedo, os métodos de arrecadação da igreja e a suposta falsificação de sua assinatura em inúmeros documentos.

Seis dias depois de lavrar a escritura, passo inicial de uma futura ação judicial por cobrança de débito, Abrão, 81, foi encontrado caído no corredor do prédio em que vivia, no Rio de Janeiro, com um ferimento na cabeça. Ele morreu dois dias depois no hospital Souza Aguiar. A polícia investiga a morte.

Abrão anexou à declaração documentos que demonstram que, enquanto esteve ligado à igreja, ele realizou movimentações financeiras muito acima da sua capacidade. Por isso, foi autuado pela Receita Federal.

No auto da Receita, Abrão aparece como tomador de 20 empréstimos, no valor de Cr$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 7 milhões em valores atuais), assinados entre 1992 e 1993 com as empresas offshore Cableinvest e Investholding, sediadas nas Ilhas Cayman.

Os empréstimos nunca foram pagos. Segundo Abrão, eram operações forjadas para internar dinheiro que havia saído do Brasil por meio de doleiros em operações de “dólar-cabo”, um sistema clandestino de remessa de capitais.

As empresas Cableinvest e Investholding são as mesmas que estão no centro da denúncia oferecida pelo Ministério Público de São Paulo, em agosto, contra o líder da Universal, Edir Macedo, e no pedido de cooperação internacional protocolado pelos promotores de Justiça nos Estados Unidos.

Em 1997, a Receita cobrou de Abrão R$ 1,8 milhão, referente à multa sobre o imposto devido. Ele atribuiu a essa multa e às demais cobranças a decisão de registrar o seu depoimento.

Abrão contou ter entrado na igreja em 1977, quando ainda se chamava Igreja da Bênção. Ele afirmou que Macedo tinha o controle total da arrecadação. “Tanto na Iurd como na casa do bispo Edir Macedo, o dinheiro era contado e repassado para os doleiros que o encaminhava para o exterior”, disse Abrão.

O aposentado narrou ter sido convidado por Edir para se candidatar a vereador no Rio, em 1988. “Na ocasião eu não sabia que o convite (…) iria sair tão caro para mim e que meu nome seria usado para ser o maior laranja da Igreja Universal.”

A partir daí, ele e sua mulher apareceram como fiadores de aproximadamente 660 contratos de aluguel de prédios para templos. Alguns aluguéis atrasaram, e o casal passou a ser executado judicialmente.

Abrão descreveu a atuação dos parlamentares apoiados pela igreja: “O objetivo era fazer com que os políticos que foram eleitos pela Iurd aumentassem a arrecadação dos seus gabinetes, exigindo dinheiro dos interessados para aprovação de qualquer projeto que fosse necessário voto no plenário ou simples apoio político”.

Nas reuniões com políticos, segundo ele, “o bispo Rodrigues ou o bispo Macedo sempre iniciavam o encontro perguntando se havia saído alguma coisa “boa” para eles”. O ex-deputado Carlos Rodrigues deixou a igreja depois de ser citado no mensalão, em 2005.

Abrão deixou igreja e se afastou da política. “Meu gabinete nunca alcançava as metas por não concordar em votar de acordo com os interesses da igreja ou cobrar por apoio”.

Em dezembro de 1997, o ex-vereador foi procurado por um auditor da Receita. “Verifiquei, pelas cópias que recebi, que todas as assinaturas dos requerimentos e da procuração que estavam no processo da Receita pedindo a juntada de documentos para atender as exigências do Fisco, em meu nome, eram falsas”, afirmou Abrão.

Ele disse que procurou “acertar as contas” com a igreja por telefone, por cartas e reuniões, mas não obteve resposta.

Outro lado

Procurada desde quarta-feira por meio de sua assessoria de comunicação para comentar as declarações de seu ex-diretor-presidente Waldir Abrão, a Igreja Universal do Reino de Deus não havia se manifestado até o fechamento desta edição.

A Folha pediu à igreja, por e-mail, explicações sobre o suposto uso de Abrão como laranja na compra de empresas com recursos oriundos das empresas offshore Cableinvest e Investholding, sediadas no paraíso fiscal das Ilhas Cayman.

A reportagem também quis saber se Abrão manteve contato com representantes da igreja acerca do débito que a Receita Federal diz que ele possuía, no valor estimado de R$ 8 milhões (valores atualizados).

Em ocasiões anteriores, sobre outras investigações que trataram da Cableinvest e da Investholding, os representantes da igreja informaram que o assunto já foi analisado e arquivado, em inquérito que tramitou no Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista concedida em agosto à TV Record, nos Estados Unidos, o bispo Edir Macedo, líder da Universal, disse que a igreja era alvo de ataques injustos e que a cada nova denúncia que surge a Universal fica mais fortalecida.