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sábado, 18 de junho de 2011

Pastores da Igreja Mundial são expulsos por denunciarem desvio de 3 milhões de dólares de dízimos e ofertas


O bispo Juliano Marques expulsou da IMPD (Igreja Mundial do Poder de Deus) de Angola pelo menos três pastores angolanos porque eles teriam descoberto que os responsáveis pela igreja, todos brasileiros, desviaram para seus bolsos US$ 3 milhões (R$ 4,76 milhões) do dízimo e da venda de canetas e gravatas com poder de “cura divina”. A informação foi divulgada pelo semanário Agora e repercutiu em toda a imprensa angolana, como o site AngoNotícias [reprodução acima].

A IMPD abriu uma filial naquele país em meados do ano passado e se encontra instalada em um templo provisório em Luanda, a capital. A expulsão dos pastores ocorreu durante uma cerimônia religiosa.

O seminário publicou que os brasileiros estão aplicando o dinheiro do dízimo em negócios próprios em Angola e no exterior. Marques também estaria pagando por mês cerca de US$ 28 mil (R$ 44,4 mil) pelo aluguel de um casarão em Talatona, o bairro dos ricos de Luanda. O salário de um pastor angolano é 30 mil kwanzas, o que corresponde a U$ 344 ou a R$ 546.

Um angolano disse ao Agora: “A igreja se transformou em uma forma de enriquecimento familiar. Quase todas as semanas chegam brasileiros que regressam com os bolsos cheios”.

No AngoNotícias, um leitor comentou: “O governo angolano é tímido em agir perante estes casos, sobretudo perante aos brasileiros que vêm roubar o povo. [O governo] só olha os bandidos das ruas e esquecem os bandidos e diabos brasileiros que enganam os angolanos diariamente”.

A IMPD de Angola não se manifestou até agora sobre as acusações.

Marques substituiu em Angola o bispo Marcelo Paiva, que, por “amor à África”, abriu lá a sua própria igreja, a Sê Tu Uma Benção de Deus.

Evangélico é encarregado de processo que pode cassar mandato do deputado Jair Bolsonaro


Membro da Frente Parlamentar Evangélica e relator do processo disciplinar contra Jair Bolsonaro (PP-RJ), o deputado federal Sérgio Britto (PSC-BA) afirma que o posicionamento religioso de sua bancada não influenciará seu parecer sobre as representações apresentadas pelo Psol. Bolsonaro responde, no Conselho de Ética da Câmara Federal, por suas frases preconceituosas, acusadas de incitar a violência contra negros e gays.

- Eu tenho a minha crença. Esse é um ponto pacífico. Eu não admito que ninguém possa falar mal de nenhum ser humano (…) Agora, sobre a minha crença… Tenho um ponto pacífico, mas a minha religião também não permite que haja discriminação de qualquer tipo – garante o deputado do PSC.

Britto promete apresentar o relatório prévio em 29 de junho. A partir de seu parecer, o Conselho votará pela continuidade do processo. Nesta quarta-feira (15), instaurou-se uma ação contra Bolsonaro, englobando duas representações: a primeira, por causa da entrevista do militar reformado ao programa “CQC”; a segunda, por insultos trocados com a senadora Marinor Brito (Psol-PA), em maio.

No “CQC”, provocado por uma pergunta da cantora Preta Gil, sobre o que ele faria se seu filho namorasse uma negra, Bolsonaro reagiu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu”. Vinte deputados moveram um processo por racismo.

- Vamos observar tanto a imunidade dele quanto os direitos do outro, os deveres e os direitos individuais – diz o relator.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Documentos revelam que Igreja Universal deu R$40 milhões por mês a TV Record para exibir programas na madrugada


De acordo com o coluna Ooops!, do UOL, a Igreja Universal do Reino de Deus colocou R$480 milhões nos cofres da TV Record apenas em 2010. Esse valor representa cerca de R$40 milhões por mês para pagar pela veiculação dos programas religiosos que ocupam a programação da madrugada.

A reportagem usou um estudo inédito e sigiloso que mostra as operações financeiras da emissora do bispo Edir Macedo. Mas apesar desse montante que entra todos os meses, a Record fechou o ano de 2010 com um prejuízo de R$1,7 milhão, segundo informações do Diário Oficial Empresarial publicado em 31 de maio. Considerando o volume da movimentação financeira da emissora do bispo Edir Macedo, tal prejuízo é pouco, mas ele se refere somente à matriz, ficando de fora as emissoras afiliadas da Record.

O faturamento total da emissora foi de R$1,9 bilhão, ou seja, quase 1/4 (um quarto) do dinheiro que a Record fatura vem da Igreja Universal do Reino de Deus.

A nível de comparação o SBT deve vender o mesmo horário da madrugada por R$7 milhões por mês, uma valor já considerado bem acima do geralmente contratado pelas igrejas.

A direção da emissora não quis se manifestar sobre esses números.

Magno Malta ameaça renunciar ao Senado se PLC 122 for aprovada e afirma que processará Jean Wyllys


O pastor evangélico Magno Malta, parlamentar da frente da família, promete deixar o senado caso o PLC 122 seja aprovado, e interpelar judicialmente o deputado Jean Wyllys, durante entrevista a revista Comunhão.

O senador, que tem lutado contra a aprovação do projeto desde sua primeira proposta no ano de 2006, agora promete que se o projeto de lei for aprovado ele renuncia.

“Se o Projeto de Lei 122, que excita a criação de um terceiro sexo, for aprovado, com dignidade de cristão, renuncio do mandato de Senador da República”, afirmou ele em tom de descontentamento.

Para o senador Magno Malta, “criar castas, mudar costumes enraizados pela própria natureza e proteger a minoria com privilégios são fatos reais que ferem a justiça social em toda conjuntura”.

O projeto tem sido tema de grande impasse no governo, em que segundo os deputados evangélicos, fere a constituição, indo contra os direitos de liberdade de expressão e religiosa.

Malta também afirmou que vai interpelar o deputado do PSOL, Jean Wyllys, alegando que ele o acusa de ser de “má fé” ao relacionar o homossexualismo com a pedofilia.

“Nunca afirmei tal comparação. Pelo contrário, defendi o Vaticano mostrando a realidade dos fatos como comportamentos distintos e sem relação na grande maioria das vezes”, afirmou Magno Malta, que presidiu a CPI da Pedofilia.

O senador presidente da Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira disse que “preconceito é cegueira moral, não aceito nem a intolerância e conceito imparcial.”

“Não estou legislando em causa própria, mas no mais legitimo dever de defender a família estruturada, o futuro de uma geração e de forma geral a vida na sua essência divina”.

De acordo com a pesquisa encomendada recentemente pelo Ministério da Educação, a polêmica da homossexualidade incomoda 87% da população. A grande maioria não aceita mudanças radicais no comportamento da sociedade.

“Por isso, em defesa dos verdadeiros valores agregados no coração da família brasileira, renunciarei meu mandato se a PL 122 for aprovada”, finalizou Magno Malta.

Cristãos se autoflagelam e são crucificados para sentir o que Jesus sentiu na via crúcis


Nas Filipinas, país de maioria católica, fanáticos religiosos praticam autoflagelação e crucifixam uns aos outros, como um ato de fé, para sentir na pele o que Jesus sentiu a caminho da cruz.

Na cidade de São Pedro Cutud, centro extremista dessa devoção instrumentos com metais e cacos de vidros são usados nos rituais dos quais somente os homens participam há 50 anos.

As mulheres e crianças os ajudam a cumprir a dolorosa demonstração de fé, que ocorre na Semana Santa. Grupos se revezam dia e noite na prática da autoflagelação.

Muitos caem durante a sofrida tragetória, demostrando pleno esgotamento físico. Eles fazem isso para sentir a mesma dor que Jesus sentiu a caminho da cruz. Os devotos acreditam que esta é uma maneira de purificação da alma.

Familiares fazem escolta na trajetória para dar apoio e suporte quando precisam.

Em outro ponto da cidade, os devotos se preparam para o maior desafio de suas vidas, que envolve martírio, dor e fé. Carregando as cruzes pela rua, eles sabem que vão ser ao final da jornada haverá a crucificação. O ritual parece encenação até que eles começam a ter suas mãos e pés martelados com cravos numa cruz.

A cruz ficou famosa com a morte de Jesus, entretanto, ela já era usada anteriormente como forma de punição, como por exemplo, entre os povos assírios.

Massacre de Realengo: Última aluna a sair do hospital tem fé em Deus que voltará a andar


Thayane Tavares, 13 anos recebeu alta do hospital nesta terça-feira, depois de ser vítima do massacre do Realengo, dizendo que “eu tenho certeza que vou voltar a andar”.

Tavares sobreviveu ao tiroteio feito por um atirador que matou 12 crianças em uma escola do Rio de Janeiro.

Para a costureira Andreia Tavares, mãe de Thayane, a energia e a determinação da filha foram fundamentais para a família superar o trauma do massacre contra os alunos. Ela agradece a Deus a recuperação de sua filha.

“Hoje me sinto uma mãe completa, ao lado das minhas três filhas. Estou sentindo uma felicidade muito grande por Deus ter trazido minha filha de volta. Ele devolveu a vida da minha filha”, afirmou emocionada.

A aluna, que praticava atletismo, recebeu o jogador Ronaldinho Gaúcho enquanto esteve internada no hospital de Saracuruna. “Ele disse que queria jogar futebol comigo. E vou jogar”, contou ela.

Thayane ainda se submeterá a sessões de fisioterapia que fará no Hospital Sara Kubitschek. Segundo os médicos, a recuperação dela foi muito boa, que a medula está ainda inchada mas que vai melhorar com a fisioterapia.

Andreia confia em Deus e diz que ela vai voltar a andar. “Eles disseram que ela é nova e tudo ajuda, mas foi a força de vontade dela que surpreendeu a todos. Ela é muito determinada e acredito que Deus vai atender meus pedidos e minha filha vai voltar a andar”, disse.

Thayane foi atingida pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23, no abdômen e na coluna. Já nos primeiros dias ela não sentia as pernas.

Mas, segundo a mãe da adolescente, Thayane contrai os músculos e também tem sensibilidade nas pernas. “O médico disse que o melhor antibiótico é a fé”, contou a mãe ao G1.

A adolescente passou por cirurgia para a retirada da bala na coluna, e foi transferida em 2 de junho ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

Catedral Mundial da Fé, principal templo da Igreja Universal no mundo, sofre incêndio


A principal sede da Igreja Universal do Reino de Deus sofreu com um incêndio durante a madrugada deste dia 14 (terça) para o dia 15 (quarta), os bombeiros foram acionados.

A denominada “Catedral Mundial da Fé”, também conhecida como “Templo da Glória do Novo Israel”, fica no bairro de Del Castilho na Zona Norte do Rio de Janeiro e teve momentos de pânico durante a madrugada, vários exemplares da Folha Universal, tablóide da denominação, começaram a pegar fogo. O incidente aconteceu em um dos quatro pavimentos de estacionamento do interior do templo que é revestido de madeira e pedras enviadas de Israel.

Os bombeiros do quartel do Meier foram chamados e controlaram as chamas por volta das duas horas da manhã. Ninguém ficou ferido. Não foram divulgadas prováveis causas do incêndio.

Apesar do incidente, a Igreja Universal deve manter a programação normal do templo.

A Catedral Mundial da Fé tem cerca de 72 mil m² de área construida e capacidade para 15 mil pessoas sentadas. A construção contém vários prédios com diversos pavimentos cada, um heliponto, área subterranea, estúdios para transmissão de rádio e televisão e um prédio exclusivo para residência de bispos e pastores. O templo fica na Avenida Dom Hélder Câmara (antiga Suburbana), 4.242, em Del Castilho no Rio de Janeiro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mãe de Justin Bieber tem coluna em jornal cristão e pede orações para que filho não caia na “cultura de hollywood”


A mãe de Bieber tem uma coluna lateral no Hollywood Prayer Network (Rede de Oração Para Hollywood) para pedidos de oração por Justin Bieber pedindo a Deus por sua proteção contra o mal da cultura de Hollywood.

“Justin tem 17 anos e se tornou um fenômeno global, ainda não entende que a celebridade pode ser mais uma maldição do que uma bênção. Sua mãe pediu para que nós oremos por ambos, para manter seus olhos em Jesus, para tomar decisões sábias e não ser arrastado pela mentalidade perigosa que a fama e a celebridade trazem às pessoas,” diz a postagem.

Karen Covell, a fundadora do site Rede de Oração para Hollywood, disse “tem sido uma batalha espiritual incrível quando se trata de celebridades. Entendemos quão sério é para os jovens que se deparam com as armadilhas das celebridades. Pedimos a Deus para ajudar Justin e outros a manobrarem o poder da celebridade que pode confundir suas mentes ou afastá-los do que é certo.”

O Ministério foi criado há 10 anos, e é dedicado à oração para pessoas com carreiras em todas as áreas da indústria criativa.

Covell escreveu recentemente em uma coluna: “Nos EUA, enquanto Washington é a sede mundial do poder, Hollywood é a sede global da influência. Mas ao invés de reunir em oração, como muitos tem feito por Washington, os Cristãos tem frequentemente se reunido para protestar contra Hollywood.

Muitos tentam mudar o conteúdo, ela diz, através de protestos e boicotes. Mas ela afirma que as pessoas devem orar para Deus para que Ele possa mudar seus corações, e por consequência eles vão criar um conteúdo diferente.

O maior mandamento de Deus é amá-lo e então amar aos outros como a nós mesmos, ela afirma. Devemos amar os nossos semelhantes em nossa indústria e pedir a Deus para tocá-los e movê-los, para que se humilhem diante dele, e para mudar a nós de maneira que nossos corações se aquebrantem por eles. Assim então veremos vidas mudarem.

John Piper desafia tradição da Igreja Batista e faz pregação polêmica sobre batismo no espírito santo e dons espirituais


O estudo acerca dos dons espirituais sempre gerou polêmica no meio cristão, haja vista a própria Igreja Batista ter varias ramificações por divergências neste assunto.

Em uma pregação o pastor John Piper demonstrou sua visão acerca dos dons espirituais como dons de línguas e de cura. Para o pastor da Igreja Batista Betel de Minneapolis há razões para acreditarmos na contemporaneidade dos dons.

No estudo ele apresenta quatro delas: a primeira é sobre o termo “batismo com o Espírito Santo”, baseado em Atos 1:5 e 11:16. Sobre isso Piper escreveu que “se o Espírito te cobre como um batismo, não podemos imaginar o Espírito entrando de maneira sorrateira e quieta enquanto você dorme e fazendo morada de maneira imperceptível.”

Outro aspecto pregado por evangélicos pentecostais que Piper concorda é sobre o poder, a ousadia e a confiança. “Jesus diz em Atos 1.5 e 8 que o batismo com o Espírito significa: “mas recebereis a (virtude) poder… e ser-me-eis testemunhas”. Isso é uma experiência de ousadia, confiança e vitória sobre o pecado.”

“Não há motivo para pensar que até mesmo para Paulo o batismo com o Espírito Santo estava limitado ao momento inicial da conversão. E certamente no livro de Atos o batismo com o Espírito Santo é mais que um ato divino subconsciente de regeneração- é uma experiência consciente de poder (Atos 1.8).”

Outro ponto apresentado pelo pastor reformado é sobre ao testemunho descrito em Atos. “Na verdade a terceira razão que me faz pensar isso é que quando pegamos uma concordância e procuramos em todas as passagens em Atos onde o Espírito Santo trabalha nos cristãos, nunca é de forma subconsciente. Em Atos o Espírito Santo não é uma influência silenciosa, mas experimentação de poder. ”

Já o quarto e último ponto fala sobre a manifestação do Espírito como consequência da fé, e não de forma subconsciente. “Em Atos 11.15-17 Pedro relata como o Espírito Santo desceu sobre Cornélio assim como nos discípulos em Pentecostes. (…) Note que o dom do Espírito, ou batismo com o Espírito, é precedido pela fé.”

Concluindo esse estudo sobre o Batismo do Espírito, Piper fala sobre os dons de línguas. “Em si mesma a língua é relativamente sem importância. A verdadeira contribuição valiosa da renovação carismática é sua implacável ênfase na verdade que receber o dom do Espírito é uma experiência real marcante.”

Apesar das brigas e polêmicas Pastor Samuel Câmara participa da festa da CGADB para o Centenário da Assembléia de Deus


Na última quinta-feira, 9, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) realizou no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém do Pará, o culto que marca o inicio das comemorações do Centenário das ADs no Brasil.

Mas apesar de toda a polêmica dizendo que a festa realizada pela CGADB era uma forma de boicotar as comemorações organizadas pela igreja-mãe, o pastor Samuel Câmara, presidente da igreja centenária, esteve presente no culto.

Muito se falou sobre as duas festas para comemorar um centenário. Até a câmara de vereadores da cidade de Belém se manifestou sobre o caso, repudiando a atitude da CGADB de não convidar a igreja-mãe e seu presidente para a festa.

O pastor Silas Malafaia também saiu em defesa da igreja-mãe e pediu para que os pastores e líderes do Pará boicotassem a festa. Apesar disso, o Hangar estava cheio de membros e líderes que foram até Belém para festejar os 100 anos das ADs.

Na próxima semana começam as festividades da igreja de Belém do Pará. Do dia 16 ao dia 18 vários eventos acontecerão na capital paraense para relembrar a inauguração da maior igreja evangélica do país.

João Campos, líder da Bancada Evangélica, questiona números sobre homofobia e recebe protesto do próprio partido


A questão da homofobia entrou de vez na pauta do Congresso e da sociedade. A cada um dia e meio, um homossexual brasileiro é assassinado, vítima de homofobia, segundo relatório anual elaborado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), divulgado em abril. Segundo o levantamento, 260 gays, travestis e lésbicas foram mortos em 2010. Mas será mesmo que essas pessoas foram vítimas de homofobia ou esses homossexuais estão sendo assassinados por outras razões, como qualquer outro ser humano?

Na próxima semana, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), irá encaminhar ao Ministério da Justiça um pedido de esclarecimentos sobre dados relativos à violência contra homossexuais. João Campos prepara um requerimento, endereçado ao ministro José Eduardo Cardozo, no qual pretende questionar a veracidade de dados referentes a assassinato de gays no Brasil.

“Estão dizendo que, em todos os casos de assassinato de homossexuais, a motivação foi a homofobia. Será que é verdade? Qual o perfil dos autores desses assassinatos? São os companheiros ou terceiros? Será que tem alguma motivação relacionada com droga, álcool, prostituição? Será homofobia ou o gay está sendo vítima de violência da mesma forma que o heterossexual?”, questiona João Campos. “Nós precisamos passar essas informações a limpo, para ninguém ser induzido ao erro”, afirmou.

As discussões sobre os direitos dos homossexuais no país foram intensificadas a partir do debate do PL 122/2006, que criminaliza a homofobia. A proposta, que tramita no Senado, tem forte oposição por parte da bancada evangélica, que considera a matéria “inconstitucional”. Evangélicos pretendem apoiar no Congresso o PL 6418/2005, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que tem caráter mais geral e torna inafiançáveis e imprescritíveis crimes de discriminação no mercado de trabalho, de injúria resultante de preconceito e de apologia ao racismo.

“O PL 122 é flagrantemente inconstitucional. Quando ele propõe a criminalização da homofobia, esse projeto subtrai da sociedade aquilo que é o sustentáculo da democracia: a livre manifestação do pensamento e a inviolabilidade da crença e da consciência”, defendeu João Campos. “O nosso encaminhamento é para apoiar um projeto do senador Paim, que caminha nessa mesma direção, mas sem esses vícios de constitucionalidade”, disse.

Em crescente ascensão no Parlamento, a bancada evangélica protagonizou nas últimas semanas duros embates contra o governo. O motivo foi a elaboração de um kit anti-homofobia, criado por ONGs pró-gays a pedido do Ministério da Educação. A cartilha, que continha pôsteres e vídeos sobre o homossexualismo, foi vetada pela presidente Dilma, que após pressões da bancada evangélica e articulações de CPI e convocação do ex-ministro Antonio Palocci, proibiu que o “kit gay”, como ficou conhecido, fosse distribuído nas escolas.

“O governo se mostrava insensível e indiferente às nossas abordagens, então nós tivemos que utilizar de ferramentas próprias do jogo político para fazer com que fôssemos, no mínimo, ouvidos pelo governo”, disse João Campos. “Se for preciso, usaremos novamente essas ferramentas. Não tenha dúvida que a bancada está estruturada para isso”, emendou.

Por que só os gays?

Em entrevista, o presidente da Frente Evangélica afirma que a bancada irá trabalhar para que o governo não elabore nenhum material educativo específico para tratar sobre as questões homossexuais. Para o deputado evangélico, é um erro o governo “adotar um programa para prevenir o preconceito e a discriminação em relação apenas a uma minoria da sociedade brasileira”.

“Por que não um programa, com fundamento na cidadania, que oriente a criança a respeitar qualquer pessoa nas suas diferenças? Evidentemente, com isso vamos garantir cidadania plena lá na frente. Agora, quando o governo direciona um programa dessa natureza apenas para uma minoria, além dele não alcançar o que pretende, ele ainda provoca efeitos colaterais”, defende João Campos.

Delegado de Polícia, João Campos é vice-presidente de uma das convenções da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. A maior denominação evangélica, a Assembleia de Deus tem cerca de 10 milhões de fieis. Na Câmara, o deputado luta em “defesa da vida, da família, da liberdade religiosa e da laicidade do Estado”. Para o parlamentar, ser homossexual “não é normal”, e a bancada se posiciona contra qualquer ampliação de direito para essa parcela da população.

“Em nenhum lugar do mundo, nenhum país de fato entendeu que o homossexualismo é um comportamento normal. Do ponto de vista bíblico, a prática da homossexualidade é pecado. Convencidos disso, nós somos contra a prática do homossexualismo”, disse João Campos, acrescentando que a bancada não negociará em relação à união civil de casais homossexuais ou mesmo a adoção de crianças por parte desse público.

Crescimento

Nas últimas eleições, a bancada cresceu não só em número – passando de 43 para 80 parlamentares –, mas também em influência política. João Campos ressalta que os evangélicos sempre tiveram força dentro do Congresso, derrubando projetos de temas como legalização do aborto e união homoafetiva, mas que só agora a mídia tem dado importância para as ações da bancada.

“Na última legislatura, nós vencemos o projeto que legalizava o aborto, vencemos a questão da adoção de crianças por homossexuais, vencemos os projetos de lei que propunham a união homoafetiva, vencemos o Estatuto da Família. O que faltava era a mídia dar certa visibilidade a essas ações”, afirma. “A grande mídia sempre nos tratou com indiferença, ou com acentuado preconceito. O que está acontecendo agora é uma certa visibilidade”, defendeu.

Leia a íntegra da entrevista:

Congresso em Foco – Nas últimas eleições, a bancada evangélica saltou de 43 para 80 parlamentares. O que isso significa? Os brasileiros estão se convertendo mais às religiões evangélicas?
João Campos -
Primeiro, significa que o segmento evangélico está cada vez mais adquirindo uma maturidade política, está se organizando e entendendo que uma das formas de colaborar com o Brasil é também por meio de uma representação política e ativa. O segmento evangélico vem contribuindo muito com o Brasil, mas mais na área social, da educação e da evangelização. E agora o segmento entendeu que deve agregar a isso também um trabalho de cunho político. Segundo, na medida em que qualquer segmento da sociedade, a exemplo do evangélico, se torna mais expressivo, em função das milhares de conversões que têm ocorrido, evidentemente que isso termina tendo conseqüência na representação política deste segmento. O segmento evangélico hoje já não é mais uma minoria no Brasil, já é uma das maiorias que compõem a sociedade brasileira. Por isso mesmo, dentro do Parlamento ele também é uma das maiorias de representação política. De fato, essa é uma das consequências em função do crescimento do segmento evangélico.

Na sua avaliação, a religião pode ser usada como um trampolim para a política?
Acho que religião e política, ambas realizadas com seriedade, se complementam. O que é a verdadeira religião, se não amar o próximo e servir o próximo? A Bíblia, inclusive, diz que a verdadeira religião é aquela que acolhe a viúva e o órfão. E a verdadeira política o que é, se não o homem público se dar a seu povo, a seu país, à sua gente, para servir? A atividade política se assemelha muito à atividade sarcedotal. Acho que elas se complementam. Do ponto de vista de servir de trampolim, eu não diria. Porque assim como qualquer outro segmento social, estando devidamente organizado, ele passa a ter desejo de ter a sua representação política. Aqui na Casa, temos diversos segmentos representados. Daí termos várias frentes ligadas a segmentos. Acho que representa apenas a capacidade de organização, de conscientização e maturidade política do segmento.

Nas últimas semanas, a bancada evangélica conseguiu, com forte articulação dentro do Congresso, barrar a distribuição do kit de combate à homofobia nas escolas. A bancada está ganhando força?
A bancada vem se fortalecendo muito em função do quantitativo. No Parlamento, número faz diferença. Nas votações, o parlamentar pode ser o mais qualificado possível, mas o voto dele só vale um voto. Então, na medida em que a quantidade de representação ampliou-se, evidentemente que a nossa representação é muito mais forte. Mas, do ponto de vista da nossa atuação dentro do Parlamento, eu acho que o que está acontecendo agora é uma certa visibilidade das nossas ações. Mas nós sempre tivemos ações pró-ativas, em favor da sociedade, ações direcionadas para bandeiras em que acreditamos, que estão acima das questões partidárias, como defesa da vida, da família, da liberdade religiosa, defesa da laicidade do Estado. São papeis que a gente tem realizado com muita firmeza. Mas por que nós temos dificuldade de ter visibilidade de nossas ações? Porque a grande mídia sempre nos tratou com indiferença, ou com acentuado preconceito. Lembro-me apenas, a título de exemplo, quando conseguimos aqui derrotar o conjunto de projetos que legalizam o aborto, que tramitavam nesta Casa há mais de uma década. Esses projetos tinham apoio do governo, da grande mídia, e nós conseguimos derrotar. A mídia não fez destaque nenhum, nenhum. Se fosse o contrário, se nós tivéssemos sido derrotados e a legalização do aborto aprovada, seria manchete em todos os jornais e televisões. Esse fato, por si só, demonstra todo o preconceito da mídia em relação a nós. Mas qual a nossa estratégia de vencer o preconceito? É manter a nossa postura de coerência, de respeito às pessoas, de respeitar as ideias diferentes da nossa, e de prevalecer o argumento coerente. Acho que aos poucos, essa nossa postura e essa forma de proceder vem se consolidando.

O deputado Anthony Garotinho chegou a dizer que a bancada não iria colaborar com o governo nas votações no Congresso, caso não fosse suspenso o kit gay. Esse foi um recado da bancada em relação às demandas da bancada evangélica?
A Frente Parlamentar Evangélica não é de oposição nem é do governo. Ela é apartidária. Temos representantes dos mais diversos partidos. É uma bancada suprapartidária. Naquele momento, quando nós fazíamos enfrentamento de alguns temas que nos preocupam – particularmente o kit gay, que está relacionado com uma de nossas bandeiras, que é a defesa da família –, e o governo se demonstrava insensível e indiferente às nossas abordagens, nós tivemos que utilizar ferramentas próprias do jogo político para fazer com que fôssemos, no mínimo, ouvidos pelo governo. Aí, adotamos algumas ferramentas. A primeira era a de obstruir toda e qualquer votação na Casa. Dois, foi pedir a exoneração do ministro da Educação, pelo desrespeito que ele teve com a bancada evangélica. Terceiro, a possibilidade, se reuníssemos número suficiente de assinaturas, de pedir uma CPI do Ministério da Educação. E um tema que ficou polêmico foi que nós não apenas apoiamos, nós articulamos a convocação do Palocci aqui na Casa. Essa última hipótese gerou uma certa polêmica na Casa, porque algumas pessoas não entenderam que isso era ferramenta política, entenderam como uma chantagem, já que a convocação tinha que se dar não em função disso, mas em função das circunstâncias e do desejo da sociedade de saber como é que ele se enriqueceu tão rápido.

Mas não foi chantagem mesmo?
Para as pessoas que estão na vida política partidária, não se tratava de uma chantagem. Se tratava de utilizar um instrumento adequado para fazer com que o governo fosse sensível e ouvisse nosso clamor. Tanto é que depois de vencida essa pressão – e a presidente Dilma tomou uma atitude que merece nosso aplauso –, nós fomos ouvidos. É preciso deixar claro que ela só tomou essa decisão por pressão, em função das ferramentas que utilizamos. A nossa orientação foi que cada deputado passasse a seguir a orientação do seu partido e agir de acordo com a sua consciência.

Se for preciso utilizar novamente esses instrumentos políticos para defender causas evangélicas, a bancada pretende usá-los?
Não tenha dúvida que a bancada está estruturada para isso. Se for preciso, usaremos novamente essas ferramentas. Os próprios partidos utilizam esses instrumentos: convocação de ministro, CPI, obstrução. São as ferramentas que estão à disposição do jogo político.

Agora que o kit foi retirado de circulação, uma nova cartilha deve ser elaborada. O que a bancada é a favor de ensinar para as crianças em relação à homossexualidade?
Com o kit gay, o governo cometia dois erros. O primeiro, o mais grave e que saltou aos olhos da sociedade, foi o fato de o governo fazer um material com conteúdo diferente daquilo que foi anunciado. O governo anunciou que o material era para prevenir a homofobia nas escolas. O conteúdo era exatamente o contrário, era para estimular o comportamento homossexual. Esse erro foi grosseiro e absurdo. O segundo erro do governo estava em adotar um programa para prevenir o preconceito e a discriminação em relação apenas a uma minoria da sociedade brasileira. A sociedade brasileira não é preconceituosa, não é discriminatória e intolerante. Agora, isso não significa dizer que a gente não tenha pontualmente um comportamento de intolerância, de preconceito. Só que esse comportamento pontual não é apenas em relação aos homossexuais. Pontualmente, há preconceito em relação a evangélicos, em relação a ciganos, à comunidade judaica, a negros, a idosos, a moradores de rua. Então, porque o governo fez um programa apenas para um segmento? Isso está errado. O governo tem que governar para todos. E se esse comportamento merece ter um cuidado do governo, um comportamento que acontece pontualmente, então o governo tem que fazer um programa para todos. E não para um segmento. Por que não um programa, com fundamento na cidadania, que oriente a criança a respeitar qualquer pessoa nas suas diferenças? Evidentemente, com isso vamos garantir cidadania plena lá na frente. Agora, quando o governo direciona um programa dessa natureza apenas para uma minoria, além dele não alcançar o que pretende, ele ainda provoca efeitos colaterais.

Que efeitos?
Na medida em que o governo potencializou políticas direcionadas só para o movimento homossexual, esse movimento passou a ter um preconceito em relação ao restante da sociedade, que antes esse segmento não tinha. Inconscientemente, o governo terminou fomentando isso. O brasileiro, por sua natureza é tolerante e sabe conviver com as diferenças e os diferentes. É da natureza do brasileiro, porque nós somos a síntese da sociedade mundial. Índios, africanos, europeus, asiáticos formaram essa miscigenação e esse povo brasileiro que é alegre, trabalhador, inteligente, criativo, e que sabe conviver com as diferenças. Na medida em que o governo dirige um programa dessa natureza para apenas uma minoria, estimulou inconscientemente esse segmento a começar a ter manifestações de intolerância, o que não é próprio nem desse segmento, nem da sociedade brasileira.

Essas manifestações têm se intensificado?
Sim. Por exemplo, há quatro semanas, o movimento LGBT realizou um seminário na Câmara. Consta que nesse seminário tinha um cartaz com algumas expressões muito ofensivas ao Papa. Isso nunca existiu. Não temos registro de movimentos LGBTs atacando o Papa. Consta também que numa determinada cidade do sul do país, um grupo de gays tinham marcado um “beijaço” na porta de um templo católico. Antes, não se tinha notícias dessa natureza. Isso não é próprio do movimento homossexual. Assim como nós, e todos os brasileiros, os gays são gente ordeira, pacifica e tolerante. Na semana passada, quando realizamos uma manifestação contra o PLC 122 e a favor da liberdade de expressão e da livre manifestação do pensamento e da inviolabilidade da crença e da consciência, que são pilares da democracia, tinha em um determinado site uma convocação para que as pessoas do movimento homossexual se agrupassem às 14h para fazer uma queima de Bíblias e depois vir até onde estava nossa manifestação evangélica pacífica, para confronto. Isso terminou sendo desarticulado, eu falei com o presidente da Associação Brasileira de Gays e Lésbicas, Toni Reis, por telefone, ele disse que estava tirando isso do site. Mas, no final, um pequeno grupo ainda chegou e quase deu problema. Essas manifestações de intolerância, que não são próprias dos brasileiros, terminam acontecendo por causa desse programa do governo, que é inadequado.

O senhor acha que essas manifestações de intolerância podem ser respostas a, por exemplo, o aumento do número de assassinatos de homossexuais no país?
Não acredito. O brasileiro não tem o comportamento de reagir com violência á violência. Eu sou contra qualquer manifestação de violência e preconceito. Eu sou cristão, e um dos fundamentos do cristianismo é o amor. É você respeitar as pessoas e tratá-las por igual, mesmo sem concordar com o posicionamento delas. Mas eu estou fazendo um requerimento, endereçado ao ministro da Justiça, com algumas indagações. Porque os números que o movimento homossexual aponta, eles precisam vir acompanhados de dados. Por exemplo, há um dado que foi colocado em uma novela nesta semana, que diz que assassinaram no Brasil quase que um gay por dia. Isso é preocupante. Mas qual a fonte dessa informação? Qual foi o instituto, centro acadêmico, que levantou esses dados? Qual foi a metodologia utilizada? Se os números são autênticos, por ventura, qual a motivação verdadeira do assassinato de quase 300 gays no ano? Estão dizendo que, em todos os casos, a motivação foi por homofobia, foi por preconceito, discriminação e intolerância. Será que é verdade? Ou os gays estão sendo assassinados como qualquer outro ser humano? Qual o perfil do autor desses assassinatos? São os companheiros ou são terceiros? Se são os próprios companheiros, então não é homofobia. Será que tem alguma motivação relacionada com droga, com álcool, com prostituição? Então, será que todos os casos são por homofobia? Onde está essa informação? Quem a levantou? Ou o gay está sendo vítima de violência como o heterossexual nos mesmos logradouros, pelos mesmos motivos, e aí os casos de assassinato por homofobia são as exceções? Nós precisamos passar essas informações todas a limpo para ninguém ser induzido a erro. Até porque se essas informações forem autênticas, então por que o governo nunca teve um programa na área de segurança pública que pudesse coibir isso? Esse governo que tem direcionado tantos programas privilegiando esse segmento de minoria da sociedade, por que ele se omite tanto em relação à violência? Nós estamos fazendo um requerimento, um conjunto de indagações dessa natureza ao ministro da Justiça. Não é pensando que, de pronto, são informações falaciosas. Mas nós queremos ter segurança desses dados. Até porque, dependendo deles, nós teremos como cobrar do governo.

Qual a avaliação da bancada evangélica a respeito do PL 122, que criminaliza a homofobia? A bancada é contra o projeto?
Somos contra. Esse projeto é flagrantemente inconstitucional. Quando ele propõe a criminalização da, esse projeto subtrai da sociedade aquilo que é o sustentáculo da democracia: a livre manifestação do pensamento e a inviolabilidade da crença e da consciência. Esse projeto cria, indiretamente, o crime de opinião. Você pode emitir sua opinião em relação ao padre, ao pastor, ao político, ao executivo, ao empregado, ao patrão. Mas se esse projeto se converter em lei e você emitir uma opinião acerca da prática do homossexualismo, vira crime. É impossível no estado democrático de direito você criminalizar a opinião. Quando você emite opinião, você não está sendo contra A ou B. Você está emitindo opinião contra condutas e comportamentos. É o chamado livre direito de expressão, que é um dos pilares do Estado Democrático de Direito. Por essa razão, em nome do conjunto da sociedade brasileira, nós somos contra esse projeto. Ele quer assegurar um direito a uma minoria, o que nós concordamos, mas subtraindo da sociedade direitos fundamentais. O nosso encaminhamento é para apoiar um projeto do senador Paulo Paim, que está na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, e que caminha nessa mesma direção, mas sem esses vícios de constitucionalidade.

Mas o que os homossexuais querem não é o mesmo que já temos hoje no Brasil em relação à criminalização do racismo contra negros?
Mas o negro não é um comportamento. A pessoa nasce negra. Então, qualquer opinião que você omitir, ela pode ser de fato ofensiva para a pessoa. Agora o outro não. No caso do homossexualismo, é um comportamento que a pessoa adotou. Você estará emitindo opinião sobre comportamento. A questão da prostituição, por exemplo. Eu respeito as prostitutas, mas eu sou contrário à legalização da prostituição e ajudei a derrotar o projeto que legalizava essa prática. Minha opinião e com convicção é contra a prostituição, pois acho que ela fere a dignidade da pessoa humana. A prostituição é a profanação do sexo, que foi criado por Deus para ser uma benção, tanto para o prazer do homem e da mulher quanto para a procriação das gerações.

Os homossexuais argumentam que que sua condição não se trata de uma opção.
A sociedade não absolveu esse comportamento como um comportamento normal. E, de fato, não é normal. Em nenhum lugar do mundo, nenhum país de fato entendeu que o homossexualismo é um comportamento normal. Do ponto de vista bíblico, a prática da homossexualidade é pecado. Convencidos disso, em função das nossas convicções religiosas e dos princípios que orientam tanto a nossa vida religiosa quanto o nosso conceito de família, nós somos contra a prática do homossexualismo.

Então, em relação à união civil de casais homossexuais ou mesmo à adoção de crianças por parte desses casais, a bancada é contra?
Somos contra. São coisas que nós não negociamos. Nós temos isso como princípios. Até porque, independentemente de valores religiosos, sociais e culturais, o Estado depende da família da forma natural. Se nós não tivermos homem, mulher e prole, não terá Estado. O IBGE diz que, no Brasil, há 60 mil duplas, pares – inapropriadamente chamados de casais – homoafetivos. Se nós pegássemos esse conjunto de 120 mil pessoas e colocássemos em um território e disséssemos esse aqui é o Estado de vocês, em 200 anos esse Estado não mais existiria, pois seus habitantes não procriariam. O Estado não subsiste sem a família natural. Isso só demonstra o quanto o homossexualismo contraria toda a ordem natural das coisas.

O que a frente evangélica pretende avançar no Congresso em relação ao aborto?
Em relação a esses temas, nós atuamos quando somos provocados. Se algum deputado apresentar projeto para legalizar o aborto, evidentemente que faremos todo o debate de novo. Mas é bom lembrar que, na última legislatura, nós vencemos todas essas questões. Vencemos o projeto do aborto, vencemos a questão da adoção de crianças por homossexuais, nós vencemos os projetos de lei que propunham a união homoafetiva, vencemos o Estatuto da Família, que procurava consagrar no arcabouço jurídico brasileiro todas essas configurações como se fossem família. Vencemos o projeto que buscava legalizar a prostituição no país. Tudo isso vencemos. Por isso que digo que a bancada sempre foi muito ativa, e os resultados muito positivos. O que faltava era a mídia dar certa visibilidade a essas ações. Nas últimas eleições, o aborto foi um tema muito forte, justamente porque precedia uma ação nossa aqui dentro do Parlamento.

Quais outros temas que devem ser prioridade da bancada evangélica dentro do Congresso?
A questão da impunidade, a reforma política, a questão da alta carga tributária. Os direitos dos idosos também são algo que nos preocupa muito. Mas, por exemplo, em temas como reforma política, a bancada evangélica não difere de posicionamentos de outros partidos aqui da Casa. Nós temos um convencimento unânime de que tem que ter reforma política, mas não há consenso sobre qual é a reforma política que deve ser aprovada. Como bancada, a gente procura respeitar o que cada parlamentar pensa, até para preservar a nossa unidade. Como nem mesmo os partidos têm unidade em relação ao conteúdo da reforma política, não somos nós que iremos buscar ter uma posição fechada.

Quais as diferenças entre as bancadas evangélica e católica?
Nós não temos muitas diferenças em termos de princípios daquilo que nós defendemos. Tanto a bancada católica quanto a bancada espírita têm as mesmas bandeiras nossas de defesa da vida, defesa da família dentro dessa concepção natural, defesa ampla e irrestrita da liberdade religiosa, do Estado laico e de outros valores e princípios. Por isso que quando é preciso ter uma atuação conjunta, porque o governo não está sendo sensível à nossa voz, a gente termina tendo uma atuação conjunto para aumentar nossa força de atuação. Não vejo diferenças significativas. Mas é verdade que, em termos de articulação, são poucos os deputados católicos que efetivamente seguem orientação da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil].

Ala GLBT do PSDB aciona partido contra João Campos

A declaração do presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), deputado João Campos (PSDB-GO), de que o apoio a Antonio Palocci foi usado como barganha pelos religiosos contra o kit anti-homofobia do Ministério da Educação, provocou a reação do Diversidade Tucana, núcleo de diversidade sexual do PSDB.

A afirmação de Campos foi feita durante entrevista a Terra Magazine, no dia 25 de maio, quando também informou que, após reunião, as bancadas evangélica e católica haviam decidido “impor uma série de condições”. “Se o governo insistisse em manter o kit, bloquearíamos a votação na Câmara e apoiaríamos a convocação do (então) ministro Palocci para dar explicações”, relatou na ocasião.

Por ora, o projeto Escola Sem Homofobia, que seria voltado para estudantes do Ensino Médio de escolas públicas, permanece suspenso por determinação da presidente da República, Dilma Rousseff.

Para o articulador do Diversidade Tucana, Marcos Fernandes, o discurso do deputado não está alinhado com os ideais defendidos pela legenda.

- A posição que ele coloca é diferente da posição do próprio PSDB. Aqui, em São Paulo, por exemplo, temos uma delegacia de combate a crimes de intolerância, que começou com Mário Covas através de um grupo que combatia crimes de intolerância à diversidade. O Geraldo (Alckmin) transformou o grupo em delegacia. Temos conselhos criados pelo (José) Serra, prefeito e governador. Temos ambulatórios específicos para travestis e transexuais. Aqui, foi aprovada uma lei que garante ao parceiro do funcionário público o direito a pensão em caso de falecimento. Quer dizer, são várias ações que protegem a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), e vem o deputado e começa a dizer coisas contrárias ao que o próprio partido pensa.

O Diversidade quer que o partido se posicione. Fernandes diz que o grupo pretende ainda conversar com o presidente da FPE para “que ele, por ser do PSDB, ao falar como deputado, perceba a posição do partido”.

- Ele declarou que, se a Dilma insistisse no kit, que deputado chama de “kit gay”, eles (os parlamentares religiosos) iriam assinar a CPI do Palocci. O PSDB e o DEM é que entraram com pedido de CPI. Como ele disse que pretendia negociar? – indaga.

Em post intitulado “O fundamentalismo avança, nós trabalhamos para combatê-lo!”, publicado no Blog Diversidade Tucana, João Campos foi chamado de “deputado no PSDB que aderiu ao obscurantismo e à pregação homofóbica como forma de se promover”.

- Esse tipo de parlamentar está se proliferando por todos os partidos do Brasil e nós acreditamos que seja o papel dos secretariados LGBTs de cada partido agir de forma a esclarecer, informar e sensibilizar suas bancadas, para que argumentos populistas e falsos não prevaleçam. Esse deve ser um objetivo comum a todos nós, independentemente de filiação ou preferência partidária. Felizmente, o deputado João Campos é exceção no PSDB, e não a regra – completa, apresentando, em seguida, nomes de parlamentares da sigla que apoiam o Diversidade Tucana, entre eles, o presidente do partido, deputado federal Sérgio Guerra (PE) e a senadora Marisa Serrano (MS).

O blog mostra também um vídeo com declaração de apoio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e uma mensagem por escrito, assinada pelo senador Aécio Neves, de Minas Gerais.

Testemunho: Evangélico conta como conseguiu perdoar criminosos que mataram seus pais e estupraram sua irmã


Como pode um homem sobreviver à morte brutal dos seus pais, perdoar aos assassinos dos seus pais, escrever um roteiro e desempenhar o papel do seu pai num filme sobre o pior dia da sua vida?

Com fé.

Brooks Douglass conta a sua trágica história no novo filme “Heaven’s Rain,” disponível em DVD. O filme conta como a vida da sua família mudou depois de dois homens terem rendido a família à mão armada e estuprado sua irmã.

Apesar de ser um pesadelo que é difícil de reviver, Douglass disse que pretende honrar a Deus e a fé de seus pais e não deixar que nada pelo qual ele passou seja em vão.

Douglass e sua irmã, Leslie, cresceram num lar cristão, em que ambos os pais se juntaram ao campo de missão brasileiro. A sua família se mudou para Oklahoma City mais tarde onde o seu pai se tornou o líder de uma Igreja batista.

Em 15 de outubro de 1979, eles viviam de acordo com o que pregavam e ofereceram ajuda a um homem quando ele perguntou se podia usar o seu telefone. O vagabundo drogado Glen Ake foi mais tarde apoiado pelo seu parceiro Steven Hatch e eles sacaram de armas perante a família. Douglass, que tinha 16 anos na época, foi amarrado com seus pais, enquanto a sua irmã de 12 anos foi levada para o segundo andar e estuprada.

Eles dispararam então em todos os quatro membros da família e abandonaram o local pensando que eles estavam todos mortos. Os jovens irmãos conseguiram sobreviver, enquanto que os seus pais morreram instantaneamente. Eles saíram de sua casa e procuraram ajuda depois.

Em uma entrevista com o The Christian Post, Douglass, agora com 48 anos de idade, disse que o que aconteceu com ele não o fez rejeitar a sua fé.

“Eu certamente nunca pensei em abandonar a minha fé. Houve tantas vezes em que eu vi as mãos de Deus em ação durante o tempo e ao longo do tempo desde então. Houve definitivamente vezes em que eu estava zangado com Deus.”

Quando ele e a sua irmã deixaram a casa em busca de ajuda, ele percebeu que nada disso teria sido possível sem a mão de Deus em ação. Embora ele não entenda a razão por que isso aconteceu, ele não desistiu da sua vida sabendo que havia uma razão pela qual ele e a sua irmã sobreviveram.

“Eu gritei várias vezes a Deus perguntando-Lhe por que permitiu que isto acontecesse, mas a resposta sempre vinha dizendo ‘Eu estou com você, estou mais perto de você do que nunca.’”

Ele acrescentou: “Deus tem sido fiel à sua palavra. Eu tenho uma família.”

Em 1990 ele foi eleito o senador mais jovem do estado de Oklahoma, quando tinha apenas 27 anos. Ele ajudou a passar legislação que permite que as vítimas de crimes assistam a execuções, o que permitiu que ele e a sua irmã assistissem ao fluxo de veneno ser injetado nas veias de Steven Hatch.

Os homens foram capturados em 1980 e foram sentenciados à morte. Mas durante cerca de 16 anos os irmãos tiveram que ir a tribunal para testemunhar repetidas vezes o que tinha acontecido.

Em 1995, Douglass solicitou uma chance para conversar com Glen Ake. Esse momento foi retratado em seu filme e é uma das cenas mais cruciais. Quando questionado sobre como se sentiu durante a cena, ele disse: “Foi muito pior do que pensava que seria. Foi muito brutal. é algo que eu nunca quero fazer de novo.”

Porque ele tinha vindo de uma família que enfatizava o poder do perdão, ele queria refletir a vida de seus pais. Mas “quando eu estava a caminhar para esse encontro, o perdão era a última coisa em que eu estava pensando; eu estava com raiva,” lembrou ele.

Douglass conseguiu perdoá-lo e lembra-se de sentir como se pudesse respirar novamente.

“Quando eu disse a ele que o perdova, lembro-me de cair para trás na cadeira e, literalmente, sentir-me como se o meu corpo estivesse cheio de água e fosse veneno. Senti como se a água estivesse a inundar a sala e foi tão surreal.”

“Quinze anos depois, eu senti que podia respirar de novo. Eu estava quase ofegante por causa desse sentimento. Quando sai para fora, as folhas das árvores eram mais verdes, o céu mais azul, todos os meus sentidos estavam exacerbados.”

O título “Heaven’s Rain” é baseado em uma citação de Mateus (“Ele envia a chuva sobre justos e injustos”) e de William Shakespeare (“A qualidade da misericórdia não é forçada. Ela desce como a suave chuva do céu”).

O filme demonstra que a fé e o perdão são mais poderosos do que qualquer um pode imaginar.

“A cura e o perdão é um processo,” concluiu Douglas. “às vezes, só temos de dizer: ‘Senhor, eu estou disposto a perdoar, mas não estou pronto para perdoar agora’ e sermos realmente honestos com nós mesmos. Eu acho que Deus pode honrar isso e trabalhar isso em nossos corações, para por fim nos levar para o lugar onde podemos perdoar.”

Homem expulso do Paquistão por gritar “Jesus” em mesquita afirma: “Xuxa vê gnomos e eu que sou questionado por falar com Jesus”


Rodrigo Morto Cubek (na foto abaixo), 30, o brasileiro que gritou “Jesus” e “Virgem Maria” em uma mesquita do Paquistão, interrompendo uma oração de 40 mil pessoas, está chateado com as insinuações na imprensa de que tem problema mental.

Ele escreveu uma “nota de esclarecimento” à imprensa no qual diz estar em sua plena razão e reafirmou ter contato direito com o filho de Deus.

“A verdade é que Nosso Senhor Jesus Cristo, em sua infinita humildade, rebaixou-se ao ponto de falar com esta simples criatura que sou eu, no interior do meu coração”, disse na nota.

Explicou que a comunicação com Jesus ocorre pelo fenômeno “locução interior”. “Conheço outras pessoas que receberam o mesmo dom de Deus, podendo citar o meu falecido tio Dilceu.”

Ele se considera injustiçado porque a Xuxa, por exemplo, disse que vê gnomos e ninguém a questionou.

“Sem querer faltar com o respeito”, citou outros casos: a cantora Elba Ramalho teve contato com ETs, o escritor Paulo Coelho viu o diabo e muitas personalidades conversam com espíritos.

“Por que as pessoas podem ver gnomos, extraterrestres, espíritos de falecidos e, até mesmo, o próprio diabo e serem consideradas normais e respeitáveis, enquanto a minha sanidade mental é questionada pelo fato de eu dizer que Nosso Senhor Jesus Cristo já falou comigo?”

Ele disse que foi ao Paquistão, entre outros países islâmicos, mostrar aos muçulmanos o ícone da Virgem Maria porque Jesus prometeu livrá-lo do inferno.

Ao final da nota, Cubek reafirmou estar bem de cabeça. Disse trabalhar em uma empresa na qual é submetido anualmente a exames, e “os resultados sempre indicaram normalidade”.

Esposas do Bispo Edir Macedo e Missionário R.R. Soares estão entre os que conseguiram irregularmente passaporte especial para diplomatas


Ester Bezerra (foto com marido em evento da Igreja Universal), mulher de bispo Edir Macedo, e Maria Madalena Bezerra, do pastor Romildo Soares, o R.R. Soares, também têm passaporte diplomático – elas são irmãs. Os quatro vão ter de devolver o documento até 15 de agosto, conforme pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) ao Itamaraty em relação aos 68 passaportes especiais concedidos em caráter excepcional.

Os portadores de passaporte diplomático obtêm tratamento diferenciado nos aeroportos e alfândegas, como dispensa da revista e, em consequência, são poupados das filas, muitas vezes enormes. O documento é concedido gratuitamente pelo Itamaraty. O cidadão comum tem de pagar R$ 156,07.

A rigor, os passaportes diplomáticos somente poderiam ser concedidos a funcionários do governo ou a autoridades que viajam em missão oficial representando o Brasil.

Macedo, o líder da Igreja Universal, e a sua mulher desfrutam do privilégio há anos. O Itamaraty não divulga exatamente há quanto tempo. Soares, da Igreja da Graça de Deus, e sua mulher obtiveram o documento recentemente, no final de 2010 ou início deste ano. Os dois pastores possuem modernos aviões.

Por interferência do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o Senado solicitou ao Itamaraty o passaporte diplomático para R.R. Soares e sua mulher no dia 21 de dezembro. Antes disso, Crivella já tinha obtido informalmente do governo a certeza da concessão do documento. Ele é sobrinho de Soares e de Macedo.

Pressionado pela imprensa, o governo aprovou no começo deste ano nova lei para concessão de passaportes especiais. Agora, entre outras medidas, os nomes dos portadores do documento terão de ser publicados no Diário Oficial.

Na lista dos 68 privilegiados, há dois integrantes do alto escalão da Igreja Católica, além de familiares do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pastor Silas Malafaia defende irmão deputado que votou a favor de proposta pró-gay


O pastor Silas Malafaia enviou uma nota para a imprensa explicando do que se trata a proposta de emenda à Constituição do Estado do Rio de Janeiro a PEC 23/2007, esse projeto está em trâmite na Assembleia Legislativa e tem o objetivo de incluir a orientação sexual (LGBT) no rol dos direitos fundamentais previstos na Constituição estadual.

O pastor resolveu falar sobre o caso depois de ser noticiado que até o seu irmão, deputado Samuel Malafaia, teria votado a favor na primeira votação desse projeto na Alerj.

Não só Samuel Malafaia como outros deputados evangélicos acabaram apoiando este projeto. “Fizeram isso não porque apóiam essa emenda, mas por não terem observado minuciosamente a proposta. Tanto que foram os próprios parlamentares cristãos que me alertaram. Agora eles estão empenhados para que essa emenda não seja aprovada na segunda votação.”

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo fez uma série de críticas a PEC 23/2007 durante a Marcha para Jesus do Rio que aconteceu no último sábado, 4 de junho.

Malafaia foi questionado por muitas pessoas sobre o voto favorável dado por seu irmão a uma PEC que ele julga como “inconstitucional” e contrária aos direitos da família. Sobre isso ele disse: “O que eu acho engraçado é dizerem que eu critiquei a PEC 23/2007 porque não observei que meu irmão havia votado a favor, como se minha postura fosse baseada pela atitude dos outros, sejam membros da minha família ou não.”

O pastor também diz que ele não ficaria calado se soubesse que seu próprio irmão tinha cometido um erro. “Com todo o respeito, querem insinuar que eu sou um mau-caráter, que ficaria calado se soubesse que meu irmão cometeu um erro. Pelo jeito vocês ainda não me conhecem. A minha consciência não está à venda para ninguém.”

Pastor Silas Malafaia desiste de ter programa no SBT; Igrejas Mundial e Internacional da Graça disputam horário


A disputa pelo aluguel de quatro horas de programa na grade diária do SBT ganhou um novo capítulo esta semana, apenas dois concorrentes estariam na briga ainda. As informações são da coluna Radar Online do jornalista Lauro Jardim na revista Veja.

Lauro revela que o Pastor Silas Malafaia e a Igreja Vitória em Cristo desistiram oficialmente de participar da disputa ao entregar um comunicado para a diretoria da emissora de Sílvio Santos comunicando a decisão, deixando assim o Programa Vitória em Cristo mais longe do SBT. O motivo da desistência não foi revelado.

Ainda segundo a coluna quem estaria batalhando pelo horário de uma da manhã até às cinco horas da madrugada seriam os líderes de outras grandes denominações neopentencostais do Brasil: Missionário R. R. Soares da Igreja Internacional da Graça de Deus e Apóstolo Valdemiro Santiago da Igreja Mundial do Poder de Deus.

O valor das negociações estaria abaixo do informado por outras mídias, seriam 7 milhões de reais por mês pelo horário na terceira maior emissora do país e não cerca de 20 milhões como divulgado por outros veículos.

O Bispo Edir Macedo e a Igreja Universal do Reino de Deus estariam também negociando com o SBT, mas não há a confirmação de ambas as partes. A emissora de Silvio Santos trata as negociações em sigilo e não confirma sequer se irá mesmo locar suas madrugadas para igrejas, já que o famoso empresário e apresentador sempre foi radicalmente contra a prática.



Born This Way, novo CD de Lady Gaga, é proibido em país por ser “ofensivo ao Cristianismo”


Apesar do CD ser o topo das paradas em 21 países, o Líbano determinou que o conteúdo foi suficientemente ofensivo para impor a proibição.

Milhares de cópias do álbum foram enviadas ao país do Oriente Médio esta semana, mas foram interceptadas e imediatamente apreendidas pelas autoridades. O Departamento da Secretaria Geral teria dito que os álbuns haviam sido apreendidos por motivos de gosto.

Grupos religiosos por todos os EUA já condenaram o single “Judas” de Lady Gaga por suas letras ofensivas e o uso de imagens religiosas no vídeo da música. Esse single também foi proibido nas estações de rádio do Líbano no início deste ano em Abril.

Born This Way foi lançado no mês passado, e bateu os recordes de vendas nos EUA.

Quando o single de Lady Gaga “Born This Way” foi lançado no início deste ano, estava sendo anunciado como o hino dos homossexuais lutando para estar em paz com sua sexualidade.

No entanto, o analista de sexo e homossexualidade da Focus on the Family Jeff Johnston explicou no momento como a música tira qualquer esperança de transformação e melhoria significativa.

“‘Born This Way faz você parecer preso,” disse Johnston.

O especialista em gênero focou em uma linha onde Lady Gaga proclama: “Não há nada de errado em amar quem você é ‘porque Ele te fez perfeito, babe. Então mantenha a cabeça erguida, garota e você irá longe, ouça-me quando eu digo ‘eu sou bonita em minha maneira, ‘porque Deus não comete erros. Eu estou no caminho certo, baby eu nasci desta maneira.”

Johnston disse que a linha é uma “teologia má.”

A Bíblia ensina que desde que Adão caiu em desgraça, toda a humanidade nasceu em pecado. Acreditar que não há erros, significa que não há chance para recuperar a natureza caída. Johnston disse que isso é notícia difícil para um Cristão lutando contra a atração pelo mesmo sexo.

“Quando eu era um jovem adulto, essa mensagem teria tirado qualquer sentimento de esperança,” disse Johnston.

Como um jovem lutando com sua sexualidade, Johnston disse que ele encontrou ajuda na Igreja, onde os congregantes o amaram e Deus o deu a graça para superar a atração pelo mesmo sexo.

As pessoas foram feitas na imagem de Deus e criadas sem pecado, disse Johnston. Mas por causa da Queda, os humanos são afetados pelo pecado em todas as esferas da vida, incluindo emocionalmente, fisicamente e sexualmente.

“Felizmente, o Cristianismo permite a transformação e liberdade do pecado,” disse Johnston.

O fundador da Prison Fellowship Chuck Colson, previamente observou que Lady Gaga escreveu a música “Born This Way” em apenas 10 minutos. Ele concluiu, “Nós não devemos esperar muita nuance e consideração de alguém que é melhor conhecida por vestir carne como um vestido e fazer gestos obscenos em um joge de Mets.”

Após pressão de Silas Malafaia e evangélicos, proposta pró-gay é retirada de votação na Câmara


O deputado estadual do Rio de Janeiro Gilberto Palmares optou por retirar da pauta dessa segunda-feira, 6, a proposta de emenda constitucional (PEC) 23/2007 que inclui a orientação sexual entre as características pelas quais um cidadão não pode ser discriminado ou beneficiado, segundo a Constituição do Estado. O texto já tinha sido aprovado em primeira discussão no dia 25 de maio.

Mas, face à campanha encabeçada pelo pastor Silas Malafaia, que acusa a proposta de inconstitucionalidade e que pediu aos seus seguidores no Twitter e aos fiéis da Associação Vitória em Cristo (Avec) para enviarem emails aos deputados do RJ pedindo para não aprovarem o texto, o deputado optou por adiar a discussão da proposta. “Decidi retirar a PEC, porque, antes de ela entrar de novo em pauta, quero conversar com a bancada evangélica para explicar o meu real objetivo com esse texto”, explicou o parlamentar, em entrevista.

O deputado rebate as críticas do pastor Silas Malafaia, que comparou a PEC 23/2007 à PL 122, que criminaliza a homofobia: “A minha proposta não tem relação nenhuma com a PL 122. O propósito da PEC é evitar que mais homossexuais morram, como aconteceu recentemente em São Gonçalo”. Ele acrescenta que pretende marcar para a próxima semana uma reunião com os deputados evangélicos, para esclarecer toda a polêmica. “O pastor Silas Malafaia tem todo o direito a manifestar a sua opinião, mas eu quero deixar claro que não pretendo entrar nesse debate de discutir relação homoafetiva. O meu objetivo não é apenas que a proposta seja aprovada, é garantir direitos como meio de combate a agressões”, explica. Ele aproveitou para dar a sua opinião sobre a PL 122, que, segundo ele, não deve ser aprovada da maneira como está redigida. “Ninguém pode ser criminalizado por delito de opinião”.

Igreja Anglicana nega que participará da Parada Gay e ataca “evangélicos gays”


A parada Gay anuncia ato religioso, marcando encontro com líderes religiosos na Paróquia Santíssima Trindade da Igreja Anglicana no Centro de São Paulo nesta quinta-feira. A Igreja Anglicana do Bispo Robinson Cavalcanti (foto) esclarece “Homossexualismo incompatível às Sagradas Escrituras.”

O grupo homossexual abriu o painel “religião e homoafetividade” e o ato inter-religioso com apoio e parceria da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) com o tema “Amai-vos uns aos outros. Basta de Homofobia!”

O objetivo deles é de estimular o debate sobre a tolerância à religiosidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e o respeito à laicidade do estado brasileiro.

Segundo a Igreja Anglicana do Cone Sul da América, o grupo terá de forma blasfema o lemba bíblico “Amai-vos Uns aos Outros,” com o presidente da manifestação referindo-se como membro da Igreja Anglicana com trio elétrico com espaço para o segmento “evangélico.”

A Igreja deixa claro a Resolução 1.10 da Conferência de Lambeth de 1998 da Diocese que considera a prática do homossexualismo como “incompatível com os ensinos das Sagradas Escrituras, e dos documentos recentes da Aliança Evangélica e da Associação Brasileira de Educandários Evangélicos, afirmando a normatividade da heterossexualidade.”

A Diocese lamenta que no universo protestante existam “Igrejas” assumidamente homossexuais (Metropolitana, Contemporânea, Inclusiva, etc.), e que haja segmentos denominacionais – inclusive autoproclamados “anglicanos” – que assumam posturas contrárias à Palavra de Deus.

Ela esclarece também que considera que os ditos “evangélicos” ou “anglicanos,” que participam ou lideram esse “lamentável espetáculo hedonista” com financiamento público, não são membros ou congregados da Diocese do Recife, nem com a mesma possuem qualquer tipo de vínculo ou relacionamento.

“Como tem afirmado o nosso Bispo Diocesano, Dom Robinson Cavalcanti: ‘Aqui, nós somos crentes!’” conclui o esclarecimento da Igreja.

Islâmica defende que maridos usem mulheres não-muçulmanas como escravas sexuais para se manterem mais virís


Salwa AL-Mutairi, ativista islâmica, defendeu em seu programa de TV no Kuwait o uso pelos homens de mulheres não muçulmanas como escravas sexuais. Assim, segundo ela, os maridos se manteriam decentes, viris e devotados a sua mulher e não cometeriam adultério.

Para “abastecer” os homens – e cada um deles poderia ter mais de uma escrava –, Salwa disse que o país poderia importar prisioneiras. “A Rússia, por exemplo, deve ter muitas prisioneiras por causa da guerra com Chechênia.”

Salwa já foi representante parlamentar e agora se encontra em campanha para obter novo mandato.

Pela proposta dela, as estrangeiras poderiam ser contratadas em escritórios mantidos pelo governo, semelhantes aos que existem para as empregadas domésticas.

Disse não haver “vergonha alguma nisso” e que as escravas até agradeceriam porque passariam ter o que comer.

Como exemplo para sustentar a sua proposta, Salwa citou Haroun al-Rashid, líder do século 13 que se gabava de ter 2.000 mulheres.

O Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos, permite que os homens tenham concubinas.

“O profeta do Islã legitimou a escravidão sexual”, disse.

Maomé teve várias mulheres. Aos 50 anos de idade, ele teria se casado com A’isha, que passaria ser a sua concubina preferida. Ela tinha 9 anos.

A 100 anos acontecia o primeiro batismo da Igreja Assembléia de Deus


No dia 8 de junho foi comemorada a data do primeiro batismo realizado pelos missionários suecos que fundaram a igreja Assembleia de Deus. No dia 8 de junho de 1911, Celina Martins Albuquerque recebeu o batismo nas águas.

Há exatos 100 anos Daniel Berg e Gunnar Vingren batizavam a primeira pessoa de acordo com os ensinamentos da nova doutrina pentecostal que surgia em Belém.

Eles estavam no Brasil há sete meses e aos poucos foram se tornando conhecidos, depois de pregarem a palavra de Deus, inicialmente no Marajó e depois de volta à capital paraense.

Nessa época eles eram integrantes da igreja Batista, mas a forma como eles oravam, a cura e o batismo por eles pregado dividiram opiniões dentro da igreja Batista, por essas razões os missionários foram excluídos da igreja.

Juntamente com Berg e Vingren, outras 13 pessoas saíram e fundaram a nova igreja. A casa de Celina Albuquerque foi o ponto inicial da Assembleia de Deus. Situada na rua Siqueira Mendes, a casa abrigou, durante três meses, os primeiros cultos.

De acordo com dados históricos, Celina estava acamada, sofrendo de um possível câncer nos lábios. Depois de intensas noites de oração ela teria sido curada, passando a querer ser batizada de acordo com os preceitos da igreja que surgia. O batismo ocorreu na madrugada de quinta-feira, 8 de junho de 1911.

A data de hoje foi lembrada e comemorada por diversas Assembleias de Deus espalhadas pelo Brasil.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mensagens bíblicas publicadas por hackers no site da Parada Gay eram para gerar mais brigas entre gays e evangélicos


A Polícia Civil do Paraná vai investigar as invasões ao site da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), ocorridas em 2 de abril e 31 de maio deste ano. A restauração foi possível no último dia 1º.

O secretário da ABGLT para a Região Sul, Marcio Marins, disse, em entrevista ao G1, que uma fonte ligada aos crackers fez contato para ajudar na investigação. A intenção do ataque, segundo essa fonte, era “desgastar gays e evangélicos”, com a publicação de mensagens falsas sobre o apoio da Associação a eventos contrários à religião (como uma queima de Bíblias).

Reuniões virtuais teriam sido feitas em um blog para articular o ataque.

Renê Terra Nova defende a unção de mil novos apóstolos e chama críticos de desocupados


O apóstolo Renê Terra Nova escreveu em seu blog uma mensagem explicando a unção de mil novos apóstolos, ação que será feita por ele no próximo dia 19 de junho.

O líder do Ministério Internacional da Restauração (MIR) afirma que esses novos líderes, que foram bem treinados por ele, são homens honrados, que trabalham por princípios, foram bem formados e informados sobre o que podem fazer para contribuir com o avivamento legítimo.

“Durante 13 anos, eu treinei líderes em todo o Brasil, onde temos mais de 30 mil pastores e dois mil Apóstolos. Chegou o tempo de termos mais novos líderes, pois a demanda de cuidado para esses pastores não pode ser de um líder qualquer e por essa razão vem uma nova unção apostólica,” diz o texto do patriarca.

O fundador do MIR faz questão de lembrar que é autor de 108 livros e que tem um trabalho sólido com o MIR, igreja que de acordo com ele é uma das maiores igrejas evangélicas do mundo.

Aos críticos de seu trabalho o apóstolo deixa um recado: “Você que são desocupados, e ficam avaliando o trabalho dos outros, que tal nos mostrar seus trabalhos?”

O texto também pede para que esses novos apóstolos não sejam desrespeitados. “Não subestimem meus líderes, nem desrespeitem esses homens de Deus que têm se esmerado e pagam o preço por uma nação mais justa”, diz Rene Terra Nova que termina citando o livro de Judas, capítulo 1, versículos de 10 a 13.

Enquanto o Brasil tenta distribuir o kit gay, na Argentina crianças recebem kit de prevenção a corrupção


O governo argentino criou uma espécie de “kit anticorrupção” para ser distribuído a 1 milhão de alunos do ensino médio no país.

O objetivo é fazer com que os adolescentes reflitam sobre o assunto ao mostrar que atitudes transgressoras nascem em pequenas ações como colar em uma prova na escola.

O material de 62 páginas foi criado pelo Departamento Anticorrupção e traz também um vídeo ficcional com a história de um jovem que rouba as respostas de um exame de inglês, mas tempos depois não consegue arranjar emprego por não dominar a língua.

De acordo com o jornal argentino Clarín, o guia tenta conscientizar os jovens de que a “corrupção está profundamente enraizada em um traço cultural.”

Para ilustrar a mensagem, o texto compara a atitude de um funcionário público que desvia dinheiro destinado a hospitais a de uma pessoa que pega transporte público sem pagar passagem.

O kit afirma ainda que algumas ações, como jogar papel na rua, por menores que possam parecer, podem influenciar outras pessoas o que causaria entupimento de ralos e canais e, consequentemente, inundações. E estas enchentes são responsáveis, muitas vezes, pela morte de pessoas.

A divulgação de que o Departamento Anticorrupção fez um convênio com o Ministério da Educação para utilizar o guia nas aulas de Formação Ética e Cidadania causou polêmica. Os críticos dizem que o conteúdo minimiza a corrupção por parte de políticos do Estado.

Parada Gay 2011 será protesto contra cristãos e terá o tema “Amai-vos uns aos outros”


A 15.ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, considerada a maior do mundo, já começa a render polêmica nesta edição. Pela primeira vez, o evento se apropriou de uma citação religiosa – e contará com representantes de um grupo religioso desfilando na Avenida Paulista, no dia 26. A relação do preconceito com a religião é o tema deste ano: “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!”

Uma carta lida em coletiva de abertura do evento na segunda-feira (6) explicou a citação, típica do universo cristão. “Respeitosamente nos apropriamos dela para pedir fim à guerra travada entre religião e direitos humanos”, dizia o manifesto.

“O País está sendo vítima de um sistema fundado em uma moral religiosa, mas este é um recado direto para toda a sociedade brasileira”, disse o presidente do evento, Ideraldo Beltrame. A carta cita que 260 gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais foram mortos em 2010 por crimes de ódio, conforme dados do Grupo Gay da Bahia.

Reverendos e seguidores da Igreja Anglicana do Brasil, além de fiéis de outras religiões, vão participar da passeata ao lado de gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros e simpatizantes. O grupo deverá ter um trio elétrico próprio. “Duzentas pessoas, entre protestantes, anglicanos, metodistas e luteranos, devem estar no carro”, disse Beltrame, seguidor da Igreja Anglicana. Budistas e hinduístas também foram convidados.

“O trio deve chamar ‘O amor lança fora todo o medo’, que é o que a gente prega”, espera Ester Lisboa, fiel da Igreja Anglicana que ajuda a organizar o desfile. A mensagem estará estampada em camisetas usadas pela comitiva, que trarão no verso a frase “religiosos e religiosas contra a homofobia”.

Famosa missionária assume homossexualismo e lança nova igreja gay com companheira pastora


A Comunidade Evangélica Cidade Refúgio é a mais nova igreja sem preconceitos do Estado de São Paulo, fundada pela missionaria Lanna Holder a igreja acolhe os homossexuais sem julgamentos, dizendo dar-lhes um local para que possam adorar a Deus sem serem apontados ou acusados por outras pessoas.

Lanna Holder, 34 anos, missionária, já ministrou suas mensagens por todo o Brasil, Europa e EUA e atualmente está empenhada juntamente com sua companheira a Pastora Rosania Rocha (cantora e compositora) na administração e na direção de sua nova igreja, a Comunidade Evangélica Cidade Refúgio, no Centro de São Paulo. Lanna que já foi alvo de varias polêmicas envolvendo o homossexualismo no passado diz que todos somos iguais perante a Bíblia e que considera sua igreja como um sonho de Deus que Brotou em seu coração e que agora, finalizado, está começando a dar seus primeiros frutos.

A igreja afirma contar com as mais diversas programações e tem como o objetivo principal as missões, preparando seus membros para conquistarem, como a bíblia diz em Atos capitulo 1 versículo 8, “os confins da terra”, Lanna e Rosania definem os confins não como as cidades distantes, do outro lado do planeta, mas sim o outro lado da rua, seu vizinho e até mesmo o quarto do seu filho que está triste.

As dirigentes da igreja já possuem uma cede em Portugal e pretendem inaugurar futuramente novas cedes nos EUA e em outros países da Europa. Outro diferencial da igreja é o projeto social da igreja, a ong Mãos em Ação, que pretende dar auxilio a pessoas que sofrem ou sofreram todo tipo de trauma, seja de ordem psíquica, física, mental e emocional consequência de maus tratos, rejeição, agressões físicas ou verbais e até ações de cunho homofóbico devido a sua sexualidade pretende “curar” os participantes e orienta-los no caminho em que devem andar, tornando-os cidadão com uma visão mais abrangente e, se desejarem, membros da Comunidade Evangélica Cidade Refugio.

Abaixo você confere a nota oficial na integra sobre a inauguração da igreja:

A CIDADE DE REFÚGIO está pronta, chegamos ao fim das reformas e das obras, os projetos que foram gerados no coração de Deus, nasceram em nossos corações, e em tempo hábil para dizermos que foi um fruto concebido sob circunstâncias sobrenaturais.Alguns de nós passaram anos gerando, gerando sonhos e enquanto gerávamos podíamos sentir a alegria de romper a esterilidade, as impossibilidades de uma lei severa e desprovida de misericórdia,que trazia consigo os maus presságios de um futuro sem esperança e uma eternidade sem GRAÇA!

Este fim de reforma extrai agora de todos nós envolvidos o urgente anseio de começar a reformar VIDAS! Fomos concebidos sob essa expectativa e não vacilaremos em prosseguir para o ALVO que nos está proposto pelos céus, sob todos os aspectos e circunstâncias nascemos sob a irrefutável convicção de que este propósito é inegociável.

Não nascemos com a perspectiva de levantarmos uma bandeira, mas com a missão de termos a Ele como a nossa única bandeira. Uma igreja que ama a todos e não exclui a ninguém, que anseia ser UM LUGAR AOS ESCOLHIDOS, pela convicção de que Deus não faz acepção de pessoas.

Alguns de nós fomos achados nos lixões. Abortados do seio das igrejas e das nossas casas, sufocando pela busca das respostas que muitos de nós não tínhamos, mas incansavelmente ansiávamos, pelo simples desejo de ADORÁ-LO.

É, somente cada um de nós pode avaliar sua própria historia e sua própria dor. Cada um pode dizer quantos anos durou sua esterilidade, e contar porque a pior dor não era a de ver os filhos da outra nascer, mas a angustia de não gerar. Enfim, que seus filhos nasçam, cresçam, sejam heróis, ostentem troféus, ergam cetros e reinem desde que nossos filhos sejam ao menos ajudante de sacerdote.

Que a falta de visão dos lideres que cercam essa geração, não impute pecado aos sonhadores, que não enxerguem nos que sonham a embriagues dos que almejam apenas uma vida de boemia e de ilusões, mas conheçam em nós a insistência de romper a impossibilidade pelo compromisso de buscá-Lo insistentemente até que sejamos ouvidos.

Geramos durante meses e porque não ousar dizer que estamos gerando há anos? A nossa hora chegou, e alguns de nós já sentem as dores de parto, a tristeza já fez seu repouso, mas já veio de malas prontas porque a alegria já selou sua morada permanente.

Que nasça a CIDADE DE REFÚGIO, e que venham os outros REFÚGIOS, afinal na chegada de cada um deles damos a luz aos nossos sonhos, rompemos as impossibilidades e a esterilidade. Que este ano seja o ano dos que insistiram em sonhar, e que as lagrimas da perseverança hoje sirvam pra regar os RAMOS NOVOS.

Nele em quem damos frutos!

Lanna Holder e Rosania Rocha

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pastor Silas Malafaia ataca governador do Rio de Janeiro e afirma que TV Record está a favor dos homossexuais

Pastor Silas Malafaia ataca governador do Rio de Janeiro e afirma que TV Record está a favor dos homossexuaisO pastor Silas Malafaia usou o Twitter para criticar a Rede Record de televisão que não noticiou em sua programação nacional a manifestação que aconteceu em Brasília no dia 1º de junho, juntando mais de 20 mil cristãos contra o projeto de Lei 122/2006 que torna crime toda opinião contrária ao homossexualismo.

Em seu microblog, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo cobrou a emissora de Edir Macedo, da IURD, o apoio para coibir esse projeto, considerado por ele e outros líderes, inclusive o senador Marcelo Crivella (bispo da IURD) como inconstitucional.

“Parabéns a Rede Globo, Band, SBT, RedeTV, CNT, Rede Boas Novas, TV Canção Nova, TV Câmara e TV Senado pela reportagem que fizeram do evento,” escreveu o pastor.

“Agora e a TV Record? Essa emissora comprada com o dinheiro do povo de Deus está mais a serviço da causa homossexual do que do Reino de Deus,” questionou Malafaia, que organizou a Marcha da Família.

O líder da Advec pediu aos seus seguidores (que somam mais de 130 mil pessoas) que enviem e-mails ao senador Crivella pedindo explicações. “Perguntem ao Senador Crivela ( crivella@senador.gov.br) por que a Record (http://migre.me/4HL1u) não deu cobertura.”

Os internautas chegaram a criar uma hashtag no Twitter para questionar a emissora de Macedo sobre sua posição em relação ao PL 122.

“Será q a Record e o @bispomacedo são a favor da PL122 ou são tão egoístas assim? #quevergonhaRECORD,’ tuitou um internauta.

“Para não dar Ibope ao ‘concorrente’ Silas Malafaia, Record não cobre Marcha. #quevergonhaRECORD,” foram as palavras de outro tuiteiro.

Outros chegaram a dizer que a Record só pede ajuda aos cristãos quando está em guerra com a Rede Globo. “Só ficam do lado dos cristãos quando está de briga com a Globo por audiência! #QueVergonhaRecord”.

A emissora não se pronunciou sobre o caso

Ataque a Cabral

O pastor Silas Malafaia falou contra o projeto de lei (PL) 122, que tramita no Senado e criminaliza qualquer ação ou fala interpretada como preconceito ao homossexualismo. O pastor também classificou como “essa pouca vergonha” quando questionado sobre a união de pessoas do mesmo sexo, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal.

Quando questionado sobre as campanhas feitas pelo Governo do Rio, relacionadas em favor da aceitação homoafetiva, o pastor não mediu palavras. “Isso que ele (Sérgio Cabral) está fazendo é um absurdo. Por que não pega esse dinheiro dessas propagandas e faz uma campanha em favor da família? Eu vou descer o bambu nele. Vai tomar uma varada. Eu vou bater com vontade. Eu estou esperando por essa (oportunidade) há muito tempo”, disse eu referência ao discurso na Marcha para Jesus no Rio de Janeiro.

Silas Malafaia fez questão de lembrar as palavras proferidas por Sérgio Cabral referindo-se à questão do aborto. “Ele falou claramente: Quem é que nunca teve uma namoradinha que fez um aborto?”. O líder religioso ressaltou que o governador dá apoio ‘descarado’ à causa gay e afirmou que evangélicos e católicos praticantes são maioria e que merecem mais respeito.

A assessoria do governo do estado informou que prefere não se pronunciar sobre as declarações do pastor.