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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

“Pressão de evangélicos não é por fé, mas por poder” diz cientista política


A pressão de setores religiosos – principalmente evangélicos – sobre uma definição contra o aborto da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) não tem motivação religiosa, mas é uma forma de barganhar por poder, avalia a cientista Maria das Dores Campos Machado. Ela destaca que, neste segundo turno presidencial – nem Dilma, nem José Serra (PSDB) têm perfil religioso. Para ela, qualquer um dos dois tem chances de ganhar o apoio desses grupos por negociação.

- Eu percebo que existe um pragmatismo muito grande nos grupos religiosos. Eles sabem que estão lidando com dois candidatos que não são religiosos.

Para a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os pastores viram na polêmica uma chance de se estabelecerem na política.

- É um jogo e o que estas lideranças querem mostrar é que estão sendo reconhecidas.

Autora dos livros “Os Votos de Deus” e “Política e Religião”, Maria das Dores é diretora de um núcleo de estudos sobre religião e política. Em entrevista a Terra Magazine, ela critica o uso da discussão em torno da descriminalização do aborto nas eleições. “O fato de isso aparecer na eleição, mostra como o debate na sociedade é incipiente”. “Esse tema está sendo usado na eleição porque a sociedade não tem uma posição clara”.

Leia a entrevista na íntegra.

Terra Magazine – O que a senhora está achando do fato de os votos dos religiosos entrarem no centro dessa disputa pelo segundo turno? A questão do aborto, principalmente, está se tornando crucial para os presidenciáveis.

Maria das Dores Campos Machado - A religião sempre teve uma dimensão muito importante na cultura brasileira e aparece sempre em momentos importantes das eleições. Nos últimos anos, o movimento feminista conquistou alguns avanços junto ao Poder Executivo, há a questão do Plano Nacional de Direitos Humanos. Isso expressava um certo avanço dos setores mais progressistas do governo. O que há é uma reação dos grupos conservadores. Você não tem nenhum grupo religioso com uma única posição com relação às candidaturas que estão representadas agora. Tanto os evangélicos como os católicos estão divididos. Eles também percebem que a própria candidatura de José Serra também tem mais afinidade com posturas mais liberais. Ele já foi ministro da Saúde, tem medidas que facilitaram a contracepção de emergência.

Como é essa divisão?
No caso de Serra, os contatos que ele mantém são muito mais graças ao Geraldo Alckmin, que é um católico mais conservador, e alguns movimentos de renovação carismática muito ligados ao Geraldo Alckmin no interior de São Paulo. No caso de Dilma, a candidatura dela tem o apoio tanto do bispo Edir Macedo (líder da Igreja Universal) como do bispo Manoel Ferreira, que é uma grande liderança da Assembleia de Deus. Mas há uma grande resistência de grupos mais conservadores e grupos que não conseguem estabelecer um canal direto com as grandes candidaturas. Não se pode esquecer que os evangélicos têm um caráter muito pragmático. Eles sabem estabelecer uma separação entre o que é do mundo legislativo e o que é essa doutrina religiosa. Nesse sentido, eu acho que existe possibilidade de os dois candidatos conquistarem apoio desses grupos para além da visão ideológica ou da visão mais doutrinária de ser contra ou a favor do aborto. Eles sabem muito bem que eles estão lidando com dois atores políticos que não são religiosos, mas que podem dialogar com suas lideranças e podem dar um tratamento de ouvir mais essas lideranças na maneira de encaminhar o debate do aborto.

Mas essa possibilidade de negociar com os dois lados independe, então, da questão religiosa em si?
Eu percebo que existe um pragmatismo muito grande nos grupos religiosos. Até o final dos anos 90, o Lula era visto como um representante do “demônio” por vários pastores. Os pastores diziam que o Lula era endemoniado. Eu lembro que, na campanha em que o Lula foi vitorioso, o bispo Carlos Rodrigues disse: Nós criamos o veneno – que era considerar o Lula um demônio – nós vamos criar o antídoto. Existe por parte das lideranças certo pragmatismo. Uma vez convencidos de que as alianças políticas podem ser proveitosas para os seus grupos, eles podem rever toda a posição.

Mas esse apoio não iria, neste caso, ao candidato que se comprometesse a não descriminalizar o aborto?
Sim. O que eu estou querendo dizer é que esse tipo de intervenção – como o do pastor Malafaia (que declarou voto em Serra) – é criado em função de entenderem que eles estariam tendo uma maior capacidade de influência junto à Dilma ou ao Serra. Eu acho que há um pragmatismo aí por trás. Eu acredito que o pastor Silas Malafaia, quando declara o seu voto, ele é uma pessoa que faz a opinião pública. É um caráter extremamente pragmático. Eu acho que ele está aí tentando se cacifar no jogo da política. Ele não é só um ator religioso. Tem aí também um jogo das lideranças religiosas no sentido de serem reconhecidas enquanto atores políticos, atores que vão estabelecer uma série de acordos e vão ter acesso ao cenário político. A questão doutrinária é colocada na mesa para negociar ou para forçar um reconhecimento enquanto ator político.

Colocar essa questão do aborto às vésperas da eleição é uma ação eleitoreira? Em especial, o questionamento direto feito à postura da candidata Dilma por ela não ter se definido sobre o tema.
Existem coisas que acontecem dentro das igrejas. E existem coisas que, da Igreja, são levadas para a mídia. Que a mídia tem mais simpatia pela candidatura do Serra, isso é inegável. Mas, por exemplo, o Silas Malafaia está distribuindo CDs e DVDs contra o aborto. O que é curioso é que, por exemplo, não houve uma discussão em torno da homofobia – que também é um tema difícil. Por quê? Porque os homossexuais têm uma mobilização dentro da sociedade, então eles conseguem dar uma resposta de pronto, acionando a Justiça. Eles têm uma capacidade de mobilização muito maior que o movimento a favor do aborto. No caso dos homossexuais, por mais que os líderes religiosos sejam contra, eles não conseguem interferir nesse debate e nem trazer isso para o momento eleitoral. São temas que estão sendo usados porque a sociedade civil brasileira ainda não tem uma posição clara com relação ao aborto. Então, permitiu que esse tema fosse usado dessa forma.

Israel discute lei que condiciona cidadania à religião judaica


Um controvertido projeto de lei que obrigará os que desejam obter cidadania israelense a fazer um juramento de fidelidade ao Estado de Israel, “judaico e democrático”, está perto de ser aprovado pelo Parlamento. Ontem, ministros chegaram a um acordo sobre o rascunho do texto, que deverá ser votado no domingo pelos deputados.

A proposta foi duramente criticada por árabes israelenses, que a consideram “racista” por enfatizar o caráter judaico do país. O próprio primeiro-ministro de Israel, Binyamin “Bibi” Netanyahu, não queria que a medida fosse adotada, mas se viu obrigado a ceder diante da pressão de setores de ultradireita de sua coalizão governista.

Especula-se que a aprovação da lei seria uma espécie de contrapartida para partidos de direita de Israel aceitarem prorrogar, por dois meses, o congelamento dos assentamentos na Cisjordânia.
Debates sobre o caráter judaico de Israel são especialmente delicados, pois um quinto da população do país é árabe – muçulmana ou cristã. “Netanyahu abriu o ano legislativo com o racismo que o inspira”, atacou Mohamed Barka, deputado árabe do partido Hadash. “Essa emenda à cidadania é completamente racista e as leis de Israel estão virando um guia para os regimes mais discriminatórios do mundo.”

Sob ataque, Netanyahu veio a público ontem dizer que Israel garante direitos plenos a todos os seus cidadãos, independentemente de suas religiões. “Protegemos a completa igualdade dos cidadãos, judeus e não judeus. Isto está na nossa declaração de independência e é por ela que nos pautamos.”
Bibi teria ainda proposto que o texto final não faça referência apenas ao caráter judaico, mas se refira ao “Estado do povo judeu, que garanta plena igualdade para todos os seus cidadãos”. No rascunho aprovado por seu gabinete ontem, porém, os termos mais polêmicos não foram amenizados.

A proposta do juramento de fidelidade ao Estado é do chanceler conservador de Israel, Avigdor Lieberman, líder do partido ultradireitista Israel Beiteinu. Terceiro maior partido do Parlamento israelense, a legenda é essencial para que Netanyahu consiga se manter no governo. O Israel Beiteinu comemorou a votação e disse estar satisfeito com o fato de o governo estar “cumprindo sua promessa”. / REUTERS

PARA ENTENDER

A decisão de encaminhar ao Parlamento israelense um projeto tão polêmico, segundo o jornal Haaretz, seria um concessão de Binyamin Netanyahu a seus aliados da ultradireita em troca da aceitação de outra medida considerada essencial para a continuidade do diálogo de paz com os palestinos, patrocinado pelos EUA: o congelamento por pelo menos mais dois meses da ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia. O governo do presidente americano, Barack Obama, vem exercendo forte pressão sobre Netanyahu para que declare uma nova moratória para as novas construções.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

“Marina conquistou pelo discurso cristão e conciliador” diz Sérgio Cabral

“Marina conseguiu levar a eleição para o segundo turno com um discurso cristão, não evangélico”. A afirmação é do governador reeleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, em entrevista à ÉPOCA. Apesar da forte aliança entre Cabral e o presidente Lula, muitos eleitores do governador votaram na candidata do PV, Marina Silva, que chegou em segundo lugar no Rio com expressivos 31% do total de votos válidos no estado. “Ela conquistou gente do Posto 9 à Assembleia de Deus”, disse Cabral, referindo-se aos jovens que frequentam a faixa mais moderna da praia de Ipanema e também aos eleitores religiosos e conservadores.

O governador Sérgio Cabral identificou em Marina uma característica que enxerga nele mesmo: a de buscar a conciliação, o não-enfrentamento. Cabral é um político muito mais de amizades particulares do que rigidamente partidárias. “Marina passou a imagem de alguém que quer desarmar espíritos. É o mesmo jeito meu, do presidente Lula e (do senador eleito) Aécio (Neves)”.

“A Marina teve muito mérito em levar a eleição para o segundo turno. Conseguiu expressar uma alternativa e perdeu ganhando. Expressou um sentimento da população com um discurso voltado para a questão ambiental. Teve um conteúdo religioso, cristão, que ela embutia na sua personalidade. Um discurso doce, suave, menos litigioso, de desarmar espíritos, que é uma coisa que eu gosto de fazer. Isso pegou numa parte da população de uma forma muito forte. A Marina agradou a segmentos muito desconectados, do Posto 9 à Assembleia de Deus e à Igreja Católica também. Pegou a classe média e os pobres”.

Convenção Batista organiza dia de oração pelo Brasil

Um dos principais anseios dos batistas brasileiros é o de ver o Brasil se tornar um país mais próspero, justo e feliz.

Pensando nisto, a Convenção Batista Brasileira (CBB) acaba de lançar o Dia Nacional Batista de Oração pelo Brasil.

A proposta é que no dia 15 de outubro cada batista brasileiro separe um tempo específico para interceder, sozinho ou em grupo, pelo país.

Abaixo seguem algumas sugestões para que sua igreja participe deste momento tão especial.

Divisa

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” – 2 Crônicas 7.14

Organização

1. O pastor e liderança devem decidir o melhor horário para realização da programação (manhã, tarde ou noite, ou ainda o dia inteiro).
2. Caso a igreja tenha um Ministério de Intercessão, a equipe poderá cuidar da preparação. Caso o mesmo não exista, as tarefas poderão ser divididas entre os vários ministérios da igreja.
3. Prepare um painel com o contorno do mapa do Brasil e preencha com recortes de revistas e jornais mostrando a realidade de nosso país, com seus problemas sociais e espirituais. Escreva acima do mapa o versículo de 2 Crônicas 7.14. Caso sua igreja tenha um projetor, podem ser preparados eslaides ou vídeos mostrando a realidade do país, o que pode acontecer no início da programação.
4. Faça cartões de oração com todos os pedidos.
5. Disponibilize a letra dos hinos e cânticos que serão cantados para que todos possam participar (hinários, projeção da letra ou boletim), poderá haver participações musicais especiais (solo, duetos, canto coral, conjuntos).
6. Convoque toda a igreja a participar com um aviso no boletim, convites individuais ou por telefone.
7. Prepare uma equipe e uma sala para receber as crianças que acompanharem os pais, de maneira que elas tenham uma programação própria e também orem pelo Brasil.
8. Caso a programação seja realizada durante um determinado período da manhã, tarde ou noite, o local poderá ser o templo e os períodos de intercessão poderão ser feitos individualmente, em duplas, grupos, etc. Mas se optarem por realizar a programação durante todo o dia, preparar uma sala ornamentada com frases sobre oração, o painel do Brasil, música suave e uma caixa com os cartões de oração para que os membros possam ir até lá no horário que preferirem e orarem individualmente.

Motivos de Oração

1. Prepare cartões com pedidos específicos do bairro ou comunidade na qual a igreja está inserida e um cartão para cada família da igreja, destacando os nomes dos familiares não salvos e os projetos sociais e evangelísticos que a igreja realiza ou planeja realizar.
2. No site de Missões Nacionais – www.jmn.org.br – você encontra cartões com os pedidos de oração dos missionários que atuam no Brasil e os projetos que estão sendo realizados para salvação dos brasileiros.
3. Sugestão de motivos de oração:

- Batistas Brasileiros

Ore pelo despertamento do povo batista para a evangelização e discipulado dos brasileiros;
Ore pelas igrejas batistas para que os princípios bíblicos sejam praticados e ensinados;
Ore pelos pastores e líderes batistas para que tenham sabedoria e idoneidade na tarefa de liderar a igreja;
Ore pelo crescimento numérico e espiritual dos batistas no Brasil;
Ore por mais vocacionados para os diversos ministérios desenvolvidos pelas igrejas batistas brasileiras;
Ore para que mais pessoas leiam a Bíblia e aprendam os princípios cristãos;
Ore pelos ministérios com crianças, adolescentes, jovens, adultos, terceira idade e casais desenvolvidos pelas igrejas batistas brasileiras;
Ore pela produção de revistas, livros e outras literaturas batistas para que abençoem a vida dos crentes e não crentes brasileiros com ensinamentos bíblicos.

- Brasil

Ore pelo novo presidente, ainda a ser eleito, e pelos novos governadores, alguns dos quais ainda serão eleitos, para que façam uma boa administração com honestidade e investimento na educação, saúde e segurança; Ore pelos deputados e senadores eleitos para que façam leis que atendam as necessidades do Brasil sem ferir os princípios do Cristianismo e da ética; Ore especificamente para que o PNDH3 não seja aprovado, pois fere a liberdade religiosa em nosso país e os princípios cristãos; Ore para que haja justiça, ética, moral e paz em nosso país; Ore pelas crianças e adolescentes que vivem em situação de risco pelas ruas de nossas cidades; Ore para que acabe a prostituição infantil e que as famílias brasileiras tenham condição econômica para não precisarem vender seus filhos e filhas como acontece em algumas regiões do nosso país; Ore para que os dependentes químicos sejam libertos dos vícios, para que chegue ao fim o tráfico de drogas em nosso país e que novos projetos como o realizado nas cracolândias e os das comunidades terapêuticas sejam desenvolvidos pelos batistas; Ore pela libertação do nosso povo da idolatria e práticas contrárias à Palavra de Deus; Ore para que os deficientes físicos e mentais possam ser alcançados pelo Evangelho através de projetos específicos realizados pelos batistas brasileiros; Ore pela evangelização nos grandes centros urbanos através das igrejas batistas; Ore pela evangelização das populações ribeirinhas; Ore pela evangelização dos povos indígenas e outros grupos étnicos que vivem no território brasileiro; Ore pelas famílias brasileiras que são bombardeadas todos os dias por valores não cristãos, levando ao seu esfacelamento; Ore para que acabe a corrupção em todos os níveis sociais de nosso país

Uso eleitoral da “fé cristã” é lamentável, critica CNBB

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), divulgou uma nota pública para condenar o uso da fé cristã no processo eleitoral. O documento surge depois das acusações contra a candidata Dilma Rousseff (PT), que nega ser favorável ao aborto. “Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente”, diz a nota.

Critica-se também a nota da Regional Sul 1, que não recomendou o voto em Dilma. A CNBB nacional condenou o texto e afirmou que não representa o pensamento da entidade. “Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias”, denuncia a comissão.

Leia a íntegra.

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz

O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO

“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão” (Salmo 85)

“A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.

Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.

Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.

Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.

Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.

Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.

Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB”

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vice de José Serra se reúne com lideres evangélicos em São Paulo

O candidato à vice-presidência da República Índio da Costa (DEM) participa nesta quarta-feira (6), junto com a mulher do presidenciável José Serra (PSDB), Monica Allende Serra, de um encontro com 30 líderes evangélicos em São Paulo. Entre as igrejas que irão participar do encontro está a Assembleia de Deus, com a qual o PSDB já tem mantido contatos próximos. Os tucanos sinalizam uma aliança com a Assembleia de Deus desde o primeiro turno. Embora a candidata derrotada do PV, Marina Silva – que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial – seja membro da igreja, a direção da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) manifestou discordâncias políticas com o programa do Partido Verde durante a campanha, já que Marina não se posicionou firmemente contra o aborto. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, por exemplo, que havia declarado apoio à candidata do PV, mudou seu posicionamento ao final do primeiro turno, atacando-a por “dissimular” suas ideias sobre liberação do aborto e maconha, e declarou apoio a José Serra. Tanto o PT quanto o PSDB disputam o eleitorado religioso. Na avaliação dos tucanos, esse setor integra em parte um grupo de eleitores favoráveis a Marina. Uma igreja evangélica importante não participará do encontro nesta quarta – a Universal do Reino de Deus, que apoia declaradamente a candidata petista Dilma Rousseff.

Youtube censura vídeo do Pr. Paschoal Piragine para menores de 18 anos


O vídeo publicado pela PIB de Curitiba no youtube, onde o Pastor Paschoal Piragine Jr fala sobre questões como o aborto e pede para que seus ouvintes não votem no PT, voltou a ser polêmica.

Ao visitar o vídeo no youtube, o usuário é redirecionado para uma página de verificação de idade onde aparece a seguinte mensagem “Segundo a sinalização da comunidade de usuários do YouTube, este vídeo ou grupo pode ter conteúdo impróprio para alguns usuários.”

Há dúvida que fica é porque o vídeo teria sido sinalizado como impróprio para menores de 18 anos, como se houvesse algum conteúdo pornográfico.

Existem várias cópias do vídeo publicadas no youtube, por enquanto apenas o vídeo original foi sinalizado.

Piragine no Youtube Youtube censura vídeo do Pr. Paschoal Piragine para menores de 18 anos

Confíra uma cópia do vídeo:



Igreja Universal promove mega batismo na República Dominicana


Numa tarde ensolarada, que valorizou ainda mais a beleza natural da República Dominicana, a Igreja Universal realizou recentemente um batismo de mais de 4 mil pessoas nas lindas praias e rios do país caribenho, simultaneamente, em várias províncias. Só na praia de Boca Chica, na capital Santo Domingo, foram batizadas 1.800 mil pessoas pelo bispo responsável pelo trabalho evangelístico da IURD no país, Nilton Patrício.

A IURD chegou à República Dominicana em 1995. Como em todo início, enfrentou barreiras, mas hoje conta com 61 templos abertos no país.

Neste grande evento, apro ximadamente mil pessoas foram batizadas pela primeira vez; as demais renovaram o pacto que um dia fizeram com o Senhor Jesus.

Entre os muitos locais que foram cenários deste grande batismo, estão as Praias Dourada e Bonita, nas províncias de Puerto Plata e Nagua, respectivamente.

Nas regiões onde não há praias, pastores realizaram os batismos em rios, como nas províncias de Bani, Mao e Santiago Rodríguez.

A praia Boca Chica, onde se reuniu o maior número de pessoas, é um dos pontos mais visitados no país por turistas de todo o mundo, especialmente os vindos dos Estados Unidos da América, Canadá, Europa e América Latina.

Sociedade Bíblica do Brasil lança projeto para bibliotecas comunitárias

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) promoveu um encontro com bibliotecas comunitárias da capital mineira para o lançamento do projeto “Viagem Literária em Família: Um Passeio com Mary Jones”. O evento ocorreu no dia 1º de outubro, na Secretaria Regional da SBB, em parceria com a Associação dos Amigos das Bibliotecas Comunitárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte (SABIC-BH).

O projeto “Viagem Literária em Família: Um Passeio com Mary Jones” tem como objetivo a promoção de ações que ampliem o acesso e o gosto pela leitura, o resgate de valores, o desenvolvimento espiritual e a promoção do conhecimento bíblico. Esta iniciativa presta uma homenagem a Mary Jones, importante personagem que inspirou o início do movimento das Sociedades Bíblicas, e está inserida no programa A Bíblia e a Cultura – Bibliotecas Comunitárias, mantido pela Sociedade Bíblica do Brasil.

Leitura e cidadania
Famílias de diferentes comunidades serão convidadas a receber em sua casa um kit composto por um embornal, boneca de pano (Mary Jones), Bíblia das Criancinhas e livro “A História de Mary Jones”. Com isto, o projeto permitirá que a criança e sua família possam desfrutar de histórias bíblicas, garantindo a ampliação e a difusão do conhecimento das Sagradas Escrituras.

A ação também contará com a participação da Trupe Caixa Mágica, composta pelos mediadores de leitura das bibliotecas comunitárias habilitados pela SABIC, que realizará eventos de incentivo à leitura da Bíblia e atividades educativas. A primeira ação foi realizada no dia 05 de outubro, na biblioteca comunitária do bairro São Geraldo, em Belo Horizonte.

O projeto beneficiará diretamente um conjunto de 100 famílias de 10 bibliotecas, além de toda uma população de leitores em potencial. Os dados estatísticos relativos às localidades onde as bibliotecas estão situadas consideram a população em situação de risco social – pertencentes a famílias com renda média entre um e três salários mínimos, moradores de regiões carentes de infraestrutura urbana básica e de equipamentos desportivos e culturais. O conjunto de leitores atuais é formado, em sua maioria, por crianças e adolescentes, estudantes do ensino fundamental, que frequentam as bibliotecas principalmente para a realização de trabalhos escolares.

Paralelamente à implantação do projeto, está prevista, ainda, uma Campanha de Apoio e Incentivo à Leitura, a ser executada ao longo de seis meses, contemplando cada biblioteca com dois eventos: apresentação de narração de história com foco na história de Mary Jones e entrega do kit para a viagem literária que será realizada na comunidade local, no espaço-biblioteca.

“Saída é a Dilma condenar o aborto publicamente” diz Manoel Ferreira

A divulgação de uma nova versão da Carta Aberta ao Povo de Deus e uma propaganda de TV em que a candidata Dilma Rousseff (PT) exponha claramente a posição contrária ao aborto são algumas propostas para o segundo turno defendidas por lideranças evangélicas que atuam na campanha da petista.

Com o diagnóstico de que informações espalhadas na internet sobre Dilma ser a favor da legalização do aborto foram decisivas para impedir a vitória da candidata no primeiro turno, o coordenador evangélico da campanha, deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), disse que pretende fechar até amanhã a estratégia para as próximas semanas. “A Dilma tem que fazer manifestações públicas claras contra o aborto, de valorização da vida e da família. A iniciativa deve partir dela. Acredito que, em uma nova versão da Carta ao Povo de Deus, podemos detalhar melhor alguns temas”, afirmou.

Na versão da carta divulgada no primeiro turno, Dilma diz que cabe ao Congresso Nacional discutir “aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes”, sem detalhar a posição pessoal em relação aos assuntos. Presidente da Assembleia de Deus de Madureira, o pastor Manoel Ferreira lembra que a comunidade evangélica costuma se reunir três vezes por semana e acredita que é possível “fazer chegar a mensagem (de Dilma) à base com facilidade”.

Também aliado de Dilma, o deputado Robson Rodovalho (PP-DF), bispo da igreja Sara Nossa Terra, diz que a mensagem a ser transmitida é a de que, apesar de muitos parlamentares do PT terem votado a favor da legalização do aborto, esta posição não é defendida por Dilma. “Ela tem compromissos mais próximos de nós. Não obstante o histórico de dificuldades (dos evangélicos) com o PT, Dilma foi maior do que o partido”, diz Rodovalho.

Vídeo. Um dos principais propagadores da ideia de que “o PT está fechado com o aborto” é o pastor Silas Malafaia, que comanda programas evangélicos no rádio e na televisão e apoia o tucano José Serra. Em setembro, ele recomendou aos fiéis que assistissem ao vídeo em que o presidente da Primeira Igreja Batista de Curitiba, pastor Paschoal Piragine Júnior, prega o boicote ao voto no PT. “Eu não podia mostrar o vídeo no programa. Usei o limite da Lei Eleitoral”, conta Malafaia, que no primeiro turno declarou o voto em Marina Silva (PV).

“Esse negócio de boato é conversa fiada. Não satanizo partidos políticos, mas está nos anais da Câmara e do Senado a defesa do PT ao aborto. Hoje se protege capim, planta, baleia e a vida humana é banalizada”, diz o pastor. Na pregação em que pede aos fiéis que não votem no PT, o pastor Piragine exibe um vídeo com imagens feitas pelo Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política. Fundador da entidade, o deputado Robson Rodovalho afirma que o vídeo não foi feito com propósitos eleitorais. “O pastor Piragine não separou o joio do trigo.”

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dilma Rousseff planeja retirar descriminalização do aborto do programa de campanha pelo “voto evangélico”

Acuado pela perda de votos de evangélicos na reta final do primeiro turno, o PT ensaia deixar de lado a defesa programática da descriminalização do aborto e já planeja retirar a proposta do programa do partido, aprovado em congresso.

A medida deve ser discutida em reunião da Executiva do PT, como forma de responder aos rumores contra a candidata à Presidência, Dilma Rousseff, apontados como o principal motivo para o crescimento de Marina Silva (PV), contrária à legalização do aborto, e a consequente ida da disputa presidencial ao segundo turno.

O primeiro contra-ataque partiu do secretário de Comunicação do PT, André Vargas. “O Brasil verdadeiramente cristão não votará em quem introduziu a pílula do dia seguinte, que na prática estimula milhões de abortos: Serra”, disse em seu Twitter.

A pílula do dia seguinte é um dos métodos contraceptivos criticado pela Igreja Católica e distribuída pelo Ministério de Saúde. Diferentemente do que Vargas sugere, sua adoção foi decidida antes de o tucano José Serra, rival de Dilma no segundo turno, ser titular da pasta.

O secretário de Comunicação do PT defende ainda o isolamento da ala do partido pró-legalização. “Agora é hora de envolver mais dirigentes na campanha. Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra”.

Um dos coordenadores da campanha de Dilma, José Eduardo Cardozo, reconhece que a resolução do PT, pró-descriminalização do aborto, não é unânime no partido e não é a posição de Dilma.

Antes de ser candidata, Dilma defendia abertamente a descriminalização da prática –o fez, por exemplo, em sabatina na Folha em 2007 e em entrevista em 2009 à revista “Marie Claire”.
Depois, ao longo da campanha, disse que pessoalmente era contra a proposta. Hoje, diz que repassará a discussão ao Congresso.

O tema se tornou tão incômodo que ontem, ao “Jornal Nacional”, Dilma o citou mesmo sem ter sido questionada (ela teve um minuto e meio para “dar uma mensagem aos eleitores”).

“Eu tenho uma proposta de valores. Um princípio nosso de valorizar a vida em todas as suas dimensões”.

A senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que a defesa da descriminalização do aborto pode até ser defendida por algumas alas do partido, mas pode “custar a Presidência da República”.

Já o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), puxador de votos evangélicos, disse que chegou a perder votos porque defendia Dilma, que “erroneamente” era associada a afirmações anticristãs.

Além do PT, o PMDB também defende uma ação para combater a associação de Dilma ao tema aborto, que virou onda de e-mails e comentários em meios religiosos.

Os peemedebistas querem que a candidata divulgue, enfim, um programa de governo deixando claro ser contra a legalização.

Ontem, Dilma reconheceu que a campanha percebeu muito tarde a onda associando seu nome ao tema do aborto e a uma fala, que ela não disse, de que nem Jesus Cristo tiraria dela a vitória.

Sobre a presença do presidente Lula na campanha, Dilma não precisou seu papel. “O presidente Lula a gente não pode falar em dose, ele não é o remédio é solução”, disse.

Manoel Ferreira e Robson Rodovalho acreditam que o PT subestimou boatos na campanha de Dilma Rousseff

Os líderes evangélicos Manoel Ferreira e Robson Rodovalho, que apoiam Dilma Rousseff (PT), criticaram nesta segunda-feira o comando da campanha petista pela lentidão na resposta à onda de boatos na internet que confrontavam a candidata com valores cristãos. Deputado federal (PP-DF) e presidente da igreja Sara Nossa Terra, o bispo Rodovalho disse que teria alertado “durante todo o processo” que mensagens apócrifas atribuíam a Dilma a frase “nem Cristo vai impedir que eu vença a eleição no primeiro turno“, entre outras acusações, mas a resposta do comitê só foi dada na última semana de campanha: - Avisei que havia essa fragilidade e que precisávamos estancar, mas faltou rapidez.

O presidente da Assembleia de Deus de Madureira, pastor Manoel Ferreira, que participou com Rodovalho de uma reunião na quarta-feira passada no escritório político de Dilma, em Brasília, convocada às pressas para frear a boataria, disse que uma resposta mais rápida poderia ter garantido “os pontinhos que faltaram” para a vitória da petista no primeiro turno. No encontro com duas dezenas de líderes religiosos, incluindo representantes da igreja católica carismática, Dilma reafirmou a sua posição pessoal contrária ao aborto e negou publicamente que tivesse dito a frase sobre Cristo.

- Se tivéssemos apagado o incêndio no primeiro momento, o resultado seria outro – disse Manoel Ferreira.

O pastor preside um dos ramos da maior igreja evangélica pentecostal do Brasil (de acordo com o Censo de 2.000, 8,4 milhões de fiéis), enquanto Rodovalho diz contar com um rebanho de 1 milhão de pessoas na Sara Nossa Terra. Ele disse que a onda de boatos tentou resgatar “a imagem do passado” de Dilma, associando-a de forma terrorista ao desprezo aos valores cristãos. Segundo ele, “todo mundo” na igreja tomou conhecimento dos boatos.

- Foi coisa montada. A internet passou a ser um veículo do submundo da política.

Embora associe o bom desempenho de Marina Silva (PV) a uma série de fatores, o professor Cesar Romero Jacob, autor de estudos sobre a geografia do voto e a filiação religiosa no Brasil, disse que a questão religiosa contribuiu para o sucesso da candidata verde. Entre outras razões, Cesar disse que os pentecostais têm demonstrado, nas últimas eleições, uma tendência a votar em “irmãos” como Marina, que também pertence à Assembleia de Deus. Em pesquisas anteriores, o cientista político detectara essa tendência na eleição presidencial de 2002, quando o evangélico Anthony Garotinho ficou em terceiro lugar, e de Marcelo Crivella, quando disputou a prefeitura carioca em 2004.

- Os mapas de votação de Garotinho e Crivella praticamente se sobrepõem à distribuição geográfica dos pentecostais no Brasil, principalmente nas áreas de fronteira e na periferia pobre das grandes cidades, e no Rio.

Cesar lembrou que o governador eleito Geraldo Alckmin (SP), candidato pelo PSDB a presidente em 2006, também sofreu semelhante onda de boataria, que o classificava como um representante da Opus Dei, entidade católica considerada

Crivella diz que Dilma foi vítima de mal-entendido entre evangélicos

O senador eleito Marcello Crivella (PRB) pretende usar sua influência junto aos evangélicos para reverter um suposto mal-entendido que a candidata Dilma Rousseff (PT) teria sofrido numa campanha pela internet.

“Acho que a Dilma perdeu muitos votos por causa de uma campanha que foi feita via internet contra ela. Pretendo procurar os líderes evangélicos para esclarecer esse mal-entendido. Precisamos conversar, agora com mais calma, sobre essa questão que acabou prejudicando na reta final”, disse Crivella.

Na campanha pela internet, vários protestantes teriam disseminado mensagens condenando uma suposta posição da presidenciável que teria dito que “nem mesmo querendo, Cristo me tira esta vitória. As pesquisas comprovam o que estou dizendo. Vou ganhar no primeiro turno”.

A frase teria sido propagada na rede virtual e nos cultos por vários pastores pedindo que os fiéis não votassem em Dilma.

EUA: Pastores querem se aproximar dos muçulmanos

Depois das ameaças do pastor americano Terry Jones em queimar o alcorão houve um distanciamento, ainda maior, entre os cristãos e os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos. Agora igrejas estão tentando novas abordagens para alcançar a comunidade muçulmana. Infelizmente, alguns de seus esforços falharam.

Uma tentativa de quebrar essa barreira será o Oasis Conference National Convention, realizado do dia 21 a 23 de outubro em Nashville, Tennessee (USA).

O fundador e presidente do Crescent Project, Fouad Masri diz que é necessário ocorrer uma mudança de comportamento dos cristãos perante os muçulmanos. “O Oasis pode ajudar, pois seus programas são destinados a ajudar os membros da igreja para alcançar em amor os seus vizinhos muçulmanos”, revela.

Depois da convenção do ano passado uma família procurou Masri e contou que houve uma mudança na atitude com seus visinhos muçulmanos. Hoje eles são amigos e algumas vezes já jantaram juntos. Mas o mais importante é que depois dessa amizade, a família muçulmana está indo a igreja e lendo o Novo Testamento. Eles foram atraídos pelo amor de Jesus por meio de uma refeição em um lar cristão.

Masri aconselha que os cristãos atravessem a rua e acolher e falar-lhes sobre Jesus. “Deus nos escolheu como pastores e confia em nós. Por isso, precisamos levar o povo a conhecer os muçulmanos, não apenas o que as manchetes. Precisamos levá-los a construir amizades com os muçulmanos”.

O Oasis não é um simples evento promocional do projeto. Ele possui parceria com diversas organizações que trabalham na cultura muçulmana. Masri afirma que conta com cinco sessões plenárias e temáticas, uma visita a uma mesquita local e oportunidades para fazer perguntas a especialistas em evangelismo aos muçulmanos.

Ele conta que há mais muçulmanos convertidos a Cristo nos últimos 10 anos do que nos últimos 1.400 anos. “A razão número um é que eles conheceram um autêntico cristão. A segunda é que eles lêem a Bíblia na sua língua e por fim eles viram o agir de Deus”.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Valdemiro Santiago alfineta Edir Macedo: “Eu vou ganhar almas, não vou gastar dinheiro com templo de Salomão”

A construção de uma réplica do Templo de Salomão iniciada pela Igreja Universal, foi comentada pelo Apóstolo Valdemiro Santiago em uma de suas ministrações na Igreja Mundial do Poder de Deus.

Na reunião de domingo, 29 de setembro de 2010, Valdemiro Santiago diz o quanto tem sido perseguido “O evangelho nos trás o reino de Deus, assim como atrai a perseguição, a resposta de Deus é o grande galardão, o que sustenta esta nação é o poder de Deus, este país não trata o evangelho como se deve tratar. Esta semana irá sair uma decisão na justiça sobre tudo que esta acontecendo, um dia essa nação vai colher os frutos dessas lágrimas, ninguém pode algemar o poder de Deus ou criar barreiras para que ele não se manifeste, e cada reunião dessa, você vai acumulando vitórias.”

“Eu vou ganhar almas, não vou gastar dinheiro com templo de Salomão e Querubins, eu preciso levar o evangelho e a televisão é cara. Imagine o que Deus iria fazer comigo se eu fosse dono de uma emissora de televisão, ao invés de pregar o evangelho eu iria colocar novelas, piadas, imundicias, entre outros tipos de programação. Eu não posso fazer isso! tem muitas pessoas sofrendo, tem pessoas aqui que um dia estiveram no crime e hoje estão glorificando a Deus” em clara referencia a construção da réplica do Templo de Salomão e criticas a Edir Macedo dono da Rede Record.

“Não quero aplausos de prefeito e nem templo de Salomão, quero sim reformar o lugar que é próprio, vamos reformar nossa sede. Jamais vou colocar um leão de ouro em cima de uma igreja, quero cuidar das pessoas que estão sofrendo, meu povo aplaude o nome de Jesus e não o meu nome.” finaliza Ap. Valdemiro

Conheça a história da Harpa Cristã – O hinário oficial das Assembleias de Deus

Eusébio de Cesaréia (260-340) é considerado, com justa razão, o pai da História da Igreja Cristã. O que poucos estudiosos sabem é que ele foi também um grande apreciador da verdadeira música sacra. Embora vivesse num período em que esta apenas ensaiava seus primeiros passos, pôde Eusébio externar-se muito emocionado:

“Nós cantamos o louvor de Deus com saltério vivo. Porque mais agradável e caro a Deus do que qualquer instrumento é a harmonia da totalidade do povo cristão. Nessa cítara é a totalidade do corpo, por cujo movimento e ação a alma canta hinos adequados a Deus, e nosso salteio de dez cordas é a veneração do Espírito Santo pelos cinco sentidos do corpo e as cinco virtudes do espírito”.

Nós, pentecostais, também temos o nosso saltério; a Harpa Cristã. Ao longo dessas décadas de avivamento e visitações contínuas ao cenáculo, vimos caracterizando-nos como uma fervorosa comunidade de adoração. E não foi sem motivo que os pioneiros oficiais houveram por bem denominar nosso hinário oficial de Harpa Cristã. Vejamos, pois, a natureza e a formação de nosso hinário.

I. O que é a Harpa Cristã

A Harpa Cristã é o hinário oficial das Assembleias de Deus no Brasil. Ela foi especialmente organizada com o objetivo de enlevar o cântico congregacional e proporcionar o louvor a Deus nas diversas liturgias da igreja: culto público, santa ceia, batismo, casamento, apresentação de crianças, funeral, etc.

A sua primeira finalidade é transformar nossas igrejas e congregações em comunidades de perfeita adoração ao Único e Verdadeiro Deus. Não pode haver igreja sem louvor.

II. O início do cântico congregacional da Assembleia de Deus no Brasil

Em seus primórdios, a Assembleia de Deus usava os Salmos e Hinos , que também era utilizado por diversas igrejas evangélicas históricas. Mas em virtude de nossas peculiaridades doutrinárias, os pioneiros sentiram a necessidade de um hinário que também enfocasse as doutrinas pentecostais.

III. O cantor pentecostal

Em virtude dessa premência, foi lançado em 1921, o Cantor Pentecostal. Impresso pela tipografia Guajarina, sob a orientação editorial de Almeida Sobrinho, tinha o pequeno hinário 44 hinos e 10 corinhos.

O Cantor Pentecostal foi distribuído pela Assembleia de Deus de Belém do Pará que, naquela época, achava-se localizada na Travessa 9 de janeiro, nº 75.

IV. O surgimento da Harpa Cristã

Em 1922, foi lançada em Recife (PE) a primeira edição da Harpa Cristã, que viria a se tornar no hinário oficial das Assembleias de Deus. Sob a orientação editorial do Pastor Adriano Nobre, teve uma tiragem inicial de mil exemplares e foi distribuída para todo o Brasil pelo missionário Samuel Nyström.

A segunda edição da Harpa Cristã, já com 300 hinos, foi impressa nas Oficinas Irmãos Pangeti, no Rio de Janeiro, em 1923. Já em 1932, tinha a Harpa Cristã 400 hinos.

V. A elaboração dos hinos

Na elaboração de nossos hinos, muito contribuiu o missionário Samuel Nyström. Apesar de não ter perfeito conhecimento da língua portuguesa, ele traduziu, literalmente, diversas letras da riquíssima hinódia escandinava. Para que os poemas fossem adaptados às suas respectivas músicas, foi necessário que o Pastor Paulo Leivas Macalão empreendesse semelhante tarefa. Por isso, o Pastor Macalão tornou-se o principal elaborador e adaptador de nosso hinário oficial.

VI. A Harpa Cristã com letra e música

Em 1937, a Convenção Geral das Assembleias de Deus, reunida em São Paulo, nomeou uma comissão para editar e imprimir a primeira Harpa Cristã com música. Desta comissão faziam parte: Emílio Conde, Samuel Nyström, Paulo Leivas Macalão, João Sorhein e Nils Kastiberg. Neste empreendimento também tomou parte ativa o Dr. Carlos Brito.

VII. A Harpa Cristã com 524 hinos

Com o passar dos tempos, outros hinos foram sendo acrescentados até que o nosso hinário oficial atingisse 524 hinos. Número esse que, durante várias décadas, caracterizou a Harpa Cristã.

Até 1981, quase todos os hinos da Harpa Cristã já haviam sido revisados. Os mais altos foram transpostos para tons mais acessíveis ao cântico congregacional.

VIII. A Harpa Cristã atualizada

Em 1979, mediante proposta apresentada pelo Pastor Adilson Soares da Fonseca, o Conselho Administrativo da CPAD, cumprindo resolução da Assembleia Geral da CGADB reunida em Porto Alegre, naquele ano, nomeou uma comissão para proceder a uma revisão geral da música e da letra da Harpa Cristã.

A comissão era formada pelos seguintes Pastores: Paulo Leivas Macalão, Túlio Barros Ferreira, Nicodemos José Loureiro, Antonio Gilberto e João Pereira. Nesta empreitada, também tomou parte ativa o Pastor e consagrado poeta Joanyr de Oliveira. Em termos técnicos, os trabalhos contaram com dois obreiros especializados: João Pereira, na correção e adaptação da música; e Gustavo Kessler, na revisão das letras.

Lançada em 1992, a Harpa Cristã Atualizada foi aceita em muitas igrejas, mas a maioria optou por ficar com a Harpa Tradicional. De qualquer forma, a experiência serviu para rever a hinódia pentecostal, tornando-a mais viva e participativa em nossas reuniões.

IX. A Harpa Cristã ampliada

Tendo em vista as necessidades de nossa igreja, a CPAD, sob a direção executiva de Ronaldo Rodrigues de Souza, compreendeu ser urgente a ampliação da Harpa Cristã tradicional. Foram acrescentados mais 116 hinos a fim de atender a todas as exigências cerimoniais e litúrgicas da igreja.

A Harpa Cristã Ampliada , lançada em 1999, com 640 hinos, representa mais um avanço da já riquíssima hinódia pentecostal.

Conclusão

A Harpa Cristã é o hinário oficial das Assembleias de Deus com 640 hinos que são entoados nos cultos congregacionais. A primeira versão conhecida com letra e música data de 1929 com originais manuscritos e copiada em processo mimeográfico.
Em 1941, teve sua primeira edição impressa, tendo participado deste trabalho os irmãos Samuel Nyström, Paulo Macalão, Jahn Sorheim e Nils Katsberg.
Em Janeiro de 1999, a CPAD – Casa Publicadora das Assembleias de Deus – publicou a Harpa Cristã Revisada e Ampliada com 640 hinos.

Rogamos a Deus, pois, para que a Harpa Cristã continue a levar o Evangelho de Cristo e o avivamento a todos os cantos de nosso país. Cantando também se evangeliza. Cantando também se promove o avivamento. Não foi o que fizeram nossos pioneiros?

Confira os hinos da Harpa Cristã no harpa.gospelprime.com.br

“Estou muito feliz e agradecido a Deus” diz Magno Malta reeleito senador

“As pessoas que tentaram calar a minha voz devem ter algum interesse nisso. Elas sabem o porquê e eu também sei”. A reação do senador Magno Malta que conquistou a segunda vaga para o Senado no Espírito Santo com reeleito com 1.285.177 votos, mostra uma ponta de mágoa com as críticas de setores da sociedade civil organizada feitas a ele durante a campanha.

“Eu sou um nordestino, que veio para o Estado, filho de faxineira, discriminado pela fé que professa, num país como o nosso, vivendo num século como esse e ainda fui discriminado. Mas as pessoas reconhecem meu trabalho, eu tenho respeito no Brasil. O Brasil respeita esse senador do Espírito Santo, porque a minha defesa é da família, a minha defesa é de vida, a minha defesa é de criança, é de enfrentamento a violência.

O Senador reeleito agradeceu os mais de um milhão de votos conquistados nas urnas. “As pessoas reconheceram meu trabalho. Então eu estou muito feliz, agradecido a Deus. Num processo democrático, que você disputa com mais de três pessoas, acontece um embate e foi isso que aconteceu. Quem quer ver Magno Malta longe dessa história de combater pedofília e combater o narcotráfico e fazer a redução da maioridade penal: foram essas pessoas que trabalharam para votar contra o Magno Malta”, disse.

Em relação às vaias que recebeu quando chegou ao TRE, Magno Malta disse que foi vaiado por viúvas. Além disso, ele afirmou respeitar o governador mesmo não tendo sido apoiado por Paulo Hartung. “Eu nunca tive apoio do Paulo Hartung, eu trabalhei duro para o Ricardo Ferraço ter o meu segundo voto. Eu nunca reclamei de não ter apoio do governador. Eu não sou inimigo e nem sou cego pra não enxergar o que ele fez pelo Estado. Eu não beijo mão de homem, meu compromisso é com Deus, a minha espinha é dura e não dobra nunca”, afirmou.

Quanto às críticas que recebeu da Igreja Católica, Magno Malta disse que recebeu votos de católicos e por isso, os respeita. “Eu respeito a instituiçao católica, eu os respeito como respeito os budistas, induístas ou outras religiões. Quando o Papa foi atacado pela imprensa, quem fez a defesa fui eu. O meu crime foi ter prendido um senhor de 58 anos que abusa de criança. As pessoas que sentiram tanta dor de vê-lo indo preso não imaginaram que podia ser um filho deles sendo abusado”.

Confira como ficou a “bancada evangélica” nas eleições 2010

A Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional encolheu para o período 2011-2014. Se eram mais de 40 parlamentares até a atual legislatura, o número para começar a nova legislatura ano que vem não deve ultrapassar a casa dos 30 parlamentares. Apenas a “Bancada Assembleiana”, por assim dizer, teve aumento.

Na legislatura de 2003-2006, ocorreu o recorde de deputados federais assembleianos eleitos: 22. Na legislatura seguinte (2007-2010), esse número caiu drasticamente para 5 deputados federais. Agora, após o pleito de ontem, houve um significativo aumento: haverá 12 deputados federais assembleianos na próxima legislatura.

Abaixo, veja a lista dos deputados federais evangélicos com eleição confirmada até às 7h da manhã de hoje, segundo dados do TSE. Entre parênteses, a posição de cada um entre os mais votados em cada Estado. Os deputados da “Bancada Assembleiana” aparecem com seus nomes em destaque e respectivos números de votos. Na lista, não constam os candidatos eleitos ligados à Igreja Universal, e que divergem em algumas questões defendidas pela Frente Parlamentar Evangélica. O destaque da Universal, mais uma vez, foi o senador Marcelo Crivella, reeleito senador como segundo mais votado no Rio de Janeiro, com 3.332.886 votos.

Evangélicos com eleição confirmada para deputados federais para legislatura 2011-2014:

São Paulo – Marco Feliciano (12º – 211.803 votos); Paulo Freire (24º, 161.083 votos); Missionário José Olimpo (26º) Newton Lima (55º, 110.205 votos); Marcelo Aguiar (57º).

Rio de Janeiro – Garotinho (1º); Eduardo Cunha (5º); Arolde de Oliveira (13º); Filipe Pereira (14º); Benedita (30º); Washington Reis (9º), 138.811 votos); Liliam Sá (43º).

Espírito Santo – Lauriete (8º, com 69.918 votos)

Distrito Federal – Ronaldo Fonseca (7º, 67.920)

Goiás – João Campos (7º, 135.968 votos)

Pará – Zequinha Marinho (7º, 147.429 votos)

Pernambuco – Pastor Francisco Eurico (5º, 185.870 votos)

Paraná – Takayama (14º, 109.895 votos); André Zacharow (20º)

Amazonas – Silas Câmara (4º, 126.688 votos)

Sergipe – Pastor Heleno (6º)

Rondônia – Nilton Capixaba (3º, 32.016 votos)

domingo, 3 de outubro de 2010

Marina Silva rebate declarações de Silas Malafaia

A candidata do PV, Marina Silva, rebateu nesta sexta-feira as declarações do pastor Silas Malafaia, que a acusa de “jogar para a torcida” e se “omitir” em assuntos considerados importantes pela comunidade evangélica, como o aborto e o casamento gay.

Malafaia, que havia declarado voto em Marina no final da semana passada, mudou o voto menos de cinco dias depois. O argumento do pastor é que a candidata verde não se compromete de fato com os assuntos de interesse dos evangélicos.

Marina se defende das críticas e diz que ela tem tido uma atitude coerente sobre esses temas desde o início da campanha, mesmo que essas opiniões tenham lhe “tirado votos”. A candidata do PV argumenta que o pastor Malafaia sabia das posições dela antes de declarar seu voto.

“As posições que eu assumi estão há mais de um ano sendo explicitadas. O pastor Silas Malafaia é um homem bem informado. Quando ele manifestou o seu posicionamento favorável, com certeza conhecia essas posições. Mas, estamos na democracia e as pessoas podem mudar de opinião”, disse Marina Silva.

A presidenciável do PV lembrou que jamais se comprometeu em convocar um plebiscito sobre os assuntos mencionados pelo pastor Malafaia. “Quem convoca um plebiscito é o Congresso. E quem aprova as leis também é o Congresso. Eu disse que casos de alta complexidade cultural, moral, social e espiritual como esses, deveriam ser debatido pela sociedade na forma de plebiscito. Mas eu nunca disse que convocaria um plebiscito”, afirmou a candidata.

Usina de boatos

Marina também lamentou os boatos que surgiram nos últimos dias de campanha envolvendo os principais candidatos à Presidência da República, especialmente a candidata Dilma Rousseff. A presidenciável disse, porém, que os próprio candidatos criaram “centrais de boatos” nos núcleos oficiais de campanha para atingir os adversários.

A própria Marina disse que foi alvo desses boatos, que tentavam potencializar sua posições sobre temas polêmicos, tentando tachá-la de “conservadora” e “fundamentalista religiosa”.

“Existiam máquinas poderosas de boatos que atacavam uns aos outros, e, no ‘balzeiro’, vinham também pra cima de mim. Nós não potencializamos absolutamente nada dessas coisas e discutimos propostas. Fizemos um processo limpo na internet. Quem criou centrais de boatos, máquinas poderosas de boatos foram as duas candidaturas. A oficial de posição e a oficial de situação”, justificou Marina.

As declarações da candidata foram feitas numa coletiva de imprensa convocada pela própria candidata para demonstrar apoio à Heloisa Helena, do PSOL, que concorre ao cargo de senadora pelo Estado de Alagoas. Heloisa corre o risco de não se eleger.

Apesar da disposição de Marina em ajudar a amiga, a candidata do PSOL não foi encontrada porque participa de campanha pelo interior do Estado. Mesmo assim, Marina deixou uma mensagem para a amiga, a quem classificou de “mulher guerreira e competente, que merece ser eleita e voltar ao Senado”.

Neste sábado, último dia de campanha, Marina fará caminhadas no Estado do Rio de Janeiro e, no final da tarde, viaja para Rio Branco, no Acre, onde votará no domingo.

Confira o vídeo em que Silas Malafaia crítica Marina Silva

Bíblia Digital Glow Pentecostal é lançada pela CPAD

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- Artigos e quadros da Bíblia da Família.
- Dicionário da Bíblia de Almeida.
- Bíblia de Estudo Pentecostal
- Dicionário Teológico
- Dicionário do Movimento Pentecostal
- Teologia Sistemática
- Pequena Enciclopédia Bíblica

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

José Wellington, presidente da CGADB declara apoio pessoal a José Serra

Circula na Internet boatos infundados de que o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), estaria apoiando a candidata Dilma Roussef, do PT, à Presidência da República. Trata-se de uma falsa informação elaborada e disseminada de última hora com objetivos muito provavelmente eleitoreiros. Além de nesta eleição a CGADB não estar oficialmente apoiando nenhum dos candidatos à Presidência, historicamente a CGADB nunca apoiou candidatos do PT à Presidência, apesar de respeitar o presidente Lula e sempre estar orando por ele, sobretudo pela responsabilidade do cargo que ocupa. Em 2002, a CGADB apoiou Garotinho no primeiro turno e José Serra, no segundo; e em 2006, Geraldo Alckmin.

Além disso, há dias que o pastor José Wellington Bezerra da Costa manifestou publicamente seu apoio pessoal ao candidato José Serra, do PSDB. Durante a Escola Bíblica da igreja que lidera, a Assembleia de Deus Ministério do Belenzinho, em São Paulo (o evento teve início em 19 de setembro e se encerra na segunda-feira, dia 4 de outubro), o pastor José Wellington manifestou por duas vezes seu apoio a Serra. A última vez foi hoje, agora à tarde, quando o pastor Wellington declarou não só apoio a Serra para presidente como também falou do seu apoio a Geraldo Alckmin para governador de São Paulo.

A primeira vez que se manifestou a respeito foi em 20 de setembro. Na ocasião, o líder ressaltou que “a Casa Civil está com uns projetos malucos e umas coisas que parecem que foram arquitetadas no inferno para querer prejudicar a igreja de Deus, umas leis terríveis”. E acrescentou claramente: “Para presidente, eu vou votar no Serra”, fala que, inclusive, foi reproduzida no site Terra recentemente.

Igreja Universal na Nova Zelândia

Localizada na Oceania, a Nova Zelândia é um país conhecido mundialmente pela modernização e industrialização que oferece aos habitantes. O país também é famoso pela prática dos esportes ‘rúgbi e montanhismo’. Além disso, os vastos territórios de belas paisagens naturais, faz com que o país seja muito procurado por turistas de todo o mundo.

Apesar de a Nova Zelândia ser considerada por muitos como um país ‘modelo’, devido à pequena taxa de mortalidade infantil e analfabetismo, quando a Igreja Universal do Reino de Deus chegou ao território, em 2004, encontrou pessoas sofrendo por causa da imigração irregular, conflitos familiares, doenças, vícios e diversas perturbações espirituais.

Atualmente, a Igreja conta com um templo localizado no centro da cidade de Auckland e mais 6 núcleos espalhados pelo país. Apesar da população ser formada por 56,3 por cento de pessoas que professam religiões que têm como base o ensinamento cristão, o responsável pelo trabalho evangelístico no país, Marcelo Rocha, explica que o começo do trabalho não foi nada fácil. “As pessoas eram desconfiadas, pois por existir muitas igrejas aqui, elas pensavam que a Igreja Universal seria mais uma. Mas, com o passar do tempo, elas perceberam a diferença e começaram a experimentar dos milagres de Deus na própria vida, o que trouxe aceitação e compreensão de que o desejo de cada um de nós, membros, obreiros, evangelistas e pastores é de ajudá-los a terem uma vida feliz e abençoada por Jesus”, comenta.

Para alcançar cada vez mais vidas sofridas, a evangelização é feita com visitas em asilos, hospitais, clínicas de recuperação, casas e também por meio de programas de rádio, tevê e jornais. Além disso, voluntários ajudam os idosos que moram sozinhos nas tarefas do lar e contribuem com ações beneficentes voltadas aos necessitados, distribuindo donativos e folhetos informativos de combate às drogas.

De acordo com o pastor Marcelo, as reuniões têm contribuído de uma maneira magnífica na vida das pessoas e consequentemente no desenvolvimento do país, pois elas aprendem a usar a fé e encontram a solução para diversos tipos de problemas. “O casamento é reconstruído, a família, a vida financeira, a saúde e, o principal, a pessoa passa a ter paz interior e encontra a salvação. Isto com certeza ajuda positivamente a vida das pessoas, a cidade e até mesmo o país”, declara.

Salvação que chegou até a assistente administrativa, Marlene Bowers (foto abaixo), de 39 anos. Ela conta que era viciada em drogas e bebida, a ponto de passar a noite toda com os amigos se drogando. Além dos vícios, ela sofria por causa do nervosismo constante e da frustração sentimental. “Havia muitas brigas em minha família, todas as vezes que eu arrumava bons empregos, eu acabava perdendo-os por causa do meu mau comportamento. Me envolvi em relacionamentos nos quais fui muito agredida fisicamente e emocionalmente. Eu não sabia mais o que fazer para resolver os meus problemas”, relata.

Certo dia um amigo a convidou para participar de uma reunião da Igreja Universal. Essa atitude mudou a vida de Marlene por completo. “O Senhor Jesus abriu os meus olhos e transformou a minha vida. Hoje eu estou livre das drogas, do nervosismo e aquela raiva que existia dentro de mim desapareceu. As brigas não fazem mais parte do meu lar. Meu sonho de casar e ter a minha casa própria se tornou realidade. Hoje, posso dizer que sou uma mulher realizada em tudo, o senhor Jesus me libertou e eu agradeço a Ele por ter deixado a porta da IURD aberta para mim”, agradece.

Pastor Silas Malafaia justifica sua decisão sobre Marina Silva em vídeo

E a polêmica continua! Após publicar carta em seu site fazendo críticas a Marina Silva e mudando seu apoio para José Serra, o pastor Silas Malafaia fala em vídeo sobre a tal decisão.

Utilizando as mesmas palavras da carta, explica que a candidata Marina, está em cima do muro, não se posicionando contra leis que ferem os princípios bíblicos.

“Minha gente, eu estou há quase 29 anos na televisão brasileira, e durante todo este tempo Deus tem me levantado em defesa de princípios e defesa da comunidade evangélica” diz Silas.

“Um cristão só tem uma posição, sou contra e tá acabado” argumenta Malafaia sobre a posição de Marina, que diz ser preciso fazer plebiscito sobre questões como a legalização do aborto e maconha.

O pastor também cita um projeto de lei que disponibilizaria a Bíblia em bibliotecas, que segundo ele, Marina Silva teria engavetado por não concordar, dizendo que iria ferir outras religiões.

“Por isso eu não voto nem na Dilma e nem na Marina, só sobrou o Serra” justifica seu voto e termina dizendo “Aqui está minha posição, você é livre pra votar em quem quiser!”.

Confira o vídeo na íntegra:



Assembleia de Deus em Belém começa preparativos para o centenário

Com 53 milhões de fiéis espalhados em 162 países, a Assembleia de Deus se tornou uma das maiores instituições religiosas do mundo, cuja história de fé, expansão e grandiosidade teve início em Belém, há quase 100 anos. Para celebrar o seu centenário, que ocorrerá em 2011, a diretoria da instituição divulgou na noite de ontem o projeto de marketing e o site que farão parte das comemorações da data. O lançamento dos produtos foi feito pela equipe de comunicação da Igreja, responsável pela elaboração e planejamento das atividades do aniversário, e contou com a presença de diversos empresários e convidados.

“Deus escolheu Belém para ser sede da Sua Igreja e fez do povo paraense, que é marcado pela fé e trabalho, o principal meio de expressão e fortalecimento de Sua história”, afirmou o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus.

A celebração do centenário ocorrerá desde o início de 2011, com eventos em templos de diversos países. O grande encerramento da festividade, entretanto, ocorrerá em Belém, nos dias 16, 17 e 18 de junho e contará com palestras, conferências e apresentações de artistas brasileiros e internacionais.

Para receber todos os milhares de convidados, a Igreja iniciou a construção de um Centro de Convenções, que com aproximadamente 12 mil m² e capacidade para 22 mil pessoas, será o maior espaço para eventos da Região Norte. “Este Centro não ficará restrito ao uso da Assembleia de Deus. Ele será um local para toda a sociedade paraense”, afirma o pastor Samuel. Também serão inaugurados no próximo ano, em Belém, a Avenida Centenária e o Centro Histórico Nacional da Assembleia de Deus no Brasil, que comportará um museu e emissoras de rádio e TV.

Além do grande evento, a Igreja também projetou algumas metas para o seu centenário, entre elas a realização de 10.000 batizados, a construção de 1.000 núcleos missionários, 100 novos templos e a doação de 500 toneladas de alimentos. Para garantir que a alcance destes números é possível, a instituição informou que, diariamente, 4 templos são abertos em todo o mundo e 1 tonelada de alimento é distribuída, apenas na Região Metropolitana de Belém. “Não atendemos apenas os evangélicos, mas todas as pessoas que necessitam de comida e conforto”, afirma Netto.

Segundo o pastor, a expectativa é de que o a festividade do Centenário contribua não apenas com a divulgação da Igreja, mas também com o desenvolvimento do Pará. “Queremos resgatar a importância histórica de Belém e fortalecer o turismo religioso, atraindo mais fieis e visitantes para o nosso Estado”, conclui.

Eleições 2010: PSDB e PT correm em busca do apoio da Assembleia de Deus

Integrantes da cúpula da Assembleia de Deus têm se reunido com o PSDB e já sinalizaram o apoio ao partido nestas eleições. Embora a candidata do PV à presidência, Marina Silva, seja membro da igreja, a direção da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) tem manifestado discordâncias políticas com o programa do Partido Verde. A candidata passou a ser mal vista pelos religiosos quando não se posicionou diametralmente oposta ao aborto, tendo em vista que este é um posicionamento defendido pelos fiéis.

A principal adversária de Serra, Dilma Rousseff, do PT, também passou a ser criticada por setores da igreja por causa de uma frase atribuída a ela de que nem “Jesus Cristo” lhe tirava a vitória nestas eleições. Em encontro com representantes cristãos, nesta quarta (29), Dilma negou ter feito tal afirmação. Em rincões mais pobres do País, no entanto, isso tem sido explorado pelos tucanos contra a petista.

Diferentemente da Igreja Católica, a Assembleia de Deus possui subdivisões independentes e defende, individualmente, posições e apoios políticos distintos. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, por exemplo, que havia declarado apoio à candidata do PV, deu entrevista ao jornal Folha de S. Paulonesta terça-feira (28) atacando-a por “dissimular” suas ideias sobre liberação do aborto e maconha.

A Assembléia de Deus é dividida em vários ramos. Os dois maiores são o Ministério Belém, liderado pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB, que se aproximou das candidaturas tucanas, e o Ministério Madureira, presidido pelo deputado federal Manoel Ferreira (PR-RJ), alinhado à candidatura da petista Dilma Rousseff à presidência. Silas Malafaia, depois de desistir do apoio a Marina Silva, também anunciou apoio a Serra.

Atentos ao avanço de Marina nas últimas pesquisas de intenções votos, os petistas marcaram, conforme notícia veiculada pelo jornal Correio Braziliense, uma reunião em Brasília com lideranças de igrejas evangélicas como a do Evangelho Quadrangular, a Batista, Universal do Reino de Deus e Assembleia de Deus. Segundo o jornal, o evento foi organizado com o auxílio do deputado Manoel Ferreira.

Os evangélicos de várias denominações contabilizam dezenas de candidatos a deputados federais e estimam que poderiam levar a Serra cerca de 11 milhão de votos. As tratativas entre o PSDB e a CGADB foram feitas pelo presidente do partido e coordenador nacional da legenda, senador Sérgio Guerra. No entanto, segundo afirmam participantes dos encontros, as negociações não caminharam para uma eventual formalização de apoio.

Nesta quinta-feira (30), o candidato ao governo do Estado de São Paulo vai participar de um culto na Assembleia de Deus em São Paulo. O convite foi feito pelos evangélicos que pedem também a presença de Serra no encontro. No começo deste mês, o presidenciável pediu a Alckmin que organizasse um encontro com os fiéis evengélicos.

Em culto do último dia 20, o atual presidente da CGADB, pastor José Wellington, afirmou que a “Casa Civil está com uns projetos malucos e umas coisas que parecem que foram arquitetadas no inferno para querer prejudicar a igreja de Deus”. O pastor explica, então, que convocou uma assembleia extraordinária para que “umas leis terríveis” que circulam na Câmara Federal e no Senado não sejam aprovadas.

Ao final de sua intervenção, aconselhou os fiéis a votarem em representantes da religião para a Câmara Federal e abriu seus votos para os candidatos tucanos Aloysio Nunes (Senado), Geraldo Alckmin (ao governo de São Paulo) e disse que, particularmente, votará em Serra.

“Vamos pedir para que vocês orem e para que, se esta for a vontade do Senhor, vamos colocar lá…(…) um senador que é amigo da igreja, que é o Aloysio Nunes. Então, irmãos, para governador tem o Geraldo Alckmin… e o presidente eu… Bem, eu vou votar no Serra. É a escolha minha porque da Casa Civil veio coisa muito ruim contra a igreja, mas vamos orando! Deus está no controle de todas as coisas”, disse Wellington.