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sábado, 13 de novembro de 2010

Ler a Bíblia foi o que me levou a não crer mais em Deus diz pastor americano

“Eu sou ateu”, diz ’Jack’, um pastor afiliado à Convenção Batista do Sul, com mais de 20 anos de ministério. ”Vivo minha vida como se Deus não existe”, diz ‘Adam’, que faz parte da equipe pastoral de uma pequena igreja em um dos estados mais religiosos dos EUA. Os dois, que pediram para terem suas identidades protegidas, são pastores que perderam a fé. Ambos construíram suas vidas e carreiras ao redor da fé, mas agora dizem sentir-se encurralados, vivendo uma mentira.

“Passei a maior parte da minha vida acreditando e buscando essa fé religiosa chamada cristianismo. Ao chegar a este ponto de minha vida, simplesmente não sinto mais que posso crer nele. Quanto mais eu lia a Bíblia, mais perguntas eu tinha. Quanto mais as coisas que ela afirma não faziam sentido para mim, mais dificuldade eu tinha.”, afirma Jack.

O pastor Jack disse que há dez anos começou a sentir sua fé se esvair. Ficou incomodado com as inconsistências no relato dos últimos dias da vida de Jesus, a improbabilidade de histórias como a “Arca de Noé” e as ideias expressas na Bíblia sobre as mulheres e seu lugar no mundo.

“Ler a Bíblia foi o que me levou a não crer mais em Deus”, conclui. Ele diz ainda que era difícil continuar trabalhando no ministério. “Comecei a olhar para isso como apenas uma atividade profissional e faço o que tem de ser feito”, disse. “Venho fazendo isso há anos.”

Adam disse que suas dúvidas iniciais sobre Deus vieram ao ler o trabalho dos chamados neoateístas – autores populares como o cientista Richard Dawkins. Ele disse que seu objetivo era fazer uma pesquisa para ajudá-lo a defender sua fé.

“Pensava que Deus fosse grande o suficiente para lidar com todas as perguntas que eu pudesse ter”, afirma. Mas não foi isso que aconteceu. ”Percebi que tudo que me ensinaram a acreditar era uma espécie de abrigo seguro. Eu nunca realmente me interessei pelo ensino secular ou por outras filosofias… Eu pensava, ‘Ó, meu Deus. Estou crendo nas coisas erradas? Será que passei toda minha vida e ministério pregando algo que não é verdade?’”, relata Adam.

Ele disse que temia pela salvação de sua alma. “No momento que sentia estar perdendo a fé, mas ainda temia por minha salvação, pedi a Deus que tirasse minha vida antes que eu perdesse totalmente a fé”, lembra Adam. O pastor agora se considera um ‘agnóstico ateísta’. “Não acho que podemos provar que Deus existe nem que ele não existe”, disse. “Vivo a minha vida como se Deus não existisse.”

Ele e Jack dizem que quando pregam aos fiéis, tentam ater-se às porções da Bíblia que ainda acreditam – as que ensinam como ser uma pessoa boa. Ambos disseram que gostariam de abandonar seu ministério, mas não têm condições.

“Quero sair da situação que estou o mais rápido possível, porque tento ser uma pessoa de integridade e caráter”, disse Adam. “Com a economia do jeito que está, minha falta de capacitação para o mercado e apenas com o diploma do seminário, fico em uma posição difícil.”

Revelar o ateísmo secreto ‘será devastador’

Jack disse que seu segredo o faz sentir isolado e que certamente perderia um monte de amigos se admitisse que deixou de ser cristão. Sua esposa não sabe e ele acredita que possivelmente iria perdê-la também. ”Será algo muito confuso para ela”, disse Jack. “Será muito devastador e vai levar algum tempo para trabalharmos essa questão.”

Adam disse que sua esposa sabia de sua crise de fé, mas não que ele a perdera completamente. “É uma situação muito difícil. Não consigo pensar em outra carreira que seja tão drasticamente afetada por uma mudança de opiniões ou ideias”, disse ele.

“No começo, tive medo que, se perdesse minha fé, me tornaria uma pessoa horrível“, disse Adam. “Desde que perdi a fé percebi que ela realmente não tinha influência sobre quem eu sou, meu caráter e minhas ações. Não vivo de maneira diferente do que vivia quando era um crente fervoroso.”

Muçulmanos se convertem a Cristo e são batizados na Albânia

A praia de Shendini, no Norte da Albânia, próximo à capital Tirana, foi cenário para o batismo de 21 ex-muçulmanos. Todos aceitaram Jesus como Salvador há mais de 1 ano, segundo o pastor Henrique Davanso, missionário de Missões Mundiais responsável pela obra naquele país do Leste Europeu.

O grupo participou de estudos bíblicos preparatórios para o batismo durante um ano e meio. O pastor repetiu os mesmos estudos por duas vezes, a fim de que eles confirmassem a conversão a Cristo, e que não estavam fazendo aquilo apenas por amizade ao pastor.

Entre os batizados havia quatro adolescentes de uma mesma família. O primeiro a se converter hoje está com 15 anos, e dia a dia tem demonstrado ser uma pessoa diferente, sendo um bom testemunho entre familiares e amigos. “Um dos adolescentes teve muita dificuldade para deixar o cigarro, pois fumava diariamente desde os 10 anos. Em um dos acampamentos, após uma pregação em que falei sobre vícios, ele me chamou no quarto e entregou um maço de cigarros que havia levado. Depois, disse que não queria mais fumar e que a sua escolha é, e sempre será, por Jesus”, revelou o pastor Davanso.

Uma das mulheres batizadas aguardava a presença de uma igreja evangélica em seu bairro há anos. Ela aceitou Jesus antes mesmo da abertura do trabalho em Bathore, por meio de um programa evangélico de TV em italiano. Desde então, passou a estudar a Bíblia e orava por uma presença missionária. Ela foi batizada junto com seu marido, também um ex-muçulmano. Atualmente, ajuda no trabalho com crianças de 4 a 6 anos na Escola Dominical.

Hoje a igreja tem uma frequência de cerca de 200 pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos. Desse total, 38 já foram batizados. O pastor Henrique Davanso ora para que o Espírito Santo ilumine a cada um dos batizados, levando-os a fazer novos discípulos para Cristo. “O melhor de tudo é ver que o Espírito de Deus tem levado cada um a viver conforme a vontade de Deus. Temos visto grandes transformações”, finaliza o missionário.

Artistas cristãos do teatro se unem num evento no dia da Consciência negra

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e para lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro em 1594. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

E este também foi o dia escolhido para a 6ª edição do Congresso Arena de Teatro com o tema “Tomada de Consciência”. E esta tomada de consciência, não irá abranger somente a questão do racismo e preconceito, como afirma Luiza Regina Reis, responsável pelo site arenadecristo.net e organizadora do Congresso: “Neste Congresso, iremos abordar a Consciência Ministerial, ressaltar a Liberdade de Expressão, questionar a discriminação, tanto racial quanto religiosa e também debater sobre preconceito que nós artistas cristãos enfrentamos por fazermos teatro dentro e fora das Igrejas. E a escolha da data não foi coincidência, tem tudo a ver com nossa proposta..”

O Congresso será na Igreja de Nova Vida da Tijuca na Rua Conde de Bonfim, 604. Terá inicio às 14 horas e conta com uma programação de palestras, performances teatrais, debates, oficinas. Além disso, está sendo organizada uma caminhada pacifica pelas ruas da Tijuca em homenagem a data. “Esta caminhada será o momento mais especial deste Congresso. Pois sairemos, todos unidos, caracterizados, maquiados e chamaremos atenção da Grande Tijuca para reflexão contra racismo, preconceito e descriminação. O teatro é isso. É questionador, provocador e libertador. Por isso convocamos todos os ministérios de Teatro Cristão para estarem conosco na data.” Afirma Flavio Gonzalez, integrante do Arena de Cristo.

A atração da noite fica por conta da ONG ECOA que apresentará o espetáculo “Quem sou eu?” sobre um grande herói abolicionista brasileiro desconhecido pela maioria da população. O melhor de tudo, a entrada é franca.

Informações adicionais: www.arenadecristo.net

Fernando Guillen ministra dois grandes seminários em novembro

O apóstolo Fernando Guillen que tem viajado por todo o Brasil e América Latina compartilhando conhecimentos sobre o Reino de Deus participa ainda este mês de dois grandes seminários.

O Seminário de Ativação Profética vai ser realizado em São João do Meriti (RJ), nos dias 19 a 21 de novembro, na Comunidade Shallom. “Vamos aprender juntos sobre os movimentos angelicais, ou seja, falar sobre os anjos que trabalham a nosso favor”, explica Guillen.

Um dos seminários que mais tem conquistado pessoas por onde tem passado é o Congresso 7 Montes em que o apóstolo Fernando Guillen fala sobre a visão e importância da conquista e influência do povo de Deus nos sete montes da sociedade, que seriam: 1. Artes & entretenimento; 2. Governo & política; 3. Mídia & comunicação; 4. Educação & ciência; 5. Família; 6. Igreja & religião e 7. Economia & negócios. “Cada vez mais as pessoas tem consciência de que suas profissões, os lugares onde estão ‘plantados’ são os lugares ideais para a manifestação da glória de Deus”, destaca.

Serviço

Seminário de Ativação Profética em São João do Meriti/RJ

Data: 19 a 21 de novembro.

Local: Comunidade Shallom. Avenida Cel Raimundo Sampaio, 4 e 5 – Jardim Botânico – São João do Meriti/RJ.

Informações: www.apostolofernando.com

Congresso 7 Montes em Porto Velho/RO

Data: 26 a 28 de novembro.

Local: Igreja Metodista Wesleyana Nova Floresta. Rua Sucupira, 4.297 – Nova Floresta – Porto Velho/RO.

Informações: http://www.apostolofernando.com

Hotsite: http://www.setemontes.com.br/portovelho/content

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Caio Fábio acusa bispo Manoel Ferreira de ser maçom

Bispo Manoel Ferreira, líder da Assembleia de Deus Ministério Madureira tem se envolvido em várias polêmicas nos últimos dias. Nesta última eleição, o deputado Manoel Ferreira foi coordenador de campanha para evangélicos de Dilma Rousseff.

Entre os assuntos envolvendo o bispo, destaca-se a denúncia de Julio Severo sobre a prisão do pastor Enoque Lima, que segundo informações foi a mando de Manoel Ferreira. Pastor Enoque, que já foi liberado da prisão produzia vídeos para denunciar a suposta ligação de Manoel Ferreira com Rev. Moon líder da Igreja da Unificação.

Agora o pastor Caio Fábio conhecido por não ter papas na língua, em seu programa “Papo de Graça” faz duras criticas a Manoel Ferreira, afirmando entre outras coisas que Manoel Ferreira é membro da maçonaria e que manda “matar gente”.

“Se quiser me encarar, eu estou te convidando há anos” esbraveja Caio Fábio contra bispo Ferreira.

Confira o vídeo na íntegra;



SBB lança Bíblia na versão e-book

O livro mais lido e traduzido de todos os tempos acaba de ser lançado em e-book no Brasil, no formato ePub. A Bíblia Sagrada, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, chega aos leitores virtuais, por R$ 19,90. Para viabilizar o Livro Sagrado também para essas plataformas, a SBB fez uma parceria com a livraria virtual Gato Sabido, pioneira na comercialização de livros digitais no País.

Além da Bíblia Sagrada, também está disponível, na Gato Sabido, o livro A História de Mary Jones, que conta o início das Sociedades Bíblicas Unidas. Por se tratar de uma publicação institucional, os leitores poderão baixar gratuitamente a versão e-book.

SBT confirma que negocia venda de horário para evangélicos

O escândalo financeiro de cerca de R$ 2,5 bilhões que envolve o Grupo Silvio Santos fez com que o SBT abrisse negociação para venda de horário para igrejas evangélicas. Três igrejas fizeram ofertas nas últimas 48 horas para comprar fatias ou mesmo toda a madrugada do SBT. São elas: o Ministério Silas Malafaia, a Igreja Internacional da Graça e a Igreja Universal.

Por meio de sua assessoria, a emissora confirmou negociações, recusou-se a dizer nomes, mas disse que “não são novas as ofertas de igrejas que querem comprar horas da madrugada”. O SBT acrescentou que, “até o momento, nenhuma proposta interessou”.

Depois de se reunir com o pastor Malafaia, o SBT teria recebido uma nova proposta da Internacional, de R.R.Soares, no valor de R$ 10 milhões mensais (cinco horas diárias, de segunda a domingo). Ninguém confirma.

No primeiro trimestre do ano passado, Soares já havia oferecido R$ 5 milhões por três horas, mas o SBT recusou. Soares é cunhado de Edir Macedo, que também sinalizou ontem ao Grupo SS que estará sempre disposto a comprar horários do SBT.

Pela legislação, como igreja, a Universal tem direito a comprar horário em outras emissoras –o que já faz (Gazeta, Rede TV!).

A assessoria do SBT não quis comentar as negociações e nem os valores citados acima.

Se Silvio Santos vender espaço da grade a uma igreja, seja por curto ou longo prazo, talvez melhore ou até mesmo salve as catastróficas contas do Grupo SS. Só que, nesse caso, o SBT deixará de ser a única TV aberta sem qualquer programação religiosa. O SBT é o único canal laico hoje, já que até a Globo tem a “Santa Missa” católica aos domingos.

A eventual locação da madrugada também pesará porque é o único período em que o SBT disputa ou chega ao 1º lugar no ibope com frequência. Ontem, por exemplo, entre 5h e 6h, o SBT foi líder isolado em São Paulo, com 3,7 pontos –à frente de Globo (2,9) e Record (1,7). Abrir mão disso seria acabar com um dos últimos “orgulhos” do SBT.

Por outro lado, entre 0h e 4h a audiência do SBT é fraca. O canal quase nunca sai do 3º lugar e às vezes até cai para o 4º. Seus seriados hoje perdem da programação religiosa da Record (especialmente do “Fala que eu Te Escuto”). Portanto, vender essa faixa horária (0h e 4h) não significaria grande prejuízo –do ponto de vista do ibope.

Força Jovem Brasil promove caravana com jovens de 10 estados

O grupo Força Jovem Brasil da Igreja Universal do Reino de Deus promoveu, neste último final de semana, nos dias 06 e 07 de novembro, a terceira caravana aos principais locais do Rio de Janeiro (RJ) onde teve início à história da Igreja Universal do Reino de Deus.

O grande diferencial desta caravana para as primeiras que aconteceram também em 2010, é que não somente os integrantes do grupo de São Paulo e do Rio de Janeiro puderam se reunir e conhecer os marcos históricos da Igreja Universal, mas também jovens de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Porto Alegre, Ceará, Santa Catarina e Paraná; num total de 1.070 jovens.

A visita começou pelo Coreto do Méier, na zona norte da cidade, local em que o bispo Macedo, há 33 anos, realizou uma das primeiras reuniões de fé. No mesmo coreto, o responsável pelo Força Jovem do país, pastor Jean Madeira, realizou uma reunião com os jovens presentes e deixou a seguinte mensagem: “O bispo Macedo começou no coreto. Tudo na vida tem um início e a Igreja Universal se iniciou aqui. Hoje, mais de 187 países foram alcançados, mas ainda falta muito a ser realizado. Ser jovem é nunca deixar de sonhar.”

No domingo pela manhã, o grupo seguiu para a Catedral Mundial da Fé, no bairro de Del Castilho, onde participou da “Concentração de fé e milagres”, ministrada pelo bispo Dárlan Ávila. Ao término da reunião, os jovens puderam compartilhar um pouco da cultura hebraica, visitando a maquete do Centro Cultural Jerusalém. O roteiro da caravana foi finalizado no templo do bairro da Abolição, zona norte do Rio, local que era uma antiga funerária até receber a primeira Igreja Universal do Reino de Deus.

Para a jovem potiguar, Joyce Erica Oliveira (foto ao lado), de 23 anos, conhecer os primeiros locais de pregação do bispo Macedo foram momentos marcantes que ficarão gravados para sempre na memória. “A viagem permitiu que compreendêssemos melhor o quanto Deus abençoou e fez crescer o trabalho da Igreja Universal por meio do bispo Macedo e de tantos servos hoje espalhados pelo mundo inteiro. Eu me senti muito honrada em saber que também faço parte desta história, foi um momento de agradecer a Deus por um dia Ele ter escolhido um homem para realizar esta grande missão e acima de tudo, por hoje eu também estar aqui”, declara.

Questionada sobre o lugar que mais gostou, Joyce afirma que todos foram especiais, mas destaca a visita à Catedral Mundial, onde se admirou com a estrutura do templo: “Ali podemos perceber que cada lugar foi feito com muito zelo e carinho. A estrutura e arquitetura da Catedral são incomparáveis, é bem mais do que imaginamos e vemos nas fotos. Dentro da catedral tem também o Centro Cultural Jerusalém, que eu sequer tenho palavras pra explicar o quanto é bonito, o quanto é fiel a Jerusalém dos tempos antigos.”

Ela garante que estará nas próximas caravanas a serem realizadas e ainda convida a todos para não perderem a chance de participar do passeio, que, para ela, vai além de uma simples viagem. “Nas viagens comuns o objetivo é apenas passear e conhecer novos lugares, esta viagem foi acima de tudo muito espiritual e renovou nossa fé. Além disso, ela permitiu que compartilhássemos nossa cultura com diversas pessoas de outros estados. Por isso eu digo a quem ficou de fora que não faça isso novamente, que enfrente qualquer dificuldade, pois vale à pena, todo o esforço é recompensado, pois tudo é organizado com muito carinho”, finaliza.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Igreja Universal há 15 anos na Índia


A Índia é o segundo país mais populoso do mundo, perdendo apenas para a China. As reformas econômicas o transformaram em uma das economias de mais rápido crescimento mundial, no entanto, ainda sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, doenças e desnutrição.

O território indiano é formado por um grande sistema montanhoso que se estende por cinco diferentes nações, conhecido como Himalaia, região que abriga a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest. Com uma população diversificada, a língua, a tradição e a religião desempenham um papel importante na organização social e política do país. Embora 80% da população se considerem hindus, a Índia conta também com o segundo maior contingente de muçulmanos no mundo.

Mesmo em uma realidade avessa à fé cristã, há 15 anos, a Igreja Universal do Reino de Deus iniciou o trabalho evangelístico no país, onde mantém 2 Igrejas com capacidades para 300 pessoas cada uma, localizadas no estado de Tamil Nadu na cidade de Chennai, sul do país, local de maior concentração de cristãos.

De acordo com o responsável evangelístico da Índia, pastor Eduardo Costa, o povo que se converte ao Senhor Jesus na Igreja Universal enfrenta muitas barreiras para se manter na fé, por causa das perseguições religiosas. “Quando a pessoa começa a frequentar a Igreja sozinha e a família descobre muitas são obrigadas a se afastar”, declara. O pastor também conta que um dia, na porta da Igreja, estava convidando as pessoas para participarem da reunião, quando foi interpelado por um policial que o impediu de continuar evangelizando.

Apesar das adversidades encontradas por causa da religiosidade, a evangelização com panfletos nas ruas e casas é bem aceita pela população que também é beneficiada por ações sociais (foto acima) realizadas pela IURD. Recentemente, voluntários visitaram a comunidade de Sudhaindra Nagar , e cerca de 150 pessoas puderam usufruir de diversos serviços, como: corte de cabelo, manicure, aferição de pressão e limpeza facial.

Dados do Ministério da Justiça Social e Desenvolvimento do país mostram que aproximadamente 75 mil indianos cometem suicídio a cada ano e que o motivo das mortes está relacionado a problemas sociais como a pobreza, as dívidas, o analfabetismo e, sobretudo, problemas de saúde mental. Já, o pastor Eduardo, afirma que um dos maiores motivos para o suicídio é em decorrência de conflitos familiares. “Muitas jovens, indignadas pela tradição familiar, por terem de se casar com o pretendente escolhido pelos pais, cometem suicídios ou fogem de casa”, relata.

Por pouco, a jovem Selin Preethi (foto ao lado), de 26 anos, escapa de fazer parte dessa estatística. Ela conta que, na infância, sofria com abusos sexuais e fortes dores na cabeça. Além disso, havia constantes desentendimentos com os pais, que a levou a sair de casa e tentar o suicídio cortando os pulsos. “Eu cortei sete veias do meu pulso esquerdo e milagrosamente sobrevivi. Acredito que era Deus agindo na minha vida”, relata

O fato de não ter acontecido nada com ela fez Selin refletir e procurar a solução para os problemas na Igreja Universal, onde encontrou o fim para tanto sofrimento. “O erro estava em mim, eu não colocava Deus como prioridade em minha vida. Quando me entreguei, Deus agiu. Hoje, minha família está em paz e Deus me deu uma pessoa que vou me casar que tem a mesma fé e vontade de buscar o Senhor Jesus. Além disso, eu vivo feliz na presença de Deus e não tenho mais pensamentos suicidas, pelo contrário, tenho desejo de viver cada vez mais a nova vida que recebi do Senhor”, finaliza.

Marco Feliciano agradece seus eleitores e afirma “não deixarei de pregar o evangelho de Cristo”


Em carta divulgada no dia 09 de novembro de 2010, o pastor Marco Feliciano, e agora também deputado federal, agradeceu seus eleitores, falou sobre conciliar ministério com o congresso nacional e projetos para a sociedade.

“37 dias. Desde o dia 03 de outubro (dia das eleições do primeiro turno e para cargos do legislativo) não acredito que fui eleito deputado federal.

Não que eu não acreditasse na possibilidade de ser eleito, mas porque fiz uma campanha carente de recursos e mídia. Não tive a caricatura do palhaço ou outro cargo eletivo que me fizesse conhecido. Só tinha duas coisas: Deus e o povo.

Deus que fez os céus e a terra, que criou todas as coisas, que não aceita corrupção, que ama a instituição sagrada chamada família e abomina o pecado.

O povo que me conheceu face a face, longe dos marqueteiros ou palavras decoradas. O povo que me acompanha por mais de 15 anos pregando em lugares aonde nenhum político até hoje chegou: ribeirinhos, sertões, favelas, etc.

Os 211.855 votos não foram em mim somente, longe disso. Quem votou no candidato Marco Feliciano votou na família, nos princípios, nos valores, no caráter, na idoneidade, no pai de família, no viajante que conhece as mazelas que sofre os evangélicos e a nação como um todo.

Quero agradecer nesta carta duas classes de pessoas: aos cristãos, como cristão que sou; e a sociedade que estamos inseridos.

Aos cristãos afirmo que não deixarei de pregar o evangelho de Cristo, as boas novas da salvação e anunciar o Reino de Deus. Quem pensou que o pastor fosse se aposentar, pode já reservar um espaço na sua igreja ou evento para 2011.

Você cristão que votou em mim, muito obrigado. Tenha certeza que continuarei com as cruzadas, com as pregações, Dvds, livros, os “Reage” nos Estados e até fora do país. Minha eleição veio para somar e não para dividir, se assim o fosse não teria aceitado o desafio de prestar serviços para a sociedade.

Quanto a sociedade brasileira, que também inclui cristãos e não cristãos, quero deixar claro minha posição sobre meu mandato. Cabe salientar que sou prestador de serviços e de contas para com meus eleitores e todo Estado de São Paulo que me elegeu.

Os projetos de lei que serão por mim apresentados, ou votados, terão exclusivamente a finalidade de defender e resguardar os princípios basilares do cristianismo, da nossa fé.

A fé cristã condena qualquer ato, prática ou idéia que fira a família, os valores e princípios. Qualquer lei que venha para ferir a família, ou interesse dos cristãos, tenha certeza que terá o meu NÃO na votação.

Vou defender ferozmente a liberdade de culto e manifestação de fé. Não concebo a idéia de cercear a realização de cultos ou impor a qualquer classe e igreja cristã restrições que prejudiquem nossa liberdade.

Garanto que todos que já têm livre acesso a mim, como pastor, também o terão como deputado. Lembro que estou no twitter (@marcofeliciano) e agora criaremos outros canais de comunicação para recebemos sugestões, problemas e idéias para construirmos uma sociedade mais justa, solidária e um país melhor para vivermos.

Peço que orem para Deus nos dar sabedoria nos próximos 4 anos. Não serei mais um no meio da multidão. Serei semelhantemente a pequena nuvem, do tamanho da mão de um homem que quando Deus abençoa é capaz de inundar um país inteiro.

Por fim, agradeço minha família, os funcionários do Ministério Tempo de Avivamento, as igrejas que nos apoiaram, os pastores que entenderam nossas idéias e posições, os meus eleitores e especialmente o nosso Deus.

Deus abençoe Orlândia, Deus abençoe o Estado de São Paulo e que Deus abençoe abundantemente o nosso Brasil.”

Pr. Marco Feliciano

Bancada evangélica pede instalação de CPI sobre aborto clandestino


Os deputados da bancada evangélica se reuniram nesta quarta-feira com o presidente da Câmara e vice-presidente eleito, Michel Temer, para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito com o objetivo de investigar o aborto clandestino no Brasil.

A CPI foi criada em 2008, mas divergências sobre o assunto impediram que os trabalhos fossem iniciados. Na reunião desta quarta, os evangélicos disseram prentender que as atividades comecem ainda este ano.

Segundo o coordenador da bancada, deputado João Campos (PSDB-GO), a abertura do debate deve ser imediata para consolidar medidas de proteção à vida.

Na reunião, os deputados pediram também análise de projeto que visa a promoção do diálogo com comunidades indígenas que realizem infanticídio ou tenham em sua cultura práticas que coloquem em risco a saúde de crianças.

Treinamentos de Evangelização da SBB são sucesso por onde passam


O mês de outubro foi marcado por cinco edições do Treinamento para Evangelização com Literatura, reunindo no total mais de 2,6 mil pessoas interessadas em disseminar a Palavra de Deus entre a população brasileira.

Na capital paulista, o encontro atraiu 270 pessoas no Ministério Internacional Torre Forte. Já na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em Porto Velho (RO), houve recorde de público: mais de 700 participantes. O treinamento em Porto Alegre (RS) também foi concorrido, com 640 pessoas lotando a Igreja Encontros de Fé. Outras edições ocorreram em Itapissuma (PE) e Campina Grande (PB) e receberam 540 e 480 participantes, respectivamente.

Os treinamentos de evangelização visam a troca de experiências, além de sensibilizar e estimular novos voluntários a ingressarem no programa Sócio Evangelizador, mantido pela SBB há cerca de 30 anos e que conta com mais de três mil voluntários pelo País.

Desigrejados: muitos cristãos abandonam o convívio das igrejas locais e decidem por modelos alternativos


A Igreja Evangélica brasileira está cansada. E é um cansaço que vem provocando mudanças fortes de paradigmas com relação aos modelos eclesiásticos tradicionais. Ele afeta milhões de pessoas que se cansaram de promessas que não se cumprem, práticas bizarras impostas de cima para baixo, estruturas hierárquicas que julgam imperfeitas ou do mau exemplo e do desamor de líderes ou outros membros de suas congregações. Dessa exaustão brotou um movimento que a cada dia se torna maior e mais visível: o de cristãos que abandonam o convívio das igrejas locais e decidem exercer sua religiosidade em modelos alternativos – ou, então, simplesmente rejeitam qualquer estrutura congregacional e passam a viver um relacionamento solitário com Deus. O termo ainda não existe no vernáculo, mas eles bem que poderiam ser chamados de desigrejados.

No cerne desse fenômeno está um sentimento-chave: decepção. Em geral, aqueles que abandonam os formatos tradicionais ou que se exilam da convivência eclesiástica tomam tal decisão movidos por um sentimento de decepção com algo ou alguém. Muitos se protegem atrás da segurança dos computadores, em relacionamentos virtuais com sacerdotes, conselheiros ou simples irmãos na fé que se tornam companheiros de jornada. Há ainda os que se decepcionam com o modelo institucional e o abandonam não por razões pessoais, mas ideológicas. Outros fogem de estruturas hierárquicas que promovam a submissão a autoridades e buscam relações descentralizadas, realizando cultos em casa ou em espaços alternativos.

A percepção de que as decepções estão no coração do problema levou o professor e pastor Paulo Romeiro a escrever Decepcionados com a graça (Mundo Cristão), livro onde avalia algumas causas desse êxodo. Embora tenha usado como objeto de estudo uma denominação específica – a Igreja Internacional da Graça de Deus –, a avaliação abrange um momento delicado de todo o segmento evangélico. Para ele, o epicentro está na forma de agir das igrejas, sobretudo as neopentecostais. “A linguagem dessas igrejas é dirigida pelo marketing, que sabe que cliente satisfeito volta. Por isso, muitas estão regendo suas práticas pelo mercado e buscam satisfazer o cliente”. Romeiro, que é docente de pós-graduação no Programa de Ciências da Religião da Universidade Mackenzie e pastor da Igreja Cristã da Trindade, em São Paulo, observa que essas igrejas não apresentam projetos de longo prazo. “Não se trata da morte, não se fala em escatologia; o negócio é aqui e agora, é o imediatismo”. Segundo o estudioso, a membresia dessas comunidades é, em grande parte, formada por gente desesperada, que busca ajuda rápida para situações urgentes – uma doença, o desemprego, o filho drogado. “O problema é que essa busca gera uma multidão de desiludidos, pessoas que fizeram o sacrifício proposto pela igreja mas viram que nada do prometido lhes aconteceu.”

Se a mentalidade de clientela provocou um efeito colateral severo, a ética de mercado faz com que os fiéis passem a rejeitar vínculos fortes com uma única igreja local, como aponta tese acadêmica elaborada por Ricardo Bitun. Pastor da Igreja Manaim e doutor em sociologia, ele usa um termo para designar esse tipo de religioso: é o mochileiro da fé. “Percebemos pelas nossas pesquisas que muitas igrejas possuem um corpo de fiéis flutuantes. Eles estão sempre de passagem; são errantes, andam de um lugar para outro em busca das melhores opções”, explica. Essa multiplicação das ofertas religiosas teria provocado um esvaziamento do senso de pertencimento, com a formação de laços cada vez mais temporários e frágeis – ao contrário do que normalmente ocorria até um passado recente, quando era comum que as famílias permanecessem ligadas a uma instituição religiosa por gerações.

Para Bitun, a origem desse comportamento é a falta de um compromisso mútuo, tanto do fiel para com a denominação e seus credos quanto dessa denominação para com o fiel. O descompromisso nas relações, um traço de nosso tempo, impede que raízes de compromisso – não só com a igreja, mas também em relação a Deus – sejam firmadas. “Enquanto está numa determinada igreja, o indivíduo atua intensamente; porém, não tendo mais nada que lhes interesse ali, rapidamente se desloca para outra, sem qualquer constrangimento, em busca de uma nova aventura da fé”, constata.

Modelo desgastado – O desprestígio do modelo tradicional de igreja, aquele onde há uma liderança com legitimidade espiritual perante os membros, numa relação hierárquica, já não satisfaz uma parcela cada vez maior de crentes. “As decepções ocorrem tanto por causa de líderes quanto de outros crentes”, aponta o pastor Valdemar Figueiredo Filho, da Igreja Batista Central em Niterói (RJ). Para ele, um fator-chave que provoca a multiplicação dos desigrejados é a frustração em relação a práticas e doutrinas. “Nesses casos, geralmentequem se decepciona é quem se envolve muito, quem participa ativamente da vida em igreja”. Com formação sociológica, o religioso diz que o fenômeno não se restringe à esfera religiosa, já que todo tipo de tradição tem sido questionada pela sociedade. “Há uma tendência ampla de se confrontar as instituições de modo geral”, diz Valdemar, que é autor do livro Liturgia da espiritualidade popular evangélica(Publit).

O jovem Pércio Faria Rios, de 18 anos, parece sintetizar esse tipo de sentimento em sua fala. Criado numa igreja tradicional – ele é descendente de uma linhagem de crentes batistas –, Pércio hoje só freqüenta cultos esporadicamente. “Sinto-me muito melhor do lado de fora”, admite. “Estou cansado da igreja e da religião”. A exemplo da maioria das pessoas que pensam como ele, o rapaz não abriu mão da fé em Jesus – apenas não quer estar ligado ao que chama de “igreja com i minúsculo”, a institucional, que considera morta. “Reconheço o senhorio de Cristo sobre a minha vida e sou dependente da sua graça”, afirma. E qual seria a Igreja com imaiúsculo, em sua opinião? “O Corpo de Cristo, que continua viva, e bem viva, no coração de cada cristão.”

Boa parte dos desigrejados encontra no território livre da internet o espaço ideal para exposição de seus pontos de vista. É o caso de uma mulher de 42 anos que vive em Cotia (SP) e assina suas mensagens e posts com o inusitado pseudônimo de Loba Muito Cruel. À reportagem de CRISTIANISMO HOJE, ela garante que é uma ovelha de Jesus, mas conta que durante muito tempo foi incompreendida e rejeitada pela igreja. “Desde os nove anos, estive dentro de uma denominação cheia de dogmas e regras rígidas, acusadora e extremamente castradora”. Na juventude, afastou-se do Evangelho, mas o pior, diz ela, veio depois. “Retornei ao convívio dos irmãos tatuada e cheia de vícios, e ao invés de ser acolhida, não senti receptividade alguma por parte da igreja, o que acabou me afastando mais ainda dela. Percebi o quanto os crentes discriminam as pessoas”, queixa-se.

Loba conta que, a partir dali, começou uma peregrinação por várias igrejas. Não sentiu-se bem em nenhuma. “Percebi que nenhum dos líderes vivia o que pregava. Isso foi um balde de água fria na minha fé”, relata. Hoje, ela prefere uma expressão de fé mais informal, e considera possível tanto a vida cristã como o engajamento no Reino de Deus fora da igreja – “Desde que haja comunhão com outros irmãos de fé, que se reúnam em oração e para compartilhar a Palavra, evangelizar e atuar na comunidade”, enumera.

Igreja virtual – Gente como Pércio e Loba compartilham algo em comum, além da busca por uma espiritualidade em moldes heterodoxos: são ativos no ambiente virtual, seja por meio de blogs ou através de ferramentas como o twitter e outras redes sociais. É cada vez maior a afluência de pessoas das mais diversas origens denominacionais à internet, em busca de comunhão, instrução e edificação. O pastor Leonardo Gonçalves lidera a Iglesia Bautista Misionera em Piura, no Peru. Mestre em teologia, edita o blog Púlpito cristão. “Quando comecei esse trabalho, passei a conhecer muitas pessoas que estavam insatisfeitas com os rumos que o evangelicalismo brasileiro estava tomando”, revela. “Neste processo, alguns começaram a ver o blog como uma alternativa à Igreja, ou até mesmo como uma igreja virtual”. Leonardo lida com esse tipo de público diariamente no blog. “Geralmente, são pessoas extremamente ressentidas. Consideram-se vítimas de líderes abusivos e autoritários e relatam que tiveram sua autonomia violada e a identidade quase banida em nome de uma mentalidade de rebanho que não refletia os ideais de Cristo.”

Outro que considera natural essa migração em busca de uma comunhão cristã que prescinde da igreja tradicional é o marqueteiro e teólogo presbiteriano Danilo Fernandes, editor do blog e da newsletter Genizah Virtual. Voltado à apologética, seu trabalho tem causado polêmicas e enfrentado resistências, inclusive de líderes eclesiásticos. “Pessoas cansadas de suas igrejas estão buscando pregadores com boas palavras, o que as leva à internet”. Para ele, buscar comunhão virtual em chats e outras mídias sociais é uma tendência. “A massa está desconfiada por traumas do passado; é gente machucada, marcada, ferida, gente que viu seus ídolos caírem”, conclui. Ele mesmo tem atendido diversas pessoas que o procuram para desabafar ou pedir conselhos.

Um resultado dessa busca por comunhão no ambiente virtual é o surgimento de grupos como o Clube das Mulheres Autênticas (CMA). Nascido de uma brincadeira entre mulheres cristãs que se conhecem apenas virtualmente, o grupo tem como lema “Liberdade de ser quem realmente se é”. A bacharel em direito Roberta Oliveira Lima, de 31 anos, é uma das integrantes. Ex-membro da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), ela afastou-se de muitas das práticas ensinadas no modelo congregacional e se diz em busca de uma igreja “sem excessos”. Ela se define como “uma pessoa desigrejada, mas não desviada dos princípios do Evangelho”. Segundo Roberta, o CMA supre carências que a igreja local já não preenchia mais. “Nosso espaço tem sido um local de refúgio, acolhimento e alegrias”, relata.

Ela garante que, até o momento, o grupo não sentiu falta de uma figura sacerdotal. “Aquilo que nos propomos a buscar não requer tal figura”, alega. “Pelo contrário, temos entre nós alguns feridos da religião e abusados por figuras sacerdotais clássicas. O nosso objetivo maior é compartilhar a vida e o Evangelho que permeia todos os centímetros de nossa existência”, descreve, ressaltando que, para isso, não é necessário adotar uma postura proselitista. “Mas nosso objetivo jamais será o de substituir a igreja local”, enfatiza.

“Galho seco” – “Falta de acolhimento pela comunidade, o desgaste provocado pelo estilo centralizador e carismático de liderança e frustração com as ênfases doutrinárias contribuem para esse fenômeno”, concorda o pastor Alderi Matos, professor de teologia histórica no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, em São Paulo. Mas ele destaca outro fator que empurra as pessoas pela porta de saída dos templos: “É quando uma igreja e seus líderes se envolvem em escândalos morais e outros”.

A paraibana C., de 37 anos, é um exemplo de gente que fez esse penoso percurso. Ela relata uma história de abusos e falta de princípios bíblicos na congregação presbiteriana de que foi membro por mais de quinze anos, culminando com um caso de violência doméstica de que foi vítima – sendo que o agressor, seu marido, era pastor. “Havia perdido completamente a alegria de viver, ao me deparar com uma realidade bem distante daquela que o Evangelho propõe como projeto para a vida”. C. fala que conviveu em um ambiente religioso adoecido pela ausência do amor de Cristo entre as pessoas: “Contendas sem fim, maledicência impiedosa e muitos litígios entre pessoas que se diziam irmãs”.

Este ano, C. pediu o divórcio do marido e tem frequentado um grupo alternativo de cristãos. “Rompi com a religião. Hoje, liberta disso, tudo o que eu desejo é Jesus, é viver em leveza e simplicidade a alegria das boas novas do Evangelho”. Ela explica que, nesse grupo, encontrou pessoas que vivenciaram experiências igualmente traumáticas com a religião e chegaram com muitas dores de alma, precisando ser acolhidas e amadas. “Temos nos ajudado e temos sido restaurados pouco a pouco. No âmbito do grupo, um ambiente de confiança foi formado, de modo que compartilhar é algo que acontece naturalmente e com segurança.”

“As pessoas anseiam por ver integridade na liderança. Quando o discurso não casa com a prática, o indivíduo reconhece a hipocrisia e se afasta”, avalia o bispo primaz da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida (ICNV), Walter McAlister. Para ele, se os modelos falidos de igrejas que não buscam o senso de comunhão e discipulado – como os que denuncia em seu livro O fim de uma era (Anno Domini) – não mudarem, o êxodo dos decepcionados vai aumentar. Apesar de compreender os motivos que levam as pessoas a abandonarem a experiência congregacional, o bispo é enfático: “Nossa identidade cristã depende da coletividade e, portanto, de um compromisso com uma família de fé. Sem isso, a pessoa não cresce nas virtudes cristãs e deixa de viver verdadeiramente a sua fé. Como um galho solto, seca e morre”.

“O fenômeno dos desigrejados é péssimo. Somos um corpo, nunca vi orelhas andando sozinhas por ai”, diz Paulo Romeiro. O pastor Alderi, que também é historiador, recorre à tradição cristã para defender a importância da igreja na vida cristã. “Da maneira como a fé cristã é descrita no Novo Testamento, ela apresenta uma feição essencialmente coletiva, comunitária. A lealdade denominacional é importante para os indivíduos e para as igrejas. Quem não tem laços firmes com um grupo de irmãos provavelmente também terá a mesma dificuldade em relação a Deus”, sentencia.

Traficante monta laboratório de drogas em cima de igreja evangélica no ABC


Um traficante montou um laboratório de refino de drogas no andar superior de uma igreja evangélica na Avenida Cláudia, no bairro Jardim Cláudia em São Bernardo do Campo, no Grande ABC. A polícia descobriu o esquema orquestrado Flancilio Gomes da Silva, conhecido como o Baianinho do Cláudia, de 44 anos, na tarde de hoje, 10.

De acordo com o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), responsável pelo desmonte do esquema, no andar alugado foram apreendidos pasta de coca, papelotes de cocaína, porções de maconha, e toda a estrutura para refinar entorpecentes como produtos químicos, luzes, panelas e liquidificador industrial.

O Deic investigava as atividades de Silva há 30 dias. O traficante foi preso ao deixar o imóvel. Segundo o delegado Márcio Martins Mathias, ele apresentava passagem anterior por tráfico de drogas.

“A teologia da prosperidade é demoníaca”, diz Ronaldo Didini


Nos últimos meses, a notícia de que uma igreja assumiria o controle de mais um canal da TV brasileira causou burburinho. Trata-se da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), comandada pelo seu apóstolo Valdemiro Santiago, egresso da Igreja Universal do Reino de Deus. A denominação assumiu o controle da Rede 21. Um dos grupos neopentecostais com crescimento mais rápido no país, a IMPD iniciou as transmissões disposta a se expandir ainda mais. O slogan da nova emissora – “Vem pra cá, Brasil” – já sugere o caráter do empreendimento. O carro-chefe da programação são os cultos, cheios de imagens de exorcismo e curas, promovidos por Valdemiro. Na telinha, ele que chama as pessoas à plataforma, abraça-as e chora com elas, num ambiente que mistura comoção e alguma histeria. O investimento da IMPD em mídia é mantido em sigilo absoluto, mas comenta-se no mercado que chegaria a 4 milhões de reais mensais.

Tamanho investimento vale a pena? Para o pastor Ronaldo Didini, sim. Quando a Igreja Universal comprou a Record, há quase 20 anos, foi ele, na época pastor da denominação de Edir Macedo, quem esteve à frente das negociações. Naquela emissora, comandou o 25ª hora, programa que marcou época na radiodifusão evangélica. Dali, ele ligou-se à Igreja Internacional da Graça de Deus, comandada pelo missionário Romildo Ribeiro Soares, onde colaborou na implantação da Nossa TV e da Rede Internacional de Televisão (RIT). Agora, depois de servir de interlocutor e sacramentar o negócio entre o Grupo Bandeirantes e a Mundial, ele é o gestor da Rede 21. Inteligente e bem articulado, apresenta o programa Hora Brasil, exibido diariamente entre meia-noite e 1h30. “É uma continuação do que fazia no 25ª Hora”, define.

Aos 51 anos, casado e pai de duas filhas, Didini considera a televisão um poderoso instrumento para a evangelização. Sua trajetória chama a atenção não apenas por sua especialidade em TV evangélica, mas também por sua migração denominacional. Tendo peregrinado por igrejas como Universal, Graça e agora a Mundial do Poder de Deus – fora o período em que esteve em Portugal, onde montou a dirigiu a Igreja do Caminho –, ele conhece como poucos o mundo do neopentecostalismo. “Não nego meu passado, mas amadureci”, diz o religioso. Hoje, Didini é um detrator da teologia da prosperidade, que, segundo ele, é um câncer que está consumindo a Igreja brasileira. “E muitos pastores a defendem abertamente em rede nacional. É o que existe de pior na televisão do país”, critica. O religioso recebeu a reportagem de CRISTIANISMO HOJE em sua nova casa no bairro do Morumbi, em São Paulo:

CH – O senhor tornou-se uma referência para a mídia evangélica por ter comandado o 25ª Hora, exibido pela Rede Record nos anos 1990. Como foi aquela experiência?

RONALDO DIDINI – Foi uma experiência riquíssima, tanto do ponto de vista religioso como sociológico. Aquela foi a primeira vez que pastores evangélicos discutiram abertamente com a sociedade todos os problemas do nosso tempo. Quebramos barreiras, pois deixamos claro que o evangélico é um cidadão como qualquer outro. Ali, falávamos abertamente sobre qualquer assunto, sobre sexo, política, coisas então consideradas tabu em nosso meio, sem perder o compromisso com os valores da Palavra.

Como o senhor avalia a programação evangélica feita hoje no Brasil?

O que existe de melhor, a meu ver, é a combinação que a Igreja Mundial do Poder de Deus faz entre proclamação da Palavra e demonstração do poder de Deus. Também gosto de alguns programas que estudam a Bíblia nas madrugadas. Um exemplo são os programas de Silas Malafaia naquele horário, onde ele recebe pastores e gente interessante. Os peixes mais graúdos são os que estão ligados nessa hora, de madrugada. Quando alguém prega com mansidão e de maneira equilibrada nesse horário, em que a pessoa liga a TV porque precisa ouvir a Palavra, não há quem não se quebrante.

Com a entrada maciça dos evangélicos na televisão, não há uma “guerra santa” pela audiência?

Não creio. Por mais que o homem fale, quem está no controle da Igreja é o Espírito Santo. Mas podemos fazer uma leitura diferente do que acontece no Brasil. Em 1985, acabou o regime militar. As pessoas esperavam por algo novo, desejavam mudanças, inclusive na esfera espiritual, já que a presença católica era hegemônica. A abertura também trouxe esse novo momento, em que as igrejas passaram a ter liberdade para usar os meios de comunicação. Houve imaturidade, inconsistência? Sim. A sociedade e a Igreja não souberam medir isso. Por outro lado, a liberdade foi também exacerbada. Há dez anos, as crianças estavam dançando na boquinha da garrafa por causa da TV. Hoje, amadurecemos e não se vê mais isso. Acho que o mesmo aconteceu com a Igreja Evangélica em seu crescimento; agora, é preciso colocar os pés no chão e regrar isso.

Comenta-se a boca miúda que R.R.Soares paga R$ 5 milhões mensais à Bandeirantes e que Malafaia desembolsa outro tanto. Há informações de que sua igreja teria um investimento em TV estimado em 4 milhões por mês. Essas cifras são reais?

Não acredito que sejam reais, até porque, nesse caso, o mercado seria super-inflacionado e não haveria condições de se pagar tanto. O próprio mercado publicitário não teria condições de concorrer com esses valores. Vivo no meio e posso dizer que falam de números muito mais altos que os reais.

O Hora Brasil tem a mesma proposta do 25ª Hora?

O Hora Brasil funciona como se fosse um termômetro. Obviamente, do 25ª Hora para cá, a sociedade evoluiu muito. Hoje, cerca de 30% da população é evangélica. Eu chamo a sociedade para dialogar sobre assuntos religiosos, médicos, problemas sociais. Estou fazendo jornalismo e já pude observar algo interessante: uma preocupação generalizada com a preservação da família. Pessoas com as mais diferentes linhas de pensamento estão preocupados com o destino das famílias, com seus valores – ao contrário do que a mídia em geral incentiva, que é a falta de compromisso, a infidelidade conjugal, o individualismo e a libertinagem, que tanto marcam nosso tempo. Mas o Brasil não é uma Sodoma ou Gomorra. Isso é resultado do esforço feito ao longo dos anos por homens e mulheres de Deus para pregar o Evangelho, e que levou ao boom dos crentes na mídia. Os especialistas criticam esse avanço, mas ele é uma âncora de valores há muito esquecidos e desprestigiados. Infelizmente, esse avanço tem dois lados: o positivo, do qual já falei, e o negativo, que são os escândalos. Mas Jesus já disse que escândalos viriam. Temos que nos preocupar com os “ais” que os sucederão, para que não sejamos seus causadores. É preciso haver limites.

Quais são esses limites?

Fiquei assustado com o que fez o pastor Marcos Feliciano em seu programa. Ao mesmo tempo em que pregava o Evangelho, ele anunciava terrenos para as pessoas comprarem em prestações, dizendo que Deus abençoaria aquela compra. Isso ultrapassa o limite. Ao mesmo tempo em que se anuncia a salvação, vincula-se isso à venda de produtos para receber a bênção de Deus. Lógico que aquele comercial está sendo pago. Feliciano ultrapassou a barreira ética. Para mim, isso é oque existe de mais vulgar na teologia da prosperidade. A igreja precisa de fundos? Sim. Mas de onde vêm? Dos dízimos e ofertas. Apenas eles têm fundamento bíblico. Sem esse pastor perceber, creio que o próprio Deus o fez tropeçar para expor a nudez desses cruéis ensinos. A teologia da prosperidade é um câncer no segmento evangélico.

Por que o senhor critica tanto a teologia da prosperidade?

Porque ela é demoníaca. Penso que os líderes evangélicos deveriam se unir e dar um basta nesses ensinos. A teologia da prosperidade bateu no fundo do poço e já deveria haver uma conscientização de muitos líderes acerca disso. Todos que optam por esse caminho ficam satisfeitos apenas em ir bem financeiramente, não ter sofrimento de nenhum tipo. Querem ficar independentes, achando que não precisam de mais nada. Os pregadores da prosperidade não têm contato com o povo e não enxergam isso, porque são pobres, cegos, miseráveis e estão nus. O homem não tem que ditar regras a Deus e dizer a ele como e a que horas fazer o milagre. Minha crítica a essa teologia é que ela proclama aquilo que é terreno e não o que é sagrado, sobrenatural. Com o tempo, tal mensagem se desgasta e o resultado está aí. Eu fui missionário em nações muito pobres da África. Por que a teologia da prosperidade não funciona lá? Para responder essa questão, o teólogo da prosperidade não está preparado. Se não funciona lá, ela é antibíblica. Jesus falou que é mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus. Ora, se a teologia da prosperidade fosse bíblica, todos seriam ricos e quase ninguém acabaria salvo. Pregar e acreditar na teologia da prosperidade é como construir um castelo na areia ou fazer um gigante com pés de barro – mais cedo ou mais tarde, tudo cairá.

Mas durante muito tempo o senhor militou em igrejas propagadoras da teologia da prosperidade… Quem mudou, suas ex-igrejas ou o senhor?

Não mudei o meu pensamento. Foi a obra do Espírito Santo, que me amadureceu. Sou muito grato por tudo que recebi na Igreja Universal e na Igreja da Graça. Não tenho nada contra essas instituições e nem contra seus líderes. Minha diferença é doutrinária. Uma coisa é enxergar, e outra é mudar, se for preciso, sair do sistema, quando ele se torna mais poderoso do que a Bíblia. O catolicismo está cheio de exemplos assim. Todos os padres sabem que não é uma bula papal que pode dizer que o líder é infalível ou que Maria subiu ao céu com seu corpo. Mas o sistema Católico Apostólico Romano requer que essa doutrina seja aceita, e muitos a defendem em nome de um sistema.

O senhor não teme ser considerado ingrato por seus ex-líderes?

Como eu disse, nada tenho contra Macedo ou Soares. Tanto, que quando eu saí da Universal, foi como que se perdesse meu chão. A Iurd para mim era mais importante que qualquer outra coisa na vida; eu amava aquele ministério, dava minha vida por ele. Depois, conheci a Igreja da Graça. O missionário Soares me ajudou muito naquela época, pastoreando minha vida por dois anos. Foi um verdadeiro pai, preocupando-se com minha alma, porque eu não estava bem espiritualmente. A teologia da prosperidade me fez um mal tremendo. Continuei caindo e bati no fundo do poço quando abri a igreja lá em Portugal [Igreja do Caminho, inaugurada por Didini em Lisboa em 2003]. Estava sozinho com minha mulher e duas malas de roupas começando uma igreja na periferia. Então, aprendi que ou dependia de Deus ou o meu ministério ia acabar. Deus me ensinou muito naqueles cinco anos, até me colocar ao lado do apóstolo Valdemiro.

O bispo Renato Suhett, que saiu atirando da Universal e até abriu uma igreja onde criticava abertamente o que chamava de “sistema religioso” montado por Edir Macedo, acaba de voltar à Iurd. O senhor já foi chamado para retornar á Universal?

Nunca fui chamado para retornar à Igreja Universal, até porque já disse publicamente que não tenho interesse em retornar. Aqui, na Mundial, é como que se eu tivesse voltado para a Iurd em que comecei nos anos 80, uma igreja viva. Creio que se o Renato Suhett voltou, sabe o que está fazendo. Mas eu estou em casa agora.

Rupturas no seio neopentecostal são comuns. Macedo e Soares começaram juntos a Universal, de onde o último saiu para fundar a Igreja da Graça. Valdemiro também é oriundo da Universal; o próprio Macedo começou na Nova Vida, de onde também saiu Miguel Ângelo, que dali fundou a Cristo Vive. As justificativas para a dança de cadeiras são sempre semelhantes, como a de divergências teológicas ou mudanças de visão – contudo, as novas igrejas que surgem acabam trazendo muito das denominações de origem, inclusive os aspectos que criticavam. O que acarreta tantas rupturas?

Uma árvore pode ter muitos ramos, muitos galhos. O importante é observar o que Jesus fala em João 15, e estar alicerçado nos ensinos de Cristo e na prática da verdade. Quando a igreja nasce pela vontade humana, para ser uma maneira de levar a vida, é complicado. Paulo também defende sua autoridade apostólica em Cristo. Por isso, não interessa quem pregou, se foi Paulo, Pedro ou Apolo – o importante é estar firmado em Jesus. No fim das contas, vejo que muitas ramificações poderiam ser evitadas se houvesse menos vaidade humana e mais compromisso com a videira verdadeira que é Jesus.

Então, as divisões acontecem porque cada um quer ter seu próprio espaço?

Nem sempre. O que o dedo faz, os olhos não podem fazer. Não importa a função de cada um; importa que Cristo seja o cabeça do corpo. A Igreja Mundial, por exemplo, tem uma função que as outras igrejas mais tradicionais ou adeptas de ensinos não ortodoxos não podem cumprir. Mas no momento em que algum órgão do corpo adoece, todo o organismo passa a sofrer. A Igreja de Cristo hoje precisa se voltar para a mensagem original e entender o recado: o agricultor é o Pai e a videira aqui é Jesus. Então, vamos parar de vaidade! Eu, por exemplo, quando assumi a Igreja Internacional da Graça de Deus em Portugal, tornei-me vice-presidente vitalício da denominação. Poderia hoje reivindicar isso, já que nunca renunciei. Mas jamais chegaria lá e tentaria tomar a igreja. O verdadeiro pastor é Jesus. Acredito que se existir essa consciência, haverá menos ramificações.

Pode explicar como foi sua adesão à Igreja Mundial?

Sou amicíssimo do apóstolo Valdemiro. Talvez seja uma das pessoas mais chegadas a ele, fora sua família. Mas não vim para cá só pela amizade. Nunca daria certo. Primeiro, reconheci que a Mundial era um movimento de fé muito forte, e depois comecei a observá-la. Fiz quatro viagens para o Brasil e observei claramente o reavivamento bíblico no século 21. Depois veio a fase mais difícil, a de submeter-me à autoridade espiritual dele, sendo seu amigo. Então, peguei a chave da minha igreja e dei na mão dele, dizendo: “Seu trabalho é maior que o meu. Você é mais importante que eu em Portugal”. E vim para ajudá-lo com os dons que Deus me deu. Acredito que estou em uma fase na qual Deus não quer me ensinar mais. É hora de dar frutos, pois ele já investiu muito em mim.

O senhor tem salário na igreja?

Não. Tenho funções executivas na Igreja Mundial, mas não sou funcionário, não recebo qualquer benefício financeiro. Sou contratado como jornalista pela Rede Bandeirantes. Pela misericórdia de Deus, eu moro numa boa casa, tenho um bom carro, visto boas roupas, mas nada disso me pertence, é dado pelo Senhor. Por isso, posso exercer com liberdade minha vocação. Aliás, esse foi o motivo por que saí da Graça. Comecei a me sentir um funcionário da igreja, sem aquele algo mais, sem um desafio. Eu tinha o mais alto salário, carro à disposição, liberdade para pregar em qualquer lugar; todos os pastores da Graça me tratavam muito bem, eu era sempre recebido com festa. Mas não me sentia bem como executivo, com tarefas meramente burocráticas dentro de uma organização. Resolvi sair. Hoje, aprendi a lição.

Quando estava em Portugal, o senhor se queixava de que os evangélicos brasileiros enfrentavam muitas restrições lá. Essa situação ainda persiste?

Persiste e piora. Digo isso por causa dessa lei xenófoba da imigração. Quase não são liberados vistos para brasileiros. O segundo problema gravíssimo que presenciei lá, quando participei de um congresso da Assembléia de Deus portuguesa, é que não há comunhão entre a Assembléia de Deus brasileira e a de lá. O pastor Joel, filho do José Wellington [presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil], esteve presente também. As lideranças portuguesas não aceitam os pastores brasileiros que são enviados para lá. Como o Brasil se tornou um exportador de missionários, maior é a rejeição. No mundo inteiro, especialmente na Europa, igrejas com lideranças brasileiras atraem apenas público brasileiro. As únicas exceções são trabalhos com negros, que são imigrantes também, vindos de lugares como Cabo Verde, Quênia, Jamaica, Nigéria.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

“Segredos do sucesso no século 21” é tema do Congresso Universitário promovido pela IURD


Em Campinas (SP), no último dia 30, foi realizado o “Congresso Universitário”, com o tema “Segredos do sucesso no século 21”. Mais de 300 pessoas, entre elas, universitários, empresários e profissionais liberais participaram do evento que foi promovido pelo “Centro Universitário IURD”.

O encontro contou com a presença de Alessandro Costa, advogado pós-graduado em direito empresarial, e o psicólogo Marcelo Hodges, mestre em inovação, criatividade e empreendimento pela Oxford Brookes Business School, na Inglaterra, que também é o responsável pela coordenação do projeto com os universitários da Igreja Universal.

Alessandro Costa, explicou sobre como obter sucesso no mercado de trabalho. “Às vezes uma equação enorme que parece insolúvel se torna simples quando fazemos uso de uma simples fórmula matemática. No mercado de trabalho, existem também algumas fórmulas que você pode aprender”, orientou.

Para a estudante do curso de Direito, Rebeca Lima dos Santos, de 22 anos, o Congresso mudou o rumo da carreira dela. “Eu tenho um sonho de ser uma grande advogada e estou saindo daqui certa da profissão que escolhi”, relata.

Renata Demião, de 25 anos, é administradora financeira e também aprendeu bastante com as palestras ministradas durante o Congresso. “Precisamos subir um degrau de cada vez, nos conhecermos para saber principalmente em qual direção seguir”, comenta.

O Centro Universitário IURD tem por objetivo instruir futuros profissionais sobre como traçar o caminho para uma carreira de sucesso. Quem quiser mais informações pode visitar o site http://www.congressouniversitario.com.br

Campanha do Dia da Bíblia 2010 é lançada em São Paulo pela SBB


Em 22 de outubro, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) promoveu o VI Café de Confraternização com Pastores da Grande São Paulo, no Museu da Bíblia, em Barueri (SP). O evento, que contou com a presença de aproximadamente 240 líderes religiosos, marcou o lançamento da campanha do Dia da Bíblia 2010, a ser comemorado em 12 de dezembro.

A data especial, celebrada no país sempre no segundo domingo de dezembro, tem como tema neste ano A Bíblia na Família. “No café de confraternização, tivemos boa representação de denominações e Conselhos de Pastores de São Paulo e das cidades vizinhas. Foi um encontro positivo para divulgar e engajar mais gente na Causa da Bíblia e nas comemorações pelo Dia da Bíblia”, avaliou o pastor Mário Rost, gerente de Desenvolvimento Institucional da SBB e coordenador da campanha.

Acesse o hotsite do Dia da Bíblia, saiba como comemorar essa data e conheça os materiais gratuitos de divulgação da campanha.

Cristãos voltam a ser alvo de ataques em Bagdá


Ataques contra cristãos na capital do Iraque deixaram pelo menos três mortos e mais de 30 feridos nesta quarta-feira, dez dias depois da invasão de uma igreja católica que terminou com 52 pessoas mortas . As novas ações voltaram a reforçar o temor dos cristãos de que insurgentes islâmicos sunitas estejam tentando expulsá-los do país, que vive um momento de forte instabilidade política, sem que líderes tenham conseguido formar um novo governo após as eleições legislativas de março.

Mais de 10 ataques foram realizados em menos de duas horas nos bairros de maioria cristã Camp Sara, Al Wedha e Al Ghadir. Segundo uma fonte do Ministério do Interior, que falou em condição de anonimato, as ações são uma “continuação” da invasão da catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

- O que nós podemos fazer? Eles estão perseguindo os cristãos em todos os bairros de Bagdá – disse o patriarca da Igreja Católica Caldeia, Emmanuel III Delly. – Nós não podemos fazer nada para pará-los, a não ser rezar a Deus para que eles parem com esses crimes.

A invasão da catedral foi seguida, dias depois, por uma série de explosões em áreas de maioria xiita, que deixaram 63 pessoas mortas em Bagdá. Rebeldes ligados à al-Qaeda reivindicaram responsabilidade pelos ataques, que parecem ter como objetivo reinstalar a violência sectária no Iraque.

Sem a formação de um novo governo, sunitas, xiitas e curdos vêm disputando espaço político no país. Os cristãos são minoria e sua presença vem diminuindo desde a invasão dos Estados Unidos no Iraque, em 2003: passaram de 1,5 milhão para cerca de 400 mil.

“Cristãos estão à beira da extinção” no Iraque, adverte líder muçulmano


Um líder muçulmano está pedindo ao governo iraquiano e às forças lideradas pelos EUA para intensificarem esforços a fim de proteger a minoria cristã em extinção no Iraque.

Navaid Hamid, secretário do Conselho Sul-Asiática para as Minorias (SACM) e um muçulmano, disse que o ataque mortal na semana passada em uma igreja em Bagdá foi um crime hediondo que deve ser fortemente condenada pela comunidade internacional.

“Com o ataque assassino, a segurança da minoria cristã do Iraque tornou-se crítica e é a principal responsabilidade não só do regime em Bagdá, mas também de forças aliadas liderada por EUA para restaurar a confiança e proporcionar a segurança, porque nunca na a história do Iraque, as minorias foram tão vulneráveis”, disse ele.

Cerca de 58 pessoas teriam morrido quando militantes ligados a Al-Qaeda invadiram uma Igreja em Bagdá e abriram fogo contra a congregação.

Hamid disse que os cristãos no Iraque “pagam um preço elevado” pela sua fé e vivem com medo por causa dos “sem precedentes” níveis de violência contra eles. “É fato que eles estão à beira da extinção no Iraque”, disse Hamid.

Estima-se que 400 mil cristãos deixaram o Iraque e pediram asilo na Europa e nos EUA por causa da perseguição que enfrentam no país.

No início desta semana, os líderes cristãos e muçulmanos emitiram uma declaração conjunta condenando o ataque contra a igreja em Bagdá.

Terra Santa Viagens e pastor Yossef Akiva realizam seminário em Israel


A Terra Santa Viagens e o pastor Yossef Akiva fecharam parceria para a realização de um ciclo de palestras em Jerusalém, Israel. O seminário Keter – que significa coroa, excelência – ocorrerá em dezembro de 2011 e terá cinco noites de palestras em Jerusalém, cidade mensageira da Paz. O evento foi elaborado com a intenção de proporcionar uma grande transformação espiritual aos participantes, trazendo a unção de Deus sobre eles.

As palestras ocorrerão à noite, a partir da união de três grupos de estudos bíblicos que viajarão por Egito, Jordânia e Israel. Os grupos seguirão roteiros distintos – Israel; Egito e Israel; e Egito, Israel e Jordânia. Em um determinado ponto dos roteiros, todos se fixarão em Jerusalém por cinco dias para assistir às apresentações de Yossef Akiva, retomando seus respectivos rumos ao final do seminário.
Os roteiros criados para este seminário foram elaborados sobre orientação de importantes acontecimentos narrados na Bíblia. Quem optar pelo roteiro Israel terá a oportunidade de percorrer os caminhos de Jesus e ser impactado pela emoção de visitar o Jardim da Tumba, Monte das Bem Aventuranças, Getsêmani, entre outros. Os quem optarem pelo roteiro Egito e Israel conhecerão, também, os caminhos da fuga do povo hebreu e o Monte Sinai, local de onde Deus revelou os 10 mandamentos a Moisés. Já os que optarem pelo complemento para a Jordânia terão a oportunidade de conhecer o verdadeiro local onde Jesus foi batizado.

“É com grande satisfação que, pela primeira vez na história do Ministério Yossef Akiva, que fazemos um seminário em parceria com a Terra Santa Viagens. O Seminário Keter será específico sobre excelência e grandeza espiritual, próprio para aqueles que acreditam no poder da unção”, disse o palestrante e pastor Yossef Akiva.

Segundo Ricardo Caro, diretor da Terra Santa Viagens, o seminário Keter será de grande importância para os cristãos, pois trará revelações importantes, que poderão contribuir para o crescimento espiritual dos participantes.
Mais informações sobre o seminário estão disponíveis no site www.terrasantaviagens.com.br.

Sobre a Terra Santa Viagens

A Terra Santa Viagens é uma das poucas agências do Brasil especializadas em turismo religioso. Seu compromisso é oferecer aos brasileiros a possibilidade real de visitar Israel.
A empresa se destaca pela atenção às necessidades e interesses de cada pessoa atendida, com roteiros específicos para cada tipo de público e condições de pagamento facilitadas, baseadas no conceito de compra responsável.
É uma organização que valoriza a inclusão social, a educação, a evangelização e o desenvolvimento dos indivíduos com os quais se relaciona, direcionando parte de seus recursos para algumas destas ações.

Sobre Yossef Akiva

Yossef Akiva é empresário e líder de Yossef Akiva Ministries. Ministrou nos principais eventos e convenções em todo Brasil, Europa e América do Norte.
É especializado no Antigo Testamento, principalmente no que se diz Shekináh (Presença Divina), com vasta informação com relação à palavra de Deus.
Ao longo dos anos, tem incentivado pessoas em vários lugares, deixando um rastro de revelações bíblicas nos locais por onde passa, despertando muitas vidas para as verdades da palavra de Deus.

Rebelião em presídio de São Luís termina após culto realizado pelo pastor Marcos Pereira


Após 40 minutos de culto liderado pelo Pastor Marcos Pereira, às 12h15 os detentos liberaram os outros três monitores que estavam sendo feitos de reféns, o que pôs fim a rebelião dos presos no Presídio São Luís, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Os liberados são: Carlos Primo de Araújo, Daniel Pereira Rodrigues e José da Conceição. O saldo das cerca de 30 horas de rebelião foram 18 presos mortos com três decapitações, cinco monitores reféns, mas liberados e um agente penitenciário baleado (continua no hospital e corre risco de ficar paraplégico). Dos assassinados, 15 foram mortos no prédio anexo Presídio São Luís durante toda a rebelião, e três dentro de Pedrinhas, sendo que o detento conhecido como “Gaguinho” foi executado na noite de segunda-feira. Os outros dois, Romuel Antônio Souza Santos, o “Bruce Lee”, e Francisco Wellington Pinto da Silva, o “Cagão”, foram mortos no começo da manhã desta terça-feira (9) em um motim iniciado por alguns presos.

Após a entrega dos reféns, a policiais militares, com o apoio do GTA, entraram no presídio, colocaram todos os detentos no pátio, iniciaram uma revista e recontagem dos presos. Durante a vistoria, três armas de fogo foram apreendidas: dois revólveres calibre 38, um destes é do agente penitenciário Raimundo de Jesus Coelho, o “Dica”, e um calibre 32.

O Pastor Marcos Pereira aproveita a presença dos presos no pátio para continuar pregando a Palavra de Deus enquanto a PM faz uma vistoria completa no presídio.

Faleceu Werner Kaschel líder Batista que participou da tradução da Bíblia e de hinos cristãos


Faleceu nesta segunda-feira doutor Werner Kaschel. O corpo foi velado na Igreja Batista em Perdizes, em São Paulo, nesta segunda dia 08. Nesta terça-feira, o corpo estará em Campinas onde será velado no Cemitério da Saudade a partir das 10 hs da manhã. Às 15h haverá um culto e às 16h será o seputamento.

BIOGRAFIA – O Dr. Werner Kaschel nasceu em Campinas, São Paulo, no dia 4 de abril de 1922. Converteu-se em 1930, na Primeira Igreja Batista de Campinas, sob o ministério do Missionário Paul C. Porter. Foi batizado em dezembro de 1934, sentindo no mesmo ano, a chamada para o ministério. O Dr. Werner bacharelou-se em teologia no Seminário do Sul, da Igreja Presbiteriana do Brasil, em Campinas, em 1944. Fez o mestrado no Seminário Batista, (Southwestern), Fort Worth, Texas, em 1949, e o doutorado em Filosofia, no Seminário Batista, (Southern), em Louisville, Kentucky, em 1971.

Foi pastor da Primeira Igreja Batista de Americana, São Paulo (1943-1944), Igreja Batista Central do Rio de Janeiro (1945-1946), Bom Retiro, Rio de Janeiro (1952-1960) e Casa Verde, São Paulo (1963-1966). Foi diretor do Departamento de Treinamento da Junta de Escolas Dominicais e Mocidade, atual JUERP, de 1948 a 1957, e serviu seis vezes como Primeiro Secretário da Convenção Batista Brasileira.

Como educador, o Dr. Werner exerceu seu ministério com grande êxito nesta área desde 1946. Até 1960 serviu como professor e Deão do Seminário Teológico do Sul, no Rio de Janeiro. Foi diretor do Colégio Batista Brasileiro em São Paulo de 1961 a 1967. Ensinou na Faculdade Teológica Batista de São Paulo desde 1961, e em 1972 assumiu o cargo de Reitor, onde permaneceu até 1989. No âmbito nacional, foi presidente da Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE) e Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico (ABIBET).

Na denominação, o Dr. Kaschel prestou relevantes serviços à causa do Mestre, no Brasil e no exterior desde sua juventude, liderando juntas, organizações, campanhas estaduais, nacionais e internacionais.

As contribuições literárias do Dr. Werner enriqueceram o meio evangélico, ora escrevendo, ora traduzindo. A lista é longa, mas talvez a maior obra seja sua participação na Comissão de tradução da Bíblia na Linguagem de Hoje, da Sociedade Bíblica do Brasil. Esta comissão trabalhou durante vinte e um anos no estudo dos textos nas línguas originais, produzindo a versão da Bíblia em linguagem popular. Dr. Werner trabalhou para a Sociedade Bíblica do Brasil até 2008, com 86 anos.

A contribuição do Dr. Werner para a hinologia brasileira é rica e extensa. Desde a sua juventude, escreveu e traduziu muitos hinos. Foi um dos integrantes da Comissão que elaborou o Hinário para o Culto Cristão. Em reconhecimento ao seu trabalho nessa área, em 1989 recebeu o Premio “Arthur Lakschevitz”, da Associação dos Músicos Batistas do Brasil (AMBB). Ainda publicou os seguintes trabalhos: “Plano Financeiro para as Igrejas Batistas do Brasil,” “Viagens à Palestina,” “Sumário de Evangelismo Pessoal,” e o “Dicionário da Bíblia de Almeida.”

O Dr. Werner Kaschel falava cinco idiomas, além de ser especialista em Hebraico e Grego.

O casal Dr. Werner Kaschel e D. Dirce Folster Rodrigues Kaschel, merece destaque entre todos os batistas brasileiros, por sua longa e produtiva folha de serviço.

O Dr. Werner Kaschel deixa a esposa, D. Dirce Kaschel, e sua única filha, Eula, casada com Clinton Parnell e a filha do casal, Lissa Kaschel Parnell, residentes em Dallas, nos Estados Unidos.