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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Igrejas cristãs contribuíram para o crescimento do mercado de trabalho dos intérpretes de LIBRAS

Desde os anos 1980, as Igrejas protestantes são o principal reduto de formação de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). É de lá que também surgem os primeiros pesquisadores sobre o assunto e, principalmente, a consciência da importância da comunicação com surdos por meio de sinais. É o que constata César Augusto de Assis Silva, cientista social e autor da tese de doutorado Entre a deficiência e a cultura: Análise etnográfica de atividades missionárias com surdos, defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Segundo o pesquisador, a igreja foi a primeira instituição a promover esse tipo de educação, já que instituições laicas não abrangiam atividades para pessoas com deficiência auditiva. “Os protestantes (luteranos e batistas) foram os que tiveram atuação mais forte no trabalho missionário utilizando a LIBRAS porque trataram os sinais como uma linguagem que devia ser levada a sério. A igreja católica, que foi a primeira a promover a educação de surdos, historicamente prezou mais o ensino da oralidade, apesar de atualmente também utilizar sinais”, explica Assis Silva.

A partir desse pioneirismo das igrejas protestantes, surgiram os primeiros intérpretes e intelectuais dispostos a estudar a língua de sinais, que começaram a ocupar uma posição de grande relevância na relação entre surdos e não surdos, no movimento social, em instituições universitárias e no mercado. “Se uma pessoa com surdez quisesse reivindicar algo, falava com o intérprete, que fazia a tradução do que era dito. Essa foi uma das características que estimulou a atuação do intérprete como um profissional do mercado de trabalho”, diz o cientista social.

Atividade missionária

Analisando documentos históricos, dicionários e matérias de evangelismo, visitando ambientes com pessoas cristãs (igrejas, congressos e acampamentos) e entrevistando fiéis, pastores, padres, ativistas políticos, linguistas, pedagogos e intérpretes, Assis Silva notou que as atividades de evangelização com surdos desempenhavam um papel missionário muito semelhante às atividades de missões que são realizadas quando membros da igreja viajam para outros locais, a fim de levar o evangelho a outras culturas e outros contextos. “É possível entender essa atitude como uma tentativa de inserção no mundo das pessoas com surdez também, adaptando-se ao contexto delas. Isso foi realizado, sobretudo, pelos batistas”, conta o pesquisador.

Há uma terceira igreja cristã que também foi analisada pelo cientista social: as Testemunhas de Jeová. “Essa igreja fundou congregações específicas para surdos, onde todas as pessoas usam língua de sinais. Como a pregação também é feita dessa forma, não é necessária a atuação do intérprete, diferentemente de igrejas protestantes e da igreja católica”, diz Assis Silva.

A partir dessas congregações, o pesquisador também notou que há sinais específicos, adaptados para cada instituição. “Entre as testemunhas de Jeová, por exemplo, não há sinais como alma ou inferno, porque isso não faz parte das crenças dessa instituição. Para essas palavras, são feitos os sinais que representam carne e sepultura, respectivamente”. O cientista social diz que a palavra “cristão”, nas três instituições estudadas, são feitas de forma diferente, retratando o católico, a testemunha de Jeová e o crente (forma como se autodenomina o protestante).

Português para surdos

Assis Silva diz que as reivindicações políticas, desde os anos 1990, são pela promoção da educação bilíngue para pessoas com surdez. “De acordo com esse modelo de educação, a primeira língua que os surdos aprendem é a LIBRAS. O português deve ser aprendido como segunda língua”, explica.

O pesquisador conta que a mobilização pelo ensino e aprendizado da Língua Brasileira de Sinais está crescendo em todo o País. “Hoje há a cursos de graduação que formam tradutores e intérpretes em LIBRAS/português, bem como cursos de Letras LIBRAS. A conquista desse espaço é muito importante para a disseminação dessa língua e inclusão social de pessoas surdas”, diz.

Segundo Assis Silva, essas transformações vêm no bojo do reconhecimento legal da LIBRAS, por meio da Lei Federal 10.436, de 24/04/2002, regulamentada pelo Decreto Federal 5626, de 22/12/2005. Como o pesquisador demonstra em sua tese, agentes religiosos foram fundamentais para a consolidação dessa normatização jurídica da surdez.

Programa Raul Gil vê audiência aumentar com atrações evangélicas

Os tempos de baixa audiência do Programa Raul Gil ficaram definitivamente para trás. Desde que chegou ao SBT, em junho, depois de cinco anos na Bandeirantes, o apresentador só vê sua média de pontos no Ibope crescer. Enquanto na Band, em seus últimos meses no ar, vinha dando média entre 4 e 5 pontos no Ibope, na emissora de Silvio Santos a atração mantém a média de 11 pontos e chega a picos de 13, empatando com seu concorrente mais forte, o Caldeirão do Huck, apresentado por Luciano Huck, na Rede Globo. Para Raul Gil, de 72 anos, quase 60 de carreira, a explicação é simples. “A boa audiência do programa vem ao encontro do gosto do telespectador, que se cansou um pouco de baixaria”, disse o apresentador no estúdio, no dia em que a reportagem acompanhou as gravações da atração que ele comanda.

Raul Gil parece saber exatamente como fazer para obter essa audiência. No estúdio, é figura compenetrada. Antes de todos, grava os merchandisings. Em seguida, se recolhe ao camarim, para um retoque na maquiagem. Já no palco, quando fala, a equipe se mantém em silêncio total. Até os cantores amadores que vão ao programa recebem dicas do veterano. Foi assim com a primeira candidata do concurso na gravação. Nervosa, a moça errou o momento de começar a cantar. “Para tudo!”, disse Raul. “O que aconteceu? Não fique nervosa, vai dar tudo certo”, disse carinhosamente à caloura. A moça respirou fundo. Errou de novo. Raul Gil pediu para parar. Só na terceira vez ela acertou.

Na receita de sucesso de Raul Gil, quadros simples como o concurso “Jovens talentos”, no qual cantores e cantoras entre 15 e 25 anos disputam, semana após semana, um contrato de trabalho com a gravadora Sony Music. A final da primeira temporada do quadro no SBT, em 9 de outubro, levou o programa a bater o seu primeiro recorde, com 13 pontos no Ibope. A vencedora, a cantora gospel Brenda dos Santos, comemorou o prêmio com lágrimas e um agradecimento a Deus no palco. No CD que Brenda vai gravar, três participações especiais de seus colegas e ex-concorrentes, todos cantores gospel. Católico, Raul Gil acredita que a música religiosa tem forte apelo. “Não é só evangélico. Se aparecer um espírita aqui cantando música boa vai fazer sucesso”, disse.

A PRÓXIMA MAÍSA

Outro ponto forte do programa é o quadro “Eu e as crianças”, em que Raul divide o palco com a garotada, que encara as câmeras para exibir números variados, de dança, canto, interpretação e sapateado. Enquanto o quadro está no ar, o “vovô Raul”, como é chamado pelas crianças, conta com duas assistentes de palco aspirantes a estrelas: Yasmim, de 9 anos, e Milena, de 3. Inteligente, e com bochechas irresistíveis, a pequena Milena chama atenção por suas semelhanças com outra criança prodígio, também revelada por Raul Gil: Maísa. Hoje, com 7 anos, ela apresenta o Bom dia & Cia., às quintas e sextas, e o Sábado animado, aos sábados, no SBT.

Toda as quartas, Milena sai de Curitiba, onde mora, acompanhada pela mãe, a cantora gospel Ana Cristina, e enfrenta uma hora de voo até São Paulo. “Quando tem gravação, ela acorda às 6h. Mas às 5h30 já está em pé, gritando e pulando”, conta a mãe, evangélica da Quarta Igreja do Evangelho Quadrangular. Antes de fazer maquiagem e cabelo para entrar em cena, Milena tira uma soneca nos camarins. Durante a preparação, interage com todos, fazendo perguntas e comentários nada convencionais para uma criança de sua idade. Perguntada sobre qual é sua cantora favorita, a menina surpreende e aponta para si mesma. Na hora de escolher o que vai ser quando crescer, outra surpresa: “Mas eu já sou cantora. Sou uma artista de Jesus”.

Tanta simpatia e esperteza conquistou o público de casa, e a menina já tem até fãs. “Onde ela para, forma uma rodinha de adultos e crianças”, conta a mãe. Milena ensaia seu repertório gospel todas as manhãs, e tem agenda lotada. O sucesso que a menina faz com o público, Raul Gil explica. “A Milena faz aquelas orações, põe a mãozinha dela para cima. Os católicos, espíritas, ficam impressionados e emocionados com o jeitinho dela. Quando encontro senhoras na rua, elas me falam que se sentem bem quando a veem fazendo isso.”

PÉROLAS DE MILENA

• Ao comentar sobre as cantoras que mais aprecia: “Não gosto da Xuxa. Gosto mais de Mara Maravilha e Ana Paula Valadão (ambas cantoras gospel).”

• Ao responder sobre o que vai ser quando crescer: “Não vou ser dona de casa. Eu vou ser cantora. Eu já sou artista de Jesus”.

• Quando revela gostar de fazer cabelo e maquiagem para as gravações: “Eu fico parecendo uma noiva, bem bonita. Você é feia (diz, olhando para a repórter)”.

• Ao falar sobre o que gosta de comer: “Eu gosto de pepino, pimentão, arroz e feijão. Você tem uma bala aí?”

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vidas transformadas através do grupo Força Jovem da Igreja Universal

O grupo Força Jovem Brasil, da Igreja Universal do Reino de Deus, leva milhares de jovens a terem um compromisso sincero com a Palavra de Deus por meio de projetos sociais que visam afastá-los das drogas e da criminalidade. Além disso, o grupo incentiva os talentos artísticos, esportivos e profissionais de cada participante.

O projeto “Dose mais Forte” promove a conscientização da juventude sobre os perigos do uso de entorpecentes, realizando palestras e visitas em escolas e comunidades carentes. Já o “Se liga 16”, trabalha para mostrar a importância dos direitos e deveres de cada jovem cidadão, principalmente ao completar 16 anos de idade, promovendo ações sociais como, por exemplo, atendimento médico, corte de cabelo, manicure e pedicure e distribuição de cestas básicas.

Na educação os jovens podem contar com o programa “Jovem Nota 10”, em que cursos gratuitos são oferecidos a eles acompanhados de palestras e workshops em diversas áreas. Além de bem informados, os jovens também podem exercer atividades culturais por meio da dança, da arte e da música.

Vidas transformadas

No Paraná, Mayara Figueiredo, estudante, de 18 anos, (foto ao lado) conta que na família dela havia muitas brigas e conflitos. A mãe teve a iniciativa de participar de uma reunião na Igreja Universal e a convidou para ir também. Hoje, a família vive em paz, e, há 5 anos ela faz parte do Força Jovem. “É muito gratificante, pois posso levar essa experiência para os outros jovens”, comenta.

Em Santa Catarina, a gerente administrativa, Elisandra Spachinski, de 18 anos, está na igreja há 3 anos. Antes, ela sofria com síndrome do pânico e sentia um vazio muito grande. “Eu tentava preenchê-lo saindo para baladas com os amigos, mas, quando chegava em casa, voltava o desânimo”, diz. Elisandra conheceu a Igreja e começou a participar das reuniões dos jovens. Hoje ela está liberta da síndrome do pânico e o vazio que sentia foi preenchido pela presença de Deus.

Na capital alagoana, em Maceió, não é diferente. Fernando do Santos, de 26 anos, era um jovem viciado em maconha, crack, álcool e cigarro. Ele chegou ao ponto de roubar para sustentar os vícios. Por não ter dinheiro para pagar os traficantes, ele era constantemente ameaçado de morte por eles. Em uma dessas situações, foram disparados contra ele cinco tiros, mas, por um milagre, a arma falhou. Nesse momento ele viu o poder de Deus na vida dele. Diante disso, ele tomou uma atitude e, procurou ajuda na Igreja Universal do Reino de Deus. Participando das reuniões, ouvindo as orientações dos bispos e pastores, aos pouco a vida dele foi mudando. Ele largou os vícios e teve a família transformada. “Eu tive um verdadeiro encontro com Deus, e hoje, sou outra pessoa, graças a Deus”, agradece Fernando.

Mas os benefícios não se limitam aos jovens brasileiros. Do outro lado do mundo, no Japão, Aline Marçal, de 19 anos (foto ao lado), sofreu muito até encontrar o Senhor Jesus. Ela conta que, durante a adolescência, se envolveu com más companhias, e por não obedecer aos pais, havia muitas brigas dentro de casa.

Na escola, Aline lembra que chorava de tristeza. “Minhas amigas quando me viam triste na escola, sempre me levavam para sair, no intuito de me alegrar. Mas quando chegava em casa, sentia que a angústia e o vazio continuavam dentro de mim. Muitas vezes tive desejo de morrer, pois achava que não havia solução para os meus problemas. Procurei encontrar a felicidade nas coisas erradas, mas a situação só piorou”, lembra.

Agora, Aline tem uma nova vida, pois encontrou a força que precisava para lutar e vencer. “Antes, eu conhecia a Deus só de ouvir falar, mas participando das reuniões na Igreja Universal, pude ver Deus se manifestando em minha vida. Hoje, não há mais tristeza, não tenho mais desejo de morrer, não preciso estar com outras pessoas para me sentir bem, tenho alegria aonde quer que eu esteja. Minha família está unida, respeito e amo meus pais e devo tudo isso ao Senhor Jesus”, finaliza.

Grupo ganha na loteria com bilhete comprado em sex shop e promete ajudar igreja

Um grupo de amigos e familiares ficou rico depois de ganhar uma bolada de quase 129 milhões dólares com um bilhete de loteria. O que chama atenção é que foi comprado em um sex shop de Detroit e agora parte do dinheiro terá um destino sagrado.

Mike Greer, membro do grupo que fez o bolão, apareceu para reivindicar o prêmio “Powerball” em nome dos outros, que preferem permanecer anônimos. Greer disse apenas que seu grupo dará parte do prêmio para a igreja que eles pertencem.

“A única coisa que consigo pensar é que o Senhor confiou em nós para fazer certas coisas com esse dinheiro que Ele nos deu”, disse. “Essa é a única coisa que passa pela minha cabeça.”

Greer, de 49 anos, morador de Farmington Hills, tem uma empresa de imagem digital. Ele não quis dar detalhes sobre os outros membros do Team Victory (equipe vitória) da igreja a que vários deles pertencem.

Disse ainda que não foi ele que comprou o bilhete e não sabe se foi adquirido dentro da Livraria Uptown ou no balcão que vende loteria em anexo. Mas disse que o grupo não se importa onde foi comprado. Muitos clientes da Uptown, que vende livros eróticos e aluga filmes pornô, compram bilhetes de loteria.

O Team Victory irá dividir cerca de 70 milhões dólares. Eles preferiram receber o valor menor à vista, ao invés de ganhar os 129 milhões em prestações anuais, algo comum na loteria americana. O sorteio teve ainda outro vencedor, Steve Mays, que recebeu 141 milhões dividido em 26 parcelas anuais de 5.4 milhões de dólares.

Universidade alemã oferece espiritualidade como disciplina de Medicina

“Spiritual Care” é uma matéria obrigatória na Universidade de Munique que visa ajudar os médicos a prestarem assistência espiritual e psicológica para pacientes terminais. Durante um curso de medicina, os futuros médicos aprendem muito sobre doenças e seus tratamentos. Mas o que faz um médico quando um paciente não pode mais ser curado? Ou seja, quando não se trata apenas de assistência médica, mas de apoio emocional?

Pacientes têm direito à assistência espiritual

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todo paciente terminal tem direito a ajuda médica, psicológica e espiritual. Mas este último aspecto ainda é pouco explorado.

“Tornar médicos jovens e mesmo os mais experientes aptos a prestar assistência espiritual é visto por nós hoje como uma tarefa da medicina”, afirma Eckhard Frick, professor da Universidade Ludwig Maximilian, de Munique. Juntamente com o colega de trabalho Traugott Roser, ele criou a primeira disciplina obrigatória de “Spiritual Care” da Alemanha.

Um projeto singular na Europa

Com a cátedra “Spiritual Care”, a Universidade em Munique é a única da Europa que cumpre a exigência da OMS. Em salas de leitura, grupos de discussão e seminários, os alunos debatem temas como luto, assistência psicológica e espiritualidade.

Professor Traugott Roser, da Universidade de Munique
A disciplina é ministrada em cooperação com as faculdades de Teologia e Ciências Sociais da Universidade de Munique. A disciplina está associada à medicina paliativa – uma matéria do curso de medicina que se concentra em pacientes com doenças em estágio avançado e expectativa de vida limitada.

Desde 2009, a medicina paliativa é obrigatória nos cursos de medicina. Sua prioridade é melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. Isso inclui responder a questões sobre, por exemplo, o sentido da vida.

Ateus também têm orientação espiritual

Ao contrário dos capelães em hospitais, que trabalham pela igreja, os dois professores exercem suas atividades em nome da faculdade de medicina e trabalham com todas as confissões, embora sejam mais explorados os fundamentos do Cristianismo e do Judaísmo.

De acordo com Frick, mesmo um ateu tem uma orientação espiritual, o mais tardar quando ele se depara com a finitude de sua vida.

O aspecto mais importante: a fonte de energia

“Spiritual Care” exige que os médicos não deem respostas padrão. O paciente deve ser o mais importante. “Procuramos estabelecer um diálogo sem estipular que ele deva pensar isso ou fazer aquilo”, afirma o médico que ensina Antropologia Psicossomática. Os futuros profissionais precisam, logo no início do tratamento, encontrar as fontes de energia de seus pacientes, explica.

Música pode trazer conforto para os pacientes
Tal fonte que muitos religiosos entendem como Deus varia bastante para cada pessoa. A visita de amigos, por exemplo, pode ser uma fonte de energia, assim como uma música de Mozart – um artista que desde muito jovem se deparou com a morte. “Mozart também teve uma orientação espiritual, que pode ajudar as pessoas nos dias de hoje”, afirma Eckhard Frick.

Ceticismo dos colegas

Alguns colegas médicos veem com ceticismo a mescla entre espiritualidade e medicina e muitos descrevem o trabalho de Eckhard Frick e Traugott Roser como uma disciplina irrelevante. “Spiritual Care”, também conhecida como “disciplina experimental”, terá cinco anos para se afirmar, tempo assegurado pelo financiamento.

Consultora culpa pastores por má educação dos membros

Atrasos, conversas paralelas, movimentação, telefones tocando, crianças chorando, música alta. Tais situações formam um ambiente caótico, desorganizado e desconfortável. Mas, essa acaba sendo a realidade de grande parte das igrejas no Brasil. Ciente dessa verdade, a consultora de etiqueta e co-autora do livro ’Não Fale de Boca Cheia’, Albertina Costa Ruiz, fala, em entrevista ao CREIO, sobre a parcela de culpa dos pastores e líderes na inquietação dos membros e como deve ser o comportamento durante os cultos.

Há quatro anos trabalhando com o Instituto Doblinski, Albertina ajuda empresas e funcionários a se portar no ambiente de trabalho. Membro da Igreja Pentecostal da Bíblia no Brasil, em São Paulo, ela também auxilia no comportamento dentro do ambiente das igrejas. O livro ‘Não Fale de Boca Cheia’, escrito em parceria com Suzana Doblinski, é um manual de comportamento voltado ao público infantil, mas indicado para todas as idades.

Para a escritora, o espaço do templo exige boa conduta, principalmente por ser onde várias pessoas se reúnem. “Sendo a igreja o local onde se promove a comunhão do ministério, é importante o comportamento dos membros ter como base regras de boas maneiras, o que significa gentileza para com os demais, resultando num ambiente harmonizado e, sobretudo, sereno, onde a reverência possa ser alcançada”, afirma.

A consciência deve estar no quanto certas atitudes podem atrapalhar os presentes e também o andamento da reunião. Tudo que chama e tira a atenção não deve fazer parte da rotina da congregação. Às vezes, a ausência de estrutura e de orientação pastoral é a realidade, e não a falta de educação dos membros. Por isso, os pastores e líderes devem procurar impor regras comportamentais e disponibilizar espaços a fim de facilitar o convívio e permanência de suas ovelhas nos ambientes de culto.

O excesso de apresentações litúrgicas, os cultos demasiadamente longos e as apresentações musicais com som muito alto também podem provocar cansaço e desatenção no público presente. “São itens que colaboram para os participantes serem levados a um procedimento irrequieto”, acrescenta Albertina.

Ela ainda destaca as dicas do apóstolo Paulo quando ele dá instrução quanto ao comportamento adequado. “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à Igreja de Deus. Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar.” (1 Coríntios 10 : 32 e 33)

“Não podemos esquecer que os costumes da igreja devem servir de exemplo para o mundo, e não os costumes do mundo serem permitidos na igreja”, finaliza.

ChurchFitness: Fiéis utilizam a crença para ajudar na prática da atividade física

Crer em Deus ajuda a malhar? Nos EUA, um número cada vez maior de pessoas aposta que sim. Elas integram um movimento que usa a fé para estimular os exercícios físicos. Há academias, igrejas e personal trainners que oferecem treinos nos quais a religião é a grande motivadora para definir músculos ou perder peso.

Neste mercado, há estrelas como a pioneira Donna Joyner. Ela lançou uma aula em DVD na qual aparecem alunos e um coro gospel. Todos fazem exercícios e louvações a Deus. Outro representante do movimento é Paul Eugene, do Gospel Dance Aerobics. “Uso a religião para inspirar as pessoas a continuar a prática”, disse à ISTOÉ.

A fé também é lembrada na hora de resistir às tentações. “Ensinamos aos indivíduos que se voltem para Deus quando sentirem desejo de comer por gula”, disse à ISTOÉ Gwen Shamblin, do Weigh Down Ministries, empresa que cria programas para serem usados em igrejas.

As aulas são parecidas com as de qualquer academia. De diferente estão as referências e os apelos pela ajuda divina e a presença de símbolos, como a cruz. Fundada há um ano, a empresa ChurchFitness, aliás, especializou-se em construir academias dentro das igrejas, usando esses símbolos em meio a aparelhos de musculação e esteiras. Já foram 15 projetos até agora. “As igrejas estão cada vez mais envolvidas no fitness. Ele é um instrumento para manter as pessoas da comunidade conectadas”, disse à ISTOÉ Rob Killen, da Churchfitness.

Por enquanto, são poucos os estudos que avaliam a eficácia da estratégia. Um deles foi feito por Kenrik Duru, da Universidade da Califórnia. Durante oito semanas, ele acompanhou 62 mulheres religiosas (de religiões distintas). Elas haviam sido divididas em dois grupos. Ambos se exercitavam por 45 minutos. Mas o primeiro também ouvia trechos da “Bíblia” alusivos à força e ao poder divino. As outras escutavam temas não religiosos. Ao final, as que receberam as mensagens bíblicas deram cerca de 78% mais passos por semana. “Uma das razões é que elas passaram a andar em grupo, contando com suporte social de apoio”, explicou Duru à ISTOÉ.

Deus e os exercícios ChurchFitness: Fiéis utilizam a crença para ajudar na prática da atividade física

Igrejas poderão aumentar a competição no setor de telefonia

A partir desta terça-feira as Igrejas de todo país poderão comprar redes de telefonia móvel das tradicionais operadoras do país (Vivo, TIM, Claro e Oi) para oferecer aos seus fiéis.

A decisão partiu de uma medida aprovada na semana passada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que também permitirá que esse serviço seja oferecido por bancos, rede varejistas, times de futebol e qualquer outro segmento que possa se interessar.

Através de uma parceria entre as empresas, esses representantes terão o mesmo papel das lojas credenciadas e poderão oferecer os serviços de venda de aparelhos e linhas e também estarão liberadas para fazer migração de prestadoras, um serviço muito usado no país.

A Anatel acredita que a novidade vai aquecer a competição do setor, ampliar a oferta e reduzir os preços. Caberá ao órgão apenas controlar a qualidade do serviço prestado pelas credenciadas que poderão usar suas marcas próprias.

O regulamento dos operadores móveis virtuais, chamados de MVNOs, permite ainda que uma empresa alugue a infraestrutura de uma operadora tradicional, transformando-se em uma espécie de micro-operadora.

Dados do IBGE revelam predominância do Evangelho entre afro-descendentes

A semana da consciência negra marca um momento de profunda reflexão para a religião que agrega o maior número de negros do Brasil: as Igrejas Evangélicas Pentecostais.

Segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 11.951.347 negros evangélicos. Desses, 8.676.997 (72,6%) são pentecostais, enquanto a população negra de umbandistas e candomblecistas não alcança 253 mil pessoas.

Não se pode afirmar que outras igrejas cristãs, além das pentecostais, não têm negros em suas comunidades de fé. A Igreja Católica Romana, é claro, tem o maior número de negros no país, com mais de 55 milhões de afro-descendentes. Entretanto, a maioria dos que professam o catolicismo não freqüenta ativamente a igreja, ao contrário do que acontece com os pertencentes às igrejas evangélicas, que participam de forma efetiva de suas comunidades locais.

Para Marco Davi de Oliveira, autor do livro “A Religião Mais Negra do Brasil”, cristãos negros precisam corrigir concepções preconceituosas sobre as próprias origens. “Creio que muitos evangélicos precisam também aprender a não demonizar a cultura e o jeito de ser negro. Sim, porque a cultura nem sempre é diabólica como acreditam alguns”, explica o pesquisador.

O acompanhamento de dados estatísticos da década de 70 até agora, mostra a grande adesão das comunidades negras ao pentecostalismo. Diferente do primeiro contato com o cristianismo (católico), durante o Brasil colônia e Império, quando os africanos eram forçados à “conversão” e ao batismo; os negros brasileiros experimentam hoje uma perspectiva diferente. Milhares tiveram a oportunidade de conhecer e aceitar Jesus de livre e espontânea vontade e de contribuir para o crescimento do segmento evangélico que mais cresce em nosso país: o pentecostalismo.

Enquanto Rede TV tenta eliminar programas evangélicos, SBT aceita conversar sobre o assunto

Enquanto algumas emissoras abrem espaço para a grade religiosa, outras reduzem. A Rede TV! estipulou em seu planejamento estratégico que eliminará, até 2015, a venda de espaços na programação para grupos evangélicos.

Já o SBT, que antes rejeitava a hipótese, agora aceita conversar. Este mês, Silas Malafaia esteve com Guilherme Stoliar, superintendente comercial do SBT. Propôs um programa diário noturno.

R.R Soares e Valdemiro Santiago também apresentaram ideias semelhantes recentemente. A tendência é o SBT aceitar (se aceitar) apenas uma delas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Revista evangélica faz tiragem histórica em seu 1º aniversário

A revista Exibir Gospel comemora seu primeiro aniversário com uma tiragem especial: 100 mil exemplares, auditados pela BDO Trevisan, uma marca expressiva para o segmento de periódicos evangélicos. Na capa, a publicação traz uma matéria especial com o pastor Juanribe Pagliarin, dono da rádio Vida FM, a emissora evangélica mais ouvida no Estado de São Paulo. Juanribe, fundador da Comunidade Evangélica Paz e Vida, presente em vários Estados, transmite suas pregações e ilustrações do Reino de Deus em 120 rádios no Brasil. É um fenômeno de audiência.

A 12ª edição da revista ainda traz uma matéria sobre o Dia do Evangélico – 30 de novembro -, com a opinião de lideranças e cantores gospel sobre as conquistas do grupo e o que há para repensar neste processo de expansão das igrejas. E mais: missões, artigos, lançamentos, louvor. (Confira a edição no site www.exibirgospel.com.br)

Voltada para a família evangélica, a Exibir Gospel mantém seu conteúdo diversificado para vários públicos, como autos, beleza, infantil, artesanato, casa e construção. A publicação é uma das poucas no segmento evangélico com periodicidade mensal e acabamento gráfico de alta qualidade. Trata-se de um projeto da Exibir Editora, que é um braço da Exibir Comunicação, uma agência de publicidade instalada em Mogi das Cruzes (SP), que traz na bagagem, além do know how publicitário, a experiência do jornalismo diário.

Igreja Batista da Lagoinha promove projeto "A Bíblia na ponta da língua”

A Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), lançou em outubro passado o inédito projeto “A Bíblia na ponta da língua”. O objetivo é proporcionar uma jornada de aprendizagem e memorização da Bíblia, versículo por versículo.

A campanha foi idealizada pelo pastor da igreja, Cornélio Augusto, e visa também envolver cristãos de todo o País. A dinâmica do desafio é simples: memorizar um único versículo bíblico por dia, durante um ano. No dia seguinte, caberá ao participante não só memorizar um novo versículo, mas também recordar o que foi gravado no dia anterior. Em um ano, será possível memorizar 365 versículos, o equivalente a três livros grandes da Bíblia, como Efésios, Filipenses e Colossenses.

“O projeto é baseado na minha experiência de memorizar milhares de versículos e livros inteiros da Bíblia. Eu memorizo um versículo de cada vez e sempre me lembro dos anteriores”, afirma Cornélio Augusto, que incentiva: “Se todos estiverem memorizando o mesmo versículo, uns estimularão os outros a prosseguirem. É só perguntar: ‘E aí, o versículo do dia já está na ponta da língua?’ Mas, atenção, é preciso memorizar o versículo e a referência, ou seja, o endereço dele na Bíblia”, ensina o especialista.

A memorização dos versículos deve seguir uma ordem lógica, sempre dentro de um tema semanal, a ser definido pelos pastores e líderes das igrejas participantes. Todos podem memorizar a Palavra. “O lema é esse: um verso só por dia. Todo dia!”, convoca o pastor, também responsável pelo Ministério Bíblia Falada.

O plano de memorização proposto pela campanha tem 52 temas e está disponível no site www.lagoinha.com

Programa “Momento do Presidiário” transmitido pela Rede Aleluia alcança vidas

Diariamente, das 20h às 20h30, os presidiários espalhados por todo o Brasil compartilham momentos de paz e fé, ao ouvir o programa “Momento do Presidiário”, transmitido pela rede de rádio “Rede Aleluia”. Sob o comando do responsável pelo trabalho de evangelização nos presídios do estado de São Paulo, pastor Wellington Souza (foto ao lado), os detentos têm a oportunidade de receber recados dos familiares que ligam para o programa e deixam mensagens. Além disso, dúvidas jurídicas são esclarecidas gratuitamente no ar por profissionais especializados em direito criminal.

Para o pastor Wellington, esse trabalho é fundamental para a ressocialização do preso, pois no momento que o encarcerado liga o rádio para ouvir a mensagem do familiar, acaba se interessando pelas mensagens de fé e orientações dadas no ar por ele, passando a invocar a Deus dentro da prisão. “Vidas podem ser restauradas, esse é o objetivo do nosso trabalho, recuperar essas pessoas que aos olhos da sociedade não tem mais recuperação, mas por meio da fé e de uma entrega verdadeira ao Senhor Jesus voltam a ter credibilidade demonstrando uma mudança de caráter e de comportamento”, explica o pastor.

Mudança que aconteceu com o presidiário C.M, de 26 anos. Ele começou a ouvir a programação e se interessou em participar dos cultos que os voluntários realizam semanalmente dentro dos presídios (foto ao lado). “Eu estava fraco, desmotivado, com vontade de usar drogas, mas, agora, eu aguardo os finais de semana para ouvir uma palavra de fé e me fortalecer”, diz. Ele também afirma que os planos para quando sair da prisão, agora, são outros: “A primeira coisa que vou fazer é entrar no grupo de Evangelização da Igreja, pois pretendo fazer a Obra de Deus, quero construir uma família e nunca mais voltar para a cadeia, só voltar se for para falar de Deus e dar o meu testemunho.”

Solange Aparecida Cordeiro, de 30 anos, e o esposo, Roberto dos Santos, de 33 anos, foram ouvintes fiéis da programação, por quase 2 anos. Ela explica que ele ficou preso durante 4 anos e 8 meses, mas somente depois de mais de dois anos da pena cumprida ele ficou sabendo da programação especial. “Na prisão ele soube do programa e em uma das visitas que eu fiz ele pediu que eu ligasse na rádio e deixasse uma mensagem para ele. Desde então, eu deixava recados para ele duas vezes por mês”, lembra.

Solange conta que à medida que ligava, sentia como se o próprio Deus colocasse as palavras certas na boca dela para ajudá-lo a permanecer firme na fé. “Quando eu mandava as mensagens eu sentia que a liberdade dele estava próxima”. E ele afirma o que a esposa conta e acrescenta “Os meus colegas de cela zombavam de mim, diziam que estava perdendo tempo, pois não gostavam que eu ouvisse a rádio, mas eu não me importava, pois as mensagens confortavam o meu coração e me dava forças para continuar vivendo”, declara.

Faz um mês que Roberto saiu da prisão. Para ele, a liberdade só foi antecipada graças à fé que ele usou no Senhor Jesus. “Hoje, estou livre e sou uma nova criatura. Mas, a minha mudança aconteceu pela ação de Deus na minha vida. Eu agradeço ao Senhor Jesus por ter me acolhido e também agradeço o apoio recebido pela rádio”, finaliza feliz.

Protesto contra Augustus Nicodemus chanceler do Mackenzie é marcado na internet

As redes sociais serviram de canal de protesto contra a carta do líder religioso da Universidade Presbiteriana Mackenzie que orienta a comunidade acadêmica a repudiar a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia.

No Facebook, internautas discutem a realização de um ato às 16h30 da próxima quarta-feira, 24, em frente ao câmpus da universidade na região central de São Paulo. Até as 14h de hoje, 980 pessoas haviam confirmado participação no evento Ato de protesto contra o posicionamento homofóbico do Mackenzie.

“O nosso ato de protesto não tem conotação homossexual, heterossexual ou nenhuma orientação sexual direta. É um movimento em prol da liberdade de escolha, da liberdade de expressão, onde todos estão convidados a demonstrar a sua liberdade como bem entender”, diz a página da manifestação. “Tragam cartazes, bandeiras, cornetas, alto-falantes, tirem o pó das vuvuzelas e vamos ver e ser vistos!”

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

“Igrejas têm mãos sujas de sangue”, afirma o historiador Luiz Mott sobre homofobia

O espancamento de homossexuais por jovens de classe média alta na Avenida Paulista e a tentativa de homicídio contra um rapaz de 19 anos após a Parada Gay na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, ambos ocorridos no último fim de semana, são, na opinião do antropólogo e historiador Luiz Mott, resultado da intolerância, reforçada por um discurso fundamentalista religioso.

“A maior visibilidade e a conquista de espaços públicos por parte de homossexuais provocam a ira dos mais intolerantes, que estavam acostumados a um complô do silêncio”, afirma, completando:

- As igrejas cristãs, em geral, têm as mãos sujas de sangue, pela intolerância que divulgam nos púlpitos e nas televisões. Elas fornecem munição ideológica para aqueles que têm ódio de homossexuais, fazendo com que esse ódio aumente. Vai chegar uma época em que o papa e essas igrejas vão pedir desculpas de joelhos aos homossexuais, como a igreja já pediu desculpas aos judeus, negros e índios.

Para Mott, que é fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), o País trata a questão da homossexualidade de forma contraditória:

- O Brasil tem um lado cor de rosa, que é representado pelas paradas gays, tem mais de 200 paradas e a maior parada gay do mundo; tem a maior associação LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) da América Latina; tem o Programa Brasil Sem Homofobia, ou seja, conquistou muitos avanços, mas tem um lado vermelho sangue. O Brasil é o país líder em assassinatos de homossexuais. Não é o país mais homofóbico do mundo, porque não temos leis, como no Egito ou no Iraque, onde os homossexuais podem ser executados, mas, a cada dois dias, um gay, uma travesti ou, em número muito menor, uma lésbica é vítima de crimes de ódio. São crimes praticados com requintes de crueldade.

Você apontou os paradoxos que há no Brasil (o cor de rosa e o vermelho sangue). Há uma falsa tolerância?
Na verdade, há essa contradição. Os estrangeiros costumam dizer que, na América Latina, não há lugar mais fácil para paquerar, transar com homens gays, bissexuais do que no Brasil. Ao mesmo tempo, é um País que tem esse componente de agressividade letal. Em 2009, foram 198 assassinatos documentados. Em 2010, até ontem, eram 175 assassinatos. A tendência é que feche o ano ou no mesmo número ou em número maior. A média (sobre vítimas) geralmente é de 70% de gays, 27% de travestis e 3% de lésbicas.

Como essa contradição pode ser explicada?
Considero que o machismo brasileiro e o latino-americano tem raiz histórica no escravismo. Os brancos machos, donos do poder, eram menos de 20% da população. Então, para manter os outros 80% da população submissos, explorados, o macho latino-americano tinha que ser super violento e viril. Qualquer efeminação, medo podiam representar uma possibilidade de os oprimidos tomarem conta. Então, acho que essa violência contra homossexual é uma forma de afirmação da masculinidade. A homofobia e os crimes de morte têm a ver com uma afirmação do machismo, da virilidade e com a ideia de, sobretudo quando o gay é assassinado por rapaz de programa, uma questão de classe.
Há pesquisas que mostram que as pessoas de classes sociais mais baixas são mais homofóbicas, mais intolerantes, mais conservadoras.

Mas o ataque, por exemplo, aos jovens gays na Avenida Paulista foi promovido por estudantes de classe média alta.
Primeiro, tem que ver se é mesmo classe média alta ou simplesmente de classe média. A homofobia está presente em todas as classes sociais, inclusive na classe alta, embora seja predominante nos extratos mais baixos.

A universidade Mackenzie publicou em seu site um manifesto contra a lei que crimiminaliza a homofobia. O que você achou da iniciativa?
Desde o tempo em que eu era estudante da Faculdade Maria Antônia (USP), em frente ao Mackenzie, havia guerras campais. A Maria Antônia era reduto dos comunistas. Eles (Mackenzie) sempre foram reacionários, extremamente conservadores. Eu me admiro porque a intolerância tem sido maior nas igrejas penteconstais, que não são as igrejas protestantes históricas. E eles são presbiterianos, que é uma igreja histórica que, nos Estados Unidos, tem um posicionamento muito mais favorável. Há pastores gays assumidos no presbiterianismo, inclusive no Brasil. Foi muito chocante uma igreja mais aberta, como a presbiteriana, e pelo fato de ser em uma universidade, um lugar onde se deve ensinar a ciência, e não o criacionismo. É uma inversão. A universidade virou um púlpito, mais intolerante do que as próprias igrejas pentecostais, Universal, Assembleia de Deus, que têm como líderes Malafaia, (Marcelo) Crivella e Magno Malta, que são nossos maiores inimigos.

Augustus Nicodemus chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie publica manifesto contra PLC 122

A Universidade Presbiteriana Mackenzie publicou ontem em seu site um artigo em que o líder religioso da instituição se posiciona contra a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia. No texto, retirado do ar minutos depois, o chanceler Augustus Nicodemus Gomes Lopes diz que “ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia” e que “tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais”.

A chancelaria representa a entidade mantenedora – Instituto Presbiteriano Mackenzie – junto à universidade em questões de natureza acadêmica e confessional. Doutor em Hermenêutica e Estudos Bíblicos pelo Seminário Teológico de Westminster, na Filadélfia, Estados Unidos, Gomes Lopes é pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, na zona sul da capital paulista.

O manifesto se propõe a “servir de orientação à comunidade acadêmica” usando como base o Salmo 1, que, “juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão”.

Em nota, a universidade diz que o pronunciamento sobre o PLC 122 foi escrito em 2007 e é da Igreja Presbiteriana do Brasil, Associada Vitalícia do Mackenzie. “O Mackenzie se posiciona contra qualquer tipo de violência e descriminação (sic) feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição”, afirma o texto do comunicado à imprensa.

Leia a íntegra da carta do chanceler do Mackenzie:

“Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo
O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

“Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie”

Dia da Bíblia: Pastores se reúnem para discutir leitura da Bíblia em 10 minutos

Pelo menos 50 pastores deverão se reunir nesta quarta-feira de manhã na Fiorella para discutirem e prepararem a leitura da Bíblia em 10 minutos, no próximo dia 18 de dezembro. A leitura será em comemoração ao Dia da Bíblia e o objetivo é quebrar o recorde de 12 minutos, alcançado em anos anteriores, na praça central de Campo Mourão.

“Esse encontro na Fiorella vai reunir pastores da Opecam (Ordem dos Pastores Evangélicos de Campo Mourão) e outros pastores, para que sejam divididas as tarefas e assim seja possível reunir um número grande de pessoas para ler toda a Bíblia em tempo recorde”, disse o professor Idevalci Maia, da igreja Batista e que comanda o programa Boas Novas. O encontro na Fiorella será às 10 horas.

Disney inicia transmissões em freqüência de rádio que era de R.R Soares

No dia 29 de novembro, a freqüência 91,3 será abraçada pela Disney. A posição no dial que era de R.R Soares até o início deste ano trará músicas e atrações do grupo Disney, criado por Walt Disney em 1928 e que tem como carro chefe Mickey Mouse. Utilizando a freqüência, que tinha maior alcance principalmente nas regiões centrais de São Paulo, R.R deixou a posição no dial e migrou para freqüência da Expressão FM (106.9 MHz – São Paulo),

A Rádio Disney está em 10 países da América Latina, sempre entre as cinco mais ouvidas em todos eles: Argentina, Paraguai, Uruguai, Equador, Guatemala, República Dominicana, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e Chile. Cada país produz a sua própria programação.

A emissora brasileira será comanda por Marco Vicca, que já foi da Mix FM, 89FM e Jovem Pan. A administração da Rádio Disney é uma sociedade entre a Rádio Itapema e a The Walt Disney Company. A Disney possui 30% e Itapema 70% da sociedade.

Universidade Presbiteriana Mackenzie retira texto do site contra lei de homofobia

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, retirou de seu site a nota, assinada pelo reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes, chanceler da instituição, em que se posicionava contrária à lei que criminaliza a homofobia (PLC 122). Utilizando citações da Bíblia e afirmações como “nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado”, o texto sugeria que o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, seria tolhido com a aprovação da matéria, que tramita no Congresso Nacional.

Numa segunda nota, a universidade limitou-se a esclarecer que o pronunciamento era de autoria da Igreja Presbiteriana do Brasil, “Associada Vitalícia do Mackenzie”, feito em 2007. Afirmou ainda que a instituição de ensino “se posiciona contra qualquer tipo de violência e descriminação feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição”.

A assessoria de comunicação do Mackenzie, no entanto, não explicou o porquê decidiu excluir o texto do site.

A primeira nota, sacada do página da universidade, apresentava um “manifesto presbiteriano sobre a homofobia” e reforçava que a instituição, “sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos”. Acrescentava que o manifesto deveria servir “de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto”.

- A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia,por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Igreja Hillsong em Nova York atrai multidão de jovens


Quase um mês após seu lançamento oficial, a Igreja Hillsong de Nova York realizou sua segunda reunião importante na cidade de Nova York no domingo à noite.

A resposta ao Hillsong NYC, a primeira congregação dos EUA a ser lançada pela Igreja Hillsong da Austrália, tem sido forte. Cultos da Igreja, uma agendada para às 5:30h da tarde e outro às 7:30h da noite, cada uma atraiu multidões de 500 a 700 pessoas à sua sede no Irving Plaza.

O primeiro culto atraiu uma multidão jovem do hip e longas filas, em que alguns transeuntes confundiram o evento para um concerto. A faixa etária para a maioria dos participantes foi de 18 até depois dos 20.

Muitos participantes no domingo, disseram que eles já faziam parte de uma Igreja em Nova York, mas eles queriam mostrar apoio ao Hillsong.

Kami Ajaye, um membro da Igreja World Changers de Nova York, disse que inicialmente ouviu sobre o lançamento da Igreja durante um segmento de transmissão no Trinity Broadcasting Network. Ela disse que queria participar para ajudar o Hillsong a “plantar a semente.”

Jen Berry, um pastor de jovens ao lado de seu marido na Igreja do Full Gospel, em Long Island, disse que estava assistindo para ver adoração Hillsong ao vivo e que volta a aplicar os seus cultos para jovens.

“O estilo de adoração é realmente eficaz para a juventude,” disse Berry.” “A maioria das canções que realizamos em nossa Igreja são de Hillsong.”

Para algumas pessoas, a expansão do Hillsong para Nova York foi uma resposta à oração.

Pahola Soares disse que tentou várias Igrejas em Nova York, mas nunca me senti como se ela encaixava. Depois que ela soube que o Hillsong estava vindo para a Big Apple, ela se juntou a um dos “grupos de contato” e gostou tanto que assinou contrato para se tornar uma voluntária da Igreja.

“Eu entrei porque eu quero ser parte de uma nova Igreja – o começo de algo – não uma Igreja já estabelecida,” disse Soares, um estudante na Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey. “Eu gosto de como eles têm pessoas que se reúnem a partir de todo o mundo e se tornam uma grande família.”

Durante o culto, os líderes da nova congregação foram rápidos em corrigir eventuais equívocos sobre a Igreja e sua finalidade.

“Isto não é um concerto. Isto não é um show. Isto não é um clube. Isto é uma Igreja,” disse o pastor líder da Igreja, Carl Lentz, que estará ministrando ao lado de sua esposa, Laura.

Em sua introdução, ele explicou a sua visão do Hillsong NYC como sendo mais que um culto semanal, mas uma comunidade de crentes que pode tocar a vida dos outros com o amor de Jesus.

A visão para o ramo dos EUA foi anunciada pela primeira vez em fevereiro pelo pastor Brian Houston, fundador da Igreja Hillsong, com sede perto de Sydney, na Austrália. O pastor pentecostal reconheceu que a área de metropolitana de Nova York já tem muitas “grandes Igrejas” e que a cidade multicultural populosa colocaria muitos desafios. Mas ele destacou o coração do Hillsong para Nova York e disse que está animado para “chegar junto” às Igrejas e ser uma bênção para os líderes e congregações lá.

Aplicativo para iPhone cobra US$ 1 para “mostrar Jesus”

A Apple gosta de dizer que “há um aplicativo de iPhone para tudo”. E agora tem um até para ver Jesus. Por um dólar, um novo programa lançado na App Store promete ajudá-lo na tarefa. “Sempre quis ver Jesus? Aqui está sua chance? Chame os amigos e família”, afirma a descrição do programa, publicada na loja online da Apple.

De acordo com a AppTech, desenvolvedora do See Jesus, uma “ilusão de ótica” é exibida com a imagem de Jesus em uma superfície branca após o usuário fixar a visão em um ponto do aplicativo por 30 segundos.

Segundo o CEO da empresa, Eric Ottens, um dos principais mercados para o programa será o Brasil, por conta do grande número de católicos. “Queremos oferecer programas religiosos para várias plataformas de smartphones”, explica ele.

Para quem se sentir indignado com o uso da religião para ganhar dinheiro, Ottens afirma que “vamos doar uma parte de nossas vendas para instituições de caridade. Vamos destinar 20% de toda a receita do See Jesus para Sociedade Americana de Combate ao Câncer”. Será que isso é o suficiente?

Bispo Macedo explica a diferença entre ler e meditar nas Escrituras Sagradas


Em reunião realizada no último domingo (14), no Templo Maior, em São Paulo (SP), o bispo Edir Macedo ensinou a respeito da meditação na Palavra de Deus.

Ele começou a reunião lendo a passagem bíblica de Salmos que diz: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.” (Salmos 1.1-2)

O bispo explicou a diferença entre ler e meditar na Palavra de Deus. “Uma coisa é você ler a Bíblia outra é meditar. Somente quando a pessoa medita o Espírito Santo a inspira. Muitos cristãos leem a Bíblia por obrigação, mas quando você medita na Palavra de Deus, você está buscando por respostas, direção. Você faz uso do seu raciocínio, então o Espírito Santo o inspira e faz se cumprir a Palavra dele na sua vida”, afirmou.

Ainda no livro de Salmos, o bispo continuou a explicação dos seguintes versículos: “Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.

Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.

Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.

Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.” (Salmos 1.3-6)

Ele fez questão de ressaltar as consequências positivas na vida daqueles que meditam nos ensinamentos divinos. “A pessoa que medita na Palavra de Deus bebe das ideias de Deus. Ela recebe a direção divina e tudo o que ela fizer será bem sucedido. E até se cometer algum erro, ele se tornará em beneficio para ela.”

O bispo também alertou aqueles que ainda não decidiram se entregar a Deus de corpo, alma e espírito, sobre os riscos que eles correm por estarem sem a direção do Espírito Santo. “Os ímpios, que não dão a mínima atenção à Palavra de Deus são como a palha que o vento dispersa. Eles se tornam como uma folha seca carregada pelo vento. Não sabe o que quer, não tem visão do futuro, são pessoas dirigidas pelos outros. Daí surgem a infelicidade sentimental, material, pessoas vazias, sem direção, que vivem na base da emoção. Um dia estão chorando e no outro estão sorrindo”, destacou.

Por fim, o bispo aconselhou a todos que meditassem na Palavra de Deus lendo a Bíblia nem que fosse apenas um único versículo por dia, pois é o suficiente para que Deus fale com o cristão. “Use a sua inteligência e medite na Palavra de Deus, pois se você ler e meditar em um único versículo é o suficiente para entender o que Deus quer para a sua vida. Pois, a pessoa pode ter todos os conhecimentos do mundo, mas se não tiver sabedoria, não adianta nada. A Palavra de Deus nos dá sabedoria para ter uma vida tranquila, segura e feliz”, finalizou.

Jogadora da seleção brasileira de vôlei também exerce função pastoral

Voz serena, personalidade tranquila. Nada abala a calma de Fabíola. Aos 27 anos, a levantadora brasiliense conquistou a vaga de titular da seleção justamente por dar um ritmo mais cadenciado ao jogo, antes muito acelerado pelas mãos de Dani Lins. No Mundial que terminou no domingo, com a derrota para a Rússia, era fácil ver o temperamento mudar. Bastava o Brasil fazer um ponto, e Fabíola transformava a paz em explosão. Os sentimentos se completam quando ela desempenha outra função em sua rotina: há seis anos na denominação batista, a atleta virou pastora e dona de uma igreja em Matozinhos, município de Belo Horizonte.

- Eu sou mais calma mesmo. Fico na minha, quietinha. Mas, na igreja, digo tudo o que eu quero, peço, agradeço. Converso com as pessoas que estão lá. É muito bom saber que estou protegida e posso passar isso tudo que já recebi para os outros, com uma felicidade plena. Abrimos há um ano, mas a ideia é expandir para que possa atender aos projetos sociais – conta a levantadora, que não saiu do sério nem com as broncas que levou do técnico José Roberto Guimarães ao longo do Mundial.

Nos momentos em que Fabíola está longe da cidade mineira – do outro lado do mundo, por exemplo – é o marido dela que assume o comando da igreja. E foi por intermédio dele que ela chegou ao lugar onde encontraria um novo estilo de vida.
- Nós somos de Brasília, mas meu marido teve uma proposta para trabalhar lá em Matozinhos, com informática. Aí, fomos levados a essa cidade. E começamos a praticar a religião lá. Mudou demais a minha vida. Trouxe uma tranquilidade maior para a agitação e correria em que a gente vivia – assegura.

A derrota do Brasil para a Rússia no domingo, no entanto, trouxe outro sentimento para Fabíola. Ainda tentando sorrir para as câmeras, depois de muito choro na quadra, a levantadora contou que a tristeza tomou conta do seu dia.

- A gente trabalhou muito e não tinha outra coisa na nossa cabeça a não ser a vitória. Ficamos tristes com isso. Mas acontece. Agora, é seguir em frente, que a vida continua.

IURD: O grupo “A Gente da Comunidade” promove ação social e leva fé e esperança à comunidades carentes

O grupo A gente da Comunidade é um programa de apoio às comunidades carentes, formado por voluntários e obreiros da Igreja Universal do Reino de Deus que desenvolvem trabalhos sociais para aliviar o sofrimento daqueles que vivem em situações difíceis, levando sempre a Palavra de Deus. A ação social acontece em todo Brasil e em vários países.

Na capital do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, uma vez por mês, o grupo realiza a “Caravana da Solidariedade”. Recentemente, eles visitaram a Comunidade de Vila Dique (foto ao lado), periferia da cidade. No local, foram distribuídas mais de 400 peças de roupas e calçados aos necessitados e oferecidos gratuitamente os seguintes serviços à comunidade: cortes de cabelo, assistência médica, atendimento jurídico e atividades de recreação para as crianças.

Além das visitas solidárias, o grupo também promove oficinas preparatórias para o mercado de trabalho e oferece aulas de informática, inglês, espanhol, corte e costura, segurança do trabalho, secretariado e artesanato. Ainda, distribuem sopas e agasalhos aos moradores de rua da cidade.

A coordenadora do grupo no estado, pastora Lurdes Valim, tem realizado um trabalho incansável para alcançar o maior número de pessoas nas comunidades carentes e moradores de rua. “Temos procurado fazer a nossa parte na luta contra a exclusão social e com responsabilidade ao longo dos anos. Traçamos metas e objetivos a serem realizados, oferecendo cursos de qualificação profissional e oficinas gratuitas na sede do Grupo, realizando as caravanas e fechando parcerias com associações de bairro, creches, orfanatos e presídios femininos”, diz.

A Caravana também visitou a cidade de Sorocaba, no estado de São Paulo. Os moradores do bairro Habiteto, além dos serviços gratuitos dos profissionais, receberam 60 cestas básicas e aproximadamente 500 litros de leite.

Os voluntários sorocabanos também visitaram o Grupo de Apoio Contra Drogas e Álcool Rumo Certo (GRARC), localizado na zona rural da cidade (foto ao lado), que abriga atualmente 120 homens entre 12 e 60 anos, que recebem tratamento contra a dependência química. Durante a visita, os internos tiveram atividades recreativas, receberam kits de higiene pessoal, roupas, doces e balas e, cerca de 50 deles cortaram o cabelo gratuitamente.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Associação Vitória em Cristo promove inclusão digital em penitenciária


Perdão, transformação e reintegração social. Essa mensagem de esperança pregada pela Associação Vitória em Cristo chegou ao presídio feminino Joaquim Ferreira Souza, no Rio de Janeiro. A Avec fez uma parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) para criar um curso de informática na unidade penitenciária, inaugurado nesta quinta-feira, 10 de novembro. O projeto visa capacitar as internas para o mercado de trabalho.

O curso terá duração de quatro meses, com duas aulas semanais, e já tem sido alvo de grande procura. A razão é simples: “O curso ajuda a minimizar o ócio das internas e a conseguir uma colocação no mercado de trabalho quando estiverem em liberdade”, explica a coordenadora do projeto, Lêda Vieira. Uma das alunas é D. A., que está presa há sete meses e deseja aprimorar seus conhecimentos. “Para mim foi a melhor coisa que aconteceu poder trabalhar e fazer curso. Assim eu ocupo meu tempo e não passo 24h dentro da cela”, conta a detenta, que atua como assistente na área administrativa da penitenciária.

A inauguração foi marcada por muita emoção. Um coral formado pelas detentas louvou dois hinos, e depois elas ouviram uma mensagem motivacional da Drª Elizete Malafaia. “Vocês têm capacidade de desenvolver talentos e sair daqui para ser uma bênção como mulher e profissional. O curso vai ajudar a abrir um leque de opções para vocês”, ressaltou. Ao término, as internas, em lágrimas, agradeceram a oportunidade concedida.

A iniciativa foi aplaudida pela diretora da penitenciária, Andreia Oliveira da Silva (na foto ao lado da Drª Elizete Malafaia), que defende a implementação de políticas públicas que resgatem a autoestima e autoconfiança das internas. “Antigamente, o que vinha para a interna era a sobra, o adaptável. Mas hoje o que oferecemos é tudo o que oferecemos a um cidadão normal, na expectativa de que ele use isso realmente como um instrumento de reintegração social. Esse curso servirá não só para quando a interna sair daqui. Aproveitamos essas pessoas, que despontam dentro de um perfil, para ajudarem nas atividades colaboradoras dentro da unidade, que são remuneradas”, explica. Essas alunas podem atuar em áreas que façam uso da informática.

O convênio firmado entre a Avec e a SEAP foi divulgado no Diário Oficial nº 189 – Parte 1 – Folha 29 do Poder Executivo – sob o número E21/9014.496/2010.

“Não é preciso um Deus para criar o Universo”, diz Hawking famoso ateu britânico


Em seu mais recente livro, “The Grand Design” (O Grande Projeto, em tradução livre), o cientista britânico Stephen Hawking, afirma que “não é preciso um Deus para criar o Universo”, pois o Big Bang seria “uma consequência” de leis da Física.

“O fato de que nosso Universo pareça milagrosamente ajustado em suas leis físicas, para que possa haver vida, não seria uma demonstração conclusiva de que foi criado por Deus com a intenção de que a vida exista, mas um resultado do acaso”, explicou um dos tradutores da obra, o professor de Física da Matéria Condensada David Jou, da Universidade Autônoma de Barcelona.

Há 22 anos, em seu livro “Uma Nova História do Tempo”, Hawking via na racionalidade das leis cósmicas uma “mente de Deus”. O cientista inglês acredita agora que as próprias leis físicas produzem universos sem necessidade de que um Deus exterior a elas “ateie fogo” às equações e faça com que suas soluções matemáticas adquiram existência material.

Assim, aquela “mente que regia nosso mundo” se perde na distância dessa multiplicidade cósmica, segundo o tradutor.

Hawking admite a existência das equações como fundamento da realidade, mas despreza se perguntar se tais equações poderiam ser obras de um Deus que as superasse e que transcendesse todos os universos.

Conheça um pouco da história do pastor batista Werner Kaschel


Na Bíblia de Werner Kaschel, onde aparecia o termo “verbo”, agora se lê “palavra”. O substantivo “caridade” foi trocado por “amor”.

Descendente de alemães, Werner nasceu em Campinas e se tornou pastor da Igreja Batista. Por mais de duas décadas, trabalhou como tradutor da Sociedade Bíblica do Brasil, onde integrou a Comissão de Tradução da Bíblia na Linguagem de Hoje. O primeiro volume saiu em 1988.

O trecho “E a terra era sem forma e vazia”, por exemplo, virou “A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo”. A última revisão da NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje) foi em 2000. Werner colaborou com a sociedade até 2008.

Em entrevista recente, disse: “Ao revisar a tradução bíblica, é preciso levar em conta que a palavra de Deus deve ser simples e compreendida por todos. E isso inclui ricos, pobres, cultos e incultos”.

O pastor reconhecia que a nova versão não era uma unanimidade. “A impressão é que muita gente gosta da Linguagem de Hoje, mas ainda existem reações contrárias a ela, pois algumas pessoas estão acostumadas com a velha tradução”, afirmou.

Doutor em teologia, Werner foi pastor em Americana, São Paulo e Rio. Nos anos 60, dirigiu o Colégio Batista Brasileiro. Também comandou a Faculdade Teológica Batista de SP, de onde saiu em 1989.

Traduziu hinos religiosos e escreveu livros. Poliglota, era especialista em hebraico.

Nos últimos anos, havia perdido a visão. Morreu na segunda, aos 88, de complicações de uma pneumonia. Deixa viúva, filha e neta.

sábado, 13 de novembro de 2010

Igreja Universal promove evento “Pede”


Mais de 250 mil pessoas de 30 países, onde a Igreja Universal realiza o trabalho evangelístico e social, estarão unidas em uma jornada de 40 dias de oração e ação. O evento chamado “Pede!” terminará no Dia de Ação de Graças, Thanksgiving Day, tradicionalmente comemorado na última semana do mês de novembro nos Estados Unidos e no Canadá. A intenção desta jornada é provocar mudanças radicais na vida dos participantes por meio do entendimento de como saber pedir e ter seus sonhos realizados. Os Estados Unidos, Namíbia, Botsuana, Canadá, Nova Zelândia, França e Austrália são alguns dos países que participam da jornada.

Nas reuniões, são lembradas quatro razões por que uma pessoa não realiza seus sonhos: nunca pediu verdadeiramente; pediu de maneira errada; pediu para a pessoa errada e desistiu de pedir.

Três pontos são destacados neste evento: foco, plano e ação. Os bispos e pastores orientam que as escolhas não devem ser muitas, pois quanto melhor o foco melhor o resultado.

Outra orientação é traçar um plano para conquistar e trabalhar em direção ao objetivo, pensando também no tempo que terá que gastar, nas coisas que terá que abrir mão e manter-se motivada até o final do propósito.

Ação para a conquista é destacado no evento, baseando-se na importância do efeito acumulativo. Isto é, para se obter bons resultados deve-se agir regularmente e não esporadicamente.

Porém, o poder de pedir é a principal direção que será dada nestes 40 dias, pois saber pedir é a ferramenta para o sucesso. “Pedi, e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.”

Essas palavras do Senhor Jesus, em João 16.24, implicam que muitas pessoas vivem uma vida incompleta porque não pedem aquilo que querem. E neste evento os participantes tiveram a oportunidade de refletirem se realmente têm sido felizes tendo seus sonhos realizados em áreas fundamentais da vida: sentimental, financeiro, saúde e família.