Ads 468x60px

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Famosa evangélica pentencostal se envolve em escandalo sexual, entenda o caso

O chefe do governo regional da Irlanda do Norte, Peter Robinson, passará seis semanas afastado do cargo, enquanto a polícia investiga o escândalo provocado por uma relação extraconjugal de sua mulher.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Pouco antes do inesperado anúncio, membros do partido de Robinson, o protestante DUP, haviam dado um voto de confiança ao primeiro-ministro norte-irlandês, pressionado a renunciar na semana passada depois que sua mulher, que é deputada, foi acusada de malversação de fundos públicos em benefício de seu amante adolescente.

Esta é uma dessas raras vezes em que a realidade supera a ficção. A verdadeira Mrs. Robinson, protagonista do célebre filme “A Primeira Noite de um Homem”, vive em Belfast, Irlanda do Norte. Na ficção, Anne Bancroft representa uma entediada e madura dona-de-casa americana que acaba caindo na tentação da carne fresca. A personagem real é muito mais que isso: Iris Robinson é uma cristã protestante pentecostal muito devota e membro do Tabernáculo Metropolitano de Belfast; é também a esposa do principal ministro da Irlanda do Norte, Peter Robinson; ela mesma é deputada no Parlamento britânico e na Assembleia do Ulster, e famosa por sua personalidade forte e sua tendência a apelar para a Bíblia para justificar seu extremismo religioso e seu puritanismo nos costumes.

Ele é um pouco mais parecido com o tímido estudante representado por Dustin Hoffman: Kirk McCambley tinha 19 anos na época de seu tórrido romance com uma mulher quase 40 anos mais velha. É filho de um açougueiro de um bairro protestante do leste de Belfast que acabou travando uma forte amizade com Iris, uma de suas clientes, a ponto de que, estando o açougueiro no leito de morte, ela se comprometeu a cuidar do rapaz. Seu desvelo maternal acabou por transformá-lo em amante.

O ambiente burguês de subúrbio americano do filme que Mike Nichols dirigiu em 1967 é, nesta versão da vida real, muito mais criativo. Há muito mais que sexo entre aqueles que poderiam ser avó e neto. Há política, dinheiro, religião, tráfico de influências e um pano de fundo digno de que alguém volte a levar essa história às telas: o ambiente endogâmico, pacato, beato e sectário das muitas vezes tenebrosa mas, ao que parece, também luxuriante Irlanda do Norte, uma terra famosa sobretudo pelo sectarismo, o ódio, o fanatismo e a morte.

Foto de arquivo de junho de 2008 mostra Iris Robinson com seu marido, o ministro da Irlanda do Norte, Peter Robinson; ele se afastou do cargo porque sua mulher teria cometido adultério Kirk McCambley talvez não seja um bom ator – ou talvez sim, quem sabe? -, mas não lhe falta presença para dar o salto para a tela. Uma publicação gay britânica, “Attitude”, tentou sem sucesso contatar o garboso amante da senhora Robinson para colocá-lo na capa da revista. Há algo mais que oportunismo ou provocação por trás dessa tentativa: é uma maneira de se vingar de uma mulher que desde junho de 2008 está na lista de contas pendentes da comunidade gay anglo-irlandesa.

Porque a ardente Iris Robinson é a mesma que naquele verão, um dia depois de seu marido ser nomeado ministro principal da Irlanda do Norte e na mesma semana em que um homossexual foi brutalmente espancado em Belfast em um ataque homofóbico, decidiu ignorar as leis britânicas que protegem a não-discriminação por motivos sexuais e preferiu refugiar-se na Bíblia para condenar o homossexual. “A homossexualidade é abominação”, vociferou a evangélica, apelando aos versículos do Levítico que proclamam: “O homem que se deita com outro homem, como se fosse com uma mulher, comete uma abominação. Os dois serão réus de morte, e o sangue deles cairá sobre eles mesmos”. “Não é Iris Robinson quem determina que a homossexualidade é uma abominação, foi o Todo-Poderoso”, afirmou Peter Robinson.

Mas naqueles dias Iris já estava metida em seu tórrido romance com o jovem Kirk. E a esposa madura esqueceu então que o Deuteronômio adverte: “Se um homem for apanhado em flagrante a ter relações sexuais com uma mulher casada, ambos serão mortos, tanto o homem como a mulher”. Todo político, como qualquer cidadão, tem direito a uma vida privada, a fazer o que bem entenda. Mas um político que apela para a religião para tentar impor um modelo de comportamento ao conjunto dos cidadãos tem de ser consequente com esse credo. E pregar com o exemplo.

E essa Iris Robinson é a mesma que, durante as primárias para as últimas eleições dos EUA, criticou Hillary Clinton por ter perdoado as infidelidades de seu marido. “Nenhuma mulher pode aceitar o que ela tolerou de seu marido quando era presidente. Só pensava no futuro de sua própria carreira política”, declarou. “Iris Robinson é uma hipócrita”, proclamou recentemente Peter Tatchell, um dos mais comprometidos ativistas homossexuais do Reino Unido.

Mas há muito mais que hipocrisia, adultério ou homofobia nas atribulações da senhora Robinson. Para compreender o impacto que o caso está tendo no Ulster, é preciso levar em conta a importância que a religião tem nessa sociedade. Peter Robinson não bebe álcool por motivos religiosos. Iris tomava uma tacinha de vinho de vez em quando, mas acabou deixando porque lhe parecia que dava um mal exemplo. Em dez anos só jantaram uma vez em um restaurante em Belfast. Mas sobretudo, mais ainda que no sexo e outros prazeres hedonistas, o puritanismo atinge o auge ao tratar das questões de dinheiro ou a quebra da confiança depositada em uma pessoa.

Para o blogueiro Norn Iron, “embora a moralidade sexual seja importante, o sexo não é nem de longe tão importante politicamente quanto o dinheiro” para os protestantes evangélicos. Afinal, todo pecado pode ser perdoado se houver arrependimento, e a atribulada Iris não só fez ato de contrição público como tentou suicidar-se quando, em março do ano passado, seu marido descobriu tudo.

Mas os eleitores do DUP, o partido dirigido por Peter Robinson, podem passar por cima dos desvios econômicos e do tráfico de influência que se depreendem de todo o assunto? Isso ainda está por ver.

Iris e Kirk se conhecem desde que ele, adolescente, ajudava no açougue familiar. Quando seu pai morreu, no início de 2008, ela se comprometeu a cuidar dele. Encontravam-se muito e faziam longos passeios juntos. Seja como for, essa tutela maternal derivou em um romance. E a madura Iris quis transformar em lucrativo empresário aquele órfão inexperiente.

Um dia, passeando pela margem do rio Lagan, no sul de Belfast, viram um antigo casarão de pedra que a prefeitura queria transformar em café. Como que por acaso, Iris Robinson tinha todas as chaves para que o negócio acabasse nas mãos de Kirk. Ela conseguiu o dinheiro, dois cheques equivalentes a 27 mil euros cada, procedentes de construtoras amigas. E, sendo ela vereadora local, não foi difícil que a prefeitura concedesse a licença a seu namorado.

O problema é que Iris, deputada em Westminster e na Assembleia da Irlanda do Norte, além de vereadora, nunca deu conta de seus interesses pessoais nessas operações. Não só sentimentais, mas também econômicos. Ficou com 10% do dinheiro que conseguiu para Kirk para saldar suas próprias dívidas. E quando eles romperam, depois de vários meses como amantes, ela exigiu a devolução do dinheiro e quis que a metade fosse diretamente para os cofres de sua igreja. Os pecados da carne se redimem rezando; os da bolsa, não.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Igreja Mundial quer montar bancada própria de deputados federais e estaduais

A Igreja Mundial do Poder de Deus, denominação criada por dissidentes da Igreja Universal, está decidida a montar sua própria bancada de deputados federais e estaduais. Segundo seus dirigentes, o objetivo é ter um meio para se defender, quando for atacada. Para tal, vai arregimentar os fiéis a elegerem alguns de seus principais pastores.

A eleição deste ano será uma prova para os evangélicos, que viram sua bancada encolher nas eleições de 2006 depois que dezenas de seus integrantes foram pegos na máfia da ambulâncias.

Paulo Octávio – Político evangélico estaria envolvido em rombo de R$ 27 milhões

Em meio ao escândalo do “mensalão do DEM”, o grupo empresarial do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), é acusado de provocar um rombo de R$ 27 milhões aos cofres da Caixa Econômica Federal. O Ministério Público Federal entrou, há três semanas, com cinco denúncias na Justiça Federal contra as construtoras do vice-governador. O procurador da República Carlos Henrique Martins Lima cobra, entre outras coisas, a devolução do dinheiro à Caixa.

Paulo Octávio, evangélico da Igreja Sara Nossa Terra, é a aposta do DEM para suceder o governador José Roberto Arruda, que deixou o partido após as denúncias de corrupção no governo.

O Estado teve acesso à íntegra dessas novas ações judiciais que complicam ainda mais a vida do vice-governador, citado no inquérito sobre as fraudes no governo. No centro das investigações está o Brasília Shopping, um dos mais luxuosos da cidade, situado em área nobre da capital federal.

O Ministério Público aponta uma série de irregularidades na construção feita em parceria entre o Grupo Paulo Octávio e o Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa. Essa sociedade dura até hoje na administração do shopping. O fundo tem 105 mil associados e um patrimônio de R$ 32 bilhões. O procurador lembra que o rombo prejudica “interesses das dezenas de milhares de pessoas” que participam do Funcef. Dos R$ 27 milhões de prejuízo, R$ 14 milhões referem-se a apenas uma das cinco denúncias.

Há vários indícios, segundo a investigação, de que ex-diretores do Funcef autorizaram repasses às empresas do vice governador “como estratagema para subtrair indevidamente recursos”. “É uma afronta à legalidade e à moralidade pública”, afirma o Ministério Público. As apurações mostram que o Grupo Paulo Octávio e ex-diretores do fundo teriam atuado em conjunto para transferir recursos, supostamente ilícitos, do fundo para a obra do shopping, inaugurado em 1997. Pelo contrato, cada parte teria 50% de participação no negócio. No entanto, em 19 de novembro de 2009, após quatro anos de cobrança do Ministério Público, o Grupo Paulo Octávio admitiu que o Funcef repassou mais dinheiro do que deveria. “Tais pagamentos se configuram indevidos”, diz a ação civil, que contou com a ajuda de auditores da própria Caixa.

A investigação aponta o sumiço de relatórios mensais da obra e aditivos contratuais, além de uma falha importante: a conta bancária da construção do shopping foi gerenciada apenas pelas empresas do vice-governador, e não em conjunto com o fundo da Caixa, como exigia o contrato. Cerca de R$ 8,2 milhões, relata o Ministério Público, saíram dos cofres do Funcef para obras realizadas antes da parceria com Paulo Octávio. Não haveria “amparo legal” para tanto. O gestor do Funcef não cumpriu com as “boas práticas de gestão”, diz o Ministério Público, “devendo a ele e à Paulo Octávio Investimentos Imobiliários ser imputada a responsabilidade pelos prejuízos”. Pagamentos indevidos também teriam sido feitos por meio do condomínio, do stand de vendas e do marketing.

O Livro de Eli – Produção de Hollywood terá Denzel Washigton como guardião da última Bíblia

No filme “The book of Eli”, Denzel Washington faz o papel de um andarilho que se apóia na Bíblia em uma América devastada pela guerra nuclear.

Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel
O ator norte-americano disse que se estivesse nessa situação, faria exatamente a mesma coisa que seu personagem.

O filme, que estreia nesta sexta-feira (15) nos Estados Unidos, mistura elementos de faroestes de Hollywood, na forma de paisagens desoladas e cidades na fronteira, com a espiritualidade do Velho Testamento — uma mudança para os estúdios de Hollywood, que tendem a evitar temas religiosos em filmes de ação modernos e com grandes orçamentos.

O personagem de Denzel Washington é Eli, um homem que gosta de citar Gênesis e os Salmos quando não está desmembrando bandidos com uma espada.

No filme, os norte-americanos queimaram suas Bíblias como retaliação à guerra nuclear, mas uma sobrou. Ela pertence a Eli, que está em uma missão para encontrar pessoas dignas do livro.

‘Fazer o bem’

O ator, que já ganhou o Oscar duas vezes, disse que tenta ler a Bíblia todos os dias, e que se estivesse em um mundo pós-apocalíptico, o livro seria algo que ele “gostaria de ter”.

“Eu acho que fé é importante, escutar àquela vozinha quieta dentro de você. Não ser intimidado ou desencorajado por outros e seguir sua missão na vida. Minha mãe diz que é interessante fazer o bem, mas é preciso fazer o bem da maneira certa”, disse Washington.”, disse ele à Reuters.

Como Eli, Washington anda pelo interior desolado dos EUA e finalmente para em uma cidade de fronteira, onde o senhor local, interpretado por Carnegie (Gary Oldman), está desesperado para achar uma Bíblia para que possa usar como arma para influenciar as pessoas.

Quando Carnegie escuta que Eli tem uma Bíblia, ele ordena que ele lhe entregue o livro se não quiser ser morto. Eli luta para defender sua Bíblia antes de poder continuar sua jornada.

Kaká fala em entrevista sobre fé, festas e dízimo

Em entrevista bastante descontraída a um programa de rádio espanhol, Kaká falou bastante sobre sua fé. Membro da igreja “Renascer”, o craque do Real Madrid defendeu o dízimo e afirmou que não gosta muito de discotecas e baladas.

Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel
- (O dízimo) é um mandamento bíblico. Não é uma parte do meu contrato, é uma parte de tudo que tenho, do meu tempo. Todos os dias eu rezo e leio a Bíblia. Sou muito radical com meus valores e não os troco por nada. Sou jovem, gosto de ir a restaurantes, cinemas, enfim, coisas normais. Só não gosto de discotecas. No final da temporada, se ganharmos algo, vamos comemorar. Durante o ano, não – ressaltou o camisa 8 merengue, durante o papo com José Ramón de la Morena, apresentador do programa “El Larguero”.

Avesso ao ritmo baladeiro da maioria dos jogadores de futebol, Kaká também falou sobre sua relação com Cristiano Ronaldo, jogador considerado exatamente o seu oposto.

- É um grande jogador e uma pessoa muito graciosa. Somos amigos e falamos sobre tudo. Ele é um fenômeno – ressaltou o brasileiro, que também foi perguntado se já foi a alguma festa do Ronaldo mais famoso, que jogou no Real entre 2002 e 2006 e que, atualmente, é ídolo no Corinthians.

- Ronaldo me encanta como jogador, mas, sobre as festas, ainda não tive essa grande oportunidade. Eu saí um dia com ele. Jantamos e fui embora para casa – completou.

Dia da Bíblia? Dia da Oração? Dia do Pastor? Confira o calendário evangélico

Foi publicada no Diário Oficial do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro de 07/01 a Lei 5.645/10, de autoria do deputado João Pedro (DEM), que consolida o calendário.

Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel
O autor da lei, ao defender a consolidação de todas as datas em um único calendário, acabou se confundindo. Disse que havia “quatro dias da Bíblia” para argumentar a necessidade de sua iniciativa: “Minha ideia, ao fazer isso, foi mostrar a importância de reunir as regras por temas, o que facilita a consulta, corrige distorções e impede a repetição”, disse o democrata, dando como exemplo a existência de quatro dias da Bíblia e “outros repetidos em homenagens a determinadas profissões”.

Talvez por tratar “evangélico” e “Bíblia” como sinônimos, o que, em muitos casos, é uma forma de preconceito, o deputado João Pedro equivocou-se. De fato, a repetição acontece com o Dia do Evangélico, três vezes, e tem um dia da Bíblia.

Veja as datas comemorativas do Estado do Rio de Janeiro mais identificadas com as igrejas cristãs, especialmente as evangélicas, acompanhadas de suas respectivas leis:

FEVEREIRO:

09 -DIA ESTADUAL DA EVANGELIZADORA.
Lei nº 4.649, de 29 de novembro de 2005.

MARÇO

10 -DIA ESTADUAL DA CONSCIÊNCIA EVANGÉLICA.
Lei nº 3.262, de 01 de outubro de 1999.

19 -DIA ESTADUAL DA FAMÍLIA.
Lei nº 3.064, de 25 de setembro de 1998.

20 -DIA DA FAMÍLIA.
Lei nº 3.820, de 24 de abril de 2002.

ABRIL

10 -DIA DA IGREJA EVANGÉLICA PENTECOSTAL “O BRASIL PARA CRISTO”.
Lei nº 991, de 15 de maio de 1986.

21 -DIA ESTADUAL DE CLAMOR PELA PAZ.
Lei nº 4338, de 27 de maio de 2004.

MAIO

ÚLTIMO SÁBADO DO MÊS DE MAIO – COMO O DIA DA ORAÇÃO.
Lei nº 2199, de 18 de dezembro de 1993.

JUNHO

09 -DIA DA IGREJA TABERNÁCULO EVANGÉLICO DE JESUS “CASA DA BENÇÃO”.
Lei nº 1.200, de 23 de setembro de 1987.

21 -DIA DO CAPELÃO EVANGÉLICO CIVIL E MILITAR.
Lei nº 4.813, de 11 de julho de 2006.

21 -DIA DA EDUCAÇÃO NÃO-SEXISTA. Lei nº 4.904, de 09 de novembro
de 2006.

2º DOMINGO DO MÊS – O “DIA DO PASTOR EVANGÉLICO”.
Lei nº 2.887, de 06 de janeiro de 1998.

10 A 17 DE JUNHO – SEMANA DE PREVENÇÃO AO ALCOOLISMO.
Lei nº 2.549, de 09 de maio de 1996.

JULHO

09 -DIA ESTADUAL DA ASSEMBLÉIA DE DEUS.
Lei nº 4.194, de 01 de outubro de 2003.

09 -DIA DO EVANGÉLICO.
Lei nº 1.928, de 26 de dezembro de 1991.

09 -DIA ESTADUAL DA IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS – SEMANA DO EVANGELHO, CUJO PERÍODO COINCIDA COM DIA 09 DE JULHO (DIA DO EVANGÉLICO).
Lei nº 4.608, de 29 de setembro de 2005.

AGOSTO

12 -DIA DAS IGREJAS PRESBITERIANAS.
Lei nº 910, de 01 de novembro de 1985.

19 -DIA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS CONGRECIONAIS.
Lei nº 778, de 05 de outubro de 1984.

24 -DIA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS BATISTAS.
Lei nº 809, de 13 de dezembro de 1984.

SETEMBRO

02 -DIA DA IGREJA BATISTA NOVA PENIEL.
Lei nº 1.003, de 17 de junho de 1986.

DIA DA IGREJA METODISTA.
Lei nº 1.931, de 26 de dezembro de 1991.

3º DOMINGO – DIA ESTADUAL DA JUVENTUDE EVANGÉLICA.
Lei nº 5.111, de 19 de outubro de 2007.

OUTUBRO

31 – DIA DA REFORMA PROTESTANTE.
Lei nº 2.533, de 02 de abril de 1996.

2º SÁBADO DO MÊS – “DIA DOS DIRIGENTES DE ORAÇÃO”.
Lei nº 4.313, de 29 de abril de 2004.

NOVEMBRO

04 -DIA DA EVANGÉLICA CRISTO VIVE/CRUZADA EVANGELÍSTICA MIGUEL ÂNGELO.
Lei Nº 1.225, de 12 de novembro de 1987.

16 A 22 DE NOVEMBRO – SEMANA DOS EVANGÉLICOS.
Lei nº 2.928, de 30 de abril de 1998.

3º SÁBADO – DIA DO CANTOR EVANGÉLICO.
Lei nº 758, de 22 de junho de 1984.

DEZEMBRO

2º DOMINGO DO MÊS – “DIA DA BÍBLIA”.
Lei nº 2.039, de 26 de novembro de 1992.

Testemunho – A conversão de um traficante

Decidido a largar o tráfico no Morro da Pedreira, em Costa Barros, no Rio, o traficante Rodrigo Gomes. pegou uma Kombi lotada em direção à igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, em São João de Meriti, do pastor Marcos Pereira, que havia abandonado há três meses. No caminho, viu a 39ª DP, pediu para descer da Kombi e entrou.

Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel
“Quero me entregar”. Agitado, falando alto, andando de um lado para o outro, com um saco cheio de drogas numa das mãos e um radiotransmissor na outra. Foi assim que Rodrigo Gomes de Oliveira, o Soldado, 24 anos, chegou às 6h de ontem à 39ª DP (Pavuna).

Sob efeito de cocaína, ele implorava por ajuda para tentar largar o vício e o crime. E conseguiu: foi indiciado por tráfico, mas, como se apresentou espontaneamente, não foi preso em flagrante.

Após depor, ele. foi liberado. Mesmo assim, foi aberto um inquérito para apurar o caso. O rapaz foi indiciado por tráfico e associação para o tráfico, devido à grande quantidade de drogas que portava.

Ainda durante o depoimento, Rodrigo. pediu aos policiais para chamarem o pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Assim que soube que o rapaz estava na delegacia, o pastor enviou uma equipe ao local para levá-lo de volta à igreja.

No início da tarde, uma equipe de missionários da Assembleia de Deus dos Últimos Dias o levou à sede da igreja, em São João de Meriti.

A atitude surpreendeu o chefe de investigações da 39ª DP, Marcos Maia. “Nunca vi isso em 25 anos de polícia”, disse ele, que, a pedido do traficante, entrou em contato com auxiliares da igreja do pastor Marcos Pereira da Silva, conhecido por trabalhar na evangelização de traficantes.

Bermuda surrada, tênis velho, sem camisa, Rodrigo contou a sua história de vício. Nascido e criado no Morro da Pedreira, em Costa Barros, ele começou a fumar maconha aos 14 anos, mas demorou a se envolver com a quadrilha local. “Trabalhei quatro anos numa lanchonete e, em agosto de 2004, ingressei na Aeronáutica. O problema é que também me viciei na cocaína”, admite.

Após uma série de indisciplinas, acabou excluído das Forças Armadas. “Fui preso várias vezes por faltar ao serviço. Cheirava cocaína a noite toda, ia ao baile funk e não tinha condições de trabalhar no dia seguinte”, lembrou, jurando jamais ter desviado munição, armas ou ter usado drogas no quartel.

Os R$ 1 mil mensais que recebia na Aeronáutica deixavam Rodrigo deslumbrado. Morando com uma tia e quatro irmãos – ele não conhece o pai, e a mãe vive na Baixada -, não economizou um centavo sequer: “só pensei nas drogas e nas festas. Nunca em mim ou na minha família. Só na cocaína e na zoação”.

Sem dinheiro nem emprego, resolveu trabalhar na boca de fumo. Ficou uma semana como olheiro e, na seguinte, já vendia drogas. E foi assim até a madrugada ontem. “Estava trabalhando lá, vendendo, até que comecei a ver um monte de gente de preto, com binóculo, mira laser, fuzil em cima das lajes da favela, esperando uma invasão. Aí usei mais dois sacolés de R$ 20 e fiquei louco, achando que ia morrer a qualquer momento. Por isso, decidi vir aqui e me entregar para largar tudo isso”, afirmou.

Crime será respondido em liberdade

À 39ª DP, Rodrigo levou cocaína, pedras de crack e trouxinhas de maconha. “Como acreditou no nosso trabalho e se entregou, não entrou em flagrante. Mas vai responder por tráfico e associação para o tráfico”, explicou o delegado Ricardo Nunes Castro.

Antes de voltar à rua, Rodrigo orou com o grupo de evangélicos que foi buscá-lo. Um deles, que se identificou como Álvaro e ficou preso nove anos por tráfico, festejou a decisão: “é preciso que ele valorize a porta que está se abrindo de novo”.

“Soubemos que ele havia voltado para as drogas, mas foi uma surpresa quando a polícia ligou dizendo que ele havia se envolvido com o tráfico” — contou o ex-pagodeiro Waguinho, atualmente braço-direito do pastor Marcos.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Lista dos países que mais perseguem a religião

A Portas Abertas divulga neste mês a lista dos 50 países que foram mais intolerantes ao cristianismo em 2009. O objetivo é informar a reação dos países ao evangelho e acompanhar aqueles em que a perseguição está se tornando mais intensa. A Coréia do Norte continua em primeiro lugar.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

A Classificação de países por perseguição é uma lista na qual os países são classificados segundo o grau de intolerância para com o cristianismo. A lista é feita a partir de um questionário de 50 perguntas, desenvolvido especificamente para cobrir os diversos aspectos da liberdade religiosa. Uma pontuação é dada de acordo com cada resposta. O número total de pontos determina a posição de cada país na Classificação.

Os dez primeiros

Na primeira posição da Classificação de países por perseguição de 2010 está novamente a Coreia do Norte. No país, atividades religiosas são consideradas uma afronta aos princípios socialistas que imperam. O país ocupa a primeira posição da lista, como o lugar mais intolerante ao cristianismo, desde 2002.

Em 2010, o Irã assumiu o 2º lugar, tomando a posição que a Arábia Saudita ocupou durante oito anos. O reino saudita foi para a 3ª colocação. Apesar de ter descido uma posição, a opressão à Igreja no país não mudou – o fato foi que a perseguição no Irã se tornou mais intensa do que na Arábia Saudita.

A Somália subiu para a 4ª posição como consequência dos ataques que a pequena comunidade cristã sofreu durante o ano. O islamismo é imposto por grupos terroristas no país, e os seguidores de Cristo têm de praticar sua fé em segredo.

O islamismo também é a religião oficial nas Maldivas, Afeganistão, Iêmen e Mauritânia, países que ocupam o 5º, 6º, 7º, e 8º lugar, respectivamente.

A Mauritânia é nova entre os dez primeiros. Ao longo de 2009, a situação no país deteriorou gravemente. Em junho, um agente de ajuda humanitária cristão foi assassinado. No mês seguinte, 35 cristãos mauritanos foram presos e torturados, e, em agosto, 150 cristãos da região foram presos.

O Laos caiu da 8ª para a 9ª posição, mas não houve melhora na situação da liberdade religiosa no país. A atitude do governo quanto à Igreja é negativa e restritiva, e os cristãos vivem sob vigilância, pois são considerados agentes ocidentais encarregados de transformar o país em uma democracia. Mas, apesar disso, a Igreja laosiana continua a crescer.

A liberdade religiosa no Uzbequistão, que permanece na 10ª posição, piorou ao longo de 2009. Muitos cristãos foram presos, multados, interrogados e submetidos a abusos físico e mental. Os familiares de convertidos ao cristianismo geralmente usam de força bruta para fazê-los voltar ao islamismo.

Onde a situação piorou

A situação dos cristãos deteriorou no Azerbaijão, Quirguistão, Tadjiquistão, Tunísia e Vietnã.

No Azerbaijão e no Tadjiquistão, foram aprovadas leis repressivas que controlam a liberdade religiosa. No primeiro país, a lei favorece claramente a comunidade islâmica, enquanto no segundo, ela atinge negativamente todos os grupos religiosos.

Na Tunísia, o controle imposto pelo governo por ocasião das eleições presidenciais influenciou de maneira negativa a situação da Igreja no país.

O Quirguistão, novo na lista, tem visto o islamismo influenciar cada vez mais a vida política e cotidiana da nação. Por conta de uma nova lei religiosa, a oposição aumentou contra os cristãos.

No Vietnã, fiéis e governo se confrontaram por causa de templos que foram ilicitamente confiscados.

Onde a repressão diminuiu

Foram registrados poucos casos de perseguição na Argélia, Índia, Indonésia, Jordânia e Sri Lanka.

A Argélia se rendeu à pressão da mídia internacional, que criticou a hostilidade do governo argelino contra a Igreja em 2008. No entanto, líderes cristãos sentem que a oposição pode voltar a qualquer momento.

A ausência de violência em grande escala na Índia fez com que o país descesse algumas posições na Classificação. Houve menos registros de mortes, agressões e destruições em 2009.

A presente Classificação de países por perseguição foi produzida com base em eventos decorridos entre 1º de novembro de 2008 e 31 de outubro de 2009. Portanto, os meses de novembro e dezembro de 2009 não foram considerados para esta edição.

Filme sobre Darwin falará sobre fé, ciência, evolucionismo e criacionismo. Veja o trailer

O drama “Creation”, com estreia prevista para este mês nos EUA, mostra o pai de “A Origem das Espécies”, Charles Darwin (1809-1882), em conflito interno entre sua fé e a ciência.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O naturalista inglês é interpretado no longa-metragem por Paul Bettany. Emma Darwin, sua mulher, é vivida por Jennifer Connelly (”Hulk” e “Uma Mente Brilhante”). Ainda não há data para estreia no Brasil.

Criação, filme sobre Charles Darwin. Trailer:

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Bíblia para Surfista é a nova investida da Sociedade Bíblica


“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15). Para alcançar o maior número de pessoas possível e, assim, seguir a Palavra de Deus, há uma infinidade de Bíblias personalisadas entrando no mercado. Uma delas surgiu através de um trabalho conjunto da Sociedade Bíblica Portuguesa e da organização Surfistas Internacionais de Cristo e foi apresentada nesta terça-feira, 5 de janeiro, no Museu das Comunicações, em Lisboa, Portugal. Essa edição do Livro Sagrado é preparada especialmente para os praticantes de surfe.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

A publicação especial foi desenvolvida por surfistas que integram a entidade, constituída por praticantes do esporte dos mais diversos tipos: homens e mulheres, surfistas de long-board e de short-board, bodyboarders, shapers e simples amantes de praia integrando diferentes denominações cristãs.

Além da apresentação técnica, a sessão contou ainda com música, testemunhos de surfistas, leituras selecionadas, bufê e uma visita à Exposição Multimédia “A Bíblia para todos – a Palavra, as pessoas e as tecnologias” (com a instalação “Bios Bíblia”, com o robô copista).

A Bíblia do surfista é um livro que reúne textos bíblicos, explicando-os em linguagem adaptada ao mundo do surfe para que estes desportistas melhor os entendam e, com a sua ajuda, consigam um dia apanhar “a onda perfeita”.

De acordo com Alfredo Abreu, da Sociedade Bíblica portuguesa, que produziu esta Bíblia para a comunidade, o objetivo é facilitar a entrada do público nestes textos milenares. Ele disse ter descoberto que muitos jovens procuram uma relação com uma comunidade espiritual, mas “estão escondidos”.

Para Abreu, os surfistas encontram nas ondas a satisfação e o prazer que não encontravam em outro desporto ou atividade, mas a satisfação não era completa, porque existem “necessidades espirituais que a sociedade não satisfaz”.

Num dos textos introdutórios da Bíblia, está escrito que nas histórias partilhadas por surfistas se percebe “a necessidade de algo mais consistente e permanente do que ondas, algo mais profundo que não varie com a maré ou com o vento e que não acabe nunca – a onda perfeita”.

Rede TV! fará Reality Show Gospel que dará R$5 milhões em prêmios


A RedeTV! vai estrear no dia 6 de março o reality musical “Desafio da Música Gospel”, é o que conta a coluna “Zapping”, do jornal “Agora São Paulo”, desta quarta-feira (6).Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Segundo a coluna, a nova atração da emissora tem tudo para ser apresentada pela ex-paquita Andréia Sorvetão e seu marido, Conrado. A direção de “Desafio da Música Gospel” será de Felipe Bella, que já trabalhou com Xuxa.

A atração tem estreia prevista para o mês de março e as audições começam ainda este mês em três países: Brasil, Estados Unidos e Portugal.

Segundo o jornal O Globo, o programa será dividido em 22 dias, e será exibido sempre aos sábados, durante cinco meses. “Desafio da Música Gospel” distribuirá R$ 5 milhões em prêmios.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Menina prodígio decora mais de 31 capítulos da Bíblia e dedica sua vida a Palavra de Deus

Um exemplo de fé. Uma menina de Caruaru se dedica a ler e a decorar a Bíblia. Aos 10 anos de idade, Sara Raquel Rodrigues leva a palavra de Deus a vários lugares. Ela nasceu em Caruaru, onda ainda mora com os pais.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

A história começou quando ela tinha um ano e oito meses, e sua mãe, Maria de Fátima Rodrigues, preparava uma apresentação de crianças para a festa de dia das mães da igreja. “Chegando nos últimos ensaios, as garotas diziam suas falas. No carro, Sara repetiu a parte de todas meninas. No outro dia, uma quinta-feira, eu já ensinei o salmo 23, e no domingo ela já passava a mensagem”, falou.

Com quatro anos, ela entrou na escola. Já lia e escrevia, e logo leu a bíblia toda. Aliás, ela está fazendo isso pela segunda vez. Quando gosta de um trecho de maneira especial, ela trata de decorar. Sabe falar, sem gaguejar, 31 capítulos. Ela tem sido convidada para aniversários, casamentos, batizados, cultos, e vai a todos, se apresenta para o público sem ficar insegura.

“É difícil eu ficar nervosa, porque faço isso desde pequena. Eu me sinto abençoada mesmo, por Deus”, disse Sara, que tem predileção pelos salmos.

Ahmadinejad, polêmico presidente iraniano que nega o Holocausto, envia carta aos líderes Cristãos

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, desejou “um 2010 de paz

e prosperidade” e advertiu que os problemas do mundo residem no afastamento dos caminhos dos profetas, em mensagem aos chefes dos Estados cristãos por ocasião do Ano Novo, informou a imprensa estatal.

Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

“O ano de 2010 será um ano de paz e prosperidade para a humanidade à luz da espiritualidade, da moral e da justiça”, disse Ahmadinejad, citado pela televisão estatal por satélite Press TV.

Ele acrescentou que Jesus foi um milagre divino, o profeta da compaixão e arauto da prosperidade humana. O Corão, livro sagrado dos muçulmanos, relata a vida de Cristo e o retrata como um dos profetas de Deus, mas não como o messias, como aceito pelos cristãos.

“Sem dúvida, o caminho e as doutrinas dos profetas são o caminho rumo à prosperidade, a perfeição, a justiça, a paz e a amizade”, acrescentou.

Ahmadinejad advertiu, no entanto, que “as raízes de todos os problemas sociais, morais e políticos, assim como da recessão econômica, estão no fato de as pessoas terem se afastado do caminho”.

Além disso, expressou seu desejo pela chegada do Mahdi, o messias que, na tradição xiita, chegará ao final dos tempos para impor um reino de justiça e pelo retorno de Jesus Cristo, também previsto pelos xiitas.

Ahmadinejad, cujo governo no último ano foi marcado por confrontos com o Ocidente e a repressão violenta a protestos dentro do país, expressou a esperança de que o Ano Novo seja preenchido com calma, prosperidade e a promoção da dignidade humana.

“Somos todos filhos de Deus”, diz evangélico que casou com umbandista em evento afro na praia de Copacabana

As areias de Copacabana, templo da maior festa de fim de ano do mundo, receberam milhares de fiéis nesta terça-feira, durante as celebrações em homenagem a Iemanjá. E a praia mostrou que o casamento entre religião e democracia é possível.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Diante de 20 mil pessoas, a cantora Ângela Thomaz, de 40 anos, celebrou sua união em uma cerimônia afro com o sargento Antonio Silva Junior, de 47 anos. Criado na religião evangélica, o noivo realizou o sonho da mulher.

— Estamos juntos há 13 anos e nos casamos há dez no civil e no religioso, na Igreja Católica e na Evangélica. Agora, renovamos votos. Foi o meu presente — contou Ângela, que é umbandista.

Para Antonio, o importante é a fé.
— Somos todos filhos de Deus. Não tem por que haver intolerância religiosa. É para Deus que cada um vai prestar contas — pregava o noivo.

Barcos com oferendas

Do Mercadão de Madureira, partiram cerca de 20 ônibus, que levaram os fiéis ao Posto 4, onde foi celebrada a união, com festa ao som dos atabaques e cânticos afro. Cerca de oitenta barcos com oferendas foram entregues ao mar. Para não poluir as águas, todos os objetos de plástico e de vidro foram doados. Já a Congregação Espírita Umbandista do Brasil reuniu cerca de dez terreiros em uma festa que atraiu milhares de religiosos. A forte chuva foi vista como bênção.

— A chuva é sinal de Oxalá, que abranda corações e esfria as cabeças. O ano será de Oxalá e Iemanjá, orixás ligados à família. Será muito abençoado para casamentos e para a união, harmonia e amor — explica a mãe de santo Miriam de Oyá.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Silas Malafaia fala sobre o fechamento da Igreja Mundial do Poder de Deus e convoca 100 mil para protesto. Veja o vídeo

O pastor Silas Malafaia dedicou em seu programa televisivo alguns minutos para falar sobre a Igreja Mundial do Poder de Deus, fechada pela Prefeitura de São Paulo por falta de segurança, irregularização de documentos e barulho excessivo.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O vice-presidente das Igrejas Assembléias de Deus realizou uma defesa incisiva a favor da Igreja Mundial do Poder de Deus, pregou contra diversos eventos paulistas e convidou o Apóstolo Valdemiro Santiago a convocar 100 mil pessoas para realizar um protesto em frente da prefeitura de São Paulo.

Segundo a coluna Ooops do UOL o protesto deve sim acontecer e provavelmente nos próximos dias, voltado principalmente contra o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) que segundo alguns famosos líderes de denominações protestantes brasileiras estaria perseguindo os evangélicos.

Silas Malafaia fala sobre o fechamando da Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdomiro Santiago:


Rick Warren, de Uma Vida com Propósitos, arrecada 2,4 milhões de doláres em doações em dois dias

O pastor norte-americano Rick Warren solicitou de sua igreja uma doação especial de dois dias antes do final de 2009, que até agora resultou em 2,4 milhões dólares. E muito mais está entrando, Warren relatou durante um sermão de sábado à noite na Igreja de Saddleback, em Lake Forest, Califórnia (EUA).Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

“Isso é muito surpreendente”, disse Warren, quando fez o anúncio, em que 24 voluntários entravam com um sinal de US $ 100.000 dólares. “Eu nunca soube de qualquer igreja que tenha obtido qualquer oferta em dinheiro, neste montante, somente com uma carta.”

Warren também observou que quase todas as doações foram de US$ 100 e veio de membros da igreja, que tem uma participação de mais de 22.000 em cinco locais diferentes.

“Estamos começando a nova década com um saldo positivo”, disse ele. “Ela veio de milhares de pessoas comuns”.

Warren postou uma carta no site da igreja Saddleback com o título de “urgente” “muito diferente do que tenho escrito em 30 anos”, incentivando seus paroquianos para doar 900.000 dólares dentro de dois dias para ajudar a Igreja sanar uma dívida.

Na mesma carta, Warren explicou que as despesas da igreja deste ano subiram mais enquanto as doações do final de ano caíram muito, como resultado do menor o comparecimento à igreja que o de costume.

Na maioria dos anos, a igreja teria ficado dentro do orçamento, mas as doações de Natal foram muito baixas.

“No último fim de semana de 2009, a nossa oferta total, foi menos de metade daquilo que normalmente recebemos – nos deixando 900.000 dólares no vermelho neste ano, a menos que você ajude a fazer a diferença hoje e amanhã”, escreveu o pregador do sudeste da Califórnia na carta.

Não é incomum que um pastor de uma igreja faça apelos para doações em nome da igreja, mas alguns observadores informam que não sabem se Warren estava fazendo o apelo por si ou se a igreja teve má gestão financeira.

Warren deixou claro logo após o apelo ter sido feito, no entanto, que a causa do déficit financeiro de Saddleback, não era uma questão de gestão, mas “simplesmente pela maneira como ocorreu o Natal no calendário deste ano.”

“Depois de 10 cultos de Natal, e com o dia de Natal caiu na sexta-feira, muitas pessoas estavam fora da cidade ou cansados demais para voltar para os cultos do final de semana, tivemos assim uma presença abaixo do normal e gerado ofertas excepcionalmente baixas. Isso é compreensível”, relatou ele.

Warren encorajou sua congregação para não ser incomodada por relatórios negativos e falsos juízos mas continuar em frente.

“Saddleback é a igreja familiar mais generosa que eu conheço.” observou o pastor da quarta geração.

Warren fez apelos semelhantes após o furacão Katrina e o tsunami de 2004 no Sul da Ásia, levantando US$ 1,7 milhões e US$ 1,6 milhão dos paroquianos de Saddleback.

Atualmente, de acordo com a revista Outreach, a igreja de Warren é a sexta maior igreja nos Estados Unidos com uma freqüência média semanal de 22.418 pessoas.

Este ano, Saddleback celebra o seu 30 º aniversário.

Ajuda aos desabrigados da tragédia em Angra dos Reis


Kaká, que mais cedo nesta segunda publicou uma foto de seu filho, Luca, no Twitter, usou também o microblog para pedir ajuda aos desabrigados por conta dos deslizamentos de terra em Angra dos Reis. O craque divulgou o endereço para o qual devem ser mandados roupas, calçados e alimentos não-perecíveis: Rua Coronel Carvalho, 232, Centro, Angra dos Reis, RJ. Trata-se do Colégio Estadual Artur Vargas.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

A informação passada por Kaká está publicada no site da prefeitura de Angra, que informa ainda que foi aberta uma conta bancária para doações. Quem quiser ajudar pode fazer depósitos no Banco do Brasil, na agência 0460-x e C/C nº 74500-6, em nome de Prefeitura de Angra – Calamidade Pública. As doações podem ter qualquer valor.

Para quem quiser tirar dúvidas, a prefeitura disponibilizou os telefones (24) 3367-8107 e (24) 9999-6314.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Testemunho – Milagre na mesa de parto

Tracy Hermanstorfer estava no hospital, se preparando para o trabalho de parto, quando começou a sentir-se sonolenta. Recostou-se na poltrona e, sem que os médicos conseguissem achar o motivo, perdeu todos os seus sinais vitais: o coração parou de bater, ela parou de respirar e não havia pressão sanguínea em seu corpo.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O marido, Mike, acompanhava todo o processo e ouviu dos médicos que o melhor naquele momento seria retirar o bebê através de uma cesariana. Mas, para sua segunda surpresa, Coltyn saiu da barriga de Tracy completamente sem sinal de vida. “Senti que tudo o que eu tinha nesse mundo estava sendo tirado de mim”, relata Mike. Mas a terceira surpresa do dia foi que, depois de alguns instantes, os pequenos bracinhos da criança começaram a se movimentar e ele, enfim, começou a respirar.

Uma equipe médica tratou de cuidar da criança recém-nascida enquanto outra ficou tentando reanimar Tracy, que estava sem batimentos cardíacos. Misteriosamente e sem nenhuma explicação, ela voltou à vida momentos depois. “Não dá pra explicar porque o coração dela parou de bater e, alguns minutos depois, voltou à vida. Fizemos uma investigação rigorosa e simplesmente não conseguimos entender o que aconteceu.”, explica Stephania Martin, médica especialista em medicina materno-fetal do Hospital Memorial Colorado Springs, nos Estados Unidos, em entrevista ao tablóide britânico Daily Mail. Ela era uma das médicas que estavam presentes na sala no momento do parto.

“Eu e minha mulher temos fé em Deus. Mas mesmo uma pessoa que não acredite em milagres não terá argumentos para contestar o que aconteceu. Não houve explicação, é a mão de Deus”, diz Mike. Hoje com o pequeno Coltyn em seus braços, Tracy diz não se lembrar de nada do que aconteceu. Ela apenas se recorda de ser tomada por um sono muito forte, de ter adormecido e, quando acordou, estava na sala de terapia intensive. Quando seu bebê crescer e tiver idade suficiente para entender o que acontece, ela pretende contar-lhe tudo. “Vou dizer que ele é meu milagre. E está aqui entre nós”, diz.

A humanidade de Jesus – Revista secular Isto É faz 14 perguntas sobre Jesus e a Bíblia

Quais são os mistérios que ecoam na trajetória do homem que mudou a história da humanidade. Na busca pela humanidade de Jesus, e pelo debate de mistérios que intrigam grande parte da humanidade há séculos, a revista ISTOÉ fez 14 perguntas sobre a vida de Cristo a especialistas, autores consagrados e lideranças religiosas.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Confira abaixo a íntegra da matéria:

A descoberta dos restos da casa de uma família que viveu no tempo e na região de Jesus de Nazaré animou arqueólogos e entusiastas bíblicos no último dia 21. Ainda que ela não tenha vínculos diretos com o Messias, essa descoberta joga luz sobre um Jesus que vai além da figura mítica que morreu na cruz, como contam os evangelhos do Novo Testamento. Ela alimenta quem vive para especular o lado humano do Filho de Deus, que a Igreja nunca deixou se sobrepor ao divino. Mas o interesse por detalhes históricos de alguém como Cristo é compreensível. Afinal, foi esse judeu da Galileia quem plantou a semente da religião mais influente do mundo. E, para quem lê os evangelhos como relatos biográficos, um erro de princípio, segundo os especialistas, as lacunas parecem implorar por especulações. O Novo Testamento não traz, por exemplo, nenhum registro sobre a vida e as andanças de Cristo entre os 15 e 30 anos de idade. “Porque esses anos não são importantes”, explica Pedro Vasconcelos Lima, teólogo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para a igreja, tudo de relevante sobre a missão de Cristo na terra está na “Bíblia”. Mas é o suficiente? A clareira histórica aberta por esses 15 anos perdidos é uma das brechas mais exploradas por estudiosos, uns mais honestos que outros, para especular sobre a vida e Jesus. Mas ela não é a única. Outras foram encontradas nas entrelinhas dos 27 livros, 260 capítulos e 7.957 versículos do Novo Testamento. Mais algumas foram pesquisadas, com base em descobrimentos arqueológicos que variam de objetos do tempo de Jesus a textos de grupos religiosos do cristianismo primitivo, no longínquo século I d.C. E, por mais que a Igreja prefira não tratar de alguns detalhes das faces divina e humana de Cristo, os mais de um bilhão de fiéis não param de fazer perguntas.

“É na humanidade de Jesus que melhor podemos compreender a dimensão de sua divindade”, reconhece Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Na busca pela humanidade de Jesus, e pelo debate de mistérios que intrigam grande parte da humanidade há séculos, ISTOÉ fez 14 perguntas sobre a vida de Cristo a especialistas, autores consagrados e lideranças religiosas. Em que época foram escritos os Evangelhos e quem os escreveu? Jesus teve irmãos? Maria foi virgem durante toda sua vida? Jesus estudou? Qual profissão seguiu? Como era fisicamente? Esteve na Índia? Deixou alguma coisa escrita? Teve um relacionamento amoroso com Maria Madalena? Teve filhos? Por mais simples ou absurdas que algumas dessas questões possam parecer, elas merecem uma discussão. “Algumas realmente atormentam a vida dos fiéis”, reconhece o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, membro da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. As respostas apontam caminhos, mas não têm a aspiração de ser definitivas. O estudo científico da vida do Messias ajuda na construção do que se convencionou chamar de Jesus histórico. Em esforço que surgiu no final do século XVIII e ganhou ritmo com importantes e raras descobertas arqueológicas no século XX (leia quadro na página 76), um Jesus que vai além dos relatos bíblicos começou a ganhar forma.

Ele surgiu do debate acadêmico do que podia e não podia ser considerado fonte para o entendimento da vida que o Nazareno levou na Terra. E, como a fé cristã, evolui e ganha novos contornos diariamente. Para o fiel bem resolvido, não há disputa entre o Jesus histórico e o bíblico, ou divino. “Cristo trouxe uma mensagem poderosa de amor e perdão que é inatingível”, afirma Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da PUC-SP. Para quem crê, é esse o legado do homem de Nazaré. Mas toda informação que contribuir para montar o quebra-cabeça dessa que é a mais repetida e famosa história da humanidade será bem-vinda.

Jesus nasceu em Belém ou Nazaré?

Embora os evangelhos de Mateus e Lucas afirmem que Jesus tenha nascido em Belém, é muito provável que isso tenha ocorrido em Nazaré. “Todos os grandes especialistas bíblicos são unânimes em admitir que Jesus nasceu em Nazaré”, afirma Frei Betto, religioso dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Ao que tudo indica, Lucas e Mateus teriam escolhido Belém como cidade natal de Jesus para que suas versões da vida de Cristo se alinhassem a uma profecia do Antigo Testamento, segundo a qual o Messias nasceria na Cidade do Rei Judeu, ou seja, a Cidade de Davi, que é Belém. Quanto à afirmação de que Jesus teria nascido em uma manjedoura rodeado de animais, Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é taxativa: “Tanto José quanto Maria provinham de famílias judias nobres e prósperas, de sorte que Jesus nasceu em uma estalagem e não em um estábulo, rodeado de animais”, diz. “José, de família real, não podia ser pobre – era um artesão especializado.” A afirmação de Sylvia é contestada por Fernando Altemeyer, professor de teologia e ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Afirmar que a ascendência nobre de José garantiria o bem-estar da família não faz sentido”, argumenta. Ele lembra que Davi é do ano 1000 a.C. e em um milênio sua fortuna certamente teria se dispersado. “Fora que a ascendência entre os judeus vem de mãe, não de pai”, explica. Para o teólogo, são muitas as fontes independentes que tratam da pobreza da família de José e é quase certo que Jesus tenha nascido em um curral e morado em um gruta com o pai e a mãe, que não eram miseráveis, mas tinham pouca terra e viviam como boa parte dos judeus pobres das áreas rurais.

Quando Jesus nasceu?

Uma coisa é certa: ele não nasceu no dia 25 de dezembro. E a razão é simples. Esta data coincide com o solstício de inverno do Hemisfério Norte, quando uma série de festas pagãs, muito anteriores ao nascimento de Cristo, já aconteciam em homenagem a divindades ligadas ao Sol e a outros astros. Ao que tudo indica, o dia foi adotado pelos católicos primitivos na esperança de cristianizar uma festa pagã. Faz sentido. Jesus também significa “Sol da Justiça”, o que faz dele um belo candidato a substituto de uma efeméride como o solstício de inverno. Se Jesus não nasceu em 25 de dezembro, a Igreja Católica também não sabe qual o dia nem o ano exatos. Os registros abrem um leque relativamente grande de possibilidades. É certo, porém, que o nascimento aconteceu antes da morte do rei Herodes, em 4 a.C., já que foi ele quem pediu o recenseamento que teria obrigado a viagem de Maria e José a Belém. Quanto ao mês e o dia, só há especulações. Para o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, Jesus teria nascido entre os meses de setembro e janeiro, quando, segundo ele, eram tradicionalmente feitos os censos em Belém. Já as pesquisas do astrônomo australiano Dave Reneke mostram que a estrela que teria guiado os Reis Magos apareceu em junho – crença compartilhada por parte da comunidade católica. Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, por sua vez, coloca as fichas no oitavo mês do ano, que, segundo ele, seria o período oficial de recenseamento dos romanos.

Quem e quantos foram os Reis Magos?

Se realmente existiram, os Reis Magos não eram reis e provavelmente não seguiram estrela nenhuma. O único registro dessas figuras nos evangelhos canônicos, ou oficiais, está em Mateus, que fala dos magos do Oriente e de uma estrela seguida por eles. Mas a menção não diz quantos eram os visitantes nem se eram, de fato, reis. “Como esses magos trouxeram três presentes, supõe-se que eram três reis”, explica o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo. A versão atual da história se formou junto com o forjar de diversas tradições católicas durante o primeiro milênio da Era Cristã. Convencionou-se chamar os visitantes de Melchior, rei da Pérsia, Gaspar, rei da Índia, e Baltazar, rei da Arábia. Também ficou estabelecido que eles teriam trazido incenso, ouro e mirra como presentes ao recém-nascido. Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, os três seriam, ainda, astrólogos ou astrônomos, já que usaram uma estrela para guiá-los até Belém. “Mas não sabemos se a estrela de Belém era mesmo uma estrela”, diz Figueiredo.

“Ela pode ter sido um cometa, uma supernova ou o alinhamento celeste de planetas”, explica. Em consulta ao histórico astronômico de então, Figueiredo descartou a possibilidade de a estrela ser um cometa. Segundo ele, o único fenômeno astronômico desse tipo visível da Terra em anos próximos ao nascimento de Jesus foi a passagem do cometa Halley. Mas o Halley riscou o céu em 12 a.C., no mínimo cinco anos antes do nascimento de Jesus, o que o elimina como candidato a estrela de Belém. Um registro do que hoje chamamos de supernova por astrônomos chineses na constelação de Capricórnio no ano 5 aC. é o candidato mais forte. “A supernova, que é a explosão de uma estrela, cria um forte ponto luminoso no céu”, especula Figueiredo. Ele lembra, ainda, da impressão de movimento que esses fenômenos deixam, o que as alinha com a descrição que se tem da estrela de Belém. A terceira e última possibilidade de explicação astrológica trata do alinhamento de planetas entre os anos 7 a.C. e 6 a.C. Na primeira tese, Júpiter e Saturno se alinharam criando um ponto luminoso que caminhou pelo espaço entre maio e dezembro daquele ano. Já na segunda, Júpiter, Saturno e Marte se aproximaram na constelação de Peixes, formando um único e poderoso ponto luminoso no céu.

Jesus teve irmãos? Maria se manteve virgem?

Muito da discussão em torno dessa pergunta se deve à ambiguidade do termo grego adelphos, que para alguns significa irmão, enquanto para outros significa companheiro, amigo. Nos evangelhos de Mateus e Marcos e na carta de Paulo aos Gálatas, a palavra surge e, para quem é partidário da primeira interpretação, confirma a existência de irmãos e irmãs de Jesus. Segundo Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC), se os irmãos existiram, eles seriam seis – quatro homens e duas mulheres –, identificados no Evangelho de Marcos. Silva lembra também que no evangelho apócrifo de José fala-se que o pai de Jesus era viúvo quando se casou com Maria e que teria filhos do primeiro casamento. O teólogo ressalva, porém, que duas situações narradas pelos evangelhos canônicos, tidos como fonte mais confiável, depõem contra essa interpretação. “Esses supostos irmãos dão ordens a Jesus”, argumenta. “Isso jamais aconteceria se eles fossem, de fato, irmãos, porque Jesus foi o primogênito. E o mais velho, na Galileia de então, tinha autoridade sobre a família”, diz.

Soma-se a isso o fato de Jesus ter confiado sua mãe ao apóstolo João no momento da crucificação, segundo está descrito no Evangelho de João, e não a um de seus supostos irmãos. Sabe-se também, a partir dos textos bíblicos, que, além de Maria, mãe de Jesus, nenhum parente direto do Messias estava ao pé da cruz quando ele foi morto. O rechaço da igreja à possibilidade da existência de irmãos de Jesus se explica. Se a teoria fosse verdadeira, iria contra um dos dogmas marianos segundo o qual a mãe de Jesus teria dado à luz virgem e assim permanecido até a assunção de seu corpo aos céus. Por isso o apego ao problema de tradução da palavra adelphos e aos sinais que estão na “Bíblia” da ausência de irmãos (segundo interpretação oficial). Para o padre mariólogo Ademir Bernardelli, da Academia Marial de Aparecida, no interior de São Paulo, a existência ou não de irmãos é mais simbólica do que prática. “A virgindade de Maria é uma tradição que foi criada com o tempo”, diz Bernardelli. “A pergunta pela virgindade no parto ou depois do parto nunca foi um assunto discutido entre a hierarquia católica primitiva, só surgiu depois”, afirma.

Especulação ou não, a tese de que Jesus teria irmãos ganhou força com um precioso achado arqueológico em 2002. Chamado de ossuário de Tiago, o artefato é uma urna de pedra-sabão com as inscrições “Tiago, filho de José, irmão de Jesus”. Embora a Igreja conteste as inscrições, feitas em aramaico, o objeto atraiu a atenção tanto de sensacionalistas quanto de estudiosos. A urna é, sem dúvida, legítima e data do tempo de Cristo. Já a autenticidade das inscrições, mais especificamente a parte que diz “irmão de Jesus”, ainda está sendo avaliada pela comunidade arqueológica internacional. Se comprovada, esse seria o primeiro e único objeto vinculado diretamente a Jesus já descoberto.

Jesus estudou? Qual profissão seguiu?

Para Wagner Figueiredo, colunista do site Mistérios Antigos e autor de “Trilogia dos Guardiões – O Êxodo”, Jesus teve formação intelectual mais rica do que se supõe a partir dos evangelhos. “Era comum, na Antiguidade, que os mais ricos custeassem os estudos dos prodígios apresentados ao conselho do templo”, diz. Cristo era uma dessas crianças brilhantes e certamente não passou despercebido no templo, onde chegou a protagonizar uma cena curiosa, aos 12 anos, quando colocou os sábios para ouvi-lo. Mas mesmo que tenha tido uma formação, Jesus continuou como um homem de hábitos e mentalidade rurais. “Podemos chamá-lo de um caipira antenado, que tinha sensibilidade suficiente tanto para dialogar com o povo quanto com a elite intelectual de sua época”, resume Paulo Augusto Nogueira, professor de teologia da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo.

Segundo o americano H. Wayne House, autor do livro “O Jesus que Nunca Existiu”, o Messias provavelmente sabia ler em hebraico e aramaico e escrever em pelo menos um desses idiomas. Suspeita-se, também, que falava um pouco de grego, a língua comercial da época.

Quanto à profissão que seguiu, há controvérsias. E as dúvidas surgem por causa de uma palavra ambígua, usada nos registros mais antigos dos evangelhos. Neles, José é apresentado como “tekton”, uma espécie de artesão que faria as vezes de um mestre de obras. Ele teria, portanto, as habilidades de um carpinteiro, mas não apenas. Jesus e José seriam uma espécie de faz-tudo. Faziam a fundação de uma casa, erguiam paredes como pedreiros e construíam portas como carpinteiros. É sabido também que tinham ovelhas e uma pequena plantação. Portanto, teriam algumas noções de pastoreio e agricultura.

Como era Jesus fisicamente?

A imagem de Cristo que se consagrou foi a de um tipo bem europeu: alto, branco, de olhos azuis, cabelos longos ondulados e barba. Mas são grandes as chances de que essa representação esteja errada. “É praticamente certo que ele não foi um homem alto, a julgar pelos objetos, como camas e portas, deixados por seus contemporâneos”, revela a socióloga e biblista Ana Flora Anderson. O fato é que não há registros fieis da aparência do filho de Maria. Essa ausência de documentos se explica. Para os especialistas, até o ano 30 d.C. pouquíssimas pessoas sabiam quem era Jesus. “Mas ele é Deus encarnado. Então teve um corpo, uma aparência física”, afirma padre Benedito Ferraro, professor de teologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC), no interior de São Paulo. E se por um lado a existência carnal de Jesus impôs limites físicos a um Deus todo-poderoso, ela deu asas à imaginação e à especulação dos fieis já no século II e III d.C. sobre a aparência desse Deus em carne e osso.

A julgar pelos registros históricos que contam um pouco da vida na região em que Jesus nasceu e foi criado, o Messias deve ter sido um homem baixo, de pele morena e cabelos escuros e encaracolados (à esq., uma reconstituição feita pelo médico especialista em reconstrução facial inglês Richard Neave, da Universidade de Manchester). Por ser um trabalhador braçal, tinha uma estrutura física bem desenvolvida. “Como palestino, deveria ter as características daquele povo”, lembra frei Betto, dominicano autor do recém-lançado “Um Homem Chamado Jesus”. Esse é o máximo a que chega a especulação baseada em estudos. “Não saberemos nem precisamos saber da real aparência de Jesus – ela não importa”, afirma o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai).

Jesus foi à Índia?

Teria Cristo pregado às margens do rio Ganges? Quem garante de pés juntos que ele esteve na Índia, cita duas possibilidades cronológicas. A primeira, durante os chamados anos perdidos, dos 12 ou 14 anos de idade aos 28 ou 30 anos. A segunda, depois da ressurreição. Ambas as afirmações são extremamente controversas e têm tanto apaixonados defensores quanto vigorosos detratores. O teológo americano H. Wayne House, do Dallas Theological Seminary no Texas, Estados Unidos, não acredita na visita de Jesus à Índia, mas reconhece que são muitas as fontes que narram uma suposta passagem do Messias, não só pela Índia, mas também pela região das Cordilheiras do Himalaia. Um texto hindu do século I d.C. menciona a suposta visita de Cristo ao rei Shalivahan, empossado mandatário da cidade de Paithan, no Estado de Maharashtra, em 78 d.C.

Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, é fervorosa defensora da visita de Jesus à Índia. “Há dezenas de textos de eruditos orientais que confirmam a estada de Jesus na Índia e em regiões vizinhas na época”, conta ela em seu livro. Segundo Sylvia, Jesus recebeu diferentes nomes nas culturas pelas quais circulou, entre eles “Issa”, “Isa”, “Yuz Asaf”, “Budasaf”, “Yuz Asaph”, “San Issa” e “Yesu”.

Para a maioria dos cristãos, essas afirmações são absurdas. “Esses nomes são muito comuns na Índia, não permitem concluir que se referem ao Jesus que reconhecemos como Cristo”, sentencia Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Silva explica que uma série de documentos reunidos em livro do alemão Holger Kersten chamado “Jesus Viveu na Índia”, de 1986, incendiaram uma discussão vazia sobre o assunto. “Isso é uma picaretagem”, afirma o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Para ele, explorar esse tipo de ideia é caminhar no limite ético da especulação. “Era uma época de efervescência religiosa”, lembra o teólogo Fernando Altemeyer, colega de Lima na PUC-SP. “Um sem-número de sujeitos com o nome Issa ou Yesu pode ter aparecido na Índia e se anunciado profeta ou liderança de Israel”, lembra. Há também o argumento das dificuldades e custos de uma viagem como essa no século I d.C. Jesus, muito provavelmente, não teria como arcar com as despesas de uma empreitada desse tipo.

Jesus foi tentado pelo demônio no deserto?

Que Jesus foi tentado no deserto, não há dúvida. O episódio é relatado por três evangelistas, Mateus, Marcos e Lucas, e citado pelo quarto, João. O que se questiona é a natureza do demônio que se apresenta a ele. Seria ele o demônio feito homem ou apenas uma síntese simbólica das tentações às quais todos os seres humanos estão sujeitos? Para o padre Vicente André de Oliveira, mariólogo da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo, a tentação do demônio é simbólica. “O deserto e o demônio são maneiras de ilustrar o encontro de Jesus com suas limitações como homem”, diz Oliveira. Simbólico ou não, o encontro aconteceu. E para o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib), segundo os textos oficiais, o demônio se materializa diante de Jesus. Nesse sentido, ele tinha uma aparência física, apesar de ela não estar descrita. Pelos relatos de Mateus e Lucas, sabe-se apenas da conversa entre o Filho de Deus e Satanás. “Eram tentações que tinham como objetivo tirar Jesus de seu caminho”, lembra o mariólogo. A saber: a tentação do poder, da vaidade e do exibicionismo.

Jesus já gozava de fama quando foi levado pelo Espírito Santo para passar 40 dias e 40 noites no deserto. Se quisesse um cargo público na burocracia romana, por exemplo, era praticamente certo que o conseguiria e, com ele, viriam fartos benefícios. Mas isso seria se entregar às tentações. Ele resistiu e saiu recompensado, na visão dos cristãos.

Jesus era um judeu taumaturgo?

Judeus taumaturgos eram figuras muito comuns no tempo de Jesus: homens que circulavam pela Galileia fazendo milagres como uma espécie de mágico. Mas, para a maioria dos especialistas, não há possibilidade de Cristo ter sido um deles, apesar de suas andanças e milagres. A afirmação vem de muitas fontes. “Jesus pedia segredo dos milagres que fazia, não cobrava por eles e evitou fazer curas diante de quem tinha meios de recompensá-lo”, explica Rodrigo Pereira da Silva, professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Segundo ele, os taumaturgos jamais agiriam dessa maneira. “Eles eram profissionais da cura. Jesus, não.” Outra diferença importante entre Jesus e os taumaturgos era que o Messias apresentava Deus de maneira acessível aos fiéis. Diferentemente dos taumaturgos, que valorizavam uma espécie de canal exclusivo que teriam com o divino para operar seus milagres, Jesus tentava ensinar as pessoas a cultivar o contato com Deus. E, assim, receber suas graças sem intermediários.

Mas a fama de Jesus como um judeu taumaturgo existiu e, em alguns lugares, ainda existe. Quem afirma é Giordano Cimadon, coordenador da Associação Gnóstica de Curitiba e membro de um dos braços brasileiros do gnosticismo, grupo religioso que condiciona a salvação ao conhecimento. Ele conta que, no início da Idade Média, provavelmente no século VII, alguns escritos chamados “Toledoth Yeshu”, que significa algo como o “Livro da Vida de Jesus”, circularam tentando expor Cristo como mais um entre os muitos judeus taumaturgos da Galileia. “A obra, que mostra Jesus como um falso Messias, circulou também como tradição oral”, conta Cimadon. Depois, ela foi redigida em aramaico e traduzida para ídiche, ladino e latim. A versão mais famosa foi compilada pelo alemão Johann Wagenseil e impressa na segunda metade do século XVII. O texto cria polêmica até hoje por divulgar uma versão deturpada supostamente por grupos de judeus da vida de Jesus. Argumenta-se que ela foi usada para legitimar o antissemitismo entre os séculos XIII e XX.

Qual a relação de Jesus com seus apóstolos?

Há quem argumente que a escolha que Jesus fez dos discípulos tenha sido um desastre. Não houve um sequer, por exemplo, que o acompanhasse durante a crucificação. Mas a Igreja Católica garante que ele confiava nos apóstolos que escolheu, inclusive nos que o traíram. Para o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai), em São Paulo, Cristo tinha plena consciência de que lidava com homens e que os homens têm suas limitações. “É a beleza da obra de Jesus”, diz. Cristo tratava todos com igualdade, mas com Pedro, João e Tiago tinha mais intimidade. Mesmo sabendo que Pedro, por exemplo, negaria conhecê-lo em três ocasiões no dia de sua morte. Da mesma maneira, Jesus escolheu Judas, que também o traiu. Sobre ele, há farta literatura. Em evangelho atribuído a Judas, o apóstolo não aparece como traidor, mas como engrenagem fundamental do projeto de Deus , pois sem ele Jesus não seria crucificado e não se martirizaria para salvar os homens.

Com que idade Jesus morreu?

Provavelmente não morreu com os consagrados 33 anos. Essa marca foi estabelecida pela tradição durante os primeiros séculos do cristianismo primitivo – ou seja, não há nada que a comprove. Para o espanhol Ramón Teja Cuso, professor de história antiga da Universidade da Cantábria, Jesus não poderia ter morrido com 33 anos. Se ele nasceu entre os anos 6 a.C. e 5 a.C. e Pôncio Pilatos, algoz de Jesus, ocupou o cargo de prefeito da Judeia entre 29 d.C. e 37 d.C., o Messias morreu com, no mínimo, 34 anos e no máximo 43 anos.

Já o professor de filologia grega da Universidade Complutense de Madri, Antonio Piñero, usa a astronomia para fazer suas estimativas. Segundo ele, analisando o calendário de luas cheias no dia da Páscoa judaica, e existem registros desse fenômeno na data da crucificação, há apenas duas possibilidades de morte de Jesus dentro da janela estabelecida pelo professor Teja: 7 de abril de 30 d.C. e 3 de abril de 33 d.C. Nesse sentido, Jesus teria morrido com 36 anos ou 39 anos. Ainda assim, essas são apenas conjecturas. Elas dependem de variáveis que não podem ser verificadas, como, por exemplo, o relato de que havia uma lua cheia na ocasião da morte de Jesus ou que seu ministério teria durado três anos. O ano certo, portanto, dificilmente será conhecido, mas sabe-se, com uma margem mínima de dúvida, que foi entre os anos 29 d.C. e 37 d.C.

O dia da semana é consenso. De acordo com a “Bíblia de Jerusalém”, a tradução mais fiel dos originais das Sagradas Escrituras, Jesus morreu em uma sexta-feira, dia 14 de Nisã, que equivale, no calendário judaico, a 30 dias entre os meses de abril e março. A crença de que essa é a data correta é quase unânime entre os especialistas ouvidos por ISTOÉ.

Jesus manteve um relacionamento amoroso com Maria Madalena?

Como a questão que envolve as possíveis viagens de Jesus ao Vale do Rio Ganges, essa é uma pergunta que gera discussões acaloradas. Um dos grupos que defendem a relação de amor carnal entre Jesus e Maria Madalena com mais fervor é o dos gnósticos. Como Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”. Para ela, Jesus conheceu Maria Madalena ainda na infância e se casou com ela no que ficou conhecido, nos evangelhos, como o episódio das Bodas de Caná. Nessa ocasião, Jesus transformou água em vinho, que era parte fundamental da cerimônia do matrimônio. “Maria, mãe de Jesus, não ignorava que, pelos costumes judaicos, o noivo era responsável pela distribuição do vinho”, diz Sylvia. “Então quem fabricou o vinho oferecido aos convidados em Caná? Jesus. Era ele o noivo”, afirma em seu livro.

Outro indicador de que Jesus e Maria Madalena teriam uma relação amorosa estaria registrado no evangelho apócrifo de Filipe. Nele estaria escrito que Jesus beijava Maria Madalena na boca – afirmação constestada por uma corrente de tradutores. Ela, por sua vez, o compreendia melhor do que qualquer discípulo. A certa altura, os apóstolos chegam a demonstrar ciúme.

A americana Sylvia vai mais longe. Ela sustenta que Jesus teve filhos com Maria Madalena. As crianças teriam nascido depois da suposta morte de Cristo, que, segundo ela, foi forjada com a ajuda de Pôncio Pilatos e José de Arimateia. Ambos teriam tirado Jesus e Maria Madalena da Galileia num barco que passou pela Turquia e Caxemira, até aportar na França. Durante a estada na Turquia, a primeira filha do casal Jesus e Maria Madalena, chamada Sara, teria nascido. Outra menina e dois meninos teriam sido gerados já na França.

A Igreja Católica rechaça qualquer possibilidade de relação de amor carnal e, portanto, de filhos entre os dois. “Jesus deixou sim descendentes, espiritualmente, bilhões deles espalhados por todo o planeta”, afirma o padre mariólogo Vicente André de Oliveira, da Academia Marial de Tietê, no interior de São Paulo. A instituição religiosa reconhece, porém, que Maria Madalena era de fato muito próxima de Jesus. “Para os homens daquela época, ver Jesus confiar segredos a uma mulher era uma afronta”, lembra o cônego Celso Pedro da Silva, professor de teologia e reitor do Centro Universitário Assunção (Unifai). “Mas da simples confiança concluir que havia uma relação matrimonial é deduzir demais.”

O professor de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Rodrigo Pereira da Silva lembra que quando o livro “O Código da Vinci”, de Dan Brown, foi lançado, em 2003, um sem-número de supostos especialistas surgiu para confirmar o que o próprio autor havia classificado de ficção. Uma das afirmações seria de que Leonardo Da Vinci retratou Maria Madalena, e não o apóstolo João, ao lado de Cristo na “Santa Ceia”. “Criei um curso com a Coordenadoria-Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (Cogeae) da PUC-SP só para esclarecer a confusão criada pela obra”, lembra. Batizada de “O Código da Vinci e o Cristianismo dos Primeiros Séculos: Polêmicas”, a disciplina foi um sucesso. Ainda assim, muitas das afirmações do livro, que vendeu cerca de 80 milhões de cópias e foi traduzido para mais de 40 idiomas, permaneceram como aparentes verdades para muitos. “Mas não são”, sentencia Silva.

Jesus deixou algo escrito?

“É mais fácil encontrar os vestígios de um palácio do que de uma choupana”, diz o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). Com essa afirmação, Lima resume o argumento que explica a inexistência não só de qualquer documento escrito por Jesus, mas de objetos que tenham ligação direta com ele. É que, no início do século I d.C., Cristo não tinha nenhuma importância. E, historicamente, os documentos mais antigos só registram os feitos de estadistas e donos de grandes fortunas – como sabemos, ele não foi nenhum dos dois. O único registro que se tem de Jesus escrevendo está nos evangelhos. Eles relatam o episódio da adúltera que seria apedrejada até a morte – supostamente Maria Madalena –, mas que foi salva pelo Messias. Cristo teria escrito algo na areia para afastar quem queria matar a mulher. “Não sabemos o que foi, mas podem ter sido os nomes de quem havia se encontrado com ela, talvez alguém importante ou até alguns dos que queriam apedrejá-la”, explica o cônego Celso Pedro da Silva. Fora isso, porém, não há absolutamente nada escrito por Jesus que tenha sido encontrado – ou para ser achado, suspeita-se. Na melhor das hipóteses, pode haver anotações de um ou outro fiel feitas durante uma das pregações de Cristo. Mas, até hoje, esses registros permanecem perdidos.

Quem escreveu os evangelhos? E quando?

A própria Igreja Católica reconhece que não há como saber se os evangelhos foram, de fato, escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Nos textos não há menção aos autores. Sylvia Browne, americana autora do best seller “A Vida Mística de Jesus”, usa essas supostas brechas nas escrituras para tecer suas teorias. Ela lembra que a “Bíblia” como a conhecemos só tomou forma a partir do Concílio de Niceia, em 325 d.C., e que nesses três séculos a Igreja manipulou transcrições e traduções dos evangelhos para que eles divulgassem uma mensagem alinhada ao projeto de expansão da instituição. Sylvia sustenta ainda que os evangelhos de Mateus, Lucas e Marcos foram escritos pela mesma pessoa e que apenas o de João teve um autor exclusivo. Supostas contradições, omissões e coincidências seriam sinais da manipulação.

A teoria da coautoria começou a tomar forma no início do século XVIII, com os trabalhos do teólogo protestante alemão Heinrich Julius Holtzmann e do filólogo Karl Lachmann. Chamada de “Questão Sinótica”, ela tem apoio de importantes estudiosos da atualidade, como o inglês Marc Goodacre, responsável pelo núcleo de estudos do Novo Testamento na Universidade Duke, na Inglaterra, e John Dominic Crossan, teólogo e fundador do controverso Jesus Seminar. Em 1968, um outro pesquisador inglês, A.M. Honoré, chegou a fazer um levantamento mostrando que 89% do que está em Marcos se encontra em Mateus, enquanto 72% de Marcos está em Lucas.

“Isso é uma besteira”, argumenta o teólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Fernando Altemeyer. Para ele, não há contradição nos evangelhos e as omissões e coincidências são justificáveis. “Os evangelhos não foram escritos como biografias de Jesus”, reforça o teólogo Pedro Vasconcelos Lima, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). “Eles contam as partes da vida do Messias que têm importância”, conclui. Os relatos da vida de Cristo que não entraram para o Novo Testamento circulam com o título de evangelhos apócrifos. Entre os séculos XIX e XX houve uma explosão nas descobertas desse tipo de documento. Hoje já são mais de 15 os relatos extraoficiais. A Igreja não os reconhece, embora utilize parte dos que datam dos séculos I d.C. e II d.C. para reconstruir o dia a dia de Jesus, que viveu como mais um dos milhares de judeus remediados da Galileia.

Os evangelhos também não foram escritos logo depois que os fatos aconteceram. Eles datam dos anos 70 d.C. e 90 d.C. e foram redigidos, provavelmente, em aramaico e hebraico. Chegaram até nós por meio de cópias, pois os originais foram perdidos. Não se tem registro de como isso aconteceu, mas não seria difícil danificar um manuscrito em papiro no tempo de Jesus. As cópias foram descobertas em fragmentos e reconstruídas por pesquisadores alemães no início do século XIX. A mais antiga, em papiro grego, data do século II d.C. e foi reconstruída no século XIX pela equipe Nestle & Alland, de Stuttgart, na Alemanha.

O que diz a arqueologia

Só a arqueologia é capaz de preencher as imensas lacunas que compõem a trajetória de Jesus na Terra. Ao se debruçar sobre os costumes e a cultura do tempo do Messias, através de buscas por monumentos, documentos e objetos que compunham aquela época, os pesquisadores da área se movimentam para saciar as centenas de indagações acerca do judeu que mudou a história da humanidade. Praticamente não há esperanças de se achar algo diretamente ligado a Jesus Cristo ou à sua família. Mas há expectativa de se encontrar objetos relacionados a contemporâneos, da mesma classe social, que moravam na Galileia. Nesse quesito, o século XX foi recheado de conquistas. Novas técnicas e o renovado interesse por provar, ou desmentir, o que foi escrito pelos evangelistas alimentaram as buscas pelo que sobrou do tempo de Jesus. E as descobertas foram importantes. Entre papiros e pergaminhos, jarros, urnas, pedras e ruínas comprovou-se parte do que disseram Mateus, Marcos Lucas e João (leia quadro).

Mas, quando o assunto é arqueologia, todo cuidado é pouco. Nem tudo é o que parece. Por isso, o processo de verificação da autenticidade dos objetos é lento e rigoroso. Que o digam os estudiosos do que ainda vem sendo considerado o último grande achado do tempo de Cristo: uma urna que conteria os ossos de Tiago, irmão do Messias. Revelada em 2002, ela já foi reconhecida como objeto do tempo de Cristo, mas as inscrições em aramaico que a identificam como sendo de Tiago ainda estão sob avaliação da comunidade arqueológica internacional. “Pude ver o ossuário em primeira mão, quando estive em Israel no começo de 2009”, conta Rodrigo Pereira da Silva, teólogo, filósofo e doutor em teologia bíblica com pós-doutorado em arqueologia na Andrews University, nos Estados Unidos. “Mas ainda há muito o que ser feito para validar as inscrições.”

Professor de teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC), Silva também é arqueólogo e já participou de escavações em Israel, na Jordânia, no Sudão e na Espanha. Ele conta que, no caso da urna de Tiago, se comprovada a autenticidade de seus escritos em aramaico, esse será o primeiro artefato arqueológico com vínculos diretos com Jesus. No dia 21 de dezembro, um outro achado empolgou os arqueólogos. Foram encontrados os restos de uma casa humilde de Nazaré que datam do século I d.C. Com dois quartos, um pátio e uma cisterna, ela ajuda a resconstruir a vida de judeus do tempo de Cristo. “As informações vêm sempre fragmentadas”, explica Pedro Vasconcelos Lima, professor de teologia e presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (Abib). “Não podemos esquecer que esses fragmentos não foram criados para responder às nossas perguntas e, por isso, precisam de um cuidadoso trabalho de contextualização.”

Enquanto a contextualização segue a todo vapor, nos departamentos acadêmicos das melhores universidades do planeta, o trabalho de campo tem encontrado mais obstáculos do que de costume. Como se o calor, a areia e as outras tantas dificuldades usuais da arqueologia já não fossem suficientes, questões políticas das regiões escavadas têm influenciado pesadamente as áreas disponíveis para exploração. “Vemos muitas descobertas se esgotarem nelas mesmas”, explica Rafael Rodrigues da Silva, professor do Departamento de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e teólogo do Centro de Estudos Bíblicos (Cebi). “O sujeito faz a descoberta, quer escavar o entorno, buscar outros sinais e não pode”, afirma. É que boa parte da terra onde estão enterrados muitos desses objetos está em áreas de constante disputa, como é o caso de porções territoriais de Israel. “Se o século XX foi bom para a arqueologia, dos anos 90 para cá temos visto uma calmaria nos achados – mesmo com essa história do ossuário de Tiago”, afirma o professor Silva. Sem achados, sem história.