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terça-feira, 31 de maio de 2011

Se Deus é soberano, Ele é o responsavel pelo orgasmo do pedófilo, afirma Ricardo Gondim


O pastor Ricardo Gondim tem o dom da oratória. E da polêmica. Na semana que passou, o presidente nacional da igreja Betesda, cearense radicado em São Paulo há 20 anos, deixou de ser colunista da revista evangélica Ultimato por defender o reconhecimento legal de uniões homoafetivas.

Antes de publicizar sua opinião sobre a necessidade da igreja não se intrometer no funcionamento do Estado laico, o pastor Gondim já havia causado estranhamento em alguns setores evangélicos ao questionar o modo como eles entendiam a soberania Divina. E em seu site publicou um artigo revelando o temor que um dia os evangélicos tomem o poder no Brasil (leia trechos nesta página).

Nesta entrevista exclusiva, concedida por telefone na última sexta-feira, o pastor justifica seus posicionamentos, reafirma suas posturas e declara: “O Brasil não se tornará melhor com o crescimento do Movimento Evangélico.”

O senhor causou polêmica ao defender publicamente a regulamentação de uniões homoafetivas no Brasil. O senhor mantém esse pensamento?

Ricardo Gondim – Não é uma questão de pensamento. É uma questão de lógica e eu repito o que disse. Em um estado laico, a lei não pode marginalizar ou distinguir homens ou mulheres que se declarem homoafetivos. Há que se entender que num estado laico não podemos confundir teologia, convicções pessoais, com o ordenamento de leis de um país. Não podemos impor preceitos religiosos para toda a sociedade civil. Se os preceitos são meus, você tem o direito de não adotá-los. Foi assim que me posicionei sobre essa questão do STF, que, a meu ver, agiu corretamente garantindo o direito de um segmento de nossa sociedade.

Além do posicionamento a favor da regulamentação de uniões homoafetivas, há outros pontos polêmicos em declarações recentes suas. Uma das críticas que setores evangélicos fazem ao senhor diz respeito à sua opinião sobre a soberania Divina. Eles dizem que o senhor passou a pregar que Deus não é soberano.

O que acontece é que eu descarto a teologia que se difundiu sobre a soberania de Deus. Por essa teologia, Deus tem o controle absoluto de todas as coisas. E as pessoas não estão dispostas a entender que o corolário desse pensamento, o que dele decorre, é que até o orgasmo, o gozo do pedófilo, ou os horrores de Auschwitz (um dos mais conhecidos campos de concentração nazista) estão na conta de Deus, sob a alegativa de que Ele é soberano. Se as pessoas estão dispostas a entender assim, esse Deus é um monstro, não um Deus de amor. A minha leitura da Bíblia é a partir de Jesus Cristo, que é um Deus de amor, e não de Deus títere, que é responsável por chacinas, atrocidades, limpezas étnicas. A história segue não porque Deus a controla, a história segue porque somos personagens livres e nos comportamos com desobediência à vontade de Deus. É por isso que existem a miséria, os crimes, a exclusão. Porque Sua vontade é contrariada. As pessoas não estão dispostas a lidar com esses conceitos, preferem se amparar na Soberania, que nos rouba a nossa responsabilidade na história.

Recentemente, o senhor publicou no seu site o artigo Deus nos livre de um Brasil evangélico, onde demonstra o seu temor que o segmento chamado Movimento Evangélico chegue ao poder no Brasil e aponta uma série de razões para isso. Como esse artigo foi recebido?

Foi muito mal recebido. Porque há, sim, um segmento no Brasil, que se auto-denomina Movimento Evangélico, que difunde a ideia de que se os evangélicos se multiplicarem no País, se houver um número suficiente para dominar a política, as leis, se chegarem ao poder, o Brasil será um País melhor. Isso é um ledo engano. O Brasil não se tornará melhor com o crescimento do Movimento Evangélico. Porque esse crescimento não significa por si só o crescimento dos valores do Reino de Deus, que são a justiça, a inclusão que dos que estão à margem, o amor. Esses valores não são prioridade para o Movimento Evangélico. Até porque, o número crescente de evangélicos também estará absorvendo outros valores como a cobiça, a injustiça social, o desejo de crescimento financeiro e de poder. Esta última tentativa de interferência no ordenamento do STF é um exemplo desse projeto de poder.

O senhor se refere à votação da regulamentação das uniões homoafetivas?

Sim. Eles ficaram numa campanha interna, enviando mensagens pressionando os ministros para que votassem contrários à união homoafetiva. E ficavam conclamando seus fieis para fazer o mesmo. Isso em um estado laico é um absurdo. A mesma coisa está acontecendo agora no Congresso Nacional.

O senhor fala da atuação da bancada evangélica na suspensão, por parte do Governo Federal, da distribuição do kit anti-homofobia nas escolas?

Exatamente. Falo de uma das maiores aberrações éticas que já surgiu neste País nos últimos tempos. Em nome de blindar um ministro que está suspeito de enriquecimento ilícito, que está tendo que explicar o aumento meteórico de seu patrimônio, negociou-se a questão do kit anti-homofobia. Isso mostra do que esta bancada, que se diz evangélica, que diz representar os evangélicos, está disposta a negociar. Em nome desse projeto de poder que eu falei anteriormente, negociou-se um projeto de grande valor para esse País. Isso é lamentável, completamente lamentável.

O senhor encontra ressonância para esse tipo de discurso na comunidade evangélica ou sua fala – assim como o pensamento por ela representado – é dissonante?

Ricardo – Não é dissonante, de maneira nenhuma. Existe um grande grupo que concorda com esse pensamento e que caminha nessa linha. Embora eu esteja em baixo de grande percepção por conta de grupos intolerantes e fundamentalistas, tenho me surpreendido com o número de evangélicos que me dizem para continuar.

O senhor se arrepende de ter se manifestado publicamente sobre essas questões?

Ricardo – Não. Absolutamente. Eu continuo repetindo o que disse. As minhas convicções não são intempestivas, são frutos de amadurecimento teológico. O estado é laico, e é importante que se mantenha assim. Num estado laico todos os grupos são protegidos, até os religiosos.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pr Marcos Pereira “joga os demônios dos bandidos no chão” e salva homem de ser julgado e assassinado em favela


Ex-presidiário que confessou praticar roubos na Zona Sul do Rio de Janeiro, Jorge Osmar Anastácio Ventura (foto), de 54 anos, se entregou ontem na 14ª DP (Leblon) depois de ter baleado um homem na cabeça, no Morro do Vidigal, e ser salvo do ‘tribunal’ do tráfico pelo pastor Marcos Pereira, da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias.

O crime ocorreu na noite de sexta-feira, quando, após discussão em um bar, Jorge acabou acertando um tiro na testa do pedreiro Sebastião Isidoro Moreira Filho, de 35 anos. A vítima foi levada para o Hospital Miguel Couto, onde permanecia em coma até a noite de ontem.

Após o crime, Jorge Osmar foi capturado por traficantes do Vidigal e amarrado com fita crepe em matagal próximo à favela. Na manhã de ontem, o pastor Marcos foi chamado por moradores da comunidade, enquanto o atirador era ‘julgado’ por traficantes e conseguiu evitar a condenação.

“Joguei os demônios dos bandidos no chão e saí com o homem”, afirmou o pastor, que, em seguida, levou o criminoso à delegacia, com um advogado da igreja.

Jorge confessou, depois de fazer o disparo, que desfez da arma. Ele também admitiu praticar roubos na região. O atirador fora condenado por tráfico de drogas e roubo, cumpriu nove anos de prisão e teve ontem pedida a prisão preventiva. Vai responder agora por tentativa de homicídio.

ONU critica o Brasil por permitir ensino religioso em escolas


Centenas de escolas públicas em pelo menos 11 Estados do Brasil não seguem os preceitos do caráter laico do Estado e impõem o ensino religioso, alerta a Organização das Nações Unidas. Em relatório a ser apresentado na semana que vem ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, a situação do Brasil é criticada.

O documento foi preparado pela relatora da ONU para o direito à cultura, Farida Shaheed, que também alerta que intolerância religiosa e racismo “persistem” na sociedade brasileira. A relatora apela por uma posição mais forte por parte do governo para frear ataques realizados por “seguidores de religiões pentecostais” contra praticantes de religiões afro-brasileiras no País. Uma das maiores preocupações é o com o ensino religioso, assunto que pôs Vaticano e governo em descompasso diplomático.

Os Estados citados por Farida, que visitou o País no final do ano passado, são Alagoas, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A relatora diz ter recolhido pedidos para que o material usado em aulas de religião nas escolas públicas seja submetido a uma revisão por especialistas, como no caso de outros materiais de ensino. Além disso, “recursos de um Estado laico não devem ser usados para comprar livros religiosos para escolas”, esclarece.

Para Farida, “deixar o conteúdo de cursos religiosos ser determinado pelo sistema de crença pessoal de professores ou administradores de escolas, usar o ensino religioso como proselitismo, ensino religioso compulsório e excluir religiões de origem africana do curriculum foram relatados como principais preocupações que impedem a implementação efetiva do que é previsto na Constituição”.

Legislação. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação diz que o ensino religioso deve ser oferecido em todas as escolas públicas de ensino fundamental, mas a matrícula é facultativa. A definição do conteúdo é feita pelos Estado e municípios, mas a legislação afirma que o conteúdo deve assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa e proíbe qualquer forma de proselitismo.

“Em tese, deveria haver um professor capaz de representar todas as religiões. Mas, como sabemos, é impossível”, explica Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). “Além disso, a aula não é tratada efetivamente como facultativa. O arranjo é feito de tal forma que o aluno é obrigado a assistir.”

Roseli explica que o modelo brasileiro é pouco usual nos países em que há total separação entre Estado e religião. “Até Portugal, que no regime de Salazar tornou obrigatório o ensino religioso, aboliu as aulas. Educação religiosa deve ser restrita aos colégios confessionais. Lá, o pai matricula consciente.”

Assim como Igrejas Evangélicas, Igreja Católica e Padre Marcelo Rossi constroem mega-templo para 100 mil pessoas


Quinze anos após surgir como fenômeno católico, Marcelo Rossi, 44, está perto do mais importante projeto da sua carreira de padre-cantor. Até dezembro, ele espera celebrar a 1ª missa na igreja que tenta erguer desde 2006 na zona sul de São Paulo.

Chamado de Santuário Theotókos (“Mãe de Deus” em grego), o espaço poderá receber até 100 mil pessoas -o maior em capacidade da Igreja Católica no país.

A obra segue a tendência da ala carismática da igreja, como o movimento Canção Nova, que tem estrutura própria e um centro de evangelização para 70 mil pessoas em Cachoeira Paulista (SP).

O santuário é feito com o dinheiro que Marcelo Rossi recebe de doações e de seus produtos. Mesmo com a vendas dos 10 milhões de discos e das 4 milhões de cópias de seu livro “Agapé”, a construção se arrasta há seis anos.

Dívida de R$1 milhão

Os valores não são revelados pela Associação do Terço Bizantino, que administra a construção. Só de IPTU do terreno no período, a dívida passa de R$ 1 milhão, segundo a prefeitura.

O presidente da associação, Dráusio Barreto, afirma que o padre decidiu fazer a nova igreja para abrigar seu público com conforto.
Sobre o IPTU, Barreto, que também trabalha como secretário dos Serviços da prefeitura, lembra que igrejas são isentas da cobrança. A ideia é recorrer da dívida.

“O padre ainda celebra missas no chão de fábrica”, diz, lembrando que atual sede é um galpão adaptado.

Na manhã de domingo, cerca de 8.000 fiéis ocupavam a antiga fábrica adaptada em uma das quatro missas semanais em São Paulo.

“Para quem aqui o “Agapé” se tornou livro de cabeceira?”, perguntou Rossi na missa da noite de quinta-feira. “É dez”, completou diante do sinal positivo do público.

Desde 2007, o padre diz todo ano que irá inaugurar a igreja em dezembro. “Ele acredita, pela providência divina, que isso vai acontecer de verdade. O problema é que temos de fazer a obra a conta-gotas”, diz Barreto.

O arquiteto Rui Ohtake, que projetou o novo santuário, afirma que apenas com a cobertura e o piso cimentado a igreja já pode funcionar.
Além do palco de 430 m2, a igreja terá mais de 500 banheiros e estacionamento para 2.000 carros.

Mais próxima das casas de espetáculos, a igreja do padre faz parte da orientação que ganhou força na Igreja Católica após o Concílio do Vaticano, em 1962.

Outras religiões

Esse tipo de megaestrutura não é exclusividade dos católicos. A Igreja Universal do Reino de Deus está fazendo uma sede que pretende reproduzir o Templo de Salomão, na zona leste. Segundo o bispo Edir Macedo, a igreja irá ocupar 70 mil m2 de área construída. No Rio, a Universal já dispõe de um templo para 12 mil fiéis.

A Igreja Deus É Amor afirma ter reunido 60 mil em seu templo no centro de São Paulo. Desde 1995, a Igreja Messiânica está também instalada em SP em uma área que pode reunir até 30 mil fiéis.


Cuba precisa das bençãos dos evangélicos, afirma Presidente Raúl Castro


Raúl Castro (foto), 79, disse que, neste momento de reforma econômica, Cuba vai precisar das “bênçãos” das igrejas evangélicas “mais que nunca”.

O presidente cubano fez ontem (28) essa afirmação durante o culto do 70º aniversário do CIC (Conselho de Igrejas de Cuba), que reúne 50% das igrejas evangélicas, entre elas as principais do país.

O reverendo Marcial Hernandez cumprimentou Raúl Castro pelas medidas econômicas.

O modelo econômico de Cuba está falido há décadas, e agora o governo decidiu adotar a economia de mercado. O país está se abrindo para o investimento estrangeiro, por exemplo.

Outra medida é que os cubanos poderão ter o seu próprio negócio, e muito deles vão precisar mesmo, porque o governo vai acabar com 500 mil postos de trabalho que mantém.

Nos últimos anos, o governo cubano tem tido um relacionamento cada vez mais intenso com líderes católicos e evangélicos. Bento 16 visitou o país em janeiro de 1998. Em maio de 2010, Raúl Castro teve uma reunião de quatro horas com a hierarquia católica. Um dos assuntos discutidos foi a libertação de presos políticos.

Aos 17 anos, Justin Bieber faz tatuagem escrito Jesus em hebraico. Pastores comentam


Justin Bieber foi pego recentemente com uma tatuagem com o nome de Jesus em hebraico debaixo do seu braço. Mas pode um garoto de 17 anos e estrela cristã com orgulho ter uma tatuagem? Não vai isso em contra da fé de Bieber?

Um pastor acha que a tatuagem de Bieber não somente é OK como também é uma poderosa maneira de falar ao mundo “Eu sigo Jesus.”

Durante as férias recentes de Bieber com a namorada Selena Gomez no Hawaii, fotos do jovem casal apareceram na Web, revelando a mais nova tatuagem de Bieber de uma inscrição em hebraico que se lê “Yeshua,” que significa Jesus, verticalmente feita na porção superior de sua caixa torácica ao lado esquerdo.

Com a sensação pop sendo um cristão declarado, suas tatoos tem gerado debate sobre se pintar o corpo não seria contra as Escrituras. O Pastor Kyle Steven Bonenberger da City Church em Anaheim, Califórnia, não vê nenhum problema nisso.

Bonenberger, que fez a sua primeira tatuagem do logo de sua Igreja, reconheceu que o principal argumento cristão é o versículo popular de Levíticos que diz que as pessoas não podem marcar seus corpos. Mas o pastor de 27 anos disse ao The Christian Post, “Levíticos não se trata sobre não marcar o corpo, mas isso é mais sobre fazer coisas relacionadas à práticas de seita de hoje.”

No ano passado, como um memorial para a City Church, frouxamente afiliada à Igreja Reformada da América, ele disse aos seus fiéis que se a Igreja dobrasse o número de atendentes naquele aniversário de um ano, ele iria fazer uma tatoo de logo.

Depois de chegar ao seu objetivo ele fez a tatuagem e seis outros congregantes foram na fila para fazer uma também.

Tatuagens para o pastor se trata de um memorial, disse ele ao CP.

“Eu trato isso como um memorial. No livro de Joshua mais e mais pessoas de Deus fazem memoriais para se lembrarem de algo que Deus fez em suas vidas, então para mim; uma que eu tenho no meu braço agora mesmo, é o logo da Igreja. Esse é um memorial que Deus me deu.”

Ele planeja fazer mais uma com o nome de sua esposa em seu dedo anular porque “algumas vezes eu não gosto de usar anel de casamento,” disse ele rindo. Ele acrescentou, “é também um memorial de meu amor por ela.”

Fora isso, ele não pretende ter mais porque isso não é ele, e também dói.

Ele enfatizou que antes dos adolescentes fazerem tatuagens, eles devem perguntar aos seus pais primeiro e se eles não derem permissão, da mesma maneira que eles querem proclamar sua fé, é melhor obedecer seus pais, acima de tudo.

Ele assumiu hipoteticamente que a mãe de Bieber aprovou sua tatoo e se esse é o caso, ele é bem favorável de sua decisão, especialmente considerando que Bieber é uma das maiores celebridades no mundo.

“Justin Bieber, ele é provavelmente indiscutivelmente uma das maiores celebridades do mundo neste momento. Eu penso em seu caso, é uma maneira poderosa de dizer ‘eu sigo Jesus.’”

No ano passado, o nativo do Canadá foi pego com sua primeira tatoo de um pássaro em seu quadril. Segundo as informações, fazer uma tatuagem foi uma tradição familiar comemorando o 16° aniversário de Bieber.

De acordo com a MTV, o tatuador é amigo de longa data do pai de Bieber.

Especula-se que o vencedor de seis Prêmios de Música do Billboard fez sua tatuagem em uma recente viagem à Israel durante seu tour “My World” em abril, mas nada foi confirmado.

“é fantástico se os jovens cristãos tem tatoos cristãs, mas eles têm que ter o OK de seus pais primeiro,” enfatizou Bonenberger.

Desmanche funcionava dentro de terreno de igreja Assembléia de Deus


Policiais da Força Tática do Comando de Policiamento da Área Leste (CPA/Leste) encontraram um desmanche de carros roubados que funcionava no terreno de uma Igreja na tarde desta sexta-feira (27). A polícia chegou até o local, na rua Girassol, Jorge Teixeira I, zona Leste de Manaus, por meio de denúncias de moradores.

Segundo informações do Tenente Coelho, na Igreja Evangélica Assembléia de Deus havia cerca de três veículos desmontados. Um carro, modelo Ford KA de placa JXM 8111, que foi roubado no mês de março, estava no local em fase de desmanche.

“A vizinhança denunciou porque de madrugada homens chegavam aqui e descarregavam essas peças, motores e até os próprios carros”, disse o tenente. Ele disse também que a denúncia foi feita há cerca de duas semanas, mas eles estavam esperando aparecer alguém no local, o que ainda não tinha acontecido.

De acordo com o Cabo J. Paulino, informações preliminares indicam que o responsável pelo local era pai de Adonias Júnior Cardoso, o “Gago”, que foi preso no último dia 18 em uma oficina na Lagoa Verde, zona Sul, durante a operação ‘Aliança’ da Policia Civil.

A Polícia Civil foi acionada para fazer um levantamento do material encontrado no local. O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos.

sábado, 28 de maio de 2011

Presidente Dilma fala sobre porque vetou o kit gay: “O Governo não fará propaganda de opção sexual”


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (26) que não aprova o kit anti-homofobia que estava em elaboração pelo Ministério da Educação para ser distribuído como material didático às escolas. Segundo ela, o governo não pode interferir na vida privada dos brasileiros. Nesta quarta-feira (25), ela suspendeu a produção e entrega das cartilhas e vídeos contidos no kit.

“O governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”, afirmou, após cerimônia de assinatura de termos de compromisso para a construção de 138 creches.

Segundo Dilma, a função do governo é apenas educar para que se evite agressões e desrespeitos à diferença. “Nós não podemos interferir na vida privada das pessoas . Agora, o governo pode sim fazer uma educação de que é necessário respeitar a diferença, que você não pode exercer práticas violentas contra aqueles que são diferentes de você”, disse.

O kit seria composto por vídeos que tratavam de transexualidade e bissexualidade e que deveriam ser exibidos e debatidos em salas de aula do ensino médio no segundo semestre deste ano. O objetivo do material, composto de três filmes e um guia de orientação aos professores, seria trazer para o ambiente de 6 mil escolas o “tema gay” como forma de reconhecimento da diversidade sexual e enfrentamento do preconceito.

Logo depois do evento, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que os vídeos do kit anti-homofobia poderão ser integralmente refeitos.

“A presidenta entendeu que esse material não combate a homofobia. Não foi desenhado de maneira apropriada para promover aquilo que ele pretende, que é o combate a violência. (…) Os vídeos poderão ser integralmente refeitos”, afirmou Haddad.

De acordo com Haddad, o kit anti-homofobia ainda não tinha sido aprovado pelo comitê de publicações do Ministério da Educação. Mesmo depois da rejeição da presidente, o material será avaliado pelo ministério e pela Presidência da República para que seja refeito, mas não será distribuído.

Bancada religiosa

Na quarta, após protestos das bancadas religiosas no Congressso, a presidente determinou nesta quarta-feira a suspensão do kit, informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Diante da decisão de Dilma, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR-RJ), que participou da reunião com Carvalho, afirmou que estão suspensas as medidas anunciadas pelas bancadas religiosas em protesto contra o “kit anti-homofobia”. Em reunião, os parlamentares haviam decidido colaborar com a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique sua evolução patrimonial.

O ministro Gilberto Carvalho negou ter pedido que os parlamentares desistissem de trabalhar pela convocação de Palocci diante da decisão da presidente sobre o “kit anti-homofobia”.


Associação Brasileira de Gays acusa Bancada Evangélica de entregar para Dilma material falso sobre Kit Gay


Entidades vinculadas à produção do kit anti-homofobia sustentam que os vídeos entregues à presidente Dilma Rousseff não são de autoria do grupo de trabalho designado pelo Ministério da Educação para desenvolver o projeto. A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT) acusa a bancada religiosa de deturpar materiais, mostrando-os como parte do kit.

O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, nega que Dilma teve acesso aos vídeos por meio de sua bancada, e diz desconhecer quem os encaminhou à presidente. No entanto, garante, convicto, ser verdadeiro o material que chegou às mãos dela:

- É verdadeiro. Os vídeos foram, inclusive, pagos pelo Ministério da Educação. Nós temos um ofício do ministro respondendo ter contratado para isso.

Ele reitera:

- Não fomos nós que entregamos os vídeos que ela assistiu. Deve ter sido o próprio MEC que entregou a pedido dela.

Segundo o presidente da ABGLT, Toni Reis, Dilma teve acesso a uma animação feita a partir de apresentação em Power Point, realizada durante audiência pública para “avaliação dos programas federais de respeito à diversidade sexual nas escolas”, ocorrida no Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com informações do site da instituição, a exibição do conteúdo foi feita pelo presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (FENASP), Wilton Acosta.

- Há um (arquivo de) Power Point que os evangélicos montaram para apresentar no Ministério Público durante a audiência. Não tem alhos nem bugalhos. Pegaram parte de um material dirigido a usuários de drogas, a prostitutas, à prevenção da Aids. Transformaram em vídeo e levaram para a Dilma. Não tem nada a ver com o kit Escola Sem Homofobia. A presidente está comprando gato por lebre – diz.

Em seguida, ele indaga:

- Já pensou ensinar para adolescentes coisas como: “não use drogas sozinho”? Foi esse material mostrado à Dilma. O original não mostra cena de sexo, não fala em Aids. Fala sobre cidadania. Eu idealizei. Queremos fazer uma coisa decente.

Garotinho confirma que a apresentação em Power Point levada ao MPF fora preparada por representantes evangélicos. Conforme o deputado, o material mostrado durante a audiência foi produzido a partir de uma espécie de cartilha elaborada por uma “entidade que lidera o movimento LGBT”. O parlamentar diz acreditar que isso seria entregue em instituições de ensino e, por esta razão levaram ao MP.

- Provavelmente pretendem distribuir isso nas escolas. Procuramos o Ministério para informar que isso estava sendo produzido.

Igreja Universal é condenada a pagar indenização a idosa de 71 anos que foi chutada por auxiliar do Pastor em templo


A Igreja Universal do Reino de Deus de Rio das Ostras bem que tentou diminuir a indenização de R$ 51 mil a que foi condenada a pagar a uma senhora que levou um chute durante um culto. Edilma de Oliveira, que à época do fato tinha 71 anos de idade, foi lançada, por um auxiliar do pastor, a uma distância de três metros, sofrendo fratura na perna com lesões irreversíveis. A 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, porém, negou provimento ao recurso e manteve a sentença.

Nos autos, consta que Edilma não recebeu qualquer socorro após o incidente. Ela foi submetida a duas cirurgias para colocação de parafusos de platina. Em consequência, a idosa passou a necessitar de consultas médicas periódicas e também de tratamento fisioterápico. Além disso, ficou impossibilitada de fazer seus afazeres domésticos e os doces que vendia para ajudar em seu sustento.

Em apelação, a Igreja requereu nulidade de parte da sentença de 1º grau quanto à condenação dos danos emergentes, dos alimentos indenizativos e contra o período fixado para os alimentos, porque a autora não teria comprovado despesas com o evento e renda mensal. A ré também tentou convencer a Justiça de que o fato de a autora ter idade avançada e alguns problemas de saúde seria motivo para diminuir a indenização. “Como se a dor moral do idoso valesse menos”, reagiu o dembargador relator da 15ª Câmara Cível, Celso Ferreira Filho.

Na decisão, o relator afirmou que a Igreja foi contraditória ao negar o nexo de causalidade, embora tenha reconhecido que a dinâmica do evento danoso se deu no interior de suas dependências, “lugar que por sabença comum, se destina a práticas espirituais que deixam muitas vezes os fiéis fora de si e, portanto, com possíveis comportamentos de violência, movidos pela delirante força para neutralizar atuações pretensamente demoníacas”. Segundo o desembargador, “não foi fruto do acaso nem fato imprevisível que a autora tenha entrado sã nas dependências da ré e de lá saído incapacitada em razão de lesões”.

O desembargador Celso Ferreira Filho considerou ardilosa a defesa da Igreja ao nominar a “ação de indenização de danos morais”. Segundo ele, tal método visava à alegação futura de decisão “extra-petita”, com eventual condenação em danos materiais. “Embora a ré procure preservar a fé nos indivíduos, paradoxalmente, atua aqui com má-fé, fingindo não ter lido a inicial, onde está explicitado com todas as letras o pleito de dano material (lucros cessantes e danos emergentes)”. O recurso foi desacolhido.

Na decisão, o desembargador, ao manter a sentença de 1º grau, pergunta: “Será que a ré não tem a percepção para dimensionar a dor sofrida por uma idosa que entrou íntegra em suas dependências apenas para orar e, ao sair, estava multilesionada, tendo que percorrer uma verdadeira “via crucis”, por corredores de hospitais e através da interminável estrada da terapia medicamentosa?”.

Adolescente de 14 anos comete suicídio por causa da previsão do fim do mundo em 21 de maio


Uma adolescente de 14 anos da Rússia ficou apavorada com a previsão do dia do fim do mundo e juízo final de 21 de maio de Harold Camping, que cometeu um suicídio no mesmo dia, disseram investigadores nesta quarta-feira.

O dia 21 de maio foi o dia que o pregador Camping da Family Radio disse que crentes iriam ser arrebatados ao céu antes do apocalipse e aqueles deixados para trás na terra iriam sofrer com desastres que culminariam com a destruição do mundo em 21 de outubro.

Nastya Zachinova, que vivia na República de Mari El na Rússia Central, acreditou que o fim do mundo seria no dia 21 de maio, disse sua família ao LifeNews, um tabloide Russo.

“Ele levou a data muito profundamente em seu coração,” disse a sua mãe, Lyudmila, ao LifeNews.

A Agência Estatal de Notícias, RIA Novosti, relatou quarta-feira que a menina se enforcou com medo da previsão de Camping.

O investigador Alexander Kosharin disse que a conduta da menina mudou dramaticamente quando ela soube da previsão do pregador da rádio, de acordo com a RIA Novosti.

Camping havia alegado que terremotos e arrebatamento aconteceriam em 21 de Maio às 6h da tarde, fuso horário de cada local e sinalizaria o começo do fim.

O diário pessoal da menina revelou quão apavorada ela estava que o sofrimento tomaria lugar. Ele acreditou que ela não era uma das pessoas justas que seriam levadas ao céu, mas alguém que iria permanecer na terra e sofrer.

“As baleias estão tentando encalhar-se e os pássaros estão morrendo – é só o começo do fim,” escreveu Zachinova em sua última reflexão no diário, como relatado por RIA Novosti.

“Nós não somos as pessoas justas, somente eles irão ir para o céu, e os outros ficarão aqui na Terra para passar por terríveis sofrimentos,” escreveu ela.

“Eu não quero morrer como os outros. Por isso é que eu vou morrer agora.”

A agência de notícias da Rússia também relatou que os investigadores estão vendo se a menina tinha laços “informais com grupos de jovens” ou seitas religiosas.

Na segunda-feira, Camping discursou sobre sua previsão errada do dia 21 de maio, dizendo que ele mal intrepretou que o julgamento viria fisicamente mas afirmou que ele estava ainda correto em prever o julgamento porque ele veio “espiritualmente.” Ele justificou sua nova interpretação dizendo que Deus é um Deus de amor que não iria deixar as pessoas sofrerem na terra por cinco meses. Além disso, ninguém seria capaz de sobreviver aos eventos por mais de poucos dias, acrescentou ele.

Depois de sua declaração, um repórter informou a Camping da notícia que a mãe tinha tentado se matar e duas crianças porque ela acreditou em seus ensinamentos do dia do julgamento de 21 de maio.

Quando Camping ouviu que a mãe não teve sucesso, ele disse que ele se sentiu aliviado.

“Assassinato é terrível. é contrário a qualquer coisa que a Bíblia ensina,” disse o radialista de 89 anos. “Isso teria sido algo terrível se ela tivesse feito. A Bíblia ensina que nós temos que salvar vidas, não matar.”

“Eu lhe digo. O que você me disse é um grande alívio para mim porque eu ficaria doente do coração se alguém tivesse feito uma coisa estúpida como essa.”

Quando pressionado pelo repórter sobre se ele iria aceitar a “responsabilidade por isso,” Camping respondeu que não.

“Eu não tenho qualquer responsabilidade. Eu não posso ter responsabilidade pela vida de ninguém. Eu estou somente ensinando a Bíblia,” disparou ele de volta.

Após o fim do mundo não chegar, Family Radio e Harold Camping recebem proposta milionária


Um ministério de ensino da Bíblia está oferecendo à Family Radio US $1 milhão para comprar toda a sua rede de 66 estações nos EUA. A companhia Bible Answers disse que ela iria assumir a propriedade no dia seguinte ao 21 de outubro, nova data para o fim do mundo de Harold Camping.

Richard Myers, o administrador da abibleanswer.org, disse que seu grupo está propondo tomar a posse das estações de rádio em 22 de outubro visto que o pregador da rádio não precisaria mais deles depois do arrebatamento e Fim do Mundo. Camping é presidente da Family Radio.

“Depois de tomar o dinheiro de seus seguidores, deixemos que Harold desista de tudo para mostrar que acredita no que ele está pregando,” escreveu Myers em sua website.

A Bible Answer originalmente fez a proposta de US $ para as Estações da Family Radio em fevereiro, três meses antes da previsão da data do Arrebatamento de 21 de Maio de Camping. Naquela época, o ministério ofereceu assumir os postos a partir de 22 de maio e disse que estava realmente “pagando muito mais do que a estação vale desde que não teria nenhum valor em menos de três meses.”

“Nós continuamos a oferecer a compra das estações de rádio e não iremos tomar posse até 22 de outubro,” disse Myers no seu posto.

A Bible Answer disse que quer executar a rede Family Radio porque fora os ensinamentos de arrebatamento de Camping, eles tem bons pontos.

“Eles tocam música cristã e leem a Bíblia King James,” disse o ministério em uma postagem anterior.

“Queremos continuar de onde Harold Camping parou. Iremos estar apresentando a verdade do evangelho, a mesma música cristã convervadora, leituras bíblicas da Bíblia King James, e nós jamais marcaremos data para uma próxima vinda de Jesus.”

Além da oferta de compra para a Family Radio, Myers disse que ele está convocando o conselho de diretores da Family Radio para remover Camping de seu conselho e interromper a transmissão de seus ensinamentos.

“Ele não é capaz de divulgar essas falsas doutrinas sem o envolvimento direto deles. Há uma grande responsabilidade que repousa neles para fazerem o que é certo,” disse o administrador da Bible Answer.

“Permitindo que Camping continue na transmissão e no conselho, eles estão sendo culpados de tudo o que Harold Camping é culpado.”

Camping teve previamente previsto os dias do julgamento como sendo 21 de maio de 1988, e 7 de setembro de 1994.

Em defesa à sua previsão de 21 de maio de 2011, o radialista de 89 anos disse na segunda-feira que o “julgamento veio” mas ele foi “espiritual” ao invés de físico.

“Tivemos todas as datas corretas. Não mudamos nada. Todas as provas, todos os sinais estão corretos. A única coisa é que Deus não abriu nossos olhos ainda que 21 de maio foi a vinda espiritual enquanto que nós pensamos que foi uma vinda física mas ele veio agora em um sentido que ele tem agora o mundo sob julgamento,” disse Camping.

De acordo com o pregador de rádio, 21 de outubro vai ser a data do Julgamento Final, o dia em que o mundo irá literalmente ser destruído e quando aqueles que são salvos irão ser arrebatados para o céu.

“Não vai ser espiritual em 21 de outubro porque a Bíblia ensina claramente que então o mundo será destruído totalmente. Mas isso irá ser bem rápido,” afirmou Camping.

Myers pediu que o conselho da Family Radio olhe para o registro do passado de Camping e pare de seguir o homem “que rejeita muito da verdade da Bíblia.”

“Um falso profeta uma vez é suficiente, mas duas vezes é demais,” enfatizou ele.

Ser espiritual ou ser religioso? Confira entrevista com o Pastor Brian McLaren


Brian McLaren é uma das vozes mais controversas do cristianismo contemporâneo. Se ele fala sobre teologia, interpretação bíblica ou como a Igreja deveria funcionar, sempre acaba irritando algumas pessoas. Portanto, é surpreendente que seu novo livro, Naked Spirituality [Espiritualidade desnudada], ele tente reunir algumas das coisas que ajudou a desconstruir.

RELEVANT: De todas as coisas que anda pensando e escrevendo hoje em dia, por que era importante para você publicar agora este livro sobre a espiritualidade desnudada?

McLaren: Fico muito contente por ter perguntado isso, pois acho que surpreendi algumas pessoas. Já havia escrito muito sobre as mudanças que estão acontecendo em nossa cultura e tratei de algumas mudanças de nossa compreensão do Evangelho, da teologia, do que a Igreja é e o que ela faz, mas muitas pessoas esquecem que fui pastor durante 24 anos. Toda semana eu pregava sermões e fazia aconselhamentos, ajudei pessoas a chegarem à fé em Cristo, fiz funerais, casamentos e todas as outras atividades.

O meu verdadeiro trabalho era o de ajudar as pessoas a ter e a desenvolver uma vida espiritual. É assim que via o meu chamado como pastor, então não sou apenas um teórico que fica tendo ideias o dia todo. Em minhas viagens acabo conhecendo muitas pessoas e elas me fazem perguntas. Tenho notado que, para muita gente, quando você retira delas seus conceitos pré-formatados da doutrina cristã, não sobra muita coisa. Não existe uma espiritualidade viva, resultante de um relacionamento profundo com Deus. Não há práticas que as ajudem a manter sua alma aberta e em contato com Deus. Foi isso que eu percebi. Então pensei: é sobre isso que preciso escrever. Queria abordar sobre como posso ajudar as pessoas a reconstruir o que deveria ser a sua base, mas que, seja por negligência ou algum outro motivo, simplesmente desapareceu.

R: O que você diria para aqueles que não tem forças para reconstruir? Por onde acha que deveriam começar?

McLaren: No livro proponho uma espécie de modelo, usando os quatro estágios do crescimento espiritual. O terceiro é algo muito desafiador, e o chamei de “perplexidade”. Muita gente chega nessa terceira fase e acaba ficando nela pelo resto de suas vida. Elas vivem nesse tipo de perplexidade, na qual os compromissos que tinham acabaram sendo desconstruídos e nada de novo surgiu dentre os fragmentos que sobraram. Entendo esse sentimento. Uma das coisas que isso me mostra é que não fizemos um trabalho bom o suficiente na primeira e na segunda fase, de estabelecer alguns dos alicerces da espiritualidade e da formação espiritual. Agora estamos colhendo as consequências disso.

Há muito mais para ser descoberto em nossa vida, na fé e na vida com Deus. Algo que vai muito além dessa fase. Se você desistir nesse ponto, acaba perdendo o que ainda está pela frente. Mas aqui é que está o problema. Não vivemos em um vácuo. Se não tivermos cuidado, o que acontece durante a perplexidade é que nos tornamos vítimas de um novo tipo de complacência. As pessoas acabam se tornando participantes inconscientes de um consumismo complacente. Você quer ganhar dinheiro, então acaba apoiando os sistemas que criam todos os tipos de guerras, para que assim continue se sentindo confortável. Por ser complacente, acaba aprovando um sistema que está operando em todo o mundo e que acho extremamente prejudicial.

R: Por que as pessoas se sentem mais confortáveis ​​dizendo que são espirituais, mas não religiosas?

McLaren: Gastei alguns capítulos refletindo sobre essa frase tão difundida. Sei que muitas pessoas zombam disso e dizem “ah, eu sou espiritual, mas não religioso” apenas como desculpa. Contudo, acho que é mais do que uma desculpa. Para muita gente, é uma declaração muito bem pensada. No meu livro, explico que as pessoas querem dizer quatro coisas, quando falam isso. Primeiramente, querem dizer: “Não acredito que a ciência, a política e a economia têm todas as respostas”. Mas eles também estão dizendo: “Não acredito que a religião organizada tem todas as respostas”.

Claro, o que elas entendem por “religião organizada” precisaria ser explicado, mas o que elas estão dizendo revela um sentimento generalizado de que seja o que for que a religião está fazendo, leva as pessoas para os fins errados. É organizá-las para ir à guerra uns contra os outros, é organizar essas pessoas para odiar os outros, apenas para criar um pequeno muro de onde podem jogam as outras pessoas para fora e pensam que ele as protege. Algo dentro dessas pessoas diz: “Não acho que seja disso o que estamos precisando”.

Dizer “sou espiritual, mas não religioso” significa que ninguém está oferecendo a essas pessoas uma maneira útil de focar sua fé. Essa é uma das grandes oportunidades, penso eu, para a igreja e para os ministérios de jovens. Podemos responder a essa fome espiritual legítima das pessoas e oferecer-lhes um estilo de vida, um caminho, uma maneira para desenvolver a sua vida com Deus, enraizada nas Escrituras e centrada em Cristo. Acho que essa é uma grande oportunidade e uma grande necessidade, podemos ajudar a dar uma resposta concreta.

R: Porque muitos cristãos temem qualquer coisa que possa estar relacionada com o movimento da Nova Era, porque você acha que os cristãos ficam com medo de usar a palavra “espiritual”?

McLaren: Muitas vezes os cristãos caem na mesma armadilha que muitas empresas caem bem antes de falir. As pessoas param de comprar seu produto e a primeira reação delas é perguntar: “O que há de errado com os nossos clientes?” Elas podem dizer: “O que há de errado com o nosso marketing?” Mas elas não param e perguntam: “O que há de errado com nosso produto?”

Acho que um dos problemas com nosso “produto” é que temos oferecido às pessoas (dependendo da denominação e tradição) apenas uma participação institucional, uma doutrina sistemática, ou mesmo cultos de domingo alegres e agradáveis. Mas não temos lhes oferecido as ferramentas da formação espiritual profunda. É por isso que muitos cristãos, sejam tradicionais ou pentecostais, acabam precisando visitar um mosteiro católico para aprender um pouco sobre essa tradição rica de práticas mais profundas, com uma abordagem mais contemplativa da vida cristã. Muitas vezes a opção de alguns cristãos é apenas ridicularizar a palavra “espiritual” ou ver tudo como uma conspiração da Nova Era… Infelizmente isso acaba apenas afastando mais as nossas igrejas de resolver o problema existente com a nossa abordagem da fé.

Igrejas convidam sacerdotes judeus e muçulmanos para ler e pregar em templos


Dentro de um mês, em 26/6, em diferentes partes dos Estados Unidos serão feitas leituras do Alcorão, da Torá e de outros textos sagrados como parte de uma iniciativa para combater a intolerância contra os muçulmanos e os estereótipos negativos de grupos religiosos.

A conferência Fé compartilhada: Unindo-se em oração e entendimento, é um projeto da Interfaith Alliance e da Human Rights First. Welton Gaddy, presidente da Interfaith, organização que luta pela liberdade religiosa, afirma: “a retórica antimuçulmana tem permeado a visão dos norte-americanos. Ela me deixa chocado e entristecido. Como ministro cristão e pastor de uma congregação local, é importante para mim, para nossa nação e para o mundo saber que nem todos os cristãos promovem o ódio, atacam religiões diferentes da sua e degradam as escrituras sagradas de outros… queremos lê-las e não queimá-las”.

Gaddy é um pastor batista que dirige a Igreja Northminster na cidade de Monroe, Louisiana. Esta é apenas uma das 50 congregações espalhadas por 26 estados americanos que convidaram líderes judeus, muçulmanos e cristãos para que leiam porções dos textos sagrados uns dos outros. O objetivo é enviar uma mensagem de tolerância a todo o mundo. A primeira a realizar o evento será a mais importante igreja católica americana, a Catedral Nacional de Washington.

Tad Stahnke, da Human Rights First, organização de defesa dos direitos humanos, afirma que a falta de respeito pelos muçulmanos faz com que fique muito mais difícil para os Estados Unidos falar com autoridade sobre questões de direitos humanos no mundo árabe. Ele explica: “Queremos enviar uma mensagem ao mundo sobre respeitar as diferenças religiosas e rejeitar o fanatismo religioso e a demonização do Islã ou qualquer outra religião”.

Ao se reunirem para ler e ouvir trechos de textos sagrados diferentes dos seus, os organizadores acreditam que os líderes cristãos, judeus e muçulmanos envolvidos podem ser um modelo de respeito e cooperação, criando oportunidades concretas para construir e fortalecer as relações dessas tradições de fé distintas. Eles pretendem levar a iniciativa a outros países no futuro.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Após pressão da Bancada Evangélica Kit Gay é proibido pela Presidente Dilma Rousseff de ser distribuido nas escolas


A Bancada Evangélica fez pressão, ameaças e protestos e conseguiu junto com outras bancadas como a Católica e a da Família que o Kit Gay fosse proibido de ser distríbuido nas escolas. O kit foi vetado diretamente pela Presidente Dilma Rousseff que após analisar o material reprovou todo o conteúdo produzido.

O Kit Anti-homofobia, como era denominado, foi criado por ONGs pró-gays a pedido do Ministério da Educação (MEC) e continha cartilhas, posteres e vídeos sobre homossexualismo. Apesar das acusações de que o kit faria apologia a homossexualidade ao invés de prevenir a homofobia, o Ministro da Educação Fernando Haddad já havia programado o inicio da distribuição nas escolas para o segundo semestre de 2011, apesar dele não ter sido aprovado por todas as comissões.

A decisão de proibir o kit gay saiu imediatamente depois da Bancada Evangélica anunciar uma série de sanções contra o governo em protesto a proposta. Confira abaixo:

  • Saida do Ministro da Educação;
  • CPI para apurar denúncias de irregularidades no MEC;
  • Obstrução de todas votações do plenario;
  • Convocação do Ministro da Casa Civil, Palocci nas comissões, para dar explicações sobre o estampado na midia;
  • Convocação do Ministro Fernando Haddad, na Comissão de Educação e Cultura, para explicar as cartilhas sobre homofobia;

Após o anúncio do veto, o vice-presidente da Bancada Evangélica anunciou que todas as medidas foram suspensas.

A partir de agora as propostas similares do MEC deverão passar por uma série de comissões especiais para serem analisadas, incluindo uma designada pela Presidente Dilma Rousseff, além de análise e aprovação da sociedade civil. Apenas para ser produzido, o kit gay custou cerca de R$4 milhões aos cofres públicos.

Aqui você pode ver os vídeos do kit gay.

Deputados evangélicos e católicos protocolam PDL que susta reconhecimento da união gay no Brasil


Na noite da última quinta-feira um grupo de deputados das bancadas evangélica e católica na Câmara dos Deputados protocolou mais uma ação contra uma das bandeiras gays: reconhecimento da união estável.

Os deputados protocolaram um Projeto de Decreto Legislativo, a PDL 224, que visa suspender a decisão do STF sobre o reconhecimento da união gay no Brasil. O deputado evangélico Roberto de Lucena foi um dos políticos que foram até o presidente da Câmara para apresentar o projeto.

A base do projeto é o fato da Constituição brasileira reconhecer como casamento a união estavel entre homem e mulher apenas, afirmando assim que a decisão do Supremo Tribunal Federal foi inconstitucional, por tanto deve ser suspensa. Ainda não se tem previsão de quando o projeto será movimentado na Câmara.

O texto da PDL 224, assinado pelo deputado João Campos, está disponível na íntegra para download.

Jean Wyllys, Marco Feliciano, Jair Bolsonaro e outros: Repercussão e opiniões sobre o veto ao Kit Anti-homofobia


Enquanto alguns comemoram, outros lamentam o veto ao kit anti-homofobia. Neste dia 25 de maio todo o conteúdo do chamado kit gay foi proibido pela Presidente após analisar e tomar conhecimento da forte pressão que a Bancada Evangélica fez.

Um dos primeiros a se pronunciar contra a decisão foi o ex BBB e hoje deputado Jean Wyllys. O militante gay classificou em seu Twitter como chantagem as medidas tomadas pela Bancada Evangélica e mandou um recado para a Presidente: “Ceder à chantagem – não há outro nome – dos inimigos da cidadania plena é fazer, de seu mandato, um lamentável estelionato eleitoral. O que LGBTs e pessoas de bom senso esperavam da senhora, presidenta, era um mínimo de espírito republicano e vontade de proteger a TODOS”. Wyllys também sugeriu a homossexuais um boicote a Presidente Dilma nas próximas eleições: “Então, espero que, na próxima eleição, presidenta, os LGBTs despertem sua consciência política e lhe apresentem também sua fatura: não voto!”

Já o Deputado Pastor Marco Feliciano, diretamente ligado a luta da Bancada Evangélica contra o kit gay, afirmou que sofre perseguições por defender certas bandeiras, sendo chamado junto com outros deputados de fundamentalista e medieval: “Estamos lutando, sofrendo ataques e sendo acusados de homofóbicos”. O Pastor também classificou como gratificante “ver a unidade das frentes, católicos, evangélicos, todos juntos por um bem comum” e finalizou: “Merece um Glória Deus!”

O presidente da ONG Ação Brotar pela Cidade e Diversidade Sexual (ABCD’S), Marcelo Gil, reprovou a atitude da Presidente Dilma: “É um retrocesso na caminhada pelos direitos dos homossexuais. É também uma forma de maquiar a homofobia nas escolas”. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) declarou em nota oficial que “com a suspensão do kit, os jovens alunos e alunas das escolas públicas do Ensino Médio ficarão privados de acesso a informação privilegiada para a formação do caráter e da consciência de cidadania de uma nova geração”.

O polêmico deputado Jair Bolsonaro se mostrou feliz com a suspensão do kit anti-homofobia: “Veio bastante tarde, mas vou ser obrigado a elogiar a Dilma”, ele acredita que o material na verdade faz apologia a homossexualidade: “Esse material todo foi confeccionado por grupos LGBT. Você acha que grupos LGBT vão querer acabar com o homossexualismo nas escolas ou vão querer ter mais gente no time deles?” Jair se diz preocupado com o efeito que o kit gay faria nas crianças: “Imagina essa garotada vendo os filmes, ia ter menino chegando em casa, o Pedrinho chegando em casa: ‘Papai, to namorando o Joãozinho’ e o pai: ‘o que é isso?’ ‘não, eu vi num filme que diz que menino que namora menino tem 50% mais de chance de ser feliz do que menino que namora menina’. Fica difícil você aceitar um material dessa natureza.”

No último domingo, 22 de maio, o programa Domingo Espetacular da TV Record exibiu uma reportagem especial sobre o kit gay com a opinião de diversos especialistas, populares e pessoas ligadas a confecção do material teoricamente anti-homofobia. Confira o vídeo na íntegra abaixo:


Cantora secular Pitty afirma que o Pastor Silas Malafaia deveria ser preso por crimes contra a humanidade


Em entrevista para o portal UOL a cantora Pitty falou sobre diversos assuntos, como seu novo trabalho, sexualidade, política e se mostrou irritada com a ligação da religião com a política, além de afirmar que o Pastor Silas Malafaia e o deputado Jair Bolsonaro deveriam ser presos por crimes contra a humanidade.

Pitty, agnóstica assumida, também se mostrou indignada com a proibição do kit gay feito pela Presidente Dilma Rousseff, “me sinto no século passado. Política não tem que ter vínculo com religião, somos um país laico, não há o menor sentindo envolver religião em uma discussão como essa”. Para a cantora o Brasil é um país atrasado e arcaico em questões sobre homossexualidade.

Quando perguntada sobre a posição do deputado Jair Bolsonaro e do Pastor Silas Malafaia sobre o homossexualismo a cantora foi enfática: “Esses caras deveriam ser depostos dos seus cargos e julgados por crimes contra a humanidade. Preconceito é crime!”, Pitty se mostrou a favor da criminalização da homofobia: “Ainda não criminalizaram a homofobia, mas eu considero um crime”, mas ponderou: “Gostaria mesmo é que essa lei não precisasse existir, queria que as pessoas tomassem consciência por si só.”

A roqueira também comemorou o reconhecimento da união gay pelo STF, além de afirmar que não deveria haver qualquer ligação entre a políticos e religião: “Vivemos em um país laico e não acho certo poder eleger um candidato que representa uma doutrina. [...] Eu acho que uma coisa que prega o respeito e o amor ao próximo não pode, ao mesmo tempo, pregar o preconceito e o racismo. Por isso religião e política não podem andar lado a lado”, acredita a cantora que afirma ter tentado seguir algumas religiões, mas “todas as vezes que tentei seguir me deparei com os dogmas e não consigo seguir em frente”.

Pastor Silas Malafaia lança abaixo-assinado próprio contra a PL 122 e quer um milhão de assinaturas em sete dias


O pastor Silas Malafaia lançou um abaixo-assinado contra o PL 122, a lei anti-homofobia. O objetivo é coletar um milhão de assinaturas até o dia 1º de junho, quando acontecerá um manifesto pacífico em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, às 15h. O abaixo-assinado será protocolado no Senado.

Clique aqui e assine agora mesmo o abaixo-assinado eletronicamente. Basta preencher os campos Nome, E-mail e Cidade. Em seguida será enviado para o e-mail cadastrado uma mensagem com um link de confirmação.

Você também pode reforçar essa campanha caso vá à manifestação em Brasília no dia 1º de junho ou conheça alguém que participará. Basta imprimir este abaixo-assinado e recolher assinaturas entre pessoas que rejeitam o PL 122. No local da manifestação, haverá uma mesa identificada ao lado do trio elétrico para recolher seu abaixo-assinado. Clique aqui e imprima.

Pastor Ed René Kivitz aconselha sobre o que fazer quando houver traição no relacionamento


Segundo Ed René Kivitz o casamento é santo, o sexo também é santo, assim sendo: “Não se concebe casamento sem sexo e também, não se deveria conceber sexo sem casamento.”

Recentemente, Maria Shriver teve um ataque histérico ao descobrir a traição de Arnold Schwarzenegger, o astro do Exterminador do Futuro. A traição resultou em um filho com a empregada doméstica Mildred Baeana, que não sabia que ele era seu pai.

O que fazer quando há traição? Quando é que podemos divorciar? Como deve ser o `sexo` em nossas vidas? São provavelmente algumas das possíveis perguntas daqueles que passam por tais ‘díficeis’ momentos na vida conjugal.

Kivitz, teólogo Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, falou sobre essa questão em um vídeo chamado “Sexo” em seu blog, nesta segunda-feira.

Citando o versículo de Mateus 19:9 sobre adultério (“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério…”), Kivitz menciona por qual motivo deve haver divórcio, segundo o que disse Jesus.

“Jesus está discutindo aqui quando que o divórcio é permitido e quando ele é permitido na lei de Moisés. Os rabinos discutiam como se poderia cumprir a lei o que deveria ser feito o que não poderia ser feito,” diz ele.

Segundo o teólogo, Jesus, que era um dos rabinos disse: “Não é por qualquer motivo que alguém vai se divorciar… A não ser em caso de questão de imoralidade sexual.”

O que é isso? Ai, é que aparece a palavra em grego “pornéia” e ele explicou que é dessa palavra que surgiu a palavra “pornografia,” que é tradução para o português. Isso significa ‘toda e qualquer perversão da sexualidade,’ não apenas o adultério.

Assim, ele ressalta que apenas questões de sexo Jesus disse que podem levar ao divórcio. Portanto, “não seja leviano no processo de divórcio… a leviandade não é uma justificativa para o divórcio,” advertiu.

O que significa o sexo afinal?

Segundo ele, através do sexo “o casal encarna a unidade original pretendida por Deus, e nessa unidade de dois que se fazem um é que está a expressão da imagem e semelhança de Deus.”

O autor do livro Vivendo com Propósito, afirma então que “tanto um homem que dorme com uma prostituta ou uma mulher que dorme com um prostituto se faz uma só carne com essa pessoa,” diferindo dessa maneira do que seria a unidade pretendida por Deus.

“é no sexo que há a relação de uma só carne e ser uma só carne é diferente de estar casado,” disse.

Assim ele aponta que é a profanação dessa dimensão de ‘uma só carne’- que o sexo traz para a vida conjugal – que Jesus aponta como uma cláusula que justificaria o divórcio.

“O sexo é uma coisa muito sagrada, o casamento é sagrado, o sexo é sagrado.”

“Não se concebe casamento sem sexo, e também não se deveria conceber sexo sem casamento.”

Para concluir, ele disse que a sugestão Jesus parece ser: “quem é uma só carne que se assuma integralmente e que assuma o outro por inteiro.”

Igreja Presbiteriana escocesa pretende abençoar uniões gays e ordenar pastores homossexuais


Um pastor da Igreja Presbiteriana da Escócia diz que provavelmente renunciará depois que a denominação deu mais um passo importante para permitir a ordenação de pastores homossexuais ativos e assumidos nesta semana, com indicações de que até analisarão a possibilidade de abençoar uniões de mesmo sexo.

“Estamos nos rendendo à sociedade… É um dia triste para a Escócia”, o Rev. Roddy MacCrae, pastor em Glenelg e Kintail, disse para o jornal Christians Together. “Eu provavelmente serei um dos que estarão deixando a Igreja da Escócia, e durante os próximos meses estarei decidindo isso”.

“Meu problema é que nosso testemunho está enfraquecido. A sociedade sabe que estamos indecisos e que não temos nenhuma voz moral”, acrescentou ele.

A Assembleia Geral, o órgão governante da denominação, instituiu uma moratória de dois anos em 2009 na ordenação de pastores que estão em relacionamentos de mesmo sexo e na discussão pública da questão.

Na segunda-feira, eles votaram 351 a 294 para “considerar mais a eliminação da moratória” e criaram uma comissão teológica que preparará um relatório sobre a questão para a reunião de 2013 da Assembleia Geral.

A comissão teológica também considerará “se os pastores deveriam ter a liberdade de consciência de abençoar parcerias civis e possível liturgia para tais ocasiões”, observa um comunicado à imprensa da Igreja da Escócia, também conhecida como Kirk.

A Assembleia Geral também votou para que pastores homossexuais ordenados antes de maio de 2009 tenham agora autorização para assumir responsabilidades pastorais.

A moratória de 2009 ocorreu depois de uma controvérsia violenta que acabou levando à decisão da Assembleia Geral de aprovar a nomeação do homossexual assumido Scott Rennie como pastor da Igreja Cruz da Rainha em Aberdeen. Rennie havia sido casado por cinco anos e tinha uma filha, mas na época de sua nomeação estava num relacionamento estável com um homem.

O Reverendíssimo David Arnott, moderador da Assembleia Geral, disse que a mudança desta semana “está analisando a possibilidade de inclusão [de homossexuais no pastorado]”, mas que “por enquanto nenhuma decisão foi feita”. Falando acerca dos que estão transtornados com a decisão, ele disse: “Estou ciente de que muitas pessoas estarão sofrendo hoje e a Igreja da Escócia tem um dever pastoral de cuidar dessas pessoas e lhes mostrar amor e compaixão”.

A mudança foi celebrada pelo Stonewall, organização homossexual de pressão política e legal, cuja filial escocesa disse que esperam que a decisão “sinalize o início da Kirk demonstrando compromisso para com a justiça, igualdade e dignidade nessa questão”.

“Embora estejamos aguardando decisões adicionais da Assembleia e detalhes sobre os próximos passos, esperamos que daqui a trinta anos essa mudança seja vista como uma tempestade em copo de água”, disse o diretor Carl Watt.

Entretanto, membros evangélicos e conservadores da Kirk estão protestando. Um relatório recente indicou que cerca de 100 mil membros e 20 por cento dos pastores e presbíteros abandonarão em protesto se a denominação permitir pastores homossexuais.

Nas deliberações, o Rev. Andrew Coghill recebeu altos aplausos quando assemelhou a mudança da Assembleia Geral a uma “granada de mão”, de acordo com o jornal Christian Post. “Estão nos pedindo para tirar o pino da granada. A igreja vai explodir em pedaços”.

No início deste mês, a Igreja Presbiteriana dos EUA formalmente aprovou a ordenação de homossexuais depois de uma batalha que durou décadas. A denominação votou para eliminar a exigência de que pastores devessem permanecer em “fidelidade no pacto do casamento entre um homem e uma mulher, ou castidade em sua vida de solteiro”.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Kit gay: Ministério da Educação teria mentido para Bancada Evangélica e anuncia que não fará alterações


Em ação contra o Kit Gay, a Bancada Evangélica ameaçou uma greve paralisando as votações na Câmara caso ele fosse distribuido. Imediatamente o Ministro da Educação e coordenador da fabricação do projeto anunciou que reavaliaria o “kit anti-homofobia” e teria uma reunião com representantes evangélicos, mas segundo o jornalista e colunista da Veja Reinaldo Azevedo tudo não passou de um blefe.

Uma das principais oposições ao kit seria porque em suas cartilhas teriam conteúdos considerados não próprios para os jovens, como assunatos sobre masturbação, sexo anal e outros temas polêmicos, além dos já comentados vídeos que fariam apologia ao homossexualismo e não contra a homofobia. Como o conteúdo do kit gay é feito por ongs gays internacionais e não pelo MEC, assim que eles consideraram o trabalho terminado deixaram vazar na internet. A cartilha e documentos com o símbolo do MEC caíram rapidamente nas mãos dos deputados e os vídeos do kit gay podem ser visto online.

Para a bancada evangélica o Ministro Fernando Haddad disse que o conteúdo que viram não era do Ministério da Educação, mas em vídeo de 2010 o ex-secretário do MEC confirma o conteúdo, afirma que ele está pronto e que a única dúvida seria se no vídeo sobre as jovens lésbicas apareceria beijo, até onde a lingua poderia ir ou se haveria lingua. O kit como está deve começar a ser distribuido nas escolas a partir do segundo semestre deste ano.

Para confirmar o blefe, o próprio Ministro divulgou ainda na última semana que o Kit Gay não sofrerá alterações. Segundo ele o encontro com a bancada evangélica foi para comunicar que podem dar opinião, mas que isso não quer dizer que ele fará qualquer mudança no projeto do kit feito pelas ONGs Global Alliance for LGBT Education (Gale), uma fundação holandesa; a Pathfinder do Brasil, associada à Pathfinder Iternational, dos EUA; a Reprolatina, entidade brasileira que trabalha em parceria com a Universidade de Michigan, a Ecos – Comunicação em Sexualidade e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

A Bancada Evangélica ainda não anunciou o que irá fazer ou se cumprirá com a promessa de travar as votações na Câmara.

Polêmico Pastor Ricardo Gondim perde coluna em famosa revista cristã por ser a favor da união gay


O pastor Ricardo Gondim, 54, da Igreja Betesda, escreveu em seu blog que, depois de quase 20 anos como colaborador da Ultimato, ele foi “convidado” pelo conselho editorial a “descontinuar” a sua coluna na revista. Ultimato é filiada à Associação Evangélica Brasileira e à Associação de Editores Cristãos.

Gondim foi informado pelos responsáveis pela revista de que suas declarações estavam criando desconforto e tensão. A gota d’água, segundo relatou o pastor, foi a entrevista que deu à revista Carta Capital na qual defendeu a união civil de homossexuais e a observância de que o Estado é laico. Aparentemente, ele foi defenestrado menos pelo que escrevia na revista e mais pelo que dizia em outros meios.

No blog, ao comentar o “convite”, ele reafirmou: “Em um Estado laico, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devassos, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveis. Minhas convicções teológicas ou pessoais não podem intervir no ordenamento das leis”.

Gondim tem se destacado como um contundente crítico do movimento neopentecostal brasileiro. No começo do ano, publicou em seu blog o artigo “Deus me livre de um Brasil evangélico”, com a argumentação de que, se a maioria da população do país se tornasse evangélica, o puritanismo causaria uma devastação na cultura brasileira.

À Carta Capital, ele disse que o objetivo desses evangélicos é assumir cada vez mais poder político, tendo em vista, inclusive, as eleições presidenciais.

Gondim contou que outro motivo do seu desligamento da Ultimato foi sua afirmação de que “Deus não está no controle”.

Na entrevista, ele disse: “Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida”.

Antes de falar à revista, o pastor, por causa da mesma afirmação, já tinha enfurecido alguns dos evangélicos que o seguem no Twitter. Mas a sua entrevista gerou da parte de Klênia Fassoni, da Ultimato, a acusação de que é um “humanista”. Nas doutrinas do humanismo, o homem é senhor do seu destino – independe, portanto, de divindades. Gondim demonstrou ficar chateado com Klênia e escreveu que, sobre o seu “humanismo”, não se daria ao trabalho de reagir.

Ao jornalista Gerson Freitas Jr., da Carta Capital, Gondim (foto) disse que vem sofrendo muita pressão de seus pares por causa de suas afirmações. “Fui eleito o herege da vez”, afirmou. O que confirma agora a sua demissão da revista com o sugestivo nome de Ultimato.

Segundo pesquisa ateus tem melhor vida sexual do que cristãos


Pesquisa da Universidade do Kansas (EUA) feita com 14.500 pessoas revelou que os ateus têm melhor vida sexual que os religiosos. Uns e outros reconheceram as mesmas práticas, como masturbação, sexo oral e uso de pornografia como estímulo. Mas os religiosos não obtêm a mesma vivência prazerosa por causa da culpa que têm durante o sexo, sentimento que se estende pelos dias seguintes.

Os psicólogos Darrel Ray e Amanda Brown, os responsáveis pela pesquisa “Sexo e Secularismo”, informaram que, para garantir uma avaliação com baixo índice de distorção, foram selecionadas pessoas que mantêm a mesma frequência semanal de sexo.

Em uma escala de 0 a 10, os mórmons apresentaram a maior pontuação de culpa, com 8,19, seguidos por Testemunhas de Jeová, evangélicos pentecostais, adventistas do Sétimo Dia e batistas, nessa ordem.

Os católicos tiveram pontuação de 6,34 os luteranos, 5,88. Os ateus apresentaram o mais baixo índice de culpa sexual, 4,71. Os agnósticos ficaram perto, com 4,81.

Do total das pessoas que cresceram em lares de forte religiosidade, 22,5% sentem vergonha quando se masturbam. Em relação a quem é de família menos religiosa, o índice é de 5,5%.

A pesquisa também apurou que quem deixou de lado a religião e se tornou ateu teve uma melhora significativa na satisfação sexual.

Ray disse que ficou surpreso com esse resultado, porque acreditava que as pessoas nunca se livrariam completamente da repressão religiosa.

O preconceito contra cristãos é maior que o preconceito contra gays, afirma Pastor Batista


O pastor Daniel Sampaio voltou a falar sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a aprovação da união estável entre pessoas do mesmo sexo e também falou sobre o Projeto de Lei 122/2006 que está para ser votado no Senado.

No novo vídeo, o pastor da Igreja Batista Central do Barreiro, Belo Horizonte (MG) mostra dados de que os homossexuais não são tão vítimas da violência como dizem e também revela que o Governo está do lado deles querendo instaurar uma ditadura gay no país.

“O movimento gay, que faz parte da esquerda radical, está cometendo um erro grotesco”, diz o pastor sobre a PL 122. Para ele esses grupos estão querendo discutir não a liberdade, mas quem tem o privilégio de exercer tirania sobre o outro.

Sampaio também mostra sua indignação contra os comentários que teve no primeiro vídeo que foi postado no Youtube. Mesmo sem falar contra os homossexuais, foi ofendido e acusado por muitos gays que postaram comentários no vídeo. O pastor chamou esses atos de “teofobia” e “pastorofobia”.

“Eles se julgam no direito de atacar, de humilhar e querem calar nossa boca para não dizer que o homossexualismo é pecado”, expressou o pastor que ainda concluiu, “dizem que o governo é laico, mas é mentira! Ele deixou de ser laico quando virou teofóbico”.

O pastor que tem um programa na Rede Super comentou que a PL 122, desarquivada pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) é totalmente inconstitucional ao punir a livre manifestação do pensamento, querendo tratar como fobia toda opinião diferente.

“Essa é a AI 5 dos gays” disse Sampaio, ao comparar o polêmico projeto com o ato inconstitucional imposto no período de ditadura. “Querem calar a boca da igreja como se isso fosse possível, mas eu sou livre pra expressar minha opinião e para criar o meu filho”, completou.

Em seu manifesto o pastor manda um recado aos governantes: “Faz mais cadeia porque não vai caber todo mundo!” Ele confessa que apoia o pastor Silas Malafaia e que fará parte da manifestação que acontecerá no dia 1 de junho em Brasília.

Assista ao vídeo:


Extremistas islâmicos matam a facadas mulher e filhos de Pastor e mais 12 cristãos em ataque


Conforme ia caindo ao chão, após tomar um tiro e ser golpeada com um facão, Dune James Rike olhou para os olhos marejados e amedrontados de seu marido e perguntou: “Este será o fim entre nós? Então não estaremos mais juntos?”

O pastor Musa James Rike contou à Compass que segurou as mãos de sua esposa de 35 anos de idade, enquanto ela morria, e lhe disse: “Apegue-se à sua fé em Jesus, que nós nos encontraremos e nunca mais nos separaremos.”

Muçulmanos extremistas que atacaram a vila Kurum, na área governamental de Bogoro, estado nigeriano de Bauchi, já haviam matado duas crianças do casal num tumulto que teve início na quarta-feira, dia 4 de maio, à meia-noite. Rike, pastor da Igreja de Cristo na Nigéria (COCIN, sigla em inglês), congregação em Kurum, em seguida ouviu os gritos de sua filha de 13 anos de idade, Sum James Rike, numa área próxima.

“Eu corri em direção a minha filha, somente para descobrir que ela também havia sido golpeada no estômago com um facão e seus intestinos estavam espalhados ao seu redor”, ele disse. “Eu segurei sua mão e comecei a orar, sabendo que ela iria morrer também. Ela me disse que os militantes muçulmanos lhe disseram que iriam matá-la, para ver ´como seu Jesus vai te salvar.’”

A garota disse a seu pai que lhes respondeu, dizendo que Jesus já a havia salvado e que, matando-a, eles só tornariam possível seu encontro com ele. O pastor Rike orou por ela, enquanto agonizava.

Atirando e ateando fogo às casas, os extremistas muçulmanos mataram outros 12 cristãos nesse ataque. A polícia de Bauchi relatou 16 mortos: um homem, três mulheres e 12 crianças.

O pastor Rike disse que, ao alcançarem sua casa, os agressores tentaram entrar nos quartos. “Eu abri a porta dos fundos e nós corremos pela noite escura, enquanto os militantes nos perseguiam,” ele disse. “Eles atiraram na minha esposa e em dois de nossos filhos, enquanto tentavam escapar.”

O pastor Rike disse que, após matarem as duas crianças, Faith James Rike e Fyali James Rike, de um ano de idade, cortaram a barriga de sua mulher com um facão.

“Fiquei chocado com o que vi”, ele disse. “Eu sabia que minha mulher não aguentaria e a única coisa que fiz foi encorajá-la a apegar-se à sua fé em Jesus. Os extremistas muçulmanos atearam fogo em mais de 20 casas antes de deixarem a vila”, ele disse.

O pastor Rike e seu filho sobreviveram ao ataque, mas sua filha adotiva, Whulham Rike James, foi ferida e estava recebendo tratamento no Hospital Geral de Bogoro. Disse também que outras cinco pessoas estavam sendo atendidas no mesmo hospital.

Algumas fontes da igreja disseram que entre os mortos estão: Murna Ayuba, Angelina Ezekiel, Dorcas Sunday, Asabar Toma, Rhoda Joseph, Dhunhgwa Zakka, Bukata Amos, Ishaku Amos, Kalla Amos, Amos Daniel, Samidah Joel e Changtan Joel.

Os muçulmanos jihadistas também roubaram dinheiro e outras coisas de valor da vila cristã, enquanto iam embora, segundo essas fontes da igreja.

A região

A área tem uma história de violência e os ataques se seguem à morte de centenas de pessoas em Bauchi e outros estados do norte, onde, no mês passado, houve revoltas dos muçulmanos por causa da eleição de 16 abril, que elegeu um presidente cristão, Goodluck Jonathan. Ele venceu o candidato muçulmano Muhammadu Buhari. Líderes cristãos do norte da Nigéria disseram que mais de 200 igrejas foram queimadas e que eles têm convocado uma sindicância federal sobre a violência, em que os cristãos são o principal alvo.

O norte da Nigéria subiu de 27º, em 2009, para 23º lugar, em 2010, na posição da lista da Portas Abertas de classificação de nações intolerantes ao cristianismo.

A igreja em que o pastor Rike ministra tem por volta de 30 membros e existe há mais de 50 anos. Os que foram assassinados eram membros das três igrejas da vila – a igreja COCIN, a Igreja Católica de São João e uma congregação da Igreja Evangélica do Oeste da África.

O pastor Rike disse que o incidente fortaleceu sua fé em Jesus.

“Qualquer que seja a situação, eu nunca negarei a Cristo,” disse. “Todos os seres humanos foram criados por Deus e aqueles que nos atacaram precisam entender que devem abandonar qualquer coisa que os leve a destruir as criaturas de Deus.”

A população da Nigéria é superior a 158,2 milhões de pessoas e quase que igualmente dividida entre os cristãos, que somam 51,3% da população e vivem principalmente no sul, e os muçulmanos, que somam 45% da população e vivem principalmente no norte. As porcentagens podem ser menores, entretanto aqueles que praticam religiões locais talvez estejam acima de 10% do total da população, de acordo com a Operation World.

Centenário da Assembléia de Deus: Políticos de Belém protestam contra CGADB


A câmara municipal de Belém do Pará emitiu um documento de protesto contra as ações da Convenção Geral das Assembleia de Deus no Brasil (CGADB) e da Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas da Assembleia de Deus do Estado do Pará (COMIEADEPA) que estão organizando eventos paralelos aos coordenados pela igreja-mãe para comemorar o Centenário das Assembleias de Deus.

Os vereadores entenderam que o objetivo das convenções é atrapalhar o evento da igreja presidida pelo pastor Samuel Câmara que é considerada como um patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

O requerimento da Câmara dá votos de protesto contra a CGADB e a COMIEADEPA “por convocarem todas as igrejas do Estado do Pará e do Brasil para uma festa paralela do Centenário, sem convocar a igreja-mãe e, por conseguinte atrapalhando o evento do Centenário da Igreja-mãe.”

“É no mínimo lamentável, vergonhoso e desonroso que os dirigentes nacionais das Assembleias de Deus não reconheçam a igreja-mãe ‘principal motivo da festa do Centenário’ como parte integrada das comemorações a nível nacional chegando até a fazer uma programação paralela uma semana antes da programação oficial da igreja-mãe”, diz o texto de justificativa.

Para eles o motivo das comemorações antecipadas é impossibilitar que os pastores e membros de todo o Brasil estejam presentes na festa programada pela AD de Belém.

O primeiro a denunciar as intenções da CGADB foi o pastor Silas Malafaia que por duas vezes usou seu programa de TV, Vitória em Cristo, para reclamar das atitudes do pastor José Wellington, presidente da convenção, de usar disputas políticas como desculpa para tentar atrapalhar as comemorações da igreja-mãe só por ela ser liderada pelo pastor Samuel Câmara que por diversas vezes se candidatou ao cargo de presidente da CGADB.

sábado, 21 de maio de 2011

Após pressão da Bancada Evangélica, Ministério da Educação irá reavaliar kit gay


Após polêmica sobre o chamado kit anti-homofobia, o ministro Fernando Haddad (Educação) não descartou que o material possa sofrer alterações. Haddad disse ainda que parte do material recebido pela bancada evangélica da Câmara e divulgado como parte do kit “não saiu do MEC”.

Se aprovado pelo ministério, o Kit (três vídeos sobre transexualidade, bissexualidade e meninas lésbicas) poderá ser repassado para estudantes do ensino médio das escolas públicas.

Segundo o ministro, o kit foi entregue ontem a pasta e será avaliado pela comissão de publicação do órgão, que vai ouvir secretários estaduais e municipais sobre o conteúdo. Também serão chamados para discutir o kit deputados da bancada evangélica, católica e da frente parlamentar de defesa da família.

O ministro foi chamado hoje às pressas para explicar o kit para as bancadas religiosas da Câmara que haviam anunciado ontem que “não votariam” nenhuma matéria caso o material não fosse recolhido. Parlamentares da bancada evangélica sustentam que o material já está sendo divulgado.

Haddad disse que o MEC não distribuiu o material, mas não quis apontar o vazamento. Deputados que participaram da reunião disseram que no encontro o ministro atribuiu a divulgação do Kit, que não estaria pronto, à empresa responsável pela produção.

O ministro disse à Folha que o material que não seria do MEC contém cenas de sexo explícito. Na reunião, deputados mostraram uma cartilha que tem o símbolo do MEC que fala, por exemplo, de masturbação e ainda uma cartilha com símbolo do Ministério da Saúde com ilustrações com cenas de sexo entre dois homens.

“Eu recebi ontem o material. [...] Vai para comissão que vai ouvir os secretários estaduais e municipais e os parlamentares que pediram para participar e participarão. O material que vi circulando aqui [Congresso] não é do ministério. Vários dos materiais que foram distribuídos aqui, que circularam aqui não são do Ministério da Educação”.

O ministro afirmou que a produção do kit foi contratada a uma ONG há três anos e só será oficial após a aprovação do ministério. “O problema do vídeo que está no youtube é que esse material está sendo produzido há mais de um ano. Teve muitas idas e vindas. O MEC recomenda alterações, modificações, e o material acaba sendo refeito a partir da perspectiva do ministério da educação. Ele só se torna oficial quando é aprovado pela comissão de publicação”.

O vice-presidente da bancada evangélica, deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), afirmou que o kit pode levar meninos e meninas a se tornarem homossexuais. “Dinheiro público deve ser empregado para combater a homofobia e não para estimular opção sexual”.

Assista o testemunho de conversão de jovem que fazia orgias em cemitérios e bebia sangue para alimentar pacto com diabo

O Bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus postou um vídeo em seu blog com o testemunho de uma jovem que na adolescência se envolveu com o goticismo e passou a fazer pactos de sangue e pactos sexuais nos cemitérios de São Paulo.

Rafaela Rizzo, estudante de jornalismo, conta que passou a curtir rock com letras que cultuavam o diabo e passou a andar com góticos frequentando cemitérios onde faziam orgias sexuais, sob o efeito de álcool e de drogas.

Foi com essa turma que ela passou a ter experiências bissexuais. “Quando um homem a decepcionavam ela ficava com mulheres, quando uma mulher me decepcionava eu voltava a ficar com homens”, explica a jovem.

Ela gostava de viver dentro dos cemitérios, deitava nos túmulos para se drogar e nessa mesma época passou a gostar de tomar sangue humano. Para saciar esse desejo por sangue, Rafaela pedia aos seus amigos que a deixassem sugar o sangue deles.

A jovem relata que sentia um vazio muito grande e que por muitas vezes tentou se matar, até que um dia uma amiga a convidou para participar de um culto e ela aceitou.

Ela se converteu no Cenáculo da Bela Vista, São Paulo, e hoje faz parte do grupo Força Jovem da Igreja Universal.

Assista ao vídeo do testemunho:


Pedido de oração pela alma de Bin Laden causa protestos em igreja


Um católico devoto, na Flórida, irritou os membros de sua congregação, pedindo que eles orassem por Osama bin Laden na sua próxima missa.

O pedido Henry Borja foi concedido pela Igreja Católica de Jesus em West Palm Beach, na Flórida, mas nem todo mundo está feliz com isso.

Um membro da Igreja, Luis Pizzano, disse à televisão WPTV que orar por Bin Laden é “irresponsável” e um “sacrilégio.”

“Eu acho que é totalmente errado. [Bin Laden] não pertence à religião católica. Pelo que ele fez para os americanos, ele não pertence a lugar algum,” disse ele.

“Vamos orar por nossos soldados que estão lá, não para alguém que levou os nossos soldados a irem até lá.”

Borja disse que queria orar para o líder da Al-Qaeda que foi morto no início deste mês em uma incursão pelos US Navy SEALs em Abbottabad, Paquistão, por causa do ensinamento dado por Jesus a seus seguidores que amem seus vizinhos.

“Eu não sou um simpatizante nem admirador do falecido,” disse ele. “A única coisa que eu fiz foi para hospedar uma missa por misericórdia, perdão e compaixão desse criminoso miserável.”

O padre da Igreja, Frei Gavin Badway, explicou por que ele concordou em adicionar o nome de Bin Laden na lista de pessoas para oração para a Missa dominical.

“No começo eu pensei que era estranho que alguém fizesse isso,” disse ao Palm Beach Post. “Então eu pensei ‘isso é exatamente o que Jesus nos diz:. Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.”

“São aquelas apenas palavras vazias ou não as levamos a sério? Se você é um Cristão, você tem que levá-los a sério.”

Bin Laden foi o cabeça por trás do pior ataque terrorista em solo dos EUA em 2001. Quase 3.000 pessoas morreram nos ataques de 11/09.

Desde o êxito da operação secreta em Abbottabad, autoridades dos EUA descobriram que Bin Laden estava sendo ainda o estrategista por trás dos ataques terroristas ao redor do mundo. Baseado no diário pessoal de Bin Laden e pen drives apreendidos durante o ataque de 2 de maio, os agentes descobriram que ele aconselhava membros da al-Qaeda em outros países a terem como alvo trens, além de aviões, greves em importantes datas americanas – como a de 04 de julho e os aniversários do 11 de setembro – e matar muitos americanos, ao mesmo tempo, de acordo com a Associated Press.