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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Anne Rice, famosa escritora convertida: “O vampiro é a metáfora para a pessoa que se sente separada de Deus”

Anne Rice, famosa autora de Entrevista com o Vampiro, confessa que não há paz sem Deus, em um novo vídeo no qual ela fala sobre seu retorno para a fé cristã.

Por 38 anos, Rice foi uma “atéia assombrada por Cristo,” ela afirma em um vídeo publicado recentemente “I Am Second”. Seus romances vampirescos eram a reflexão de sua luta interna ao viver num mundo sem Deus que ela criou.

O vampiro, diz ela, é a metáfora para o marginal e a pessoa que se sente separado de Deus.

Rice alcançou a fama e a riqueza através de seus romances vampirescos, mas ela estava cada vez mais insatisfeita internamente com “o mundo em que a salvação não era uma possibilidade,” compartilhou.

“E a razão para a insatisfação era simples: eu realmente acreditava em Deus,” ela afirma no vídeo. Eu não só acreditava nele, mas também o amava, e não estava admitindo isto.”

Rice foi criada em um lar católico quando criança, mas rejeitou sua fé quando fez 18 anos, com intuito de obter liberdade e buscar conhecimento.

“Eu achava que haviam tantas coisas proibidas para mim por ser Cristã… Eu sentia uma necessidade desesperadora de ser livre,” ela relembra.

No vídeo “I am Second”, Rice disse que ela foi relembrada repetidamente novamente e novamente “que enquanto você estiver negando Deus, não provará de nenhum descanso. Você não provará de nenhuma paz.”

“Você não pode se salvar através da arte. Você não pode se salvar através da música •. Você não pode fazê-lo viajando. Você não pode fazê-lo através da riqueza. “Todas as suas tentativas de se salvar e de transcender através de outros meios irão falhar mais cedo ou mais tarde. Você se salva ou Deus te salva, quando você se volta para ele.”

Após quase quatro décadas negando Deus, Rice afirmou que ela finalmente estava pronta para se entregar a Ele. Ela retornou a Igreja Católica em 1998.
“Eu deixei de lado as dúvidas,” ela comentou. “Imperfeitamente e arrependida, eu retornei.”

E voltar para Deus mudou tudo na vida dela. Em primeiro lugar, ela sente que não pode mais trabalhar com a metáfora do vampiro.

“Eu não sou mais uma pessoa em um mundo sem Deus, bem longe disso,” ela comenta.

No momento, Rice dedica seu tempo escrevendo livros que são “diretamente para Deus e dedicados a Jesus Cristo.”

“Eu mudei e eu tinha que fazer isso,” ela afirma com determinação. “Eu tinha que escrever para Ele.”

Seus livros cristãos incluem Cristo, O Senhor: A Saída do Egito; Cristo, O Senhor: O Caminho para Canã; e Angel Time: The Songs of the Seraphin.

Rice é a mais recente celebridade a propiciar uma testemunha em vídeo no “I Am Second,” um movimento que procura exaltar Cristo ao declarar que Ele vem em primeiro e nós vimos em segundo.

Outras celebridades que propiciaram testemunhas incluem o ex-treinador do NFL Indianopolis Colts, Tony Dungy; o ex-guitarrista/co-fundador da banda de metal Korn, Brian “Head” Welch; e o defensor externo da liga principal de baseball do Texas Rangers, Josh Hamilton.

E3 Partners Ministry lançou uma campanha de alcance popular em 2 de dezembro de 2008, na área Dallas-Fort Worth. A campanha foi inicialmente destinada a atingir somente aqueles no norte do Texas, mas assim que o website foi lançado, rapidamente se tornou viral. Até agora, a campanha recebeu mais de dois milhões de visitas para seu website, provindas de mais de 211 países.

Jobson, de volta ao futebol, depois de ser suspenso por usar drogas: “Meu psicólogo é Deus”

Disputado por Flamengo e Botafogo, Jobson não a vê a hora de ser anunciado por um dos dois clubes cariocas. O atacante está treinando regularmente com o time B do Brasiliense na expectativa de decidir o seu futuro até esta sexta-feira. Em meio a reuniões com o presidente do Jacaré, Luis Estevão, e com o empresário Antenor Joaquim, ele não estabeleceu preferência pelo Rubro-Negro nem pelo Alvinegro. Mas deseja dar a volta por cima no Rio de Janeiro.

- Estou mais experiente e maduro. A minha cabeça se encontra bem melhor. Agora vou pensar antes de agir. Passei a ser uma pessoa totalmente de Deus – afirmou o atacante, que se converteu a uma igreja evangélica.

Flagrado em dois exames antidopings nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro do ano passado, Jobson foi punido com seis meses de suspensão pelo STJD, em segunda instância, por uso de cocaína. O gancho do jogador termina no próximo dia 20 de julho, e ele acha que não demorará muito a entrar em forma.

- Estou bem fisicamente. Só preciso de três ou quatro jogos para ganhar ritmo de jogo – declarou.

Para os céticos, Jobson garante que está livre das drogas e não precisa de acompanhamento médico.

- Meu psicólogo é Deus. Nunca mais usei drogas. Também não bebo mais cerveja nem vinho. Só refrigerante, que também quero parar porque faz mal.

O jovem atacante, de 22 anos, tem contrato com o Brasiliense até dezembro de 2012. No entanto, Botafogo e Flamengo pretendem adquirir 60% dos direitos federativos do atleta. Ambos os clubes estudam colocar uma cláusula no contrato do jogador, caso ele volte a usar drogas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mais um Bispo deixa a Igreja Renascer. Toda a banda Resgate se desliga da denominação

Na noite do último domingo, 6 de junho, o Bispo Hamilton ex-líder da Regional Recife se desligou da Igreja Renascer em Cristo. Hamilton faz parte da banda Resgate e após o desligamento dos demais membros da banda, resolveu sair.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Em pleno culto de domingo, o bispo Gê ao lado de Hamilton informou o motivo da saída, segundo ele foi uma “direção de Deus” e que o ex-líder voltará para São Paulo debaixo do chamado do Senhor. Bispo Gê e a igreja os abençoaram e declararam seu amor e gratidão.

Os novos líderes da regional Recife são Bispo Daniel e Pastora Raquel. Pouco falado Daniel e Raquel são líderes de muito respeitado nas igrejas em que passaram, sempre tomam à frente de pequenas regionais e conseguem erguê-las. No último sábado, 5 de junho, Daniel foi recebido pelo Apóstolo Estevam como bispo estadual.

Pelo twitter o apóstolo Estevam Hernandes conversou com um usuário do serviço sobre o caso e as saídas de outros bispos. Na conversa o líder da Renascer afirma “não dá para entender”. Veja abaixo o diálogo:

Pergunta de Renascer Carlos: e verdade que o hamilton saiu? mais um dizendo q foi direção de deus?

Resposta de Apóstolo Estevam: vai saber ,Ne ?? vc sabe que is corações mudam ,mal. 3:6

Renascer Carlos: rs vai saber hahaha verdade, esse deus está muito confuso sei lá, fico com um pé atras, um sai em pleno jejum…só Deus rs

Apóstolo Estevam: verdade não da pra entender , mas jejum purifica

Renascer Carlos: cm o senhor fala sempre o homem muda…quem fica atrás de homens sempre se machuca e volta…vi vários casos já…

Apóstolo Estevam: verdade por isso devemos olhar p Jesus autor e consumador da fe

Renascer Carlos: sim, aprendi com o senhor, por isso q devemos dar graças a Deus pela sua vida. Mais do que um lider, um pai.

Apóstolo Estevam: Tê amoo

O bispo Doriva da Igreja Renascer regional Rio de Janeiro falou sobre o assunto no twitter. Leia abaixo:

Pergunta de Renascer Carlos: bp vc ñ está pensando em sair da Renascer né? Tá uma moda falar de direção de deus… hahaha abraços

Resposta Bispo Doriva: irmão eu sou devedor, jamais passou pela minha cabeça, sou RENASCER ATÉ MORRER, c mto orgulho e modismo sao p fracos. A direção de Deus p minha vida vem do apostolo Estevam como disse sou devedor, bjos

Em abril e maio o Gospel+ entrou em contato com a Igreja Renascer pedindo a confirmação da saída de vários bispos da denominação. A igreja afirmou que só o Bispo Zé Bruno e mais dois haviam deixado a denominação em todo o ano de 2010. Hoje nos bastidores da igreja já se falam em quase 20 bispos de todo o Brasil com a saída já confirmada da Igreja Renascer para entrar ou fundar outra denominação, 10 integrantes do ministério de louvor Renascer Praise foram para a Assembléia de Deus e vários outros membros e pastores já deixaram a denominação fundada por Estevam e Sônia Hernandes.

Em entrevista exclusiva para o Gospel+ a banda Resgate revelou antecipadamente a saída de todos os membros da banda. Confira a entrevista com a banda Resgate na integra.


Presidente Lula afirma: “Antes das eleições, todo evangélico é bom”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que o sucesso internacional de empresas e setores econômicos brasileiros se deve ao empenho de seu governo em defender os interesses do país no exterior.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Ele também acusou governos passados de não fazerem o mesmo.

“[O Brasil] está dando certo porque eu não tenho vergonha de chegar em qualquer país do mundo e defender o algodão brasileiro, defender a cana e o álcool brasileiro, defender a soja, o milho e o empresário brasileiro.

Não tenho nenhuma vergonha, muito menos demérito. Sinto orgulho de defender as coisas que esse país faz”, disse Lula, durante anúncio do Plano Safra 2010/2011, na sede da Embrapa, em Brasília.

Lula disse que foi o governante que mais tratou com respeito os produtores de álcool e criticou governos políticos que só se aproximam dos usineiros com interesses eleitorais.

“Neste país, por interesses eminentemente políticos, tinha governante que tinha vergonha de usineiro. Não tinha vergonha possivelmente de pedir dinheiro para campanha, mas tinha vergonha depois de dizer que era amigo de usineiro.”

O presidente também criticou políticos que se aproximam dos evangélicos apenas em época de eleições e disse que não tem “duas caras.”

“Tem político que tem vergonha de evangélico. Antes das eleições,todo evangélico é bom. Depois das eleições, se puder não recebe porque significa atraso. Comigo não tem essa história.

“Não é possível governar um País desse tamanho com duas caras. Ou você se mostra e faz as coisas do jeito que têm que ser feitas, ou o Brasil não poderia dar certo. E todos nós somos testemunhas de que o Brasil está dando certo”, afirmou.

Recentemente o presidente Lula visitou o Missionário R. R. Soares para pedir apoio da Igreja Internacional da Graça a candidata Dilma Rousseff que nesse período pré-eleição já visitou eventos de diversas religiões diferentes, inclusive evangélicas. O pré-candidato José Serra recentemente financiou e participou do evento Gideões Missionários da Última Hora da Igreja Assembléia de Deus.

Marcha para Jesus em Salvador 2010 – Confira notícias, localização, shows e muito mais

A 13ª edição da Marcha Para Jesus em Salvador 2010 acontece no próximo dia 12 de junho próximo e terá como tema “A noiva encontra-se com o noivo”. A Marcha Para Jesus acontece todos os anos no mundo inteiro, e só em Salvador deve reunir 1 milhão de pessoas.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

No último dia 3 de junho, a Marcha reuniu cerca de 5 milhões de pessoas em São Paulo. A Marcha Para Jesus é uma caminhada pacifica que reúne publico de todas as idades. Neste ano, 14 trios elétricos estarão presentes no evento que começa às 13 horas na Avenida Oceânica, no trecho que fica entre o largo de Ondina e o Farol da Barra.

Ao som de orações e músicas evangélicas, transmitidas por 14 trios elétricos, a multidão seguirá até o farol, local de concentração onde será montado um palco principal. Ali acontecrá a apresentação de shows com 20 bandas e artistas do meio Gospel, como: Renascer Praise, Pierre Onassis, Katsbarnea, Talita Pagliarini, DJ Alpiste, Fernando Fé, entre outros. O tráfego de veículos estará interditado no percurso e terá sua liberação progressiva à medida que a marcha for evoluindo.

A Marcha de Salvador é a segunda maior do mundo e reúne igrejas de várias denominações pentecostais e neopentecostais, como: Renascer em Cristo, Universal do Reino de Deus, Igreja Batista, Assembléia de Deus, Quadrangular, Casa da Benção, Internacional da Graça de Deus, Presbiteriana, dentre outras. Neste ano, o evento vai contar também com a presença do Apóstolo Estevam Hernandes e da Bispa Sonia Hernandes, líderes da igreja Renascer em Cristo que é a organizadora do evento.

Agenda
Marcha Para Jesus Salvador 2010
Data: 12 de junho
Local: saída da Avenida Oceânica
Horário: 13 horas
Mais informações: www.marchaparajesus.com.br

Fonte: Igospel / Gospel+
Via: Folha Renascer

Ex-membro da direção da CPAD revela novas polêmicas e os bastidores da “crise na CGADB”

Esta notícia não representa a opinião do Gospel+ e de mais sites relacionados, a mesma foi escrita pelo site Guia-me e republicada aqui apenas para fins de informação e discussão.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O pastor e teólogo Geremias do Couto, respeitado pelos colegas da denominação pelo seu zelo teológico e irrepreensível ética, faz importantes considerações sobre a atual situação da CGADB – Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, e CPAD – Casa Publicadora das Assembléias de Deus.

No texto, o pastor comenta ainda o pedido de desligamento do pastor Silas Malafaia, 1º Vice-Presidente, desligamento do pastor Antônio Silva Santana, 1º Tesoureiro da Convenção, a polêmica envolvendo a Bíblia Dake e outros pormenores que fazem “ruir a instituição”:

Relutei muito em escrever esta postagem. Esperava que as coisas não chegassem ao ponto em que chegaram, no âmbito da CGADB. Tanto eu quanto outros companheiros nos posicionamos, sempre que nos foi possível, com a expectativa de que a atual gestão, eleita em abril de 2009, pusesse ordem na casa, programasse uma celebração do Centenário a altura de nossa história, apoteótica, com a inclusão da igreja-mãe, e preparasse uma transição pacífica em 2013. Confesso que estou humanamente decepcionado.

O quadro que se nos apresenta hoje mais parece com o baile da Ilha Fiscal. Para quem não se lembra, foi a última grande festa da monarquia brasileira, “considerado o mais extraordinário entre todos os bailes promovidos pelo império”, que teve lugar nos luxuosos salões do Palácio da Ilha Fiscal, situada na entrada da Baía da Guanabara, seis dias antes de ser instaurada a República. Segundo dados históricos, “dançou-se muito no baile da Ilha Fiscal, mas o que os convidados não imaginavam, nem o Imperador Pedro II, é que se dançava sobre um vulcão”. O resto todos sabem.

A ilustração parece forte, mas não vejo outra mais apropriada para o momento. Enquanto um vulcão sem proporções está prestes a explodir sob os nossos pés, os nossos líderes parecem não se dar conta disso e deixam a impressão de que agem como se nada estivesse acontecendo. Paira no ar a noção que o seu interesse é manter o “status quo”, custe o que custar, aparentar uma situação sob controle, em que o Titanic parece navegar em águas tranquilas, quando, de fato, há não só um imenso iceberg adiante, mas também uma insatisfação que se alastra a olhos vistos entre os convencionais pelo descalabro em que se encontra a nossa instituição. Não me lembro, em toda a minha história de ministério, de uma crise tão séria como a que experimentamos. Mas os nossos líderes parecem viver como se estivessem em céu de brigadeiro.

Veja em que estágio se encontra o vulcão, enquanto o “baile” prossegue aparentemente sem qualquer percepção da realidade que cerca a nossa instituição.

Primeiro foram duas demissões até hoje não esclarecidas de dois funcionários de confiança da CPAD antes da Assembleia Geral Ordinária de abril de 2009. Refiro-me ao Gerente Administrativo e Financeiro da Editora, Walter Alves de Azevedo, homem íntegro e de ilibada reputação, que, ao voltar de férias, quase não pôde entrar em sua sala, pois a fechadura da porta fora trocada antes de sua chegada, como se tratasse de um marginal. Foi substituído por alguém que, segundo me consta, tem laços de parentesco com a esposa do diretor executivo. A segunda demissão foi a do jornalista Antonio Mesquita, Gerente de Jornalismo da CPAD, que desfrutava de prestígio junto à direção da CPAD, sendo também homem de grande caráter.

Sei que demissões são normais em qualquer empresa. Uns chegam, outros vão. Todavia, nos casos acima me faz lembrar a recente postagem do pastor Carlos Roberto em seu blog sob o título: “Santa” queima de arquivo. Acredito que em qualquer auditoria independente que se faça sobre a CGADB/CPAD estes deveriam estar na lista como os primeiros a serem ouvidos. Questão de bom senso.

Depois veio a própria Assembleia Geral Ordinária de abril de 2009 em que o relatório financeiro da CGADB foi aprovado com ressalvas, após imensa batalha em plenário capitaneada pelo pastor Silas Malafaia. Cheguei o ouvir de um defensor do relatório que o fazia para preservar a CPAD. Creio que o pastor Silas tenha concordado com a aprovação, sob restrições, na esperança de que os rumos fossem corrigidos. Mas o que os fatos parecem demonstrar é que ao invés disso a coisa degringolou de vez.

Nos meses recentes teve o imbróglio Dake que até hoje continua sob impasse em que pese duas resoluções determinativas do CD e da CA proibindo a publicação e a venda da obra sem que a editora tenha obedecido aos seus termos. Soube-se depois que a Mesa Diretora da CGADB, em reunião durante as comemorações dos 70 anos da CPAD, se teria pronunciado em favor de uma revisão com o acompanhamento de ambos os órgãos para “escoimar” os resquícios que ficaram. Mas nem isso, ao que eu saiba, aconteceu. Assim, enquanto os órgãos da CGADB caem em descrédito, a CPAD parece dispor de uma força que ultrapassa o poder da CGADB, a sua proprietária. Qual seria a razão?

Não demorou muito e veio não só a renúncia do pastor Silas Malafaia à primeira vice-presidência da CGADB, mas o próprio desligamento da entidade. Apesar de ser seu amigo, tenho veemente discordância da teologia que hoje esposa e não compactuo uma filigrana sequer com as campanhas de Mike Murdock e Morris Cerullo levadas a cabo em seu programa. Como então diretor de publicações da editora, isso fica claro em minha decisão de lançar o livro Cristianismo em Crise pela CPAD, que condena tais práticas. Mas tenho de concordar com os motivos alegados para a decisão que tomou, segundo ele “de arrepiar os cabelos”, pois, em sendo verdade, refletem o descalabro de nossa instituição.

Agora somos apanhados por outra renúncia. O pastor Antonio Silva Santana, 1° tesoureiro da CGADB, homem cuja reputação ninguém discute, também abriu mão do cargo. Nesta segunda-feira, dia 31 de maio, protocolou carta na secretaria-geral da CGADB (já amplamente divulgada na internet como a do pastor Silas Malafaia) onde pinta com cores ainda mais fortes do que o pastor Silas Malafaia as razões para a sua decisão. O que se lê em ambos os documentos e em emails que nos chegam me levam a uma única conclusão: como está não pode ficar. Ou a mesa diretora da CGADB assume o controle da situação, promove uma auditoria independente, rearruma a estrutura administrativa da CGADB/CPAD e permite que em setembro a eleição do cargo vago de 1° vice-presidente seja democrática ou teremos demandas judiciais extremamente danosas pela frente, que poderá resultar no esfacelamento total de nossa já combalida CGADB.

Mas se os nossos líderes preferirem continuar repetindo o mesmo frenesi do baile da Ilha Fiscal, como se tudo fosse uma festa, saibam que estão celebrando um centenário desenxabido, em que a igreja-mãe é excluída da programação, a liderança está fragmentada e o dia seguinte pode ser de profunda tristeza para uma denominação que não merecia estar passando por essa vergonha inominável.

Alguém poderá criticar-me por tratar do assunto no blog. Mas saiba que, além de não trazer nenhum ponto específico do que circula à boca pequena, em respeito aos colegas convencionais, faço apenas refletir o que, infelizmente, já está espalhado por toda a mídia, sobretudo na internet. Há algum mal nisso? É possível. No entanto, pode ser também a forma que Deus esteja usando para tratar conosco, enquanto líderes que queremos seguir o nosso próprio caminho, não o dEle.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós!”

CGADB rebate em nota oficial as acusações de Silas Malafaia e de ex tesoureiro. Leia na integra

Com status anunciado por alguns como “crise” e “ruinas” a Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil (CGADB) em pleno centenário foi alvo e inúmeros atentados a sua idoneidade, ética e finanças. Após muitas polêmicas e acusações feitas pelo ex tesoureiro Antônio Silva Santana, pelo ex vice presidente Silas Malafaia e outros membros da instituição, a CGADB resolveu se pronunciar. Por meio de nota oficial rebateu as acusações e explicou o que seriam as supostas pendências financeiras que a Convenção teria.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Assinada pelo Presidente José Wellington, a nota oficial da CGADB sobre os supostos problemas financeiros você confere na integra abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

AOS MEMBROS DA CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL – CGADB

A MESA DIRETORA da CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL – CGADB – tendo tomado conhecimento de que circulam na internet as comunicações de renúncias do 1º vice-presidente e do 1º tesoureiro, pastor Silas Lima Malafaia e pastor Antonio Silva Santana, respectivamente, nas quais os ilustres e eminentes servos de Deus expõem a esta Mesa Diretora as razões motivadoras de suas renúncias, por amor à verdade e para espancar eventuais dúvidas quanto à integridade e lisura dos signatários na condução dos interesses sociais da nossa veneranda CGADB, esta cumprindo o seu dever espiritual, moral, estatutário e legal de defender a instituição e ao seu órgão diretivo na forma do estatuto social em vigor, vem ao público prestar os seguintes esclarecimentos, por amor à verdade e respeito às consciências daqueles que pugnam por uma conduta séria, honrada e espiritual, como convém a todos que servem na seara do Senhor Jesus:

1) Na notificação firmada pelo ilustre pastor Silas Lima Malafaia, foi comunicada a sua renúncia ao cargo de 1º vice-presidente da CGADB, eleito que foi na última Assembléia Geral Ordinária em Vitória-ES, em abril de 2009, como também o seu desligamento do quadro de membros. Evidentemente que poderia ter ocorrido a renúncia sem o desligamento, pois a primeira não era dependente da segunda. Os motivos apontados na precitada comunicação não são atuais, pois, como ele próprio diz, “Tais denúncias, por oportunidade da última Convenção da CGADB, restaram integralmente comprovadas em trabalho realizado por comissão formada para esse fim, cujo relatório só foi aprovado com as ressalvas e obrigações de apresentar balancetes”. Esta Mesa Diretora já se manifestou anteriormente por nota de esclarecimento similar à presente, publicada no jornal Mensageiro da Paz, nº 1.490, de julho/2009, por ocasião de manifestação televisiva de outro convencional.

2) Conforme disposição contida no artigo 44, III, do estatuto social em vigor, o atendimento das exigências da precitada comissão especial a que se referiu o renunciante não era, como não é, de todo o órgão diretivo, mas do 1º tesoureiro, como a seguir transcrito:

“Art. 44. Compete ao 1º Tesoureiro:
III – elaborar o relatório financeiro e apresentá-lo trimestralmente ao Conselho Fiscal e bienalmente à Assembléia Geral Ordinária;
”

Portanto, trata-se de competência legal individual específica, cabendo àquele que foi eleito para o cargo ter consigo a consciência da atribuição que lhe é conferida pela norma estatutária;

3) Quanto à renúncia do 1º tesoureiro, o honrado servo de Deus pastor Antonio Silva Santana, foi alegado, dentre outros motivos para a sua renúncia, que: a) “só tomei posse em 29 de julho de 2009”; b) “só a partir desta data é que fui tomando conhecimento da real situação fiscal e financeira da CGADB”; c) “a cada dia fica impossível o levantamento de toda a documentação contábil, fiscal e bancária, uma vez que não foi atendida à solicitação do Conselho Fiscal da CGADB lavrado em 12 de março de 2010 solicitando uma auditoria nas contas do mandato anterior a 2009”;

4) Confrontando-as, a Mesa Diretora esclarece:

a) o ilustre renunciante não tomou posse na data por ele alegada, pois ela ocorreu juntamente com os demais eleitos no dia 25 de abril de 2009, conforme o termo por ele assinado, passando a ser de fato e de direito o 1º tesoureiro da CGADB a partir de então. Se o tesoureiro anterior não lhe repassou as informações inerentes ao exercício do mandato anterior, o fato fica restrito aos dois e não a todo o órgão diretivo;

b) na condição de eleito e empossado, passou a ser de sua exclusiva competência solucionar as pendências existentes, podendo, inclusive, ter solicitado a cooperação do Conselho Fiscal para proceder aos levantamentos necessários para o perfeito esclarecimento dos fatos, o que não aconteceu;

c) atendendo à solicitação do ilustre renunciante, a presidência autorizou-lhe contratar todos os funcionários necessários ao perfeito desempenho das tarefas da tesouraria, tendo ele contratado com vínculo empregatício apenas um assessor, que não residia na sede da CGADB, e substituído duas funcionárias para as tarefas subalternas;

d) na reunião da Mesa Diretora realizada em 12 de março de 2010, em cuja data o Conselho Fiscal apresentou o pedido de realização de auditoria referido pelo renunciante em sua notificação, foi decidido que uma comissão especial procederia todos os levantamentos necessários junto à Tesouraria, controladoria, prestadores de serviços, bancos, etc, para esclarecer os fatos e apontar as soluções adequadas, para que fossem atendidas as recomendações contidas no relatório da comissão especial da Assembléia Geral Ordinária realizada em Vitória-ES. Após os exaustivos trabalhos desenvolvidos pela precitada comissão especial, o qual contou com a participação pessoal do renunciante, foi elaborado um relatório apontando os fatos que impediram a apresentação dos balanços dos exercícios de 2007 e 2008, e as medidas corretivas necessárias ao atendimento das exigências legais;

e) no mesmo relatório, a comissão especial relata que muitos dos cheques emitidos pela CGADB e devolvidos pelas instituições bancárias sacadas foram em razão de convenções afiliadas e alguns convencionais terem pago as anuidades e inscrições de membros para participarem da Assembléia Geral em Vitória-ES em até dez parcelas, e os respectivos boletos bancários e cheques por elas emitidos não terem sido honrados pelos emitentes, o que contribuiu para que os cheques emitidos para pagamentos com as receitas oriundas das anuidades e inscrições não terem sido cobertos;

f) a comissão especial também conseguiu, através do profissional que presta serviços na área de informática, unificar e uniformizar os dados utilizados pela Secretaria Geral e Tesouraria, resgatar as informações financeiras e documentação que permitissem a elaboração dos balanços acima referidos pelo contador, resgatar os cheques devolvidos que estavam em poder de terceiros e proceder as baixas junto aos bancos sacados com baixa nos órgãos de créditos, o que está contribuindo para normalização do funcionamento da tesouraria e controladoria da CGADB.

Resta claro, portanto, que as motivações para as renúncias, embora pareçam similares, são distintas, pois enquanto o pastor Silas Lima Malafaia usou fatos já ultrapassados, abordados e decididos pela Assembléia Geral em Vitória-ES, o pastor Antonio Silva Santana não teve as iniciativas que lhe cabiam tomar para solucionar as dificuldades herdadas de gestões anteriores à sua, por ter assumido o cargo que traz consigo os encargos atribuídos pelo estatuto social, dentre outros, o de apresentar os relatórios financeiros e contábeis.

Considerações Finais

Para finalizar a presente NOTA, e ainda objetivando tratar a questão “dificuldades financeiras” enfrentadas pela Convenção Geral, os esclarecimentos adicionais se fazem necessários:

- A Convenção Geral, sendo uma associação de ministros do evangelho, não de igrejas, conta como únicas fontes de receitas as anuidades de seus membros, os repasses efetuados pela CPAD e, por ocasião da Assembléia Geral, as taxas de inscrições.

- É de amplo conhecimento que, na prática, grande maioria dos pastores cadastrados regulariza suas anuidades somente nos períodos que antecedem a Assembléia Geral.

- Se anexarmos um extrato/planilha referente ao pagamento de anuidades, facilmente será constatado que o último aporte substancial foi no período que antecedeu a AGO em Vitória/ES, mês de abril/2009.

- Trata-se de um hábito pagar as anuidades somente às vésperas das Assembléias Gerais.

- Todavia, a Convenção Geral, para dar o devido atendimento diário em sua sede nacional, no Rio de Janeiro-RJ, mantém um prédio de quatro (4) andares em funcionamento, com quadro de funcionários, Secretária Geral, Tesouraria, todos devidamente registrados e assalariados.

- Toda a infra-estrutura e custeio para a realização da Assembléia Geral são integralmente pagos pela CGADB. As três últimas (RIO/2005 – SÃO PAULO/2007 – VITÓRIA/2009) e também as duas últimas Extraordinárias (FLORIANÓPOLIS/SC/2006 e PORTO ALEGRE/RS/2008) acarretaram para a CGADB despesas elevadíssimas, haja vista a logística para receber os pastores de todo o Brasil. O número de participantes, cada vez maior, sendo cerca de 4.000 no Rio, 10.000 em São Paulo, 17.000 em Vitória, além de 2.500 em Florianópolis e 4.500 em Porto Alegre.

- Todos nós sabemos o quanto custa promover e reunir, por prazo de uma semana, contingente de tal magnitude. Façam seus cálculos.

- Analisem ainda, juntamente conosco, o seguinte: Para dar cumprimento aos seus objetivos sociais, a Convenção Geral, por intermédio da Mesa Diretora, realiza simpósios, seminários, reuniões, assembléia geral nas diversas regiões do País, ocasião em que os ocupantes de cargos em Conselhos/Comissões são convocados. Todos exercem suas atribuições estatutárias sem qualquer remuneração, contando apenas com o reembolso de despesas relativas à hospedagem, alimentação e passagens aéreas.

- É cada vez maior o número de reuniões dos órgãos diretivos da CGADB. Os membros residem nas mais longínquas cidades. Contabilizem.

- Não é estranho, no âmbito da CGADB, a existência de parceiras de viagens e hospedagens em reuniões maiores, sendo natural que tais empresas, na condição de prestadoras de serviços, façam jus aos acréscimos legais em situação de demora no pagamento por serviços efetivamente prestados.

- Enquanto outras associações de grande porte, sem identificarmos a sigla, exigem de seus associados pagamentos mensais de R$ 95,00 (mensalidade: R$ 50,00 + Publicações/Boletins: R$ 45,00), nós, pastores, esperamos a cada dois anos para desembolsarmos R$ 120,00. Lamentavelmente, inúmeros pagamentos de anuidades e inscrições para Assembléias Gerais, efetuados em cheques, não foram honrados.

- Ora, senhores pastores, uma entidade que aufere receitas mais significativas somente por ocasião da Assembléia Geral, não dispondo de outros meios para alavancar recursos; uma entidade que direciona os valores das inscrições em Assembléias para custeio do evento; uma entidade que pacientemente aguarda os períodos pré-convencionais para “cobrar” seus associados; uma entidade que vê a cada ano crescer o número de participantes em Assembléia Geral, acarretando custos elevadíssimos, não é de se admirar, de causar espanto, surpresa, que tal entidade esteja padecendo dificuldades financeiras.

- Com os argumentos fáticos ora expostos, o que pretendemos é afastar as qualificações de “DESMANDOS, DESCALABRO, CONIVÊNCIA”, referidas em uma das notificações supracitadas. Segundo o Dicionário Aurélio, da Língua Portuguesa, “DESMANDO: é ato ou efeito de desmandar. Desobediência. Excesso. Abuso. DESCALABRO: Grande dano ou perda. Ruína. DESMANDAR: Mandar o contrário de (o que se tinha mandado). Transgredir ordens”.

- Pedimos aos pastores do Brasil que analisem a vida pessoal e o ministério de cada um de nós, diretores da Convenção Geral; que reflitam sobre os vários anos de pastorado; que avaliem e pesem os vários anos a serviço da Convenção Geral, sem qualquer apego material ou financeiro, sem qualquer remuneração, pois entendemos que o trabalho feito junto à nossa instituição também faz parte da chamada e da vocação ministerial; e nos respondam se por nossos feitos merecemos ser “rotulados” com os adjetivos de desobedientes, transgressores de ordens, abusadores, causadores de dano, destruidores. Acreditamos que não.

Finalmente, a Mesa Diretora lamenta profundamente os afastamentos dos ilustres e honrados companheiros renunciantes, nada podendo fazer em respeito aos mesmos, senão acatar as decisões pessoais de ambos e adotar as providências estatutárias para as substituições, mediante a convocação de Assembléia Geral Extraordinária para deliberar quanto às mesmas, e encaminhar ao Conselho Fiscal os balanços já elaborados para apreciação e parecer do Conselho Fiscal, e encaminhamento ao conhecimento de todos os membros da nossa CGADB.

Na certeza de terem sido os esclarecimentos necessários, permanecemos orando a Deus para que as Suas bênçãos continuem sendo derramadas nas vidas e ministérios dos ilustres servos de Deus renunciantes, ao tempo que manifestamos sincera gratidão pelo empenho de ambos para o progresso de nossa instituição.

Natal, RN, 5 de junho de 2010

Pr. Jose Wellington Bezerra da Costa
Presidente

Rede Boas Novas, Pr. Samuel Câmara e Igreja Assembléia de Deus estão sob investigação por lavagem de dinheiro

A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito policial para investigar os irmãos Jônatas, Dan e Samuel Câmara, a Igreja Assembleia de Deus e a Fundação Boas Novas – entidades dirigidas por eles – por suspeita de ‘lavagem de dinheiro’ e evasão de divisas.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O inquérito está no site do Tribunal Federal da 1ª Região (www.am.trf1.gov.br), no processo 2005.01.00. 000005-4. A investigação foi confirmada pelo superintendente da PF no Amazonas, Sérgio Fontes. Jônatas é presidente da Assembleia de Deus no Estado, Samuel dirige a igreja no Pará e Dan Câmara é pastor da igreja e comandante-geral da Polícia Militar (PM) do Estado.

Segundo o superintendente da PF, o inquérito é um desdobramento das investigações da operação Farol da Colina, deflagrada em setembro de 2004, que apurou crimes de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de recursos para o exterior envolvendo empresários de sete Estados, incluindo o Amazonas.

Na época, a PF descobriu que havia nos Estados um esquema milionário de evasão de divisas, com o envio de dinheiro a uma conta de um banco em Nova York, nos Estados Unidos, o ‘Beacon Hill Service Corporation’. O dinheiro, de acordo com a PF, foi enviado no período de 1999 a 2002. Os valores variavam de R$ 30 mil a R$ 20 milhões, sem declaração ao fisco.

Um ano depois de deflagrada a operação, a PF abriu 350 inquéritos, informou, na época, o ex-superintendente da instituição, Kérsio Pinto. “Muitas pessoas foram citadas e precisamos abrir inquérito para cada uma delas”, disse Kérsio, em outubro de 2005.

Sérgio Fontes disse que entre os inquéritos originados da operação ‘Farol da Colina’ está uma investigação contra os irmãos Câmara. “Documentos e gravações de escutas telefônicas da operação Farol da Colina mostraram indícios de que os referidos pastores enviaram grandes quantias ao exterior, naquele caso envolvendo a conta do Beacon Hill (banco de Nova York). Por isso, decidimos instaurar um inquérito para apurar as informações”, declarou.

Sobre a investigação do crime de ‘lavagem de dinheiro’, o superintendente disse que não podia falar sobre o assunto para não atrapalhar as investigações. A ‘lavagem de dinheiro’ é uma forma de tornar legítimo o dinheiro obtido de maneira ilícita.

De acordo com o superintendente da Polícia Federal, o inquérito em que os três dirigentes da Assembleia de Deus são investigados não foi concluído e informações ainda estão sendo apuradas. “Precisamos deixar claro que se trata de uma investigação e, até agora, não se tem culpados”, afirmou.

Complexo

O delegado federal Eduardo Izel – que apura as denúncias contra os irmãos Câmara – disse que as investigações, iniciadas em 2004, ainda não foram finalizadas porque ‘muitas’ pessoas precisaram ser ouvidas, principalmente, fora do Brasil.

“Esse inquérito é muito complexo, porque muita gente foi ouvida e algumas eram de fora do Brasil”, explicou Izel. Ele disse que, até o final de junho, o inquérito será concluído e enviado à Justiça. O delegado informou também que, até o final deste mês, mais duas pessoas serão ouvidas. Ele não quis identificá-las, alegando segredo de Justiça.

De acordo com o site do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), o inquérito contra os irmãos Câmara e a Assembleia de Deus já teve pelo menos 62 movimentações desde o dia em que foi instaurado em 2 de dezembro de 2004. Atualmente, o processo, segundo o site, está na Polícia Federal para o cumprimento de diligências. Além do delegado federal Eduardo Izel, também atua no processo o procurador da República Ageu Florêncio que, segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF), está de férias.

domingo, 6 de junho de 2010

Parada Gay 2010 – Não houve evangelismo na edição dedicada a política

Neste ano não houve evangelismo na Parada Gay, que aconteceu neste domingo, dia 06, em São Paulo. Diferente dos anos anteriores em que grupos missionários aproveitavam o encontro LGBT ( Lésbica, Gays, Bissexuais e Transgênicos) para falar de Jesus, a Missão Cena, Jocum e Moses ficaram de fora. A saída aconteceu no momento em que a Igreja trava uma briga jurídica e política com aprovação dos projetos como PLC 122/06 que pode criar uma especie de ditadura gay inibindo a opinião de quem não aprova a conduta homossexual.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

A Missão Cena (Comunidade Evangélica Nova Aurora) por telefone disse que há um tempo deixou de fazer este tipo de trabalho na Parada Gay, para se focar no evangelismo a travestis na cracolândia. O Moses também confirmou que deixará de fazer este tipo de ação, assim como Jocum.

Segundo os organizadores a Parada Gay 2010 espera ter a política como centro das atenções. A manifestação, que terá como tema “Vote Contra a Homofobia – Defenda a Cidadania”, vai pedir aos participantes e simpatizantes que votem em candidatos que assumam e defendam publicamente a causa LGBT. “O voto deve ser dado aos que assumidamente defendem a causa LGBT. Isso não é um recado só para nós. Mas para todos que querem eleger um país mais democrático. Você se lembra em quem votou? Quais declarações públicas que ele ou ela tem feito sobre nós? O que fez para a população LGBT? Implementou políticas públicas para nós?”, questionou Alexandre Santos, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT. A estimativa de público para a Parada Gay de 2010 é de 3 milhões de pessoas, segundo os organizadores.

Guilherme de Pádua sala sobre seu testemunho e prisão: “As pessoas pisam em mim porque sabem que sou inofensivo”

O encontro foi marcado para uma quinta-feira à tarde na igreja Batista da Lagoinha, região central de Belo Horizonte. O templo, onde acontecem os cultos religiosos, impressiona pela grandiosidade e beleza: uma construção circular, em três níveis, tudo impecavelmente limpo e bem cuidado. Além do templo, a construção se desdobra em outros andares, com diversas salas. Quem nos recebe é Paula Maia, esposa de Guilherme de Pádua. Cerca de quarenta minutos depois chega Guilherme, ofegante, após subir a pé a ladeira que dá acesso à entrada principal do templo.

“Estou meio fora de forma”, comenta. Ele nos mostra o local em que passa boa parte do dia trabalhando, um pequeno cômodo no fundo do templo, com equipamentos de edição e um computador. Seguimos para o local onde funciona a rádio Lagoinha. É lá que acontece a entrevista. O cômodo, com cerca de quatro metros quadrados, possui uma mesa circular, vários microfones e paredes revestidas de espuma por uma questão de acústica. Dois gravadores posicionados, uma câmera de vídeo devidamente montada sobre um tripé e tem início a conversa. Sentada ao lado de Guilherme, a esposa Paula. Os dois permanecem de mãos dadas durante uma hora e meia de duração da entrevista. Perdão, culpa, preconceito, discriminação, resignação. Nada é abstrato na vida de Guilherme. Ele convive diariamente com seus fantasmas. Perguntado se acha, intimamente, que pagou pelo que fez, responde com outra pergunta: “Os erros que a gente cometeu na vida, as pessoas que magoamos, como medir isso?”

Caso Daniela Perez

Atriz, Daniela Perez tinha 22 anos quando interpretou a personagem Yasmim, na novela De Corpo e Alma, de autoria de sua mãe, a autora Glória Perez. No dia 28 de dezembro de 1992, a atriz foi encontrada morta em um matagal no Rio de Janeiro, assassinada com 18 golpes de tesoura. Desde o início, ele e a esposa ficaram presos e foram acusados do crime. A promotoria alegou que Guilherme e Paula teriam fechado o carro de Daniela em frente a um posto de gasolina, que ele e a atriz teriam saído de seus carros discutindo e que ele teria dado um soco em Daniela, desacordando-a. Ele então teria arrastado a vítima para o carro dela, tomado a direção enquanto sua ex-esposa conduzia o outro carro até o local onde cometeram o crime.

Inicialmente, por cerca de oito meses, Guilherme assumiu a autoria do crime sozinho, mas posteriormente, depois que Paula começou a acusá-lo, mudou a versão do assassinato, dizendo ter separado uma briga entre a esposa e a vítima, movida por ciúmes. Em sua defesa, ele alegou que segurara a vítima com muita força na tentativa de proteger a esposa, que estava passando por uma gravidez delicada e que isso teria resultado no desmaio ou na própria morte de Daniela. Segundo o que passou a declarar, ao pensarem que Daniela estivesse morta, Paula teria cometido os golpes de tesoura na tentativa de forjar um crime de algum fã fanático enquanto ele tentava adulterar a placa do veículo para escaparem do local sem serem responsabilizados.

Paula, por sua vez, sempre se declarara inocente, dizendo que nem mesmo estava no local do crime e que teria passado mais de oito horas esperando pelo marido em um shopping. O ator Guilherme de Pádua e sua mulher na época, Paula Thomaz, foram condenados a dezenove e a dezoito anos e seis meses, respectivamente, por crime qualificado, como queria a acusação.

Por terem ambos cumprido cerca de seis anos e nove meses de prisão (por questões burocráticas Paula ficou alguns dias a mais na prisão), Glória Perez iniciou uma campanha popular para modificar a Lei dos Crimes Hediondos. Desde então, o homicídio qualificado (praticado por motivo torpe ou fútil, ou cometido com crueldade) não permite pagamento de fianças, com o dever de o condenado cumprir um tempo maior de pena para a progressão do regime fechado ao semiaberto.

Quem é o Guilherme de Pádua hoje?
Sou um cara que trabalho demais, mas muito mesmo. Não tenho grandes confortos, grandes luxos. É uma vida totalmente voltada para o mundo cristão. Depois que me converti, vivo no ambiente cristão. Lógico que fica a família, mas o mundo onde você vive é o mundo com que você acaba se relacionando. Sou uma pessoa que acordo cedo, durmo tarde, tenho três cachorros vira-latas. E posso dizer que não aproveitei muito ainda o meu casamento por trabalhar demais.

Você fala que trabalha muito. O que você faz?
Trabalho na igreja. Sou obreiro (é um cargo de alguém que sonha em ser pastor, missionário ou evangelista). São coisas que se faz na obra de Deus para levar a Palavra Dele para outras pessoas. Cumprir o chamado que Jesus deu: ide e pregai o evangelho. Todas as pessoas que vêm para a igreja têm dentro de si o desejo de levar a palavra, falar a boa nova, falar sobre Deus. Quando você recebe Cristo você fica tão feliz que quer contar para todo mundo o que aconteceu.

E como é sua vida?
Não vou para bares, não bebo, não fumo, não olho para as mulheres que estão passando. Porque quem vem para igreja, quem tem um compromisso com Deus, e tem a felicidade de receber uma graça, tem esse compromisso. Eu saí da cadeia, quantas coisas aconteceram comigo que hoje considero um milagre estar vivo. Eu poderia ter morrido dez vezes. Então, a gente fica tentando não errar porque Deus fez a parte dele por mim. Agora é a minha vez de fazer a minha parte.

Você falou que poderia ter morrido dez vezes. É sobre o tempo na prisão?
Principalmente, porque eu convivia muito de perto com a morte. Quando entrei no presídio do Rio de Janeiro, escutei de longe uma pessoa gritar. Havia quase dois mil homens dentro daquele presídio. Estava no pátio de visita, é complicado você chegando, tirando a roupa para vistoria, no meio de toda aquela opressão. Aí, de repente, escuto uma voz falando: “Guilherme de Pádua chegou aê”, e outras pessoas respondendo “demorou” e o prédio todo balançando. Já escutei muitas pessoas falando “eu vou te matar”.

E qual era a sensação neste momento?
No começo, nem sei explicar. O meu primeiro dia atrás das grades foi no réveillon, faltou água na cadeia e começaram a botar fogo em tudo, houve um início de rebelião. Pensei em me matar naquele dia. Mas houve a intervenção de uma senhora que trouxe uma cesta de café da manhã, uma carta, uma bíblia e falando que Deus me amava. Fiquei muito impressionado porque até então não sabia dos evangélicos, que eram pessoas que tinham esse amor. Posteriormente, acabei me convertendo e quando cheguei ao presídio ficava perguntando a Deus se tinha chegado a hora de morrer. E neste momento há vários questionamentos na nossa cabeça, como se fosse moribundo, pessoa que está no hospital, em estado terminal, você começa a pensar em Deus. A coisa mais certa que temos na vida é a morte, só que ninguém se lembra. A cadeia é muito terrível. Assisti várias mortes, já teve gente que tirei da morte, fiz pedido, na linguagem de cadeia. Pessoas sem socorro. É um lugar muito árido, sem comida, sem remédio. Se não tivesse a fé para me apoiar, teria enlouquecido. Talvez tenha sido uma forma de fuga, mas me tornei uma pessoa muito dedicada a Deus.

Você é feliz hoje?
A felicidade é muito abstrata. Tenho muitos conflitos, todo mundo tem. Mas me considero feliz porque aceito que essa vida é passageira. Quem se apega demais à vida, à riqueza, compara-se demais aos outros, acha que tem que ter sucesso, fama, tem de ser mais bonito, é muito frustrado. Sou um resignado com as minhas coisas. Aceito a realidade e as dificuldades que tenho. Não é fácil. Dizer que é feliz não é dizer que se está sempre alegre. É dizer que você aceita a sua realidade, que está disposto a encarar, tentar mudar, tentar melhorar. Um guerreiro é feliz, apesar de estar na guerra, porque tem um propósito. Eu creio que sou mais feliz do que antes porque hoje tenho um propósito de seguir a Cristo, de tirar pessoas da morte, que estão prestes a se drogar. Tenho dedicado bastante da minha energia em fazer coisas bacanas. Se não tivesse a fé, eu já teria me matado ou teria enlouquecido. É muito difícil ser o Guilherme de Pádua .

Como é conviver com isso: ter seu nome sempre associado a uma pessoa e a um fato ruim?
São tantos sentimentos que causam na gente. Sou uma pessoa muito analítica, penso muito nas coisas, me coloco no lugar do outro. É uma coisa boa que me faz aceitar melhor as situações. Compreendo os sentimentos das pessoas. Mais uma vez a fé vem me fortalecer nisso, que diz para amar aquele que o persegue, bendizer quem maldiz, abençoar quem o amaldiçoa. É um mandado de Jesus. É transcender os limites do normal. É muito duro saber que pagou uma pena, num país em que pouca gente paga. A gente sabe: quem tem política, quem tem poder, dinheiro dá uma driblada geral.

Você sente que pagou pelo que fez?
Não sei dizer como é pagar corretamente. Quando você faz uma pergunta dessa, o que analiso é que está querendo saber se foi justo ou não foi. As pessoas questionam isso, não tenho como lhe responder. Sei que se fosse com um familiar seu, talvez quisesse uma pena mais branda. Mas se fosse contra um familiar seu, a pena teria de ser mais dura. O que sei é que o que a lei mandou eu fazer, eu fiz. Talvez fosse mais fácil se tivesse havido uma pena de morte. Teria ficado livre. Pago e ainda sou perseguido, acham que não tenho o direito… Não tenho chance.

Mas, e intimamente, você sente que pagou o que tinha de pagar?
Não tenho condições de falar, não sei como medir isso. Os erros que a gente cometeu na vida, as pessoas que magoamos, como medir isso?

Mas você ainda pensa no que aconteceu todos os dias?
Não penso todos os dias porque temos muitas preocupações. Tenho que pagar as contas. Então a gente corre sempre atrás dos afazeres. Dói-me muito ser uma pessoa que tem uma história triste. Quantas vezes desejei que fosse diferente. Sinto muita culpa. Dá-me muita tristeza saber que causei tanta dor. Não sei se paguei. Agora, como estou no Evangelho, eu creio que nenhum de nós pagou. A gente crê, quando estudamos o que Jesus ensinou, que as pessoas têm o costume de achar que o meu pecado é mais tranquilo. Eu roubei o emprego daquela, eu menti, eu traí meu marido, minha esposa, mas está tudo certo, isso é normal. A gente aprende que o ser humano comete erros demais. Primeiramente, creio que os meus pecados foram pagos na cruz. Eu pendurei os meus pecados junto com Jesus. Independentemente de ser Guilherme de Pádua, o Joaquim das Couves, a Maria da Silva, quem sou eu para pagar os meus pecados! Continuo sendo pecador, continuo tendo maus pensamentos. Por vezes fico com raiva e não desejo o bem que deveria desejar, às vezes falo coisas que não deveria falar, penso o que não deveria pensar. O ser humano tem tendência de justificar os seus erros. Todos se acham tão bons, mas todos são tão carentes de Deus. No meu caso, vejo como as pessoas adoram pisar. Se fosse um criminoso de nome, da vida do crime, todo mundo respeitaria. Uma coisa até me traz tranquilidade no coração, as pessoas não têm o menor receio de pisar em mim. Sabe por que? Elas têm consciência de que sou inofensivo. As pessoas me pisam porque sabem que estou num caminho diferente agora.

Quando aconteceu o crime, você era uma pessoa que estava construindo uma carreira na maior emissora do país. Você não acha que as pessoas ainda fazem a relação do Guilherme de hoje com o Guilherme de antigamente?
Deixa eu tentar olhar com a ótica de quem não está na igreja para tentar falar sobre isso. Onze anos depois de ter sido solto, de estar na igreja, pensei em falar o que Deus havia feito na minha vida. É o desejo do cristão em si. E, de repente, aparecem pessoas para me oferecer falar, sempre com aquela história de mostrar minha vida atual. O problema é que sempre que falam no meu nome parece que aconteceu ontem. As pessoas próximas, que me conhecem, sabem da minha conduta, do meu jeito de ser. Para as pessoas que estão distantes, parece que tudo aconteceu ontem.

Por que você escolheu um programa como o do Ratinho para fazer sua volta? Por que não falou o que queria? Teve medo?
É lógico que encarar um programa ao vivo dá medo demais. Quando era ator e entrava em cena, sempre sentia frio na barriga. Pensei que era hora de eu falar. Deixa eu falar por mim mesmo, entende? Não me arrependo de ter ido ao Ratinho. Abençoo a vida dele, a vida do programa. Acho que eles, do programa, talvez pudessem ter feito algo diferente. Mas cada um faz as suas opções, faz suas escolhas. Cada um puxa a sardinha para o lado que tem de puxar. Às vezes, as pessoas são honestas ou não. São justas, ou não. Mas sempre de acordo com os interesses.

Mas você falou que não pode ir a um restaurante, ir a um cinema, sair com as pessoas. Você sente falta disso, dessa vida de poder sair e mostrar a cara sem ter o risco de sofrer qualquer tipo de discriminação, preconceito ou rejeição?
Sinto falta, lógico. Minha esposa não vai a um restaurante quase nunca. Muitas vezes falo para ela ir com o pessoal. Eu evito bem. Tem horas que não consigo evitar, os parentes me arrastam. No dia dos pais, das mães, o aniversário do tio, da prima… Sinto falta de ir a lugares públicos como espectador. De certa forma o artista é privado um pouco disso, só que é diferente. Ele é famoso. Eu equacionei: hoje é um sobre a fama (1/fama), que é a equação matemática da minha vida, quanto maior a fama, mais problemático fica para mim.

Você já pensou em mudar de nome, de país, começar sua vida em outro lugar?
Pensei. Mudar de nome não adianta, teria que mudar de cara. E isso é complicado. Já pensou se me descobrem depois? Muda o olho, muda a boca, muda a sobrancelha, aí você não é você, mas todo mundo sabe que você é você. Isso dá muito certo em filme, mas na vida real, não. Pensei em mudar de país e ainda penso muito. Não sei como fazer isso. Não posso ir de forma ilegal. Conhecemos gente que vai até com coiote, mas sei que se for eu, alguém vai descobrir e vai dar zebra. Tenho que andar na linha. Para mim o ideal seria morar em outro país, que já daria uma aliviada boa. Porque ninguém me conhece tanto, já seria ótimo.

Se tivesse oportunidade de ficar frente a frente com a Glória Perez. O que diria a ela?
Nossa. Já sonhei com esse momento. Acho que beijaria os pés dela, deixaria ela me bater. Eu ia ter para dizer para ela que o mesmo Jesus que consegue salvar um criminoso e fazer a vida dele ter sentido, é o mesmo que faz uma mãe que perdeu a filha fazer coisas maravilhosas. A gente na igreja está sempre orando pelas pessoas que sofrem. Eu e várias pessoas. Minha oração talvez não signifique grande coisa nesse caso. Outras pessoas estão orando para vir uma mensagem que possa mudar o mundo. A gente vive num mundo onde árabes e judeus se odeiam e esse ódio já tem mais de cinco mil anos. Creio no meu coração que até o ódio que se perpetuou tanto tempo, que é persistente, que é alimentado, nutrido, enquanto outras pessoas vão se abrandando, está no propósito de Deus. A palavra que eu tenho, o testemunho que tenho é de transformação de vida. Apesar das dificuldades, apesar do que você vive, apesar da desgraça que está sua vida, creia porque Deus pode mudar sua vida. Mas não tenho uma mensagem de perdão, que possa mudar o mundo.

Você já falou que sente raiva, às vezes não tem pensamentos bons. Diante disso, como é conviver com o fato de a Glória Perez monitorar o que você está fazendo?
No começo, porque são 18 anos, às vezes me revoltava. Não porque eu achava que ela estava errada, porque todo mundo compreende. E talvez, no lugar dela, eu fizesse muito mais. A gente crê que até é louvável demais, que enfim, deve ter todas as suas qualidades, a forma como ela lidou com tudo. Por que sentia um pouco de revolta? Porque ela tem acesso e poder para que as decisões fiquem do lado dela, do lado da acusação. Quantas coisas foram faladas e ficaram por isso mesmo. Lembro-me de que algumas vezes ouvia falarem nos programas: esse michê, homossexual, desclassificado, e ficou por isso mesmo. Já vi gente na televisão instigando a população de Belo Horizonte a fazer alguma coisa contra mim. No começo, sentia um pouco de revolta. Sempre a Justiça estava contra mim! Estava lutando contra um rolo compressor. Mas hoje não sei se essa loucura da fé entrou tanto na minha cabeça, falo loucura falando a linguagem de vocês, porque para mim acho loucura não ter fé. Hoje eu torço tanto para Deus mover e fazer uma coisa milagrosa.

E o que seria essa coisa milagrosa?
O mundo precisa de perdão, de tolerância. Imagina, vamos pensar assim, nu e cru, se a gente for só vingar. Se você arrancou meu dedo, vou arrancar sua perna. É como os árabes e os judeus. Alguém tem que trazer uma coisa diferente. E pessoas como a Glória Perez são preparadas para isso. No dia que Deus derramar uma coisa assim e falar: olha filha, dessa vida aqui todo mundo vai embora daqui a pouco.

Mas você não acha que falar em perdão para você é mais fácil? Ela tem a ausência da filha…
Com certeza. Não tenho dúvida. Não tenho palavra de perdão porque qualquer pessoa diria que ‘falar de perdão para você é fácil, porque você precisa ser perdoado’. Eu falar de perdão não convence, não comove o coração. Mas se alguma outra pessoa falar, vai comover o coração . Nós precisamos dessas pessoas para levar essa mensagem. Agora, se você fosse uma pessoa drogada, desenganada, que não tem chances, (estou tentando mostrar que as pessoas têm missões diferentes), se você fosse uma pessoa assim, que não tem chance e eu começasse a falar sobre as coisas que Deus tem feito na minha vida, eu iria conseguir o levar esperança, levar uma mensagem válida. A mensagem do perdão que o mundo tanto precisa, tem pessoas que têm essa pedra preciosa na mão. Que podem mudar o mundo. Para mim não vai mudar nada, porque as pessoas que me julgam, continuarão me julgando, que querem minha morte, vão continuar querendo; as intolerantes vão continuar sendo. Mas para muita gente vai mudar. É uma mensagem maravilhosa que poucas pessoas têm mais capacidade, têm uma mensagem mais verdadeira, consistente para passar. E é isso que oro sempre. Para que pessoas como a Glória Perez, pessoas que passaram por grandes perdas, tragam essa mensagem. Muitos podem pensar: esse povo crente é louco. Somos loucos, mas é o que desejamos.

O que motivou o assassinato da Daniela Perez: foi vaidade, ciúme?
Sempre tem que ter essa pergunta e agora descobri que não posso responder. Fui ao Ratinho pensando: é a minha versão e posso contá-la para quem eu quiser. Aí surgiu aquela ameaça no twitter: cuidado porque você já foi condenado, solto e agora não é mais réu. Você não pode mais falar. Porque determinadas coisas que falar são coisas íntimas. Quem sabe do relacionamento que tinha com as pessoas da Globo? Quem sabe o nível de intimidade que tinha com cada um? Se eu falar que o Joaquim das Couves ou a Maria da Silva, que tinha uma intimidade ou amizade diferente. Que era amigo e frequentava a casa. Aí a pessoa vai falar: ‘como o Guilherme de Pádua foi falar isso? Vou processá-lo.’ Como vou provar que tinha?

Mas não é possível falar sem citar nomes?
Não tem jeito. Não tem porque a situação em si já é citar o nome. Além da questão do twitter, recebi uma correspondência dos advogados da Glória Perez me alertando oficialmente que não posso falar.

Mas teria mais coisas a dizer, muitos fatos novos?
Para a maioria das pessoas seriam fatos novos. A versão que ficou conhecida foi só a da acusação. Já cumpri pena e acho que há coisas mais significativas para se falar. Pessoalmente para alguém eu posso falar, mas perante uma câmera, num programa de auditório, ou escrever numa revista, não posso.

Você se sente frustrado por isso, de ser obrigado a ficar calado pelo resto da sua vida?
Eu me senti muito frustrado. Uma das coisas que no começo me deixava revoltado é que era sempre aquela história, como a história do sequestro que é ridícula. Nem um menino de dez anos acreditaria se pegar a lógica das coisas. Mas ninguém podia admitir que era ela quem dirigia o carro. Ou não quiseram, ou não acreditaram, é triste. Já fiquei muito revoltado, hoje estou resignado. É incrível pensar isso: as pessoas pensam o pior do pior, não tentam avaliar outras possibilidades. Mas até como cristão eu pensar que fui o pior e que Deus me restaurou e hoje sou o melhor, é até bom pensar nisso, o milagre é maior. Da fé sempre vem alguma coisa que ameniza a sua dor. Já me revoltou o fato de as pessoas pensarem: ‘mas falaram na televisão, então é tudo verdade’. Lembro-me de que depois que fui preso, apareceu um chofer de táxi dizendo que eu tinha assaltado o táxi dele. Ele foi fazer o reconhecimento para ver se era eu mesmo, não bastava estar na novela das oito. Achei que fosse igual aos Estados Unidos, onde várias pessoas do mesmo porte e tipo ficavam numa sala. Só que foi o contrário. Cheguei e tinha um velho de barba branca, um baixinho gordo, um negão fortão, e todas com roupa normal, e eu o único com cara de preso, de bermuda, chinelo, verde com cara de quem não toma sol. Olhei de um lado, olhei para o outro, e pensei: mas precisa de reconhecimento? E a polícia perguntou ao chofer de táxi: mas você não viu que ele trabalhava na novela? E o taxista: ‘eu trabalho muito e não vejo novela. Agora que vi no jornal’. E eram histórias que apareciam, isso me revoltou tanto. Mas agora, tudo bem: daqui a cem anos todas as coisas serão resolvidas.

Sua mulher acaba de lançar um livro Que amor é esse? A história real de Guilherme de Pádua. Ela vai detalhar alguma coisa, será sua vida pós-prisão ou terá fatos que as pessoas não conhecem?
Todos os fatos são novos. A ótica é um pouco diferente. É um livro que consideraria de autoajuda para pessoas que precisam romper e enfrentar problemas. A Paula foi muito feliz porque ela tem uma ótica mais otimista, feminina.

Seria uma forma de desabafar pelo fato de você não estar podendo falar?
Talvez. Em alguns momentos é um desabafo. E muito do que vivi dentro da cadeia. Muitos conflitos. A Paula gastou uns três anos, podia ter levado mais tempo para fazer mais coisas.

Mas há detalhes do crime?
Só lendo o livro. Talvez tenha coisas que você não está esperando. É igual a um filme, não posso contar o final.

Houve ameaça no twitter, você diz que tem um documento dos advogados de Glória Perez. Não tem medo que o livro gere um processo contra você?
Advogados avaliaram se a coisa estava dentro, digamos, de uma coerência, de um direito. Dizem que não tem como. Mas um processo injusto, de perseguição, sempre estamos sujeitos. Estamos encarando esse risco (fala para a mulher). Na verdade não estava encarando não, mas se você ler o primeiro capítulo, vai ver que é uma discussão nossa de ela insistindo que tinha que mostrar ao mundo que não é bem assim. E eu falando que não adianta. É uma discussão que continuará durante algum tempo. Parece que o livro é muito correto em suas colocações, muito justo. Creio que se houver Justiça mesmo, não tem por que privarem o público de mais esse acesso à informação.

Você é diretor de um grupo de teatro na igreja. Pensa em voltar a atuar?
Nunca pensei nisso. Até uma coisa que meu deu muita paz, porque em nenhum momento tentei resgatar minha carreira. Poderia ter ficado depressivo e mergulhado num buraco sem fim. A questão da fé me resignou porque não sinto saudade de nada. Uma vez em Belo Horizonte, me chamaram para fazer teatro. Perguntei se os diretores iriam colocar detector de metais para ver quem iria entrar para me dar um tiro. Eles falaram que essa coisa de ator está no sangue, mas falei para deixar quieto. Mas na igreja é diferente. É muito difícil fazer teatro na igreja. No mundão, as pessoas têm aquela gana, querem romper e ser ator. E o crente faz meio de hobby, não tem aquele compromisso. A gente quer é adorar a Deus, cantar, louvar, orar. E isso aí pega muito: quando a gente vai dirigir um grupo de teatro, dá nos nervos, porque as pessoas não são comprometidas. Mas como tem gente talentosa! O problema é que as prioridades são outras, mas talento tem demais.

Você e sua esposa pensam em ter outros filhos?
Pensamos sim. A gente tem um pouco de insegurança financeira. Tenho lutado muito para ter as coisas e ficamos com medo de não termos condições. Às vezes quase decidimos ter, mas aí seguramos. (Paula interrompe e diz: “Tenho medo é do parto. Mas, por enquanto, nós temos três cachorros, na hora que vier um nenenzinho vai ser bem-vindo”). Também tem a insegurança de ser quem eu sou. Quero tentar arrumar as proteções máximas que puder, o ambiente e o dinheiro para pagar as coisas.

Você acha que seu filho sofreria?
Com certeza. Imagina as outras criancinhas falando, os adultos. O ser humano gosta de pisar.

Você já sonhou ou ainda sonha com a Daniela Perez?
Sim, mas sinceramente prefiro não falar sobre esse assunto. Mas tive sonhos com certeza. Sonho com tanta coisa, sonho com cadeia…

Se tivesse um minuto em rede nacional o que você gostaria de falar?
Não sei se tem alguma coisa que possa falar que fará a diferença. Sabe o programa do Ratinho? Interessante que, quando ele levanta e vira as costas, primeiro ele perguntou se alguém tinha cuspido na minha cara. E eu falei claro, já aconteceu. Porque já havia contado para a produção. Poderia, naquele momento, falar dez versículos, mas no momento em que ele levanta e me deixa sozinho lá, não é preciso mostrar mais nada. É como se ele tivesse cuspido na minha cara ao vivo. Aquela hora sintetiza tudo o que eu sofro. Aquilo falou muito mais do que qualquer coisa que eu poderia falar. Tenho certeza de que quem tem bom senso falou, pensou: espera aí, o cara foi preso, pagou, foi convidado para o programa do outro. É meio estranho. Pelo menos é uma falta de compostura, uma falta de ética, uma falta de educação, uma pessoa pisar num cara que já não é mais para ser pisado. Isso falou muito mais do que eu tinha para falar. Tem uma frase que a gente usa de um grande pregador: pregue sempre o Evangelho, se preciso use palavras. Agora se você me dá um minuto, o que vale? Tantos vão lá e mentem? Qual a diferença? Acho que mandaria o cara me acompanhar um minuto no meu dia a dia, câmera escondida. Seria mais sensato do que falar alguma coisa.

Se não estivesse na igreja hoje, como estaria?
Eu era um cara que tinha muita tendência a fazer coisa errada. Gandaia. Era meio pervertido. Hoje vejo os meninos de 18 anos, todos certinhos e namorando, trabalhando para comprar apartamento. Aí casam e o casamento dá certo e dá uma inveja. Aí penso, meu Deus do céu, onde estava com a cabeça para ser o doido varrido que era no passado? Só queria saber de mulherada, droga, gandaia, e coisa e tal. A igreja mudou minha vida e de certa forma me fez ver o quanto perdi tempo, oportunidade.

E os seus pais, como ficaram?
Meus pais sofreram demais. Não tem nem como descrever. Até hoje. Qualquer coisa que os dois velhinhos, eles tem 86 e 75 anos, leem nos jornais ainda traz muito sofrimento.

E você ainda conserva amigos de antes do crime?
Sim. Tinha um amigo da época de gandaia, mulherada, bebidas, e ele acabou virando crente. E ficávamos zoando com ele. E hoje encontro com ele e falo: cara, a gente zoava tanto a sua cara. Tenho orgulho de você porque foi o primeiro que viu que aquele caminho não era legal.

Esse caminho errado foi o maior motivador do crime? Acho que sim. Era uma vida de muita gandaia. Uma vida de fazer coisas que não se deve fazer.

Igreja Assembléia de Deus completa 100 anos no Brasil

Começou nesta quinta-feira (03) e foi até o sábado (05), na Assembleia de Deus em Natal (RN), liderada pelo pastor Raimundo João de Santana, três grandes eventos que celebraram o Centenário da Assembleia de Deus no Brasil: A Conferência Pentecostal da Região Nordeste, a 3ª Escola Bíblica Nacional da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) e o Congresso Nacional Feminino da Assembleia de Deus.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

A Escola Bíblica Nacional aconteceu no templo-central e o Congresso Feminino da União de Esposas de Ministros das ADs no Brasil (Unemad), liderada pela irmã Wanda Freire Costa, foi realizado em um hotel da cidade. Os dois eventos aconteceram paralelamente nas manhãs e tardes de sexta e sábado.

As reuniões do Congresso Feminino tiveram o tema baseado em João 12:3: Deus na vida da mulher, 100 anos de adoração. Os preletores foram a irmã Wanda Freire (SP), a irmã Lea Freire (Campinas), o pastor Joel Freire (USA), a psicóloga Sônia Pires (SP) e as irmãs Samira Santos (RN) e Jacira Ferraz (RJ).

As noites dos três dias foram dedicadas à Conferência Pentecostal. Essas reuniões ocorreram no chamado Espaço Natal. O espaço foi ideal para abrigar a multidão de pentecostais que foi a Natal para adorar a Deus e celebrar o Centenário da Assembleia de Deus.

Alguns dos preletores da Conferência Pentecostal e da Escola Bíblica Nacional foram os pastores José Wellington Bezerra da Costa (SP), presidente da CGADB; José Satírio dos Santos (Colômbia); Raul Cavalcanti (MA); Josué Brandão (BA); Elienai Cabral (DF); João Martins (MS) e João Maria Hermel (RS).

Antes do evento o Pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB, destacou a expectativa para a festa em Natal. “Com a ajuda de Deus, estaremos reunidos na bela cidade de natal para anunciar ao povo daquela região que Jesus Cristo é o Salvador e que em breve Ele virá para buscar a Sua amada Igreja”, enfatizou o líder.

Segundo o pastor Raimundo João de Santana, líder da AD potiguar, toda a igreja no Estado foi mobilizada. “É com muita alegria e entusiasmo que receberemos crentes de todo o Brasil, em particular do Nordeste, para juntos celebrarmos ao Senhor. Foram três eventos de grande envergadura”, enfatizou o líder potiguar.

Para a irmã Wanda Freire Costa, o Congresso Feminino foi mais uma oportunidade de unir mulheres de todo o Brasil para momentos de confraternização e busca de crescimento espiritual. “Convoco a todas as esposas de obreiros para que estejam conosco nesses dias em que, tenho certeza, Deus fará maravilhas em nosso meio. Serão momentos de alegria por podermos nos reencontrar e também por buscarmos mais do Senhor para nossas vidas, nossas famílias e o ministério de nossos esposos”, declara irmã Wanda dias antes do evento.

Drive-Thru da Oração – Igreja Universal brasileira importa modelo americano

A IURD da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo (SP), foi inaugurada no mês de abril e chama a atenção dos pedestres e motoristas não somente pela beleza de sua arquitetura, mas também por aderir ao método evangelístico do “Drive-Thru da oração”. O procedimento é simples: o ocupante do automóvel recebe um folheto de apresentação da Igreja, com informações sobre as reuniões e, de dentro do carro, explica para o pastor o problema que tem vivido, recebe oração e segue viagem.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

A iniciativa surgiu nos Estados Unidos, em 2006, em igrejas localizadas à beira de rodovias movimentadas, e começou a ser feita também pelo bispo Renato Cardoso, responsável pela IURD de Houston, no Texas. “Como aqui em Houston pouco se vê pessoas nas ruas, só carros, então tivemos essa ideia”, explica o bispo.

Para o pastor Osvaldo Volpini, responsável pelo trabalho da IURD da Vila Mariana, a escolha pelo método evangelístico se deu pela localização do templo, que fica em uma avenida movimentada. “Nós percebemos que durante o tráfego intenso, os carros ficavam parados na frente da igreja, então, colocamos faixas sinalizando o “Drive-Thru” e os motoristas começaram a entrar para receber orações”, explica. De acordo com o pastor, o trabalho começou há pouco mais de uma semana, mas já é possível perceber a aceitação dos participantes.

Pela segunda vez, na mesma semana, o florista Eugenio Ferreira dos Santos, de 47 anos, saiu do trabalho e decidiu parar por alguns minutos em frente ao templo. “Eu recebi a oração e me senti bem. Sempre que posso, passo aqui para receber a proteção divina”, comenta. Priscilla Amaral, administradora, de 24 anos, também gostou da ideia. “É ótima essa iniciativa, pois já que estou parada no trânsito, não custa nada entrar um pouco, receber a intercessão de um homem de Deus e seguir para casa abençoada”, afirma. Até mesmo motociclistas, que não costumam ficar presos em congestionamento, param por alguns minutos em frente à igreja. “É bom estar protegido, ainda mais quando se anda no trânsito de São Paulo de moto. Se todos passassem por aqui, com certeza não teríamos tantos acidentes”, afirma o motociclista Mario Reinaldo, de 40 anos.

O trabalho é intensificado no horário de pico, entre 18h e 20h, período em que há maior fluxo de carros e congestionamento na região. Thiago Sapadjian, de 28 anos, é um dos voluntários do “Drive-Thru da oração”, e diz perceber um interesse da parte dos motoristas, que são surpreendidos com o convite inusitado. Muitos, por curiosidade, aceitam a oração rápida e acabam voltando depois para participar da reunião. “Realmente essa ideia de evangelização foi algo inédito, pois todos que passam aqui na frente acabam olhando para igreja e muitos que estão vivendo situações difíceis nos procuram para receber um apoio espiritual”, conta Thiago.

Os pedestres também são convidados a entrar, colocar o nome no livro de oração e receber a intercessão. A costureira, Luciene Oliveira Freitas, de 60 anos, conta que, um dia antes, passava a pé pela calçada da igreja desesperada por causa de problemas financeiros. Ao aceitar o convite dos voluntários, desabafou com o pastor, ouviu uma palavra de fé e, no outro dia, os clientes que estavam devendo dinheiro para ela foram até a sua oficina para acertar os débitos. “Foi maravilhoso. Todos vieram de uma vez e me pagaram. De ontem para hoje eu já tive uma resposta. Por isso voltei, para assistir a reunião e agradecer a benção recebida”, diz.

A IURD da Vila Mariana fica à Avenida Domingos de Moraes, 2.051, na zona sul da capital paulista.

Publicidade em ônibus anti-islamismo busca ajudar novos convertidos ao cristianismo

Uma publicidade em ônibus anti-islamismo nova esta circulando em Nova York. Em meados do mês de maio, cerca de 30 ônibus da cidade começaram a expor anúncios, que dizia: “Deixando o islã? Opinião sobre sua cabeça? A família está te ameaçando?” O anúncio mostra o site refugefromislam.com.Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Os opositores do anúncio dizem que promovem uma mensagem anti-muçulmana e tem como objetivo chamar as pessoas que estão longe da fé. Mas os apoiadores da campanha dizem que é um encontro real necessidade de disponibilizar recursos para os muçulmanos que querem deixar a fé.

“Como uma ex-muçulmana, eu conheço várias pessoas convertidas que são perseguidas por abandonarem a fé islâmica”, escreveu ao site americano de notícias evangélicas The Christian Post James Sabatina, muçulmana crente que viveu na Alemanha.

Ela está vivendo sob proteção policial após abandonar o islã por sofrer com ameaças a sua vida. Ela já se mudou 16 vezes desde 2001 para evitar sofrer danos físicos por parte de muçulmanos e familiares. “Milhares de convertidos estão sendo torturados e mortos a cada ano. A campanha não é apenas a concretização da liberdade religiosa, porém é necessária para os ex-muçulmanos”, disse James.

Em seu livro, que virou bestseller, My Fight for Faith e Freedom (Minha luta para a fé e liberdade), James fala que não tinha a quem recorrer depois que sua família descobriu que ela havia se convertido ao cristianismo. Em uma entrevista recente ao The Christian Post, James disse que quando os muçulmanos se convertem ao cristianismo sabem que serão perseguidos por membros de sua própria família.

A ativista conservadora por trás do anúncio veiculado nos ônibus, Pamela Geller, disse que a campanha tem intenção de ofender aos muçulmanos, mas apoiar aqueles que já tomaram se decidiram por Jesus.

“Não é orientada à fé muçulmana”, disse Geller, que dirige a organização Pare a Islamização da América, a Associated Press. “Ela não diz ‘deixar ‘, diz ‘deixando’ com um ponto de interrogação”.

O mesmo anúncio pode ser visto ao lado de dezenas de ônibus em Miami (EUA). Os anúncios começaram a aparecer no final de abril, mas foram temporariamente retirados por ter sido considerado ofensivo ao Islã. Os anúncios foram posteriormente colocados em ônibus de Miami.

Em Detroit (outra cidade americani), onde há uma grande comunidade muçulmana, o anúncio não pode ser colocado nos ônibus. As autoridades de transporte de Detroit recusaram-se a permitir que o anúncio apareça em seu ônibus.

O Thomas More Law Center, escritório de advocacia sem fins lucrativos com sede em Ann Arbor, Michigan, abriu um processo federal dia 29 de maio contra a Mobilidade Suburbana de Transportes Regionais, em nome dos patrocinadores do anúncio. Os demandantes alegam que a agência de transporte violada os direitos à liberdade de expressão e as cláusulas de proteção religiosa descrita na Constituição americana.

“Em Detroit, funcionários do governo fornecem o direitos dos ateus de expressar sua visão de que Deus não existe, sem se preocupar em ofender aos cristãos”, disse o advogado sênior Robert Muise. “No entanto, esses mesmos funcionários politicamente corretos censuram o discurso que pode ofender muçulmanos. Essa descriminalização é ofensiva e viola nossa Constituição”.

O anúncio “Deixando o Islã?” escrito nos ônibus de Nova Iorque está prevista para ser veiculada por um mês.

Além de Cláudia Leitte, Kaká deve cantar no cd gospel da esposa Caroline Celico, pastora da Renascer

Kaká resolveu cantar no CD de músicas gospel que a mulher dele, Caroline Celico, está gravando. O CD está sendo preparado para ser lançado até o fim do anoVisite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

O jogador vai fazer um dueto com a esposa em uma das canções do CD que Caroline está gravando e que contará com várias participações especiais. Claudia Leitte, que é muito amiga de Carol, também irá gravar.

O casal pertence a igreja Renascer em Cristo. Inclusive recentemente, Kaká disse que quando encerrar a sua carreira como jogador, ele sonha em exercer o ministério pastoral ao lado da sua esposa e já pastora, Carol Celico.