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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bispo Edir Macedo utiliza passagem bíblica para criticar Silas Malafaia


O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo (foto), comparou Silas Malafaia a um profeta bíblico que mentiu para um homem de Deus.

Em seu blog, o líder da Igreja Universal, Edir Macedo, publicou neste sábado, 16 de outubro, um comentário criticando o pastor Silas Malafaia por mudar de opinião deixando de apoiar Marina Silva, do PV, dizendo que o partido apoiava o aborto, e também o PT com a mesma acusação, vindo a apoiar o candidato José Serra “sabe-se lá com que interesse”, disse Macedo.

Ainda no seu blog, Macedo comenta a declaração do candidato José Serra apoiando o casamento homossexual e o provável aborto que sua esposa praticou com o consentimento do candidato.

Edir Macedo compara Silas Malafaia ao profeta velho do livro de I Reis capítulo 13, que enganou o homem de Deus, mentindo para ele, e o final do homem de Deus, que acreditou no profeta em vez de seguir o que Deus já havia lhe falado, foi a morte por um leão “porque não guardou a sua fé”.

Segundo Edir Macedo “o espírito do profeta velho continua atuando e tentando levar as pessoas ao engano”.

Leia o comentário de Edir Macedo na íntegra:

Cuidado com o profeta velho

A principal característica do profeta velho é o engano.

Em I Reis 13, encontramos um homem de Deus sendo enganado por aquele que deveria orientá-lo, falar a verdade e guiá-lo no caminho certo.

Temos visto nos últimos dias uma verdadeira demonstração de que o espírito do profeta velho continua atuando e tentando levar as pessoas ao engano.

Veja o que aconteceu com o pastor Silas Malafaia, que iniciou a campanha política apoiando a candidata Marina Silva e depois, usando o argumento frágil de que o partido dela, o PV, apoiava o aborto, mudou de lado e, para justificar que não apoiaria a candidata Dilma, acusou o PT de ser a favor do aborto e apoiar o casamento de homossexuais. Pronto, o caminho estava aberto para, sabe-se lá com que interesse, apoiar o candidato Serra.

Como não há nada escondido que não seja revelado, veio a declaração do próprio Serra, em vários meios de comunicação, de que é favorável ao casamento de homossexuais. E não para por aí não. Explodiu como uma bomba a denúncia de algumas ex-alunas da esposa do candidato, Monica Serra, que ficaram indignadas com a hipocrisia do casal de que, como cristãos, são radicalmente contra o aborto. Inclusive, a Sra. Monica chegou a dizer que se Dilma vencesse, ela iria matar as criancinhas.

Revoltadas, as alunas disseram que em uma aula, muito tempo atrás, a Sra. Monica declarou que havia feito aborto, com o consentimento de seu marido José Serra.

Agora ficam as perguntas: O que fez o pastor Malafaia mudar de lado? Ele vai continuar apoiando o Serra?

Diante desse cenário temos que lembrar o que aconteceu com o homem de Deus (I Reis 13) que seguia o seu caminho e foi levado à morte, enganado pelo profeta velho, porque não guardou a sua fé.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dilma Rousseff resiste a assinar compromisso feito com líderes evangélicos sobre aborto e casamento gay


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, resiste a assinar uma carta assumindo o compromisso de não enviar ao Congresso projetos de lei que permitam a legalização do aborto e o casamento entre homossexuais. Evangélicos que se encontraram com ela e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira, porém, cobram a promessa por escrito.

O comando da campanha petista avaliou ontem que, além de já ter divulgado um manifesto intitulado Carta ao Povo de Deus, em agosto, Dilma pode perder mais votos do que ganhar, ao se posicionar, por exemplo, contra o casamento gay.

Na Carta ao Povo de Deus, distribuída em templos e igrejas no primeiro turno, Dilma tentou se aproximar dos cristãos. “Cabe ao Congresso a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvam valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto, formação familiar, uniões estáveis (…)”, escreveu ela. Além disso, Dilma já se comprometeu verbalmente a não mudar a lei que prevê o aborto em caso de estupro e risco de morte para a mãe.

A saída para o impasse, agora, será um documento de apoio à candidata escrito por pastores e políticos que integram a Frente Parlamentar Evangélica. Os signatários deixarão claro no texto que Dilma não vai interferir em questões religiosas, caso seja eleita para o Palácio do Planalto.

Nos bastidores, porém, a reunião de quarta-feira entre Lula, Dilma e evangélicos de 51 denominações dividiu o governo e o QG dilmista. O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha, achava que o encontro era desnecessário e poderia criar ruídos. Na outra ponta, o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, incentivou a reunião.

Lula avalia que o comando petista não está conseguindo superar a agenda negativa do aborto e do casamento entre homossexuais. “Precisamos sair dessa pauta, ir para a rua”, esbravejou o presidente, segundo relato de um de seus auxiliares. “Há muita hipocrisia nisso.”

A preocupação com o impacto desses temas na campanha de Dilma é cada vez maior. Um dirigente do PT lembrou que a candidatura de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo, em 2008, desandou de vez no segundo turno depois que homossexuais sentiram-se ofendidos com um programa de TV da petista. Nele, um locutor perguntava se o prefeito Gilberto Kassab (DEM) era casado e tinha filhos. Detalhe: o marqueteiro de Marta, hoje senadora eleita, também era João Santana, que agora assina a propaganda de Dilma.

Pastor Silas Malafaia concede entrevista ao CQC


O pastor Silas Malafaia que esta semana participou do programa do Ratinho no SBT, concedeu entrevista ao CQC, programa humorístico da Band.

Um dos temas discutidos na entrevista foi sobre a polêmica do aborto, assunto que já havia sido pauta no programa do Ratinho.

Para conferir como ficou o resultado do encontro de Silas Malafaia com o CQC, assista ao programa que vai ao ar na segunda-feira dia 18 de Outubro de 2010

Ibope: José Serra lidera entre evangélicos


A primeira pesquisa do Ibope no segundo turno , divulgada nesta quarta-feira, mostrou que o candidato do PSDB conquistou grande parte do voto evangélico e católico no Brasil. Segundo a pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, José Serra tem a preferência de 52% dos evangélicos, contra 41% que dizem que vão votar em Dilma Rousseff (PT). Se comprar com a última pesquisa do primeiro turno, realizada pelo Ibope em 2 de outubro, o ex-governador de São Paulo mais que dobra sua intenção de voto no grupo: naquele momento, 25% dos evangélicos pretendiam votar no tucano, contra 41% dos que preferiam a petista – mesmo percentual de agora.

Dilma ainda lidera a preferência dos católicos (52% na última pesquisa, contra 50% no levantamento anterior), mas Serra cresceu fortemente: passou de 29% das intenções de votos na véspera do primeiro turno para 41% no último levantamento. No grupo que reúne adeptos de outras religiões, agnósticos e ateus, Dilma tem 47% das intenções de voto (era 42% em 2 de outubro) e Serra detém 41% (era cerca de 30% antes do primeiro turno).

A pesquisa Ibope também detalhou a religião dos eleitores. O levantamento indica que 61% da população se declaram católicas, 6% frequentam a Assembleia de Deus, 3% se declaram batista/metodista/presbiteriano. As igrejas Universal do Reino de Deus, Deus é Amor e Evangelho Quadrangular contam com 1% de citação cada uma. Outros 4% se declaram de outras igrejas evangélicas específicas, mas que individualmente não pontuaram, e 3% se declaram apenas evangélicos, sem especificar igrejas.

Entre as outras religiões, 2% são espíritas/kardecistas, 1% se declaram adventistas e 1% são testemunhas de Jeová. Outras religiões somam 1% do eleitorado captado pela pesquisa e 10% se dizem religiosos sem seguir nenhuma igreja e 3% se dizem ateus/sem religião.

O Ibope também aferiu que 2% do eleitorado receberam orientação dentro da igreja ou templo contra o voto em Dilma no primeiro turno. Metade deste eleitorado (1% no total) seguiu a orientação. Em outra pergunta, o instituto questiona se houve pedido de votos para algum candidato em cultos ou missas: 1% disse que sim, em favor da petista, e outro 1% em favor de Marina Silva (PV). De acordo com o Ibope, 10% do eleitorado vão à missa/culto diariamente e 35% ao menos uma vez por semana. A pesquisa indicou que 80% dos brasileiros são contrários à legalização do aborto.

Força Jovem da IURD realiza “Vigília da Última Chance” em São Paulo


O grupo Força Jovem Brasil, da região do Brás, zona leste de São Paulo (SP), realizou na última sexta-feira (08), a “Vigília da Última Chance”, com o objetivo anunciar Palavra de Deus aos jovens.

Quase 7 mil participantes acompanharam atentos as palavras ministradas pelo bispo Guaracy Santos, responsável evangelístico da região, que ensinou aos jovens a exercitarem a fé e determinou a libertação de todos.

Após as orações, o pastor responsável pelo Força Jovem, Jean Madeira, explicou a importância do batismo nas águas para uma novidade de vida com o Senhor Jesus e convidou os presentes a tomarem a decisão de entrega. “O batismo nas águas é o primeiro passo para quem deseja entregar a vida nas mãos de Deus, aqueles que tomarem essa decisão vão sair daqui completamente diferentes”, determinou.

Reunidos na nave auxiliar, localizada ao lado do templo, 1.746 jovens aceitaram o apelo e se batizaram nas águas (foto ao lado) . Após a cerimônia, eles continuaram na presença de Deus e por meio de orações e louvores, buscaram o batismo com o Espírito Santo.

A estudante, Talia Couto, de 25 anos, (foto ao lado) foi uma das jovens que se batizou, após ficar afastada da Igreja por 7 anos. Ela conta que, por causa do trabalho, deixou de frequentar as reuniões e teve a fé adormecida. “Depois que saí da Igreja, perdi o emprego e terminei um noivado de 2 anos”, lembra. Diante das perdas e do desânimo que se abateu sobre ela, Talia se lembrou dos momentos bons que viveu quando ainda era membro da Igreja e decidiu retornar. “Há 7 anos que não participava de uma vigília. Foi maravilhoso, estava decidida a me batizar e quando ouvi o bispo falando sobre a entrega no altar de Deus, tive mais certeza ainda de que era isso que deveria fazer”, conta. Apesar de o batismo ter acontecido há poucos dias, Talia revela que já percebe diferença em seu comportamento. “Agora tenho mais intimidade com Deus, há uma certeza tão grande dentro de mim de que Ele é comigo, percebo uma sensibilidade maior tanto para ouvir a voz dEle como para obedecê-lo”, declara.

A Companhia Teatral Força Jovem São Paulo apresentou a peça “Acorda Igreja”, que faz um alerta para o cuidado que deve-se ter no trato da Obra de Deus e com os aflitos, enfatizando a preocupação de manter o primeiro amor.

Antes que a vigília acabasse, os jovens louvaram a Deus sob o comando do cantor Regis Danese e se emocionaram com a apresentação do Coral Força Jovem (foto ao lado), cantando a música tema do novo Templo de Salomão, “Templo da Glória”. A cantora Cristina Miranda e a tecladista Laís Rodrigues, também participaram da adoração.

Para o estudante Jeferson Silva, de 20 anos, valeu à pena viajar mais de 600 quilômetros de Santa Catarina para São Paulo, somente para participar da vigília. Ele conta que após ficar meses afastado da Igreja, ouviu falar da concentração e não poderia desperdiçar a chance de se voltar para os caminhos de Deus. “Resolvi vir e me batizar, pois creio que esta é a minha última chance, mesmo”, finaliza.

Serra diz que é a favor da união civil homossexual, mas casamento é com as igrejas


O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta quinta-feira que é a favor da união civil das pessoas do mesmo sexo. No entanto, disse que o casamento é uma questão ligada à religião.

“Acho que a questão do casamento propriamente dito está ligada às igrejas. A união em torno dos direitos civis já existe, inclusive, na prática, no Judiciário. Eu sou a favor do efeito do direito. Outra coisa é o casamento, que tem o componente religioso. Cabe a igreja decidir sua posição”, afirmou o tucano.

Hoje, ele participou de um fórum das ONGs de combate a Aids em São Paulo, onde assinou um termo de compromisso.

Questionado sobre a carta que a adversária Dilma Rousseff (PT) pretende divulgar sobre o aborto, Serra preferiu não responder.

“Ela tem os problemas dela. Ela diz uma coisa, depois diz outra coisa”, afirmou o tucano.

Ontem, Dilma disse que se comprometeu a estudar a divulgação de uma carta dizendo que não irá mexer na legislação sobre o aborto e que considera o casamento entre homossexuais uma questão das igrejas.

As questões religiosas, como o aborto e casamento gay, têm pautado o debate eleitoral e foram consideradas um dos motivos que levaram a disputa para o segundo turno.

Voto religioso evitou vitória de Dilma Rousseff no 1º turno


A pesquisa Ibope confirma que o voto religioso teve papel decisivo para evitar a vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno, mas o efeito religião parece ser limitado nesta nova fase da campanha. A maioria dos eleitores sensíveis a essas questões já trocou de candidato.
Segundo o Ibope, Dilma teve o voto de metade dos católicos, mas de pouco mais de um terço dos evangélicos. Nesse segmento, ela empatou com José Serra (PSDB). Entre eles, Marina Silva (PV) foi melhor, chegando a um quarto dos votos.
A queda de Dilma na véspera do primeiro turno começou entre os evangélicos e depois se estendeu aos católicos. O principal motivo foi a campanha, em templos e igrejas, contra o voto nela por causa da legalização do aborto, defendida pelo PT. Segundo o Ibope, 80% dos eleitores são contra a mudança da lei.

Agora, a intenção de voto em Dilma se estabilizou tanto entre evangélicos quanto entre católicos, quando se compara com a pesquisa feita na véspera do primeiro turno: ela continua com 41% entre os primeiros, e foi de 50% para 52% entre os outros.

Mas há uma diferença fundamental: agora só restam dois candidatos. Para onde foram os eleitores religiosos de Marina Silva (PV)? Migraram, na proporção de dois para um, para Serra. Como consequência, ele cresceu em todos os segmentos religiosos, mas principalmente entre os evangélicos.

O tucano tem hoje 41% dos eleitores católicos, contra os 29% de antes do primeiro turno. Nesse segmento, que representa 61% do eleitorado nacional, ele ainda tem 11 pontos porcentuais a menos do que Dilma.

Entre os evangélicos, Serra dobrou e virou: tem agora 52% (tinha 25%), ou seja, 11 pontos porcentuais a mais do que a petista. Esse segmento é responsável por 1 em cada 5 eleitores.

Mas nem todos os eleitores de Marina são evangélicos ou católicos. Há 22% de ateus, agnósticos e de eleitores que professam outra religião. Esses racharam: partes iguais migraram para Serra e Dilma, mas ainda restam 20% de sem-candidato (indecisos e os que pretendem anular ou votar em branco).

A disputa pelo voto desses eleitores agnósticos, ateus e adeptos do espiritismo e outras religiões é a mais apertada. Dilma recuperou-se e chegou agora a 47%, contra 41% de Serra.

Para a conta da intenção de voto total fechar, é preciso levar em conta os eleitores que dizem ter votado em Dilma e Serra no primeiro turno e que, pelo menos por enquanto, trocaram de candidato. O saldo é ligeiramente favorável ao tucano.

Dos eleitores da petista no primeiro turno, 7% pularam agora para Serra. E, dos eleitores do tucano, 5% saltaram para o barco de Dilma. Isso ajuda a explicar a diminuição da diferença entre os dois candidatos.

Só eleitores evangélicos afirmam ter acatado orientação de um líder religioso para não votar em um dos candidatos (no caso, em Dilma). Dos que seguem a orientação dos pastores, não sobrou nenhum que ainda pretenda votar na petista.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

17º mineiro resgatado se ajoelha e ora com Bíblia na mão


O líder do Grupo Refúgio, Omar Reygadas, foi o 17º mineiro resgatado. A operação de seu salvamento terminou por volta das 13h40. O minerador se mostrou tranquilo e ajoelhou para orar com uma Bíblia na mão antes de ser encaminhado ao hospital.

Reygadas, de 56 anos, foi escolhido pelos outros 32 mineiros como o porta-voz do grupo quando as equipes de resgate conseguiram fazer contato com eles.

Com o resgate de Reygadas, restam outros 16 presos na mina aguardando o salvamento. O próximo é Esteban Rojas, de 44 anos.

‘Estive com Deus e diabo, mas Deus ganhou’, diz mineiro resgatado


“Estive com Deus e com o diabo. Os dois brigaram e Deus venceu”. Assim o segundo mineiro a alcançar a superfície, Mário Sepúlveda, definiu os 69 dias que passou soterrado na mina de San José, no norte do Chile.

Os 33 homens começaram a ser retirados da mina nesta quarta-feira, pouco depois da meia-noite no horário local (mesmo horário de Brasília).

“É íncrível que a 700 metros de altura, e sem nos ver frente a frente, eles conseguiram nos recuperar. Nós fizemos um pouco de nossa parte, um pouco de loucura, esse coração de mineiro que temos, a experiência de trabalhador. Mas todo o resto se deve aos profissionais”, disse Sepúlveda.

“Estou muito feliz de estar aqui, nunca tive dúvidas sobre os profissionais que o Chile tem. Nunca duvidei disso. E em termos de fé, sempre tive fé no Criador.”

O primeiro dos mineiros a ver a superfície foi Florencio Ávalos, 31, que desembarcou da cápsula Fénix 2 após 16 minutos de trajeto.

Um dos momentos mais emocionantes foi quando ele abraçou o filho de oito anos, Byron, e a esposa, Mónica.

Ávalos foi recebido sob as palmas dos colegas, parentes e jornalistas que acompanham a operação – também testemunhada pessoalmente pelo presidente chileno, Sebastián Piñera.

Outros dos primeiros mineiros a serem resgatados foram Juan Illanes, Jimmy Sánchez e o boliviano Carlos Mamani, o único estrangeiro do grupo.

Ele foi recebido sob cânticos de “Bo-bo-bo-li-li-li-via-via-via”. Ao sair, se ajoelhou e recebeu a saudação do presidente Piñera.

“Bem-vindo à superfície, bem-vindo à vida”, disse Piñera.

“Obrigado Chile, obrigado mundo, a Bolívia manda um abraço a partir do acampamento Esperança”, agradeceu Mamani.

Os homens que iniciaram a subida foram escolhidos para encabeçar a lista por serem os mais fortes do grupo – logo, estariam mais capacitado para lidar com eventuais dificuldades no trajeto.

Entretanto, nenhum problema foi registrado antes da operação. Pouco menos de uma hora antes de o resgate começar, um técnico desceu até o local onde estão os mineiros, analisou o estado do túnel e deu o aval para o início do salvamento.

Resgate está sendo acompanhado ao vivo pela mídia global

Apesar da atenção da mídia, que deslocou mais de mil jornalistas para a mina, Sepúlveda disse que não quer ser tratado de forma diferenciada.

“Não quero que me tratem como artista ou como animador, mas como Mário Sepúlveda mineiro. Nasci para morrer no batente”, disse.

“Acho que tive uma sorte extraordinária. Enfrentei muitas situações, essa foi a mais dura.”

Força Jovem da IURD realiza ações sociais e ambientais no Rio de Janeiro


Em busca de levar libertação por meio da fé aos jovens que vivem na criminalidade, drogas e más companhias, o grupo Força Jovem do Rio de Janeiro realiza atividades esportivas, culturais, educacionais e palestras de conscientização em todo o estado. Além desses atos, a equipe também tem demonstrado preocupação e engajamento com as causas sociais e ambientais.

Recentemente, os jovens se dirigiram ao morro da Urca, na cidade do Rio de Janeiro, para coletar os lixos deixados pelos turistas e moradores que realizaram trilhas no local. Durante a coleta, eles aproveitaram para alertar os moradores sobre a importância de preservar o ambiente e as riquezas naturais existentes.

Outra ação social aconteceu no bairro de Fonseca, em Niterói, onde uma equipe de jovens distribuiu alimentos e mensagens de fé aos moradores de rua da região. Alguns membros do grupo também aproveitaram para visitar os pacientes do Hospital Estadual Azevedo Lima e realizaram orações em favor deles.

Já no bairro de Realengo, em uma manhã de sábado ensolarada, um grupo se reuniu para doar sangue ao Hemocentro de Bangu, zona oeste da cidade. Alguns realizaram a doação pela primeira vez, outros já estavam acostumados com a ação, mas ao final, pode-se perceber a alegria no rosto de cada um pelo ato voluntário realizado. “A satisfação e o privilégio de poder ajudar alguém compensa todo o esforço”, afirma a organizadora da ação, Juliana Goulart.

A última ação do grupo aconteceu no último dia 04. Preocupados com a chegada de temperaturas mais altas, o Força Jovem firmou uma parceria com a Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Rio de Janeiro (foto ao lado) em prol de uma conscientização em prevenção à dengue. Em uma reunião realizada na Catedral Mundial da Fé, em Del Castilho, o Técnico de combate a epidemiologia, Ronald Ferreira, orientou os presentes acerca dos cuidados necessários para conter a proliferação do mosquito transmissor da doença e esclareceu as dúvidas de todos.

Ao final, o responsável pelo trabalho evangelístico com os jovens, pastor André Souza, realizou orações e enfatizou a importância de ações em favor da comunidade: “Todos os atos voluntários que realizamos têm por objetivo estimular os integrantes do Força Jovem a sempre estender a mão ao próximo.”

Igreja cria blog para conectar idosos


Para quem pensa que internet é bicho de sete cabeças para a turma que já passou dos 60 anos, está engando. Eles estão mais por dentro do mundo virtual que muita garotada!

Segundo o último levantamento feito pelo instituto eRatings, 1,5% dos 6,3 milhões de internautas domésticos brasileiros têm mais de 65 anos. Nos EUA, terra natal da Internet, a porcentagem é ainda maior. Os idosos totalizam 7,01% dos 80,8 milhões de usuários domésticos.

No Brasil, porém, os internautas da terceira idade permanecem mais tempo conectados que os norte-americanos. Os brasileiros ficam, em média, cinco horas e 58 minutos por mês, contra três horas e 40 minutos dos americanos. Esse índice é superior ao registrado na faixa etária de dois a 11 anos, em que os usuários passam, em média, três horas e 26 minutos conectados ao mês.

Bom, diante das estatísticas, nada mais justo que senhores e senhoras da nossa igreja terem um ponto de encontro também na rede mundial, certo? E foi por isso que a Secretaria Geral do Trabalho da Terceira Idade (SGTTI) da igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) criou o blog.

Informações sobre os trabalhos da SGTTI, da IPB e notícias específicas de interesse da terceira idade, como dicas de alimentação, promoções de passagens aéreas e remédios, homenagens, políticas públicas entre outros assuntos são postados por lá toda semana.

Garotinho pede revogação do PNDH 3 para apoiar Dilma


Deputado federal eleito com a maior votação no Rio, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) condicionou seu apoio à candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, à revogação imediata, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do decreto que instituiu o PNDH 3 (Plano Nacional de Direitos Humanos).

Evangélico, da denominação pentecostal Assembleia de Deus, Garotinho diz que a questão do aborto, que surgiu fortemente na campanha eleitoral, não é o único problema do Plano. “O PNDH 3 ainda propõe a legalização da prostituição e obriga os hospitais conveniados ao SUS a fazer operação de mudança de sexo, sob pena de perder o convênio. Os hospitais não têm remédio e nem médico. É um absurdo esse tipo de exigência”, disse Garotinho.

O ex-governador estima ter recebido 500 mil dos seus 695 mil votos de eleitores evangélicos e diz que nem em casa consegue pedir votos para a petista. “Princípio não se negocia. Fui seguramente o deputado mais votado entre os evangélicos, mas tenho dificuldades até dentro de casa. Meus filhos, por exemplo, votaram na Marina (Silva, do PV)”, disse o líder do PR, partido que, graças em grande parte à sua votação, elegeu oito deputados federais no Estado do Rio.

Em favor de Dilma, os deputados federais reeleitos Eduardo Cunha (PMDB) e Filipe Pereira (PSC), e o vice-presidente nacional do PSC, pastor Everaldo Dias, assumiram a defesa da petista durante culto na Assembleia de Deus de Madureira. Segundo eles, panfletos apócrifos eram distribuídos do lado de fora do templo associando a candidata ao movimento gay.

“Vou a todos os cultos que eu puder para esclarecer esse tipo de boataria. Todo mundo tem o direito de se posicionar. O que não pode é mentir. Isso é baixaria. Vou chamar a polícia quando tiver panfleto apócrifo”, afirmou Cunha. O pastor Dias contou que está precisando convencer os fiéis de que Dilma jamais disse que nem Jesus Cristo tiraria sua vitória no primeiro turno

Já o pastor Silas Malafaia, líder do ministério Associação Vitória em Cristo, divulgou em seu site depoimento gravado em que declara voto no tucano e acusa Dilma e o PT de terem defendido abertamente a legalização do aborto e o projeto de lei que criminaliza a homofobia. Segundo ele, a candidata e o partido dissimulam seus princípios para atrair os eleitores evangélicos.

“Nós evangélicos somos cidadãos, como os católicos, e temos direito de opinar e o direito de interferir (no processo eleitoral), sim senhor”, disse Malafaia com veemência. “Quem tem a competência para dirigir esse País? Para mim, é pessoal, é meu voto, eu acredito que é o Serra. A Dilma merece o meu respeito, mas para mim Serra é o mais preparado para dirigir essa nação”, disse o pastor.

Rede Super em novo satélite


No dia 30 de agosto de 2010, a REDE SUPER passou a operar em novo satélite, o Star One C2, que tem maior abrangência e mellhor qualidade de sinal. São mais de 16 milhões de antenas parabólicas recebendo nossa programação em todo o território nacional, incluindo América do Sul, México e Flórida (EUA).

Para receber o sinal da REDE SUPER em sua antena parabólica você deve ajustar o seu receptor:

Frequência: 3648
SR: 2170
Fec: 3/4
Polaridade vertical

Para quem já assiste à REDE SUPER pelo satélite B4, será necessário realinhar a antena para o satélite C2 e ajustar o receptor de acordo com os dados acima.

É a REDE SUPER chegando cada vez mais longe e abençoando mais vidas!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Fé e razão são compatíveis, diz teólogo


A Fé verdadeira não precisa ser contrária a razão, diz o renomado teólogo indonésio Stephen Tong.

Em um discurso aos alunos na semana passada na National University of Singapore, ele argumentou que a fé e a razão complementam-se mutuamente, mas a fé é o mais importante dos dois. Segundo o teólogo, só a fé “melhora a razão e a torna completa”.

Ele disse que cada pessoa exerce alguma forma de fé no dia-a-dia de sua vida e que mesmo tarefas simples como escovar os dentes e sentar em uma cadeira demonstraram algum grau de fé. No primeiro caso, há fé que a pasta de dentes é boa para a saúde. No outro caso, que o objeto mantém o seu peso.

A maior parte das pessoas simplesmente acredita que seus pais são quem dizem ser e a maioria acredita que a Terra gira em torno do sol sem ter realmente visto.

Na verdade, o ponto de vista de que a razão deve vir antes da fé é uma contradição em termos, disse ele. Isto porque ao considerar esse ponto de vista, você já exerceu fé.

“É ‘arrogante’ quem procura viver exclusivamente pela razão. Ela não poderia trazer satisfação na vida porque é incapaz de explicar as coisas transcendentais, como o amor”, sustentou Tong.

Tong afirma que a evidência não é suficiente para provar tudo. E a ciência existe somente para conhecermos um pouco sobre o superficial. Respondendo à afirmação de Stephen Hawking em seu livro mais recente de que Deus não criou o universo, Tong disse que os cientistas deveriam se abster de fazer tais afirmações presunçosas porque ainda não entendem completamente o universo.

Em vez disso, os progressos na compreensão do vasto universo em expansão só têm servido para revelar a ignorância humana. Tong falou das dúvidas que ele tinha quando jovem. Ele lembrou que disse a Deus que se Ele o ajudasse a resolver suas questões, ele por sua vez, ajudaria os outros a resolver as deles.

A compreensão cristã de Deus é convincente. Quando perguntado por que era necessário acreditar que Deus se revelou através da Bíblia, ele alegou que um Deus que se esconde seria ‘cruel’. “Deus não é um Deus morto, ou surdo, cego ou um Deus que muda. Ele é um Deus existente, um Deus vivo, fonte de vida, de verdade e de graça. É racional acreditar em Deus através da sua revelação para nós”, disse ele

“Deus fez macho e fêmea”: Outdoors espalhados por Silas Malafaia são pichados por ativistas gays


Os grupos arco-íris Liberdade e Gay Atitude, de São Gonçalo (RJ), estão manchando de vermelho outdoors do pastor Silas Malafaia contra homossexuais. O vermelho é, de acordo com os ativistas, para lembrar a violência contra LGBTs. Há cerca de três meses, um garoto de 14 anos foi morto na cidade por parecer gay.

“São mais de 30 pessoas envolvidas nas alterações, só aqui na região. Já atacamos 243 outdoors”, disse o presidente do Grupo Gay Atitude de São Gonçalo, Aloísio Reis, ao jornal O Dia. Sobre a possibilidade da reação ser lida como inadequada, os ativistas alegaram que apenas estão reagindo da mesma forma com que foram atacados, com violência.

Confira a lista atualizada da bancada evangélica em Brasília


Após o final das apurações das urnas, diferentemente do que os primeiros dados apresentavam, houve, sim, um aumento da Bancada Evangélica em Brasília, que chegou a 71 membros, se acrescentarmos ao número os candidatos eleitos da Igreja Universal do Reino de Deus (com algumas posições diferentes das defendidas da Bancada Evangélica) e contarmos ainda como sendo certas as eleições de alguns candidatos com situação ainda indefinida perante a Justiça Eleitoral.

Assim, o número ultrapassaria o recorde de 2003, quando a Frente Parlamentar Evangélica era composta por 68 membros. A lista oficial dos paralamentares evangélicos eleitos foi disponibilizada pela própria Frente Parlamentar Evangélica neste final de semana.

É vista como grande razão do crescimento da Bancada Evangélica para a legislatura 2011-2014 a preocupação dos evangélicos em relação às possíveis tentativas de aprovação das propostas radicais do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) do governo Lula durante a próxima legislatura.

Os senadores evangélicos eleitos, como já haviamos confirmado, foram os batistas Walter Pinheiro (BA) e Magno Malta (ES), e o bispo Marcelo Crivella (RJ), da Igreja Universal do Reino de Deus. E todos os deputados federais evangélicos eleitos foram:

PASTOR PAULO FREIRE (PR/SP) – Assembleia de Deus

NEWTON LIMA (PT/SP) – Assembleia de Deus

BRUNA FURLAN (PSDB/SP) – Igreja Cristã do Brasil

ROBERTO DE LUCENA (PV/SP) – O Brasil para Cristo

ANTONIO BULHÕES (PRB/SP) – Universal do Reino de Deus

JEFFERSON CAMPOS (PSB/SP) – Evangelho Quadrangular

JORGE TADEU (DEM/SP) – Igreja Internacional da Graça

MARCELO AGUIAR (PSC/SP) – Renascer

MARCO FELICIANO (PSC/SP) – Avivamento da Fé

MISSIONÁRIO JOSÉ OLIMPIO (PP/SP) – Igreja Mundial do Poder de Deus

OTONIEL LIMA (PRB/SP) – Universal do Reino de Deus

ANTONIA LUCIA (PSC/AC) – Assembleia de Deus

HENRIQUE AFONSO (PV/AC) – Presbiteriana

SABINO CASTELO BRANCO (PTB/AM) – Assembleia de Deus

SILAS CÂMARA (PSC/AM) – Assembleia de Deus

FATIMA PELAES (PMDB/AP) – Assembleia de Deus

ERIVELTON SANTANA (PSC/BA) – Assembleia de Deus

MÁRCIO MARINHO (PRB/BA) – Universal do Reino de Deus

SERGIO BRITO (PDT/BA) – Batista

RONALDO FONSECA (PR/DF) – Assembleia de Deus

LAURIETE (PSC/ES) – Assembleia de Deus

MANATO (PDT/ES) – Maranata

SUELI VIDIGAL (PDT/ES) – Batista

AUDIFAX BARCELOS (PSB/ES) – Batista

DONA IRIS DE ARAÚJO (PMDB/GO)

JOÃO CAMPOS (PSDB/GO) – Assembleia de Deus

CLEBER VERDE (PRB/MA) – Assembleia de Deus

ZÉ VIEIRA (PR/MA) – Assembleia de Deus

EDVALDO HOLANDA JR (PTC/MA) – Batista

LOURIVAL MENDES (PT do B/MA) – Batista

PROFESSOR SETIMO (PMDB/MA)

GEORGE HILTON (PRB/MG) – Universal do Reino de Deus

GILMAR MACHADO (PT/MG) – Batista

LEONARDO QUINTAO (PMDB/MG) – Presbiteriana

LINCON PORTELA (PR/MG) – Batista renovada

MARIO DE OLIVEIRA (PSC/MG) – Evangelho Quadrangular

DR. GRILO (PSL/MG) – Igreja Internacional da Graça

WALTER TOSTA (PMN/MG) – Igreja Batista Getsemani

JOSUE BENGTSON (PTB/PA) – Evangelho Quadrangular

ZEQUINHA MARINHO (PSC/PA) – Assembleia de Deus

PASTOR FRANCISCO EURICO (PSB/PE) – Assembleia de Deus

ANDERSON FERREIRA (PR/PE) – Assembleia de Deus

AGUINALDO RIBEIRO (PP/PB)

ANDRÉ ZACHAROW (PMDB/PR) – Batista

DELEGADO FRANCISCHINI (PSDB/PR) – Assembleia de Deus

EDMAR ARRUDA (PSC/PR) – Presbiteriana

HIDEKAZU TAKAYAMA (PSC/PR) – Assembleia de Deus

ANDREIA ZITO (PSDB/RJ) – Maranata

AROLDE DE OLIVEIRA (DEM/RJ) – Batista

BENEDITA DA SILVA (PT /RJ) – Presbiteriana

Dr. ADILSON SOARES (PR/RJ) – Igreja Internacional da Graça

EDUARDO CUNHA (PMDB/RJ) – Sara Nossa Terra

FILIPE PEREIRA (PSC/RJ) – Assembleia de Deus

ANTHONY GAROTINHO (PR/RJ) – Presbiteriano

LILIAM SÁ (PR/RJ) – Assembleia de Deus

NEILTON MULIM (PR/RJ) – Batista

VITOR PAULO (PRB/RJ) – Universal do Reino de Deus

WALNEY ROCHA (PTB/RJ) – Metodista

AUREO (PRTB/RJ) – Metodista

WASHINGTON REIS (PMDB/RJ) – Igreja Nova Vida

LINDOMAR GARÇON (PV/RO) – Evangelho Quadrangular

MARCOS ROGÉRIO (PDT/RO) – Assembleia de Deus

NILTON CAPIXABA (PTB/RO ) – Assembleia de Deus

JONATHAN DE JESUS (PRB/RR) – Universal do Reino de Deus

RONALDO NOGUEIRA (PTB/RS) – Assembleia de Deus

ONYX (DEM/RS) – Luterano

HELENO (PRB/SE) – Universal do Reino de Deus

LAERCIO OLIVEIRA (PR/SE) – Presbiteriano

Eleições 2010: Candidatos se curvam ao voto religioso e põem Deus no discurso


A religião não é um tema estranho às campanhas políticas no Brasil. A cada par de eleições, o assunto emerge da vida privada e chega aos debates eleitorais em favor de um ou outro candidato, contra ou a favor de determinado partido. Em 1985, o então senador Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição para prefeito de São Paulo depois de um debate na televisão em que não respondeu com clareza quando lhe perguntaram se acreditava em Deus. Seu adversário, Jânio Quadros, reverteu a seu favor uma eleição que parecia perdida. Quatro anos depois, na campanha presidencial que opôs Fernando Collor de Mello a Lula no segundo turno, a ligação do PT com a Igreja Católica, somada a seu discurso de cores socialistas, fez com que as lideranças evangélicas passassem a recomendar o voto em Collor – que, como todos sabem, acabou vencendo a eleição.

Esses dois episódios bastariam para deixar escaldado qualquer candidato a um cargo majoritário no país. Diante de questões como a fé em Deus, a posição diante da legalização do aborto ou a eutanásia, ou o casamento gay, o candidato precisa se preparar não apenas para dizer o que pensa e o que fará em relação ao assunto se eleito – mas também para o efeito que suas palavras podem ter diante dos eleitores religiosos. Menosprezar esse efeito foi um dos erros cometidos pela campanha da candidata Dilma Rousseff, do PT. Nos últimos dias antes da eleição, grupos de católicos e evangélicos se mobilizaram contra sua candidatura por causa de várias declarações dela em defesa da legalização do aborto. Numa sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, em 2007, Dilma dissera: “Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto”. Em 2009, questionada sobre o tema em entrevista à revista Marie Claire, ela afirmou: “Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública”. Finalmente, em sua primeira entrevista como candidata, concedida a ÉPOCA em fevereiro passado, Dilma disse: “Sou a favor de que haja uma política que trate o aborto como uma questão de saúde pública. As mulheres que não têm acesso a uma clínica particular e moram na periferia tomam uma porção de chá, usam aquelas agulhas de tricô, se submetem a uma violência inimaginável. Por isso, sou a favor de uma política de saúde pública para o aborto”.

Tais declarações forneceram munição para uma campanha contra Dilma que começou nas igrejas, agigantou-se na internet e emergiu nos jornais e na televisão às vésperas do primeiro turno. Foi como se um imperceptível rio de opinião subterrâneo se movesse contra Dilma. Esse rio tirou milhões de votos dela e os lançou na praia de Marina Silva, a candidata evangélica do PV. Segundo pesquisas feitas pela campanha de Marina, aqueles que desistiram de votar em Dilma na reta final do primeiro turno – sobretudo evangélicos – equivaleriam a 1% dos votos válidos. Embora pequeno, foi um porcentual que ajudou a empurrar a eleição para o segundo turno, entre Dilma e o candidato José Serra, do PSDB. Mais que isso, a discussão sobre a fé e o aborto se tornou um dos temas centrais na campanha eleitoral.

A polêmica religiosa deu à oposição a oportunidade de tomar a iniciativa na campanha política, pôs Dilma e o PT na defensiva e redefiniu o segundo turno. Na sexta-feira, quando foram ao ar as primeiras peças de propaganda eleitoral gratuita, o uso da carta religiosa ficou claro. Dilma agradeceu a Deus, se declarou “a favor da vida” e disse que é vítima de uma “campanha de calúnias”, como ocorreu com Lula no passado. O programa mencionou a existência de “uma corrente do mal na internet” contra ela. Serra se apresentou como temente a Deus, defensor da vida e inimigo do aborto (apesar de seu partido, o PSDB, ter apresentado nos anos 90 um projeto de legalização do aborto no Senado). Pôs seis grávidas em cena e prometeu programas federais para “cuidar dos bebês mesmo antes que eles nasçam”.

Agora, atônito, o mundo político discute que tipo de efeito a discussão sobre valores religiosos terá sobre a votação de 31 de outubro. E como ela afetará o Brasil no futuro. Tradicionalmente, o cenário político brasileiro tem sido dominado por temas de fundo econômico – como inflação, desemprego, previdência e salário mínimo – ou social – como pobreza, segurança, educação e saúde. Mas a elevação do padrão de vida dos pobres e a superação das necessidades elementares de sobrevivência podem ter começado a abrir espaço para aquilo que, em democracias mais maduras, é conhecido como “agenda de valores”. Ela reúne temas como fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. “Ninguém mais vai se eleger para um cargo executivo facilmente com um programa que prevê a legalização do aborto”, afirma Ary Oro, estudioso de religião e política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.”

sábado, 9 de outubro de 2010

Kaká pode deixar igreja Renascer, diz jornal


Kaká está pensando em deixar a igreja Renascer em Cristo, segundo a coluna “Zapping” do jornal “Agora”. De acordo com a publicação, o jogador estaria descontente com a administração da igreja porque, há dois meses, uma parte do teto da sede da Renascer na Mooca (zona leste de São Paulo) teria caído sem deixar feridos. Kaká teria consultado um perito e constatado a negligência.

Em janeiro do ano passado, o teto de um templo no Cambuci (zona sul da capital paulista) também desabou, deixando nove mortos e 106 feridos.

A assessoria da Renascer negou o novo desabamento ao jornal e disse que o templo da Mooca passa apenas por reformas. A assessoria de Kaká afirmou à publicação que não tem autorização para tratar dos assuntos religiosos do jogador.

Em julho do ano passado, Kaká foi nomeado presbítero da igreja, em um culto realizado no último dia 19 de julho na Flórida, nos EUA. A mulher dele, Caroline Celico, já é pastora.

“Não somos contra os direitos dos homossexuais, mas não somos a favor que se criminalize” afirma vice de Serra


A afirmação de que José Serra (PSDB), se eleito presidente, vai vetar o projeto de lei que transforma em crime a discriminação a homossexuais, feita por seu vice, Indio da Costa (PSDB), causou revolta entre militantes do movimento gay de todo o País.

Indignados, os principais grupos de apoio a homossexuais do Rio se reúnem hoje para definir uma posição com relação ao candidato. Entidades nacionais serão consultadas para uma decisão conjunta e, na próxima terça-feira, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) também discute a possibilidade de fazer uma manifestação antes das eleições, de exigir a assinatura de um termo de compromisso ou divulgar carta de apoio à Dilma Rousseff (PT).

Como a coluna Informe do Dia mostrou ontem, Indio da Costa disse que ele e Serra atendem a um pedido de evangélicos. Segundo ele, o projeto de lei 122/2006 atenta contra a liberdade de expressão ao punir com prisão manifestações consideradas homofóbicas. Ontem, o pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, admitiu que foi ele quem conversou com Indio, embora o candidato tenha divulgado ontem na internet que O DIA deturpou sua declaração. À noite, porém, Indio confirmou à Revista Veja sua posição.

“É uma lei esdrúxula, vergonhosa. Não é ser contra o direito dos homossexuais, é ser contra criminalizar quem é contra a prática homossexual”, disse o pastor Malafaia.

Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Presidência, Cláudio Nascimento classificou a decisão como conservadora e reacionária. “A lei é importante para a demarcação dos direitos dos homossexuais, nada diferente da proteção contra o racismo e a intolerância religiosa”.

Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, há um mal entendido na interpretação da lei. “Respeitamos as crenças religiosas. O que não pode é fazer apologia à violência. E quem assume a presidência deve cumprir a Constituição e garantir que ninguém seja discriminado”.

Ativista e deputado estadual eleito, o ex-BBB Jean Wyllys também criticou a decisão da chapa de Serra. “Acho lamentável que os dois façam concessão a grupos fundamentalistas cristãos, em vez de garantir os direitos das minorias”.

Indio reafirma ser contra o projeto em entrevista a site

Apesar de ter criticado a manchete de ontem de O DIA — ‘Vice diz que Serra vai ser contra direitos dos gays’ —, à noite, Indio da Costa voltou a falar com um jornalista sobre o projeto e reafirmou sua posição em entrevista ao site da revista Veja, que foi ao ar às 20h50.

“Não somos contra os direitos dos homossexuais, mas não somos a favor que se criminalize, como propõe o PL 122, as pessoas que têm opinião contrária a essa prática”, afirmou Indio, que, na quarta-feira, ao lado da mulher de José Serra, Mônica Serra, participou de encontro com lideranças evangélicas. Na pauta, entre vários temas, discutiu-se a polêmica em torno do projeto e os evangélicos voltaram a pedir a ele que ajude a impedir a criminalização da homofobia no País.

Na mesma entrevista, Indio da Costa afirma que o texto da petista Iara Bernardi contém excessos e, caso seja aprovado, “haverá liberdade de expressão só para os gays”.

Candidato é polêmico e já foi alvo de CPI

Não é a primeira vez que o vice de Serra chama atenção por declarações e atitudes polêmicas ou ideias mirabolantes. Na campanha do 1º turno, por exemplo, Indio da Costa acusou o PT de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Em julho, o candidato disse que mais de um milhão e meio de pessoas já haviam acessado documentos postados por ele em seu Twitter que comprovariam o envolvimento do partido do presidente Lula com os narcoguerrilheiros. “É papo furado essa conversinha de que não pode falar mal do PT”, afirmou. O partido recorreu à Justiça por conta das declarações.

Em 2005, Indio, então secretário municipal de Administração, foi alvo da CPI da Merenda, instalada na Câmara de Vereadores após reportagens de O DIA. O relatório final concluiu que a licitação causou prejuízo aos cofres públicos, mas a investigação foi arquivada pelo Ministério Público.

O candidato ainda responde na Justiça a processo movido por taxista que o acusa de causar acidente de carro na Barra, em 2003. O motorista ficou com sequelas.

Em 1997, o então vereador Indio da Costa quis proibir com um projeto de lei a prática de dar esmolas a mendigos. Propunha até mesmo o recolhimento a albergue de quem fosse flagrado, mas o projeto foi rejeitado por seus pares.

SILAS MALAFAIA : “ELES SÃO O GRUPO MAIS INTOLERANTE”

O pastor evangélico Silas Malafaia se declara uma barreira para os homossexuais. Admitiu que ligou para o vice de Serra, Índio da Costa, pedindo apoio para “não aprovar esse absurdo”.

1. O que o senhor pensa sobre o PL 122?
— Não sou a favor da violência contra homossexuais, mas sou contra criminalizar quem é contra a prática homossexual. Eles se dizem discriminados, mas são o grupo mais intolerante da modernidade porque não suportam críticas. Se meu filho tiver babá homossexual, quero poder demiti-la porque não quero que ele tenha esta orientação. Se homossexuais se beijarem no pátio da minha igreja, quero pedir para que saiam. E não quero ser punido com 3 a 5 anos de prisão.

2. Por que a iniciativa de pedir apoio a Serra?
— Não quero que meu presidente seja contra nenhum grupo, mas tenho que me posicionar. Disse a Serra que teria segundo turno e que a comunidade evangélica estava atenta às questões do aborto e do PL 122.

3. Qual a real mensagem no outdoor que espalhou pela cidade?
— A carapuça serviu? Eles não são a favor da família? Não são a favor da preservação da espécie humana? Não são macho e fêmea? São o que, andrógenos? É uma mensagem e cada um interpreta como quiser.

Autora: “Serra devia se posicionar”

Autora do projeto de lei 122, aprovado por unanimidade na Câmara e à espera de votação no Senado, a deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo, cobrou um pronunciamento público de José Serra sobre o tema.

“Ele é que deveria falar, se posicionar, e não colocar o seu vice para falar por ele, como se fosse um ventríloquo. Essa é mais uma bobagem que o Índio da Costa diz. Ele só fez isso nessa campanha”, criticou.
Segundo Iara, muitas mentiras sobre o projeto foram espalhadas na internet para difamá-lo e prejudicar sua tramitação no Senado. Mas ela está confiante na aprovação.

“Dizem que obriga igrejas a fazer casamento gay, mas não tem nada disso. Muitos senadores progressistas foram eleitos agora, tenho certeza que vão colocar o projeto de novo na pauta”, concluiu.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Igreja Universal promove festa em homenagem ao Dia das Crianças


No dia 9 de outubro vai acontecer uma grande festa em homenagem ao Dia das Crianças em todas as sedes estaduais do País, com exceção do Rio de Janeiro, onde a festa será no dia 16, organizada pela Educação Infanto-Juvenil (EBI).

Em São Paulo, o evento será na Catedral de Santo Amaro; no Rio, na Catedral Mundial da Fé, em Del Castilho. Esses dois estados terão a presença de bonecos dos personagens do mais novo sucesso da EBI, a Turminha da Fé, que está lançando seu primeiro CD, pela Line Records. Também fazem parte da programação show com as intérpretes do CD, Alice Melody e Renata Lucy, apresentações de dança, teatro e sorteio de brindes.

Criada pela EBI em parceria com Unipro Kids, braço da Universal Produções voltado para o público infanto-juvenil, a Turminha da Fé conta com nove personagens: as crianças Izak, Megui, Dinho, Jú, Luci e Levi; o bebê Biel; o robozinho Tronic e o cachorro Pantufa.

A marca Turminha da Fé foi licenciada pela Record Entretenimento, que já lançou alguns produtos, incluindo cosméticos infantis, material escolar, kit festas e máscaras. A agenda da Megui para meninas, desenvolvida pela Unipro Kids, por sua vez, foi um grande sucesso, vendendo 35 mil exemplares. Em breve, essas empresas estarão lançando bonecos, livros, quadrinhos, álbuns de figurinhas, entre outros. No entanto, o sucesso do momento é o CD Turminha da Fé. São 14 músicas infantis dançantes e com letras educativas, compostas por Paulo Júnior, Michel Rocha, Renata Lucy e Alice Melody.

Segundo a coordenadora da EBI em todo o Brasil, Margareth Pereira, a Turminha da Fé foi criada para ajudar na educação infantil, transmitindo de uma maneira divertida valores cristãos para a garotada, além de dar opção para os pais evangélicos oferecerem outros personagens para os seus filhos, tirando o foco dos personagens seculares. “Quem ganha a alma de um adulto, ganha parte de uma vida para Deus; quem ganha uma criança, ganha uma vida inteira que será usada a serviço d’Ele”, disse.

Para conhecer melhor o trabalho da EBI, visite o site www.ebiuniversal.com.br

“Pressão de evangélicos não é por fé, mas por poder” diz cientista política


A pressão de setores religiosos – principalmente evangélicos – sobre uma definição contra o aborto da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) não tem motivação religiosa, mas é uma forma de barganhar por poder, avalia a cientista Maria das Dores Campos Machado. Ela destaca que, neste segundo turno presidencial – nem Dilma, nem José Serra (PSDB) têm perfil religioso. Para ela, qualquer um dos dois tem chances de ganhar o apoio desses grupos por negociação.

- Eu percebo que existe um pragmatismo muito grande nos grupos religiosos. Eles sabem que estão lidando com dois candidatos que não são religiosos.

Para a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os pastores viram na polêmica uma chance de se estabelecerem na política.

- É um jogo e o que estas lideranças querem mostrar é que estão sendo reconhecidas.

Autora dos livros “Os Votos de Deus” e “Política e Religião”, Maria das Dores é diretora de um núcleo de estudos sobre religião e política. Em entrevista a Terra Magazine, ela critica o uso da discussão em torno da descriminalização do aborto nas eleições. “O fato de isso aparecer na eleição, mostra como o debate na sociedade é incipiente”. “Esse tema está sendo usado na eleição porque a sociedade não tem uma posição clara”.

Leia a entrevista na íntegra.

Terra Magazine – O que a senhora está achando do fato de os votos dos religiosos entrarem no centro dessa disputa pelo segundo turno? A questão do aborto, principalmente, está se tornando crucial para os presidenciáveis.

Maria das Dores Campos Machado - A religião sempre teve uma dimensão muito importante na cultura brasileira e aparece sempre em momentos importantes das eleições. Nos últimos anos, o movimento feminista conquistou alguns avanços junto ao Poder Executivo, há a questão do Plano Nacional de Direitos Humanos. Isso expressava um certo avanço dos setores mais progressistas do governo. O que há é uma reação dos grupos conservadores. Você não tem nenhum grupo religioso com uma única posição com relação às candidaturas que estão representadas agora. Tanto os evangélicos como os católicos estão divididos. Eles também percebem que a própria candidatura de José Serra também tem mais afinidade com posturas mais liberais. Ele já foi ministro da Saúde, tem medidas que facilitaram a contracepção de emergência.

Como é essa divisão?
No caso de Serra, os contatos que ele mantém são muito mais graças ao Geraldo Alckmin, que é um católico mais conservador, e alguns movimentos de renovação carismática muito ligados ao Geraldo Alckmin no interior de São Paulo. No caso de Dilma, a candidatura dela tem o apoio tanto do bispo Edir Macedo (líder da Igreja Universal) como do bispo Manoel Ferreira, que é uma grande liderança da Assembleia de Deus. Mas há uma grande resistência de grupos mais conservadores e grupos que não conseguem estabelecer um canal direto com as grandes candidaturas. Não se pode esquecer que os evangélicos têm um caráter muito pragmático. Eles sabem estabelecer uma separação entre o que é do mundo legislativo e o que é essa doutrina religiosa. Nesse sentido, eu acho que existe possibilidade de os dois candidatos conquistarem apoio desses grupos para além da visão ideológica ou da visão mais doutrinária de ser contra ou a favor do aborto. Eles sabem muito bem que eles estão lidando com dois atores políticos que não são religiosos, mas que podem dialogar com suas lideranças e podem dar um tratamento de ouvir mais essas lideranças na maneira de encaminhar o debate do aborto.

Mas essa possibilidade de negociar com os dois lados independe, então, da questão religiosa em si?
Eu percebo que existe um pragmatismo muito grande nos grupos religiosos. Até o final dos anos 90, o Lula era visto como um representante do “demônio” por vários pastores. Os pastores diziam que o Lula era endemoniado. Eu lembro que, na campanha em que o Lula foi vitorioso, o bispo Carlos Rodrigues disse: Nós criamos o veneno – que era considerar o Lula um demônio – nós vamos criar o antídoto. Existe por parte das lideranças certo pragmatismo. Uma vez convencidos de que as alianças políticas podem ser proveitosas para os seus grupos, eles podem rever toda a posição.

Mas esse apoio não iria, neste caso, ao candidato que se comprometesse a não descriminalizar o aborto?
Sim. O que eu estou querendo dizer é que esse tipo de intervenção – como o do pastor Malafaia (que declarou voto em Serra) – é criado em função de entenderem que eles estariam tendo uma maior capacidade de influência junto à Dilma ou ao Serra. Eu acho que há um pragmatismo aí por trás. Eu acredito que o pastor Silas Malafaia, quando declara o seu voto, ele é uma pessoa que faz a opinião pública. É um caráter extremamente pragmático. Eu acho que ele está aí tentando se cacifar no jogo da política. Ele não é só um ator religioso. Tem aí também um jogo das lideranças religiosas no sentido de serem reconhecidas enquanto atores políticos, atores que vão estabelecer uma série de acordos e vão ter acesso ao cenário político. A questão doutrinária é colocada na mesa para negociar ou para forçar um reconhecimento enquanto ator político.

Colocar essa questão do aborto às vésperas da eleição é uma ação eleitoreira? Em especial, o questionamento direto feito à postura da candidata Dilma por ela não ter se definido sobre o tema.
Existem coisas que acontecem dentro das igrejas. E existem coisas que, da Igreja, são levadas para a mídia. Que a mídia tem mais simpatia pela candidatura do Serra, isso é inegável. Mas, por exemplo, o Silas Malafaia está distribuindo CDs e DVDs contra o aborto. O que é curioso é que, por exemplo, não houve uma discussão em torno da homofobia – que também é um tema difícil. Por quê? Porque os homossexuais têm uma mobilização dentro da sociedade, então eles conseguem dar uma resposta de pronto, acionando a Justiça. Eles têm uma capacidade de mobilização muito maior que o movimento a favor do aborto. No caso dos homossexuais, por mais que os líderes religiosos sejam contra, eles não conseguem interferir nesse debate e nem trazer isso para o momento eleitoral. São temas que estão sendo usados porque a sociedade civil brasileira ainda não tem uma posição clara com relação ao aborto. Então, permitiu que esse tema fosse usado dessa forma.

Israel discute lei que condiciona cidadania à religião judaica


Um controvertido projeto de lei que obrigará os que desejam obter cidadania israelense a fazer um juramento de fidelidade ao Estado de Israel, “judaico e democrático”, está perto de ser aprovado pelo Parlamento. Ontem, ministros chegaram a um acordo sobre o rascunho do texto, que deverá ser votado no domingo pelos deputados.

A proposta foi duramente criticada por árabes israelenses, que a consideram “racista” por enfatizar o caráter judaico do país. O próprio primeiro-ministro de Israel, Binyamin “Bibi” Netanyahu, não queria que a medida fosse adotada, mas se viu obrigado a ceder diante da pressão de setores de ultradireita de sua coalizão governista.

Especula-se que a aprovação da lei seria uma espécie de contrapartida para partidos de direita de Israel aceitarem prorrogar, por dois meses, o congelamento dos assentamentos na Cisjordânia.
Debates sobre o caráter judaico de Israel são especialmente delicados, pois um quinto da população do país é árabe – muçulmana ou cristã. “Netanyahu abriu o ano legislativo com o racismo que o inspira”, atacou Mohamed Barka, deputado árabe do partido Hadash. “Essa emenda à cidadania é completamente racista e as leis de Israel estão virando um guia para os regimes mais discriminatórios do mundo.”

Sob ataque, Netanyahu veio a público ontem dizer que Israel garante direitos plenos a todos os seus cidadãos, independentemente de suas religiões. “Protegemos a completa igualdade dos cidadãos, judeus e não judeus. Isto está na nossa declaração de independência e é por ela que nos pautamos.”
Bibi teria ainda proposto que o texto final não faça referência apenas ao caráter judaico, mas se refira ao “Estado do povo judeu, que garanta plena igualdade para todos os seus cidadãos”. No rascunho aprovado por seu gabinete ontem, porém, os termos mais polêmicos não foram amenizados.

A proposta do juramento de fidelidade ao Estado é do chanceler conservador de Israel, Avigdor Lieberman, líder do partido ultradireitista Israel Beiteinu. Terceiro maior partido do Parlamento israelense, a legenda é essencial para que Netanyahu consiga se manter no governo. O Israel Beiteinu comemorou a votação e disse estar satisfeito com o fato de o governo estar “cumprindo sua promessa”. / REUTERS

PARA ENTENDER

A decisão de encaminhar ao Parlamento israelense um projeto tão polêmico, segundo o jornal Haaretz, seria um concessão de Binyamin Netanyahu a seus aliados da ultradireita em troca da aceitação de outra medida considerada essencial para a continuidade do diálogo de paz com os palestinos, patrocinado pelos EUA: o congelamento por pelo menos mais dois meses da ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia. O governo do presidente americano, Barack Obama, vem exercendo forte pressão sobre Netanyahu para que declare uma nova moratória para as novas construções.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

“Marina conquistou pelo discurso cristão e conciliador” diz Sérgio Cabral

“Marina conseguiu levar a eleição para o segundo turno com um discurso cristão, não evangélico”. A afirmação é do governador reeleito do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, em entrevista à ÉPOCA. Apesar da forte aliança entre Cabral e o presidente Lula, muitos eleitores do governador votaram na candidata do PV, Marina Silva, que chegou em segundo lugar no Rio com expressivos 31% do total de votos válidos no estado. “Ela conquistou gente do Posto 9 à Assembleia de Deus”, disse Cabral, referindo-se aos jovens que frequentam a faixa mais moderna da praia de Ipanema e também aos eleitores religiosos e conservadores.

O governador Sérgio Cabral identificou em Marina uma característica que enxerga nele mesmo: a de buscar a conciliação, o não-enfrentamento. Cabral é um político muito mais de amizades particulares do que rigidamente partidárias. “Marina passou a imagem de alguém que quer desarmar espíritos. É o mesmo jeito meu, do presidente Lula e (do senador eleito) Aécio (Neves)”.

“A Marina teve muito mérito em levar a eleição para o segundo turno. Conseguiu expressar uma alternativa e perdeu ganhando. Expressou um sentimento da população com um discurso voltado para a questão ambiental. Teve um conteúdo religioso, cristão, que ela embutia na sua personalidade. Um discurso doce, suave, menos litigioso, de desarmar espíritos, que é uma coisa que eu gosto de fazer. Isso pegou numa parte da população de uma forma muito forte. A Marina agradou a segmentos muito desconectados, do Posto 9 à Assembleia de Deus e à Igreja Católica também. Pegou a classe média e os pobres”.

Convenção Batista organiza dia de oração pelo Brasil

Um dos principais anseios dos batistas brasileiros é o de ver o Brasil se tornar um país mais próspero, justo e feliz.

Pensando nisto, a Convenção Batista Brasileira (CBB) acaba de lançar o Dia Nacional Batista de Oração pelo Brasil.

A proposta é que no dia 15 de outubro cada batista brasileiro separe um tempo específico para interceder, sozinho ou em grupo, pelo país.

Abaixo seguem algumas sugestões para que sua igreja participe deste momento tão especial.

Divisa

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” – 2 Crônicas 7.14

Organização

1. O pastor e liderança devem decidir o melhor horário para realização da programação (manhã, tarde ou noite, ou ainda o dia inteiro).
2. Caso a igreja tenha um Ministério de Intercessão, a equipe poderá cuidar da preparação. Caso o mesmo não exista, as tarefas poderão ser divididas entre os vários ministérios da igreja.
3. Prepare um painel com o contorno do mapa do Brasil e preencha com recortes de revistas e jornais mostrando a realidade de nosso país, com seus problemas sociais e espirituais. Escreva acima do mapa o versículo de 2 Crônicas 7.14. Caso sua igreja tenha um projetor, podem ser preparados eslaides ou vídeos mostrando a realidade do país, o que pode acontecer no início da programação.
4. Faça cartões de oração com todos os pedidos.
5. Disponibilize a letra dos hinos e cânticos que serão cantados para que todos possam participar (hinários, projeção da letra ou boletim), poderá haver participações musicais especiais (solo, duetos, canto coral, conjuntos).
6. Convoque toda a igreja a participar com um aviso no boletim, convites individuais ou por telefone.
7. Prepare uma equipe e uma sala para receber as crianças que acompanharem os pais, de maneira que elas tenham uma programação própria e também orem pelo Brasil.
8. Caso a programação seja realizada durante um determinado período da manhã, tarde ou noite, o local poderá ser o templo e os períodos de intercessão poderão ser feitos individualmente, em duplas, grupos, etc. Mas se optarem por realizar a programação durante todo o dia, preparar uma sala ornamentada com frases sobre oração, o painel do Brasil, música suave e uma caixa com os cartões de oração para que os membros possam ir até lá no horário que preferirem e orarem individualmente.

Motivos de Oração

1. Prepare cartões com pedidos específicos do bairro ou comunidade na qual a igreja está inserida e um cartão para cada família da igreja, destacando os nomes dos familiares não salvos e os projetos sociais e evangelísticos que a igreja realiza ou planeja realizar.
2. No site de Missões Nacionais – www.jmn.org.br – você encontra cartões com os pedidos de oração dos missionários que atuam no Brasil e os projetos que estão sendo realizados para salvação dos brasileiros.
3. Sugestão de motivos de oração:

- Batistas Brasileiros

Ore pelo despertamento do povo batista para a evangelização e discipulado dos brasileiros;
Ore pelas igrejas batistas para que os princípios bíblicos sejam praticados e ensinados;
Ore pelos pastores e líderes batistas para que tenham sabedoria e idoneidade na tarefa de liderar a igreja;
Ore pelo crescimento numérico e espiritual dos batistas no Brasil;
Ore por mais vocacionados para os diversos ministérios desenvolvidos pelas igrejas batistas brasileiras;
Ore para que mais pessoas leiam a Bíblia e aprendam os princípios cristãos;
Ore pelos ministérios com crianças, adolescentes, jovens, adultos, terceira idade e casais desenvolvidos pelas igrejas batistas brasileiras;
Ore pela produção de revistas, livros e outras literaturas batistas para que abençoem a vida dos crentes e não crentes brasileiros com ensinamentos bíblicos.

- Brasil

Ore pelo novo presidente, ainda a ser eleito, e pelos novos governadores, alguns dos quais ainda serão eleitos, para que façam uma boa administração com honestidade e investimento na educação, saúde e segurança; Ore pelos deputados e senadores eleitos para que façam leis que atendam as necessidades do Brasil sem ferir os princípios do Cristianismo e da ética; Ore especificamente para que o PNDH3 não seja aprovado, pois fere a liberdade religiosa em nosso país e os princípios cristãos; Ore para que haja justiça, ética, moral e paz em nosso país; Ore pelas crianças e adolescentes que vivem em situação de risco pelas ruas de nossas cidades; Ore para que acabe a prostituição infantil e que as famílias brasileiras tenham condição econômica para não precisarem vender seus filhos e filhas como acontece em algumas regiões do nosso país; Ore para que os dependentes químicos sejam libertos dos vícios, para que chegue ao fim o tráfico de drogas em nosso país e que novos projetos como o realizado nas cracolândias e os das comunidades terapêuticas sejam desenvolvidos pelos batistas; Ore pela libertação do nosso povo da idolatria e práticas contrárias à Palavra de Deus; Ore para que os deficientes físicos e mentais possam ser alcançados pelo Evangelho através de projetos específicos realizados pelos batistas brasileiros; Ore pela evangelização nos grandes centros urbanos através das igrejas batistas; Ore pela evangelização das populações ribeirinhas; Ore pela evangelização dos povos indígenas e outros grupos étnicos que vivem no território brasileiro; Ore pelas famílias brasileiras que são bombardeadas todos os dias por valores não cristãos, levando ao seu esfacelamento; Ore para que acabe a corrupção em todos os níveis sociais de nosso país

Uso eleitoral da “fé cristã” é lamentável, critica CNBB

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), divulgou uma nota pública para condenar o uso da fé cristã no processo eleitoral. O documento surge depois das acusações contra a candidata Dilma Rousseff (PT), que nega ser favorável ao aborto. “Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente”, diz a nota.

Critica-se também a nota da Regional Sul 1, que não recomendou o voto em Dilma. A CNBB nacional condenou o texto e afirmou que não representa o pensamento da entidade. “Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias”, denuncia a comissão.

Leia a íntegra.

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz

O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO

“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão” (Salmo 85)

“A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.

Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.

Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.

Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.

Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.

Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.

Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB”

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vice de José Serra se reúne com lideres evangélicos em São Paulo

O candidato à vice-presidência da República Índio da Costa (DEM) participa nesta quarta-feira (6), junto com a mulher do presidenciável José Serra (PSDB), Monica Allende Serra, de um encontro com 30 líderes evangélicos em São Paulo. Entre as igrejas que irão participar do encontro está a Assembleia de Deus, com a qual o PSDB já tem mantido contatos próximos. Os tucanos sinalizam uma aliança com a Assembleia de Deus desde o primeiro turno. Embora a candidata derrotada do PV, Marina Silva – que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial – seja membro da igreja, a direção da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) manifestou discordâncias políticas com o programa do Partido Verde durante a campanha, já que Marina não se posicionou firmemente contra o aborto. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, por exemplo, que havia declarado apoio à candidata do PV, mudou seu posicionamento ao final do primeiro turno, atacando-a por “dissimular” suas ideias sobre liberação do aborto e maconha, e declarou apoio a José Serra. Tanto o PT quanto o PSDB disputam o eleitorado religioso. Na avaliação dos tucanos, esse setor integra em parte um grupo de eleitores favoráveis a Marina. Uma igreja evangélica importante não participará do encontro nesta quarta – a Universal do Reino de Deus, que apoia declaradamente a candidata petista Dilma Rousseff.

Youtube censura vídeo do Pr. Paschoal Piragine para menores de 18 anos


O vídeo publicado pela PIB de Curitiba no youtube, onde o Pastor Paschoal Piragine Jr fala sobre questões como o aborto e pede para que seus ouvintes não votem no PT, voltou a ser polêmica.

Ao visitar o vídeo no youtube, o usuário é redirecionado para uma página de verificação de idade onde aparece a seguinte mensagem “Segundo a sinalização da comunidade de usuários do YouTube, este vídeo ou grupo pode ter conteúdo impróprio para alguns usuários.”

Há dúvida que fica é porque o vídeo teria sido sinalizado como impróprio para menores de 18 anos, como se houvesse algum conteúdo pornográfico.

Existem várias cópias do vídeo publicadas no youtube, por enquanto apenas o vídeo original foi sinalizado.

Piragine no Youtube Youtube censura vídeo do Pr. Paschoal Piragine para menores de 18 anos

Confíra uma cópia do vídeo:



Igreja Universal promove mega batismo na República Dominicana


Numa tarde ensolarada, que valorizou ainda mais a beleza natural da República Dominicana, a Igreja Universal realizou recentemente um batismo de mais de 4 mil pessoas nas lindas praias e rios do país caribenho, simultaneamente, em várias províncias. Só na praia de Boca Chica, na capital Santo Domingo, foram batizadas 1.800 mil pessoas pelo bispo responsável pelo trabalho evangelístico da IURD no país, Nilton Patrício.

A IURD chegou à República Dominicana em 1995. Como em todo início, enfrentou barreiras, mas hoje conta com 61 templos abertos no país.

Neste grande evento, apro ximadamente mil pessoas foram batizadas pela primeira vez; as demais renovaram o pacto que um dia fizeram com o Senhor Jesus.

Entre os muitos locais que foram cenários deste grande batismo, estão as Praias Dourada e Bonita, nas províncias de Puerto Plata e Nagua, respectivamente.

Nas regiões onde não há praias, pastores realizaram os batismos em rios, como nas províncias de Bani, Mao e Santiago Rodríguez.

A praia Boca Chica, onde se reuniu o maior número de pessoas, é um dos pontos mais visitados no país por turistas de todo o mundo, especialmente os vindos dos Estados Unidos da América, Canadá, Europa e América Latina.