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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Técnica de seleção feminina de futebol recorre a pastores para combater homossexualismo na equipe: “é algo sujo”


A técnica da seleção feminina de futebol da Nigéria declarou na imprensa, na véspera da estréia do seu time pela Copa do Mundo disputada na Alemanha neste domingo, que o homosexualismo era “algo sujo” e explicou que tinha combatido sua presença na equipe ao recorrer aos serviços de conselheiros religiosos.

“O homossexualismo é algo sujo. Espiritualmente e moralmente, é algo muito, muito equivocado”, comentou Ngozi Eucharia Uche , em declarações publicadas no jornal popular Bild. Nesta semana, a Parada do Orgulho Gay aconteceu nas ruas de Berlim, capital da Alemanha, um das sedes do mundial.

Uche afirmou que já tinha contado com o auxílio de pastores e conselheiros religiosos para evitar a presença de homossexuais no seu vestiário através de orações.

No futebol feminino, diversas jogadoras já assumiram seu homossexualismo publicamente. No mês de dezembro, a goleira alemã Nadine Angerer anunciou que era bissexual.

Evangélicos vão a Parada Gay para pregar sobre Jesus


Com panfletos e pregações, um grupo de quatro evangélicos batistas de Santo André (SP) resolveu ir à Parada Gay para tentar livrar os homossexuais de uma vida de “sexo livre”, “prazeres vazios” e “vícios” e encaminhá-los ao que chamam do caminho correto indicado por Jesus, longe da homossexualidade.

“Aqui é um momento de diversão passageira, vazia. É uma alegria repleta de vícios, bebida e sexo livre. Depois que passa tudo isso, o que fica? A frustração. A verdadeira alegria é Jesus”, disse Ivo Navarro, 44. “Eu buscava aquilo, mas quando descobri Jesus vi que a vida não é isso”, afirmou, em tom de pregação.

Navarro disse concordar com a avaliação de lideranças evangélicas, como o pastor pentecostal Silas Malafaia, que vê na homossexualidade sintoma de atuação do satanás. “Eu acho que é [coisa do diabo]. Eu vejo como uma escolha, mas se você ler a palavra de Deus ele não aceita a homossexualidade”, disse.

O batista também é contra a união entre pessoas do mesmo sexo. “Não sou a favor. Você tem útero, vagina? Deus te fez homem. Você deve se aceitar assim”, acrescentou, apontando para uma colega do grupo que diz ter abandonado o lesbianismo após o contato com a igreja.

“Tinha 20 anos e só me relacionava com mulheres. Daí me encontrei com Deus. Foi de repente. A vida que eu estava levando era vazia. Tive um sonho que abriu meus olhos”, conta a jovem, que não quis se identifica, sobre o processo que o levou a abandonar a homossexualidade.

Ela conta que teve vários relacionamentos com mulheres , mas o único duradouro foi o último, de um ano e meio. “O namoro homossexual sempre dura pouco”, afirmou, recebendo apoio de uma outra integrante do grupo, Maria Grisante, 48, que faz um trabalho de “conversão” de travestis em Santo André.

Navarro, que esteve na Marcha para Jesus na última quinta-feira, disse que recebeu algumas provocações durante a parada, mas que não pretende desistir. Durante uma panfletagem, ele conta que só teve o seu panfleto aceito após aceitar receber uma camisinha da outra pessoa. “Vou guardar, não vou usar”, disse.

Dedé Santana, ex Trapalhões, fala sobre sua conversão, testemunho e sua recente internação


Dedé Santana é conhecido por ser um dos quatro Trapalhões que arrancaram muitas risadas dos brasileiros durante décadas, mas poucos sabem das noitadas e problemas de saúde que o humorista pai de oito filhos teve, essas dificuldades acabaram “ajudando” ao ator a se converter evangélico e hoje ser uma pessoa bem diferente do que era no tempo da trupe circense da TV e do cinema.

Após deixar o UTI e se ver livre de um diverticulite – doença que teria matado o (quase) ex presidente Tancredo Neves – Dedé Santana voltou ao Projac onde grava o programa “A Turma do Didi” e concedeu uma entrevista ao UOL falando desde a igreja que congrega, ao porquê de se converter.

O eterno trapalhão revela que se converteu após uma outra internação a quase 20 anos atrás, em 1995: “me converti por problemas cardíacos. Fiz todos os exames agora no hospital e meu coração não tem nada” e completa: “me converti também porque eu era muito maluco, muito mulherengo e tal. Agora isso mudou. Sou uma pessoa totalmente dedicada à minha família”, afirma o humorista.

Dedé antes frequentava a Assembléia de Deus mas hoje pertence a Igreja Quadrangular e trilha um caminho diferente de muitos famosos que se convertem, não deseja ser pastor futuramente: “ser pastor é um chamado especial de Deus e eu não tive esse chamado” e atribui à orações a sua reabilitação e volta ao trabalho: “minha saída do hospital fui fruto de muita oração. Tinha muita gente orando por mim. Aliás, gostaria de agradecer porque não pensei que eu fosse tão querido assim…”, emociona-se.

Quando perguntado sobre o que pediria a Deus, Dedé revela: “Queria viver mais um pouquinho. Minha filha Yasmin tem 14 anos e queria vê-la chegar aos 20″, disse.

Sobre seu recente tempo internado o humorista lembra da agonia que passou na UTI: “No começo estava inconsciente porque fiquei com anemia. Mas é horrível estar consciente porque você não pode se mexer. Fiquei sem comer e sem beber água por dias. Apenas molhavam a minha boca com um algodão. Quando eu lembro, me dá até sede. Ficar consciente é ruim porque a gente vê muita coisa. Vê gente morrendo… Mas também me emocionei porque tinha um senhor que me viu e falou com a enfermeira: “Puxa… O Dedé… Meu Deus… Eu vou orar por ele”. E ele estava muito pior do que eu, com câncer em estágio terminal. Quando fui fazer exames, ele disse pra enfermeira: “Graças a Deus o Dedé saiu…”. E a enfermeira respondeu que eu só estava indo fazer um exame e já ia voltar”, relata Dedé Santana.

Pesquisa revela que 68% dos jovens brasileiros gostariam que as igrejas fossem mais flexíveis


Considerada uma das maiores pesquisas realizadas a respeito do perfil dos jovens brasileiros, “O sonho brasileiro” foi divulgado esse mês, e seus dados já podem até ser usados como estudo base para uma nova estratégia evangelística a fim de alcançar os jovens brasileiros.

Produzida pela agencia Box 1824, foram entrevistados em todo o país; 1784 jovens, com idade entre 18 a 24 anos, os quais colaboraram com respostas sobre temas como; economia, política, educação, família, trabalho e religião.

A pesquisa partiu de um questionamento muito simples “Qual o seu maior sonho?”

Para essa pergunta a pesquisa apontou que entre os jovens pesquisados brasileiros, apenas 06% tem o sonho relacionado à família. A maioria (55%) respondeu o sonho como formação profissional e emprego, 15%, a casa própria, 9%, dinheiro e 3%, carro.

Apesar de ser apenas uma amostra entre os milhões de jovens no país, a porcentagem de mais de 90% que não estão sonhando com a família, pode ser preocupante. Essas informações coloca os brasileiros, diante de uma crise no meio dos jovens, uma vez que a família é um projeto Divino feito antes da fundação do mundo.

Ainda falando sobre a família, “O sonho brasileiro” mostrou que para muitos jovens o modelo patriarcal de família não é mais a única referência.

Na área de religião “O Sonho brasileiro” concluiu entre os jovens brasileiros, 77% dos jovens afirmam que se sentem livres para experimentar diversas religiões, 68% dos jovens afirmam que as Igrejas deveriam ser mais flexíveis, 31% afirmam que misturam elementos de diferentes religiões para construir a sua própria crença.

Os resultados mostram que muitos jovens que buscam, acima de tudo, o desejo de se aproximar de suas “crenças mais essenciais e do encontro de sua própria espiritualidade”, e também criar o seu próprio sincretismo.

“Espiritualidade não necessita de vertentes, significados e compromissos. Apenas uma simples crença em algo superior ou algo além do que se vive em nosso plano”.

Quase a metade, 43%, entretanto, afirmou ter religião e ser praticante, 36% ter religião e não ser praticante. Dos respondentes, 17% afirmam ter uma espiritualidade e acreditar em algo superior, mas sem religião e 4% dos jovens brasileiros afirmam ser ateus.

Isso pode refletir jovens com valores relacionados ao cristianismo. O Brasil possui a maior população católica e um protestantismo crescente, mas muitos não são praticantes. “Tenho um conceito próprio baseado no cristianismo e em fatos da minha vida”.

Assim, com uma margem de erro da pesquisa de apenas 2%, a pequena amostra parece revelar que quando o assunto é religião, os jovens estão um pouco distantes de serem identificados com valores e princípios de um Cristianismo autêntico.

Senadora Marta Suplicy disfarçará PLC 122 mudando nome e número para facilitar aprovação


A senadora Marta Suplicy disse neste domingo, antes do início da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) em São Paulo, que algumas mudanças devem ser feitas no Projeto de Lei (PL) 122, que criminaliza a homofobia. Segundo ela, a ideia é repensar o nome do projeto para fazer com que seu conteúdo seja aprovado.

“Estou tentando fazer um acerto para que não tenhamos tantos opositores ao projeto, mesmo que isso acarrete em algumas mudanças que não são boas. Estamos pensando em como fazer passar o conteúdo do PL 122, sem o número 122″, disse.

Segundo a senadora, a mudança do nome ajudaria a tirar a “imagem demonizada” que foi associada ao projeto. “O nome ficou muito complicado de se aprovar, o que, no conteúdo, não é mais complicado. Temos um conteúdo mais ou menos acordado. O que está difícil de acordar é o que fazemos com esse número, porque demonizaram tanto que eles não sabem o que fazer agora para dizer que o demônio não é mais demônio”, declarou Marta Suplicy, referindo-se aos opositores do projeto. No conteúdo, a senadora explicou que a principal mudança prevista será no texto do Artigo 20 do PL. “Antes era bem complexo. Conseguimos um meio termo”, disse.

Para que o projeto seja aprovado, ela acredita que a luta não deve se concentrar na tentativa de convencer a bancada religiosa a mudar suas convicções, mas em atrair uma parte do Congresso Nacional que ainda não se manifestou sobre o PL 122. “É essa parcela do Congresso Nacional que tem que ser conquistada”. A aprovação do projeto de lei é o principal tema da 15ª Parada do Orgulho LGBT que ocorreu hoje na avenida Paulista, em São Paulo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, proibe a presença de pastores junto aos jogadores


O técnico Mano Menezes proibiu a presença de líderes religiosos na concentração da seleção na Copa América. Durante a era Dunga (2006-2010), pastores tinham livre acesso aos bastidores do time nacional. No Mundial da África do Sul, em 2010, o pastor Anselmo Alves frequentou o hotel da seleção para dar ajuda espiritual aos atletas de Dunga. Nas folgas, como hoje, os jogadores têm liberdade para encontros religiosos.

A CBF também monitora o fervor religioso dos atletas. Antes da estreia do Brasil -no dia 3 de julho, contra a Venezuela-, a entidade vai alertar os jogadores para evitar comemorações com mensagens religiosas. Jogadores festejando gols com frases religiosas em camisetas e integrantes da comissão técnica comandando orações no centro do campo depois de conquistas de títulos eram hábito na seleção.

A Fifa já censurou a CBF por causa das manifestações religiosas dos atletas dentro de campo. Depois da conquista da Copa das Confederações de 2009, a federação pediu moderação na atitude dos atletas mais fiéis. Na época, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e rezaram.

A Fifa informou que não puniria os atletas na ocasião porque a manifestação ocorreu depois do apito final. Já no Mundial, a entidade comunicou que enviaria representante para monitorar as seleções, a fim de evitar mensagens religiosas. A Fifa não gosta de misturar futebol com política ou religião.

Depois da Copa do Mundo, a CBF escanteou a ala religiosa. Na comissão técnica e na administração da seleção, ela deixou o poder. Na África do Sul, o auxiliar técnico Jorginho foi apontado como o responsável por aparelhar a delegação brasileira de evangélicos. Ele foi o responsável pela contratação de Marcelo Cabo para ser “espião” de Dunga na Copa.
Desconhecido no futebol, Cabo frequentava com Jorginho a Igreja Congregacional da Barra da Tijuca. O auxiliar técnico influiu até na escolha dos seguranças da seleção. Um deles foi colocado no posto por ser evangélico.

Dentro de campo, a força dos religiosos é menor e as manifestações públicas também são. O grupo perdeu força com as saídas de Kaká e Felipe Mello, que faziam questão de sempre expressar a fé nas entrevistas coletivas.

No ano passado, atletas do Santos -incluindo Ganso, Robinho e Neymar, que estão na seleção- se recusaram a visitar um centro espírita. Argumentaram “motivos religiosos e outras coisas”. Dias depois, pediram desculpas e fizeram uma visita ao local.

Testemunho curioso: Pastor ora em local errado e loja é abençoada e prospera


Uma cena diferente pegou de surpresa alguns funcionários de uma loja de produtos de segurança. Chegando para mais um dia de trabalho eles encontraram a frente da loja coberta com um óleo estranho. Pensando que seria uma macumba ou feitiçaria contra a empresa, o dono foi conferir as câmeras de segurança e descobriu que na verdade eles receberam a presença de um pastor evangélico.

A cena curiosa aconteceu em Divinópolis, Minas Gerais. O Pastor foi orar pela loja de uma cabelereira e acabou errando o endereço, abençoando e ungindo o local errado. O mais curioso é que, apesar de não ser o local certo, o dono da loja conta que após a oração seus lucros subiram e o telefone não parou mais de tocar com clientes pedindo novos serviços: “Se benzeu para o bem eu agradeço, se benzeu para o mal saiu pela culatra porque melhorou bastante”, afirma o sorridente empresário.

A cabelereira ainda espera a visita do Pastor para também prosperar em seus negócios.

Veja abaixo a reportagem da TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais:

Colunista da Folha de São Paulo causa polêmica ao comparar a Marcha Para Jesus com a Parada Gay


O colunista da Folha de São Paulo, Revista Veja e da Rádio CBN, Gilberto Dimenstein, causou polêmica nesta semana ao escrever em seu blog o texto “São Paulo é mais gay ou evangélica?”. Na análise, o jornalista argumenta que “os gays usam a alegria para falar e se manifestar”, enquanto “a parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade”.

Dimenstein foi criticado por outro conhecido colunista da Revista Veja, Reinaldo Azevedo, que em seu blog classificou o texto como “tolo”, “burro”, “falacioso” e “preconceituoso”, rebatendo, linha por linha, todas as afirmações contidas no artigo de Gilberto Dimenstein. “Há uma diferença que a estupidez do texto de Dimenstein não considera: são os militantes gays que querem mandar os evangélicos para a cadeia, não o contrário”, argumenta Azevedo.

Abaixo você confere a íntegra do artigo de Gilberto Dimenstein:

Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da ideia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.

Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.

Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.

Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários. Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança. Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertas com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.

Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.

Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.

Abaixo agora a resposta de Reinaldo Azevedo comentando em chaves o texto do colunista da Folha:

Gilberto Dimenstein, para manter a tradição — a seu modo, é um conservador, com sua mania de jamais surpreender — , resolveu dar mais uma contribuição notável ao equívoco ao escrever hoje na Folha Online sobre a Marcha para Jesus e sobre a parada gay.

São Paulo é mais gay ou evangélica?

{Sem qualquer investimento voluntário na polissemia, é um texto tolo de cabo a rabo; do título à última linha. São Paulo nem é “mais gay” nem é “mais evangélica”. Fizesse tal consideração sentido, a cidade é “mais heterossexual” e “mais católica”, porque são essas as maiorias, embora não-militantes. Ora, se a diversidade é um dos aspectos positivos da cidade, como sustenta o articulista, é irrelevante saber se a cidade é “mais isso” ou “mais aquilo”, até porque não se trata de categorias excludentes. Se número servisse para determinar o “ser” da cidade — e Dimenstein recorre ao verbo “ser” —, IBGE e Datafolha mostram que os cristãos, no Brasil, ultrapassam os 90%.}

Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da idéia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.

{Nessas poucas linhas, o articulista quer afastar a suspeita de que seja preconceituoso. Está, vamos dizer assim, preparando o bote. Vamos ver.}

Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.

{Está tudo errado! Pra começo de conversa, que história é essa de que “é um direito” dos evangélicos “não respeitar” os direitos dos gays? Isso é uma boçalidade! Nenhum evangélico reivindica o “direito” de “desrespeitar direitos” alheios. A frase é marota porque embute uma acusação, como se evangélicos reivindicassem o “direito” de desrespeitar os outros.}

{Agora vamos ver quem quer tirar o direito de quem. O tal PLC 122, por exemplo, pretende retirar dos evangélicos — ou, mais amplamente, dos cristãos — o direito de expressar o que suas respectivas denominações religiosas pensam sobre a prática homossexual. Vale dizer: são os militantes gays (e não todos os gays), no que concerne aos cristãos, que “reivindicam uma sociedade com menos direitos e menos diversidade”. Quer dizer que a era da afirmação das identidades proibiria cristãos, ou evangélicos propriamente, de expressar a sua? Mas Dimenstein ainda não nos ofereceu o seu pior. Vem agora.}

Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.

{Milhões de evangélicos se reuniram ontem nas ruas e praças, e não se viu um só incidente. A manifestação me pareceu bastante alegre, porém decorosa. Para Dimenstein, no entanto, a “alegria”, nessa falsa polarização que ele criou entre gays e evangélicos, é monopólio dos primeiros. Os segundos seriam os monopolistas do “ranço um tanto raivoso”. Ele pretende evidenciar o que diz por meio da locução conjuntiva causal “já que”, tropeçando no estilo e no fato. A marcha evangélica, diz, “faz ataques a diversos segmentos da sociedade” — neste ano, “o STF”. O democrata Gilberto Dimenstein acredita que protestar contra uma decisão da Justiça é prova de ranço e intolerância, entenderam? Os verdadeiros democratas sempre se contentam com a ordem legal como ela é. Sendo assim, por que os gays estariam, então, empenhados em mudá-la? No fim das contas, para o articulista, os gays são naturalmente progressistas, e tudo o que fizerem, pois, resulta em avanço; e os evangélicos são naturalmente reacionários, e tudo o que fizerem, pois, resulta em atraso. Que nome isso tem? PRECONCEITO!}

Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários.

{Bem, chego a duvidar que Gilberto Dimenstein estivesse sóbrio quando escreveu essa coluna. Não há?}

Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança.

{Em qualquer país do mundo democrático, questões religiosas e morais se misturam ao debate eleitoral, e isso é parte do processo. Políticos também desfilam nas paradas gays, como todo mundo sabe.}

Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertar com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.

{Todos sabem que o PT é o grande incentivador dos movimentos gays. Como é notório, trata-se de um partido acima de qualquer suspeita, jamais envolvido em falcatruas, que pauta a sua atuação pelo mais rigoroso respeito às leis, aos bons costumes e à verdade.}

Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.

{Gilberto Dimenstein precisa estudar o emprego do infinitivo flexionado. A inculta e bela virou uma sepultura destroçada no trecho acima. Mas é pior o que ele diz do que a forma como diz. Que história é essa de “nada contra”? Sim, ele escreve um texto contra o direito de manifestação dos evangélicos. O fato de ele negar que o faça não muda a natureza do seu texto. Ora, vejam como os militantes gays são bonzinhos — querem que todos sejam alegres —, e os evangélicos são maus: pretendem tolher a livre manifestação do outro. SÓ QUE HÁ UMA DIFERENÇA QUE A ESTUPIDEZ DO TEXTO DE DIMENSTEIN NÃO CONSIDERA: SÃO OS MILITANTES GAYS QUE QUEREM MANDAR OS EVANGÉLICOS PARA A CADEIA, NÃO O CONTRÁRIO. São os movimentos gays que querem rasgar o Artigo 5º da Constituição, não os evangélicos.}

Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.

{Hein??? A conclusão, obviamente, não faz o menor sentido nem decorre da argumentação. Aquele “portanto” dá a entender que o autor demonstrou uma tese. Bem, por que a conclusão de um texto sem sentido faria sentido? Termina tão burro e falacioso como começou.}

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Tribunal de Justiça revoga anulação de união gay e juiz pode ser processado


A corregedora do Tribunal de Justiça de Goiás, desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, “tornou sem efeito” nesta terça-feira (21) a decisão do juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública de Goiânia Jeronymo Pedro Villas Boas, que anulou o contrato de união estável firmado pelo casal.

Na decisão, Villas Boas afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria “alterado” a Constituição ao reconhecer as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Ele determinou ainda que os cartórios da cidade não pudessem mais registrar uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo. A decisão administrativa da Corregedoria do TJ-GO anulou os efeitos das determinações do juiz.

Na decisão, a desembargadora aponta problemas na conduta do juiz. Segundo ela, Villas Boas agiu de ofício (sem ser provocado), não deu oportunidade aos envolvidos de se defender e contestar, além de ter contrariado decisão vinculante do STF, que obriga a administração pública a seguir a orientação.

O casal Leo Mendes e Odílio Torres foi o primeiro a oficializar a união estável, depois que STF reconheceu a união entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Nesta terça-feira (21), o casal embarcou para o Rio de Janeiro, onde pretendem oficializar novamente a união estável.

O caso será levado pela corregedora à Corte Especial do TJ-GO que pode abrir um processo administrativo contra Villas Boas. Antes da decisão da corregedora, a defesa do casal gay protocolou na tarde desta terça-feira um pedido para que o juiz reconsiderasse a anulação da união estável.

Além disso, a defesa ajuizou no STF uma reclamação contra o juiz. A advogada Chyntia Barcellos afirmou que, mesmo depois da decisão do TJ-Goiás, essas medidas servem como cautela.

O casal também fez reclamação contra Villas Boas pelo site do CNJ.

Time de futebol Manchester United contrata Pastor para cuidar da vida sexual dos jogadores


O técnico do Manchester United, Alex Ferguson, contratou um pastor para integrar sua comissão técnica. A finalidade é evitar que os atletas se envolvam em casos extraconjugais, como aconteceu recentemente com Ryan Giggs e Wayne Rooney recentemente.

O pastor batista John Boyers [foto] já trabalha no clube como capelão desde 1992 e agora promoverá aulas de ética sexual.

“Eu faço alguns trabalhos, ensinando-lhes sobre situações que podem ocorrer ao longo da vida e como eles podem lidar com elas. Coisas como amizade, ética sexual, luto, bullying e preconceito, racismo. Tento ajudá-los a se preparar para a vida adulta. Também dou apoio pastoral e trabalho valores espirituais em todo o clube. As pessoas tem que me conhecem e confiam em mim, se abrem e falam comigo sobre suas vidas e problemas. Tivemos muitas situações no futebol que vão desde problemas com drogas a escândalos financeiros e problemas de comportamento que mostram que há um valor real em termos uma capelania.”, explica o pastor.

Um funcionário do clube acrescentou. “O pastor John é um membro altamente respeitado da equipe e faz o possível para ajudar nossos jogadores mais jovens a seguirem o caminho certo. Lidar com a fama e tudo o que vem com ela não é fácil.”

Vitória evangélica e da campanha do Pastor Silas Malafaia: PEC 23/2007 foi rejeitada por um voto na Alerj


A PEC 23/2007 que “visa acrescentar orientação sexual no rol das vedações a discriminação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro” foi rejeitada por volta das 22 horas desta terça na Alerj. A pauta foi taxada de “PLC 122 carioca” e recebeu grande recusa dos seguidores do Pastor Silas Malafaia, que fez intensa campanha contra a proposta.

A PEC obteve apenas 38 votos a favor e 39 de contra vetando a proposta, mesmo assim precisaria de 42 votos a favor para ter quorum e ser aprovada. O presidente da Alerj, deputado Paulo Mello, também vetou a proposta de voltar a pauta de votações e discussões da casa neste ano.

O plenário recebeu durante todo o dia diversos manifestantes e lideranças evangélicas que protestaram contra a proposta. Dentre os presentes estavam o pastor Marcos Gregório, do Ministério Apascentar de Nova Iguaçu, e representantes do Pastor Silas Malafaia. Os manifestantes recebiam com fortes vaias os discursos a favor da PEC e saldavam cada palavra a favor.

Também esteve presente diversos manifestantes pró-gays que queriam a PEC 23/2007 aprovada. Ao final da votação os presentes tiveram que ser contidos por uma sirene pois devido aos protestos de ambas as partes iniciaram um pequeno tumulto.

Os deputados que votaram a favor falaram em preconceito, homofobia e estado laico após a rejeição, já os deputados que votaram contra agradeceram ao presidente da casa e ao criador do projeto, deputado Gilberto Palmares (PT-RJ), pela cordialidade do debate. No total 29 deputados não votaram ou não estavam presentes no momento da votação.

Esta foi a segunda vez que a PEC 23/2007 entrou em pauta na Alerj, na primeira foi aprovada pela grande maioria dos deputados tendo apenas dois votos contra. Entre os que haviam votado a favor estavam diversos políticos evangélicos como o filho do Missionário R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça, e o irmão do Pastor Silas Malafaia que alegou não ter prestado a devida atenção no que seria a pauta quando votou a favor e nesta terça discursou contra a mesma.

Grande rede de tv corta Deus de juramento e causa revolta de cristãos


Nas transmissões de domingo (19) do torneio de golfe, a rede NBC mostrou a bandeira do juramento destes jogos com a supressão das palavras “sob Deus” na frase “Uma nação sob Deus indivisível” (One Nation Under God Indivisible).

A reação de organizações cristãs foi imediata. “É inaceitável uma grande rede de TV retirar deliberadamente a menção de Deus de uma tradicional bandeira”, disse Patrick J. Mahoney, representante da Coalizão de Defesa Cristã.

“Quem imaginava que o nome de Deus fosse censurado em uma transmissão pública? Como a maioria dos americanos, estou chocado.”

Em nota, a NBC lamentou o fato de haver pessoas ofendidas com a pequena mudança e pediu desculpas, sem explicar a motivo da supressão.

Os militantes cristãos não se deram por satisfeitos e exigem que a rede recupere a antiga bandeira.

Ex-pastor foragido a 12 anos dos Estados Unidos acusado de abusar de adolescentes é preso no Rio de Janeiro


A Polícia Federal (PF) informou que agentes em parceria com policiais americanos, que atuam no consulado do Rio de Janeiro, montaram um cerco para prender Kenneth Craig, um dos homens mais procurados pela Justiça americana. O americano, que é acusado de abusar sexualmente de dois adolescentes nos EUA, se entregou à PF na tarde desta terça-feira (21).

A PF afirmou que ele se apresentou na companhia de dois advogados na Delegacia de Imigração da Polícia Federal, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador.

Ainda segundo a Polícia Federal, os agentes já tinham informações sobre a residência do americano e os locais que costumava frequentar no Rio. Ele já morou em Copacabana e no Morro do Vidigal, ambos na Zona Sul da cidade. Kenneth Craig já era procurado pelas polícias do Rio e dos EUA desde outubro de 2010, quando foi expedido um novo mandado de prisão contra ele.

A PF explicou que o americano foi levado, por volta das 16h30 desta terça, ao Instituto Médico Legal, para realizar o exame de corpo de delito. Em seguida, ele será encaminhado ao sistema penitenciário, que vai direcioná-lo para uma carceragem. A Polícia Federal já informou ao Supremo Tribunal Federal sobre a prisão do suspeito.

O Disque-Denúncia informou, na tarde desta terça-feira, que a polícia chegou até o suspeito após uma denúncia anônima feita ao órgão. Ao todo, foram recebidos 42 telefonemas sobre o americano. Desde domingo (19), o Disque-Denúncia oferecia uma recompensa de R$15 mil pela captura dele.

A história de Craig foi mostrada no último domingo (19), no “Fantástico”. De acordo com o governo americano, o homem usou nomes falsos e se passou por professor de inglês e por músico, no Rio. Ele chegou a ser preso pela Polícia Federal no ano passado, mas foi solto. Ele fala português fluente e usa drogas, álcool e presentes para atrair as vítimas, na maioria meninos.

A Polícia Federal afirmou que a princípio, não teria informações ou denúncias que o americano teria praticado outros crimes de pedofilia no Brasil. Kenneth Craig tem 42 anos e nasceu na Geórgia, nos Estados Unidos. De acordo com a polícia, ele teria vindo ao Brasil ainda em 1999 e estava morando no Rio desde o final de 2010.

Assembléia de Deus reune 20 mil em culto de ação de graças pelo Centenário


O culto de ações de graça pelas comemorações dos 100 anos da Assembleia de Deus no Brasil foi realizado na segunda, 20, no Centenário Centro de Convenções em Belém do Pará e reuniu cerca de 20 mil pessoas.

O culto foi comandado pelo pastor Samuel Câmara, presidente Igreja-mãe, e teve a participação do Grupo Celebrai e das cantoras Alessandra Prado e Mary Monteiro, entre outras atrações.

Na ocasião o pastor lembrou das comemorações que aconteceram nos dias 16, 17 e 18 no Estádio Mangueirão e também lançou uma campanha para modernizar a TV Boas Novas que transmitiu ao vivo toda a programação do Centenário para 22 capitais e 90 cidades do país.

As comemorações do Centenário custaram cerca de R$ 25 milhões, incluindo a construção do Centro de Convenções que tem 13 mil metros quadrados. A programação teve início na última quinta-feira (16), com a inauguração dos três símbolos que marcaram o evento: o Museu da Assembleia de Deus, na rua João Diogo; a avenida Centenário (antiga Dalcídio Jurandir); e a inauguração do Centro de Convenções.

Levado por Muller a igreja, ex-jogador e hoje pastor tenta “salvar” amigo tetra campeão


O ex-lateral Ronaldo Luís ficou marcado na história do São Paulo ao impedir em cima da linha o gol do Barcelona na decisão do Mundial Interclubes de 1992, conquistada pelo time paulista. Ronaldo Luís, agora com 44 anos, se tornou pastor evangélico há nove anos. A aproximação com a religião aconteceu por intermédio de Muller ainda nos tempos de São Paulo.

O pastor e ex-jogador do São Paulo quer ajudar Muller. Ronaldo Luís entende que o amigo cometeu deslizes na vida e oferece apoio ao ex-atacante, que admitiu recentemente ter gastado praticamente todo o dinheiro conseguido com o futebol.

“Eu digo com absoluta certeza que ele terá uma grande transformação na vida. Ele é uma pessoa muito querida, bastante religiosa, que conhece profundamente a palavra de Deus. Infelizmente não aplicou o dinheiro ganho com o futebol e confiou em pessoas que se diziam amigos. Tentamos falar com o Muller para que participasse do nosso culto, mas não conseguimos trazê-lo”, disse Ronaldo Luís.

Como empreendedor religioso, Muller teve prejuízos. Ainda como jogador, ele investiu na criação da Igreja Pentecostal Vida com Deus, em Minas Gerais. A instituição foi fechada pouco depois por Muller, dando grande prejuízo.

“A igreja do Muller acabou não indo. Ele decidiu vender”, relembra Ronaldo Luís, pastor da Igreja Batista Getsêmani, de Belo Horizonte.

Muller e Ronaldo Luís eram atletas de Cristo na década de 90. Então jogadores do São Paulo, Muller convidou Ronaldo Luís a um culto na Assembléia de Deus. Desde então, o ex-lateral afirma ter encontrado sua outra vocação.

“Eu também tive um momento muito difícil na vida, mas consegui superar”, diz o pastor, que desenvolve programa assistencial com crianças de 6 a 14 anos em Contagem/MG.

Decisivo na conquista do primeiro título mundial do São Paulo, quando impediu o gol de Beguiristáin, do Barcelona, Ronaldo Luís conta que salvar bola em cima da linha era sua especialidade.

Ele contabiliza 15 lances em que evitou o gol de rivais debaixo do travessão, todos eles defendendo o São Paulo.

“Eu salvei aquela bola em cima da linha na final contra o Barcelona e uma semana depois salvei de novo em jogo contra o Palmeiras. Em 1994 eu impedi o gol também do Palmeiras. Lembro que evitei o gol do Amoroso, na época do Guarani. Foi Deus quem tirou essas bolas”.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ex-pastor pedófilo é procurado no Brasil e nos Estados Unidos à 12 anos; Recompensa de R$15 mil


Uma caçada que já dura 12 anos, com muitas idas e voltas, prisões e fugas. A busca por Kenneth Craig levou ao Rio de Janeiro o mais importante programa policial da televisão americana: o “America´s Most Wanted”, os mais procurados da América.

Graças ao programa, quase 1.200 fugitivos foram capturados em 35 países, diz ao Fantástico, com exclusividade, o apresentador John Walsh.

Nos Estados Unidos, Kenneth Craig era um pastor que vivia na Flórida. Nos anos 90, ele molestou dois adolescentes. Um deles é Robert Daly, que diz que, enquanto o pedófilo continuar solto, o sofrimento não vai acabar.

Kenneth foi preso na Flórida em 1999, quando estava sozinho com Robert. Ficou dez meses na cadeia, esperando julgamento. Mas a namorada, que aparece em uma foto, deu o dinheiro da fiança. Aí, Kenneth aproveitou para fugir. Veio pro Brasil. Chegou como turista, ficou ilegalmente e começou uma vida clandestina.

No Rio, segundo informações do governo americano, Kenneth Craig usou nomes falsos para se passar por professor de inglês e até músico. Teria sido guitarrista em uma banda de rock. Morava em um prédio, em Botafogo, na Zona Sul carioca.

Fantástico: Enquanto ele morou aqui não chamou atenção dos funcionários?
Síndico. Não.
Zelador. Era só bom dia e boa tarde.

O pedófilo conseguiu ficar no Brasil quase dez anos sem ser rastreado. Mas em 2008 um agente da polícia judiciária americana interceptou e-mails dele. Com base na investigação nos Estados Unidos, a polícia brasileira encontrou e prendeu Kenneth no Rio. Ele guardava no computador imagens de meninos. Kenneth Craig ficou um ano e dois meses preso no Rio, aguardando o julgamento do pedido de extradição. Mas então aconteceu uma reviravolta. Para poder julgar o caso, o Supremo Tribunal Federal pediu ao governo americano uma série de documentos.

O STF diz que os Estados Unidos tiveram duas oportunidades para completar a documentação necessária. Os documentos não vieram. Por isso a extradição foi negada pelo então ministro Eros Grau. Kenneth foi solto e sumiu mais uma vez.

Na passagem pelo Rio, a equipe do America’s Most Wanted e um policial americano foram até a favela do Cantagalo, em Ipanema. O apresentador diz que o programa recebeu informações de que Kenneth teria estado lá e o policial americano que acompanha confirma: foi há 3 meses.

“Ele abusou um menino nos Estados Unidos. E agora ele está se escondendo aqui”, afirmou o policial.

Mas os moradores dizem que nunca viram esse homem. Procurado pelo Fantástico, o advogado de Kenneth Craig não quis gravar entrevista. Ele disse que não foi informado sobre o novo mandado de prisão contra o americano

Para conseguir informações sobre a localização de Kenneth Craig, as autoridades americanas decidiram pedir ajuda também à população brasileira. Em uma parceria com o Disque Denúncia, do Rio de Janeiro, está sendo oferecida uma recompensa para quem tiver pistas que levem à prisão do americano. São quase U$ 10 mil, 15 mil reais. É o maior valor oferecido pela captura de um fugitivo atualmente no país.

As características do fugitivo Kenneth Craig são: é careca, 1,80m de altura, tem um problema de pele que causa coceira e vermelhidão, é professor de inglês, fala bem português, usa nomes falsos: Eric Martins da Silva, Gean Derr, toca guitarra e gosta de cerveja para acompanhar a pizza.

Quem tiver informações pode ligar para o telefone (21) 2253-1177. Nos outros estados do Brasil o número é o 0300 253-1177. As pessoas que ligam para o Disque Denúncia não precisam se identificar.

“Ele está muito tempo no Brasil, então há sempre o risco de isso estar acontecendo aqui, ou seja, pode estar praticando esses mesmos crimes aqui no Rio de Janeiro. Eu acho que isso é motivo bastante grande para que nós façamos essa campanha”, afirma o coordenador do Disque Denúncia, Zeca Borges.


Igreja Anglicana é a mais nova igreja cristã a aceitar homossexuais na liderança


A Igreja anglicana da Inglaterra se prepara para autorizar que sacerdotes homossexuais sejam ordenados bispos, segundo um documento publicado nesta segunda-feira para traçar as diretrizes do próximo sínodo da Igreja em julho.

O documento, que tem como título “Escolher bispos, a lei sobre a igualdade de 2010″, insiste no fato de que a orientação sexual não deve ser levado em consideração na promoção de um clérigo ao cargo de bispo.

Mas o texto recomenda que a hierarquia da Igreja tenha a possibilidade de bloquear uma nomeação caso esta “provoque divisão e desunião na diocese” envolvida.

A Igreja anglicana teve que explicar sua posição sobre a ordenação de bispos homossexuais depois que Jeffrey John, sacerdote solteiro e homossexual casado com outro religioso, foi obrigado a renunciar ao arcebispado de Reading em 2003.

A Igreja voltou a retirar em julho de 2010 a candidatura de Jeffrey John ao cargo de bispo da diocese londrina de Southwark.

Jeffrey John, superior de St Albans, estabeleceu uma união civil com outro sacerdote, mas garantiu que vivia em celibato.

Em setembro do ano passado, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, líder dos anglicanos, afirmou que não havia problemas com o fato de um bispo ser homossexual desde que permanecesse celibatário.

A ordenação de mulheres e de bispos homossexuais na Igreja da Inglaterra divide profundamente os anglicanos.

Muitos líderes e fieis anglicanos, em particular na África, criticam tais possibilidades.

Apóstolo Renê Terra Nova afirma que Correios lançou selo em sua homenagem, fiéis dizem que é falso. Compare


O Apóstolo Renê Terra Nova, afirmou em seu site que os Correios criaram e lançaram um selo comemorativo aos 50 anos do líder do MIR12. A iniciativa foi apresentada durante um dos eventos da denominação.

A honraria teria sido recebida com festa e surpresa por Renê, segundo sua página, que afirma ter chorado na cerimônia na presença de Luquesia Maria Lemos, diretora dos Correios no Amazonas. A idéia partiu do Apóstolo Alexandre Monteiro, de Curitiba, um dos braços direitos do líder no M12 – ramificação do modelo G12 no Brasil – que de acordo com ele “através deste selo, cada lar do Brasil e das nações da terra estão de portas abertas para receber palavras que trazem prosperidade e vida”.

Segundo o site da denominação as 12 primeiras cartas já tem destino traçado para serem enviadas, em ordem: Governo de Israel, Presidente Dilma Roussef, Comando Geral do Exército Brasileiro, Estados Unidos (na pessoa do Sr. Almir Passoni), Apóstolo Fábio Abbud (em nome de todos os discípulos da Visao Celular no Brasil), Academia Brasileira de Letras, Prefeitura de Porto Seguro, Governador do Estado do Amazonas, Presidente e Vice Presidente da Câmara Municipal de Manaus, Apóstolo Anselmo e ao Ministério Internacional da Restauração, Sra. Guiomar de Araújo Terra Nova, Apóstola Ana Marita Terra Nova e seus filhos.

No Twitter o aniversário de 50 anos do Apóstolo Renê Terra Nova e o selo especial lançado foram recebidos com alegria pelos fiéis: “Se um dia na presença do Eterno vale por 1000 dias, imagine os próximos 18250, meio século. Meu Deus, parabéns pelo seu Natal”, afirmou o Pastor Lailton Barbosa para o Apóstolo.

Renê Terra Nova afirmou que “Está selado no reino do Espírito: Hoje a Visão Celular no Modelo dos 12 virou um selo. Efésios 1:13 diz que cada um de nós fomos selados pelo Espírito Santo. Cada um de nós foi selado como uma carta. Que estas cartas sejam um instrumento de salvação”.

Selo do Apóstolo Renê Terra Nova

Selo do Apóstolo Renê Terra Nova em homenagem dos Correios

Prostestos

Apesar da festa feita pelos seguidores de Renê Terra Nova, alguns cristãos na internet protestaram contra o Apóstolo – que já se auto-intitulou Patriarca – denunciando que a homenagem pudesse ser falsa. Embora o site do pregador e de sua denominação insistem em afirmar que foi uma honraria concedida pelos Correios, alguns fiéis denunciam que na verdade a homenagem seria apenas um selo personalizado comum que qualquer pessoa pode criar no site da empresa.

A denuncia aconteceu após alguns evangélicos terem reparado que o modelo é o mesmo dos disponibilizados na área de criação de selos por pessoas comuns no site dos Correios, basta apenas inserir uma foto para criar um selo personalizado próprio. No entendimento dos internautas a foto do Apóstolo foi apenas inserida no site e anunciada como homenagem injustamente. O custo do selo personalizado é de R$32 a dúzia, duas folhas com 12 tem o custo de R$24 cada.

Modelo do selo do Apóstolo Renê Terra Nova

Modelo que teria sido usado para criar o selo do Apóstolo

A denuncia ganhou mais força porque a Assembléia de Deus ganhou um modelo próprio de selo em sua homenagem pelo Centenário, porém, o Apóstolo Renê Terra Nova não tem o seu, mas sim usa o pré-pronto “Ipê-bandeira” disponibilizado no site a um certo tempo. Outra denúncia é que o selo não é vendido ou encontrado em agências dos Correios do Brasil ou do Amazonas.

A discussão tomou conta de blogs e do twitter após o anúncio da homenagem, muitos defenderam o Apóstolo afirmando que há pessoas tentando discriminar o líder, outros afirmam que ele não sabia e por isso seria um mal entendido. Porém os denunciantes revelam que os Correios exigem que dono da imagem utilizada no selo personalizado tenha que assinar um termo autorizando seu rosto a ser exibido no mesmo, ou seja, Renê Terra Nova sabia e teria participado da criação do selo personalizado na forma como foi divulgado antes até da produção do mesmo, devido a autorização dos direitos de imagem.

Para fazer seu próprio selo, acesse o site dos Correios e confira os modelos.

O Apóstolo Renê Terra Nova não é bem visto por muitos evangélicos devido as doutrinas que prega. Sempre envolvido em polêmicas diversas, o líder do MIR 12 teria comprado um jato com dinheiro de ofertas e utilizado de mensagens subliminares durante pregação para conseguir votos para o candidato José Serra na última eleição para Presidente. Recentemente acusou de “desocupadas” as pessoas que o criticam.


Projeto de lei pró-gay PEC 23/2007 será votado nesta terça-feira; Pastor Silas Malafaia faz campanha contra


Pastor Silas Malafaia, relembra em seu Twitter sobre a votação da PEC 23 nesta terça-feira, “Vamos encher a caixa de email dos deputados do Rio de Janeiro para votarem contra o PEC 23 amanhã”.

A PEC 23/2007, de autoria do deputado Gilberto Palmares, prevê a inclusão da orientação sexual no rol dos direitos fundamentais previstos na Constituição. Segundo Malafaia, a PEC 23/2007 é mais uma emenda inconstitucional.

O Pastor Silas já havia apelado anteriormente para que todos enviassem emails aos deputados para votarem contra o projeto de emenda. Isso causou, certa indignação por parte dos evangélicos quando descobriram que a maioria dos deputados evangélicos haviam votado a favor na primeira votação em 25 de maio.

No dia em que foi aprovada apenas dois deputados evangélicos haviam votado contra, Flávio Bolsonaro e Edson Albertassi. O ativista pró-vida Julio Severo, um dos indignados, apontou uma lista de deputados evangélicos que votaram a favor em seu blog. Isso gerou controversas no meio cristão.

Contudo, Malafaia esclareceu que no dia da votação houve uma “jogada” em que os deputados evangélicos não perceberam e votaram a favor da PEC 23/2007, inclusive o seu irmão Samuel Malafaia.

Apesar dos debates, todos agora parecem querer somente preparar-se para impedir a aprovação do projeto.

O ativista pró-vida exortou: “Se a população do Rio não reagir rápido, cobrando energicamente dos deputados cristãos que aparentemente estão tirando uma soneca ou até votando a favor do mal, o Rio de Janeiro poderá se tornar no Brasil o primeiro palco de uma sociedade sob uma lei onde a ordem suprema é a total reverência à sodomia.”

A aprovação por parte dos evangélicos de projetos em prol da causa LGBT “sem perceber”, parece refletir uma “jogada política” que vem ocorrendo para essa questão. Lembrando os muitos momentos da “guerra política” entre homossexuais e religiosos, o PLC 122 e o PL 6418/05 foram conduzidos da mesma maneira.

O famoso PLC 122 começou com uma aprovação que também passou “despercebida,” como relatou a revista Enfoque. Mas ela foi paralisada temporariamente depois de protestos por parte de deputados evangélicos, membros da CNBB e mobilização de grupos pró-família.

E, quando todos os holofotes estavam no PLC 122, logo o grupo em causa dos direitos homossuais já estavam na execução do PL 6418/05. Mas, este também não foi adiante.

Recentemente, o PLC 122 foi novamente desarquivado e após diversas novas brigas e protestos, ele foi novamente retirado de pauta. E enquanto novamente, todos discutiam o PLC 122, silenciosamente já se preparava o terreno para o PL 6418/05.

Funkeiro MC Marcinho afirma que quer ser pastor e que converte muitos nos bailes funks cariocas


Príncipe do Funk quer virar pastor. Na porta da casa de MC Marcinho, em Bangu, chama a atenção um Tucson com o adesivo “Jesus: neste nome há poder”. Não é à toa. Depois de sofrer um acidente de carro em 2006 e, quando ainda se recuperava, ser vítima de assalto a mão armada, o cantor se converteu e disse que, por isso, largaria o funk. Desde então, dezenas de produtores anunciam “shows de despedida”. Mas Marcinho garante: a apresentação desta sexta na Fundição Progresso não será a última. Ele vai abandonar o funk, mas só depois de divulgar o CD e DVD “Tudo é festa”, que a EMI deve lançar em julho.

- Minha meta é virar pastor e ajudar as pessoas através do testemunho de que Deus me levantou e me tirou da cadeira de rodas. Mas minha agenda é muito corrida, e minha vida secular de cantor não me dá tempo – justifica Marcinho. – Vou parar, e isso é real. Mas tenho shows até o fim do ano e o contrato do DVD a cumprir com a gravadora.

Gravado há três anos no Circo Voador, o DVD tem participações de Sandra de Sá, Regina Casé e MCs como Bob Rum e Sapão. O repertório inclui hits das antigas como o “Rap do Solitário” e “Glamourosa” e músicas da nova fase evangélica do cantor, como “Deus é fiel”. Marcinho explica a demora do lançamento:

- Tivemos um problema com o DJ Marlboro, que não queria liberar algumas músicas minhas para um selo que não fosse o dele. Como a editora dele tem 25% desses direitos autorais, tivemos que insistir muito, e só agora ele aceitou. Não tenho raiva ou mágoa nenhuma. Orei bastante e já o perdoei.

A conversão à Igreja Batista fez o cantor mudar seus hábitos e se reconciliar com sua primeira mulher, Kelly, mãe de seus filhos Marcelo, de 9 anos, e Marcele, de 11. Ele é pai também de Marcinho, de 5, com a funkeira MC Cacau, e de Mateus, de 12, fruto de um outro relacionamento. Ao contrário de alguns músicos convertidos que negam seu passado musical, como Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos), Marcinho diz que não se envergonha de nada do que fez no funk.

- O meu pastor é um antigo amigo de noitada, com o qual fazia as coisas erradas. Bebia demais, traía e mentia para minha mulher. Dizia que ia viajar para fazer show e saía para jogar. Nunca fui viciado em drogas como ele, mas meu vício eram jogos de baralho. Perdi dinheiro – ele lembra.

Marcinho diz nunca ter se envolvido com traficantes. Sequer gravou proibidões fazendo alusão a violência e facções criminosas. Mas tem uma música que gostaria de apagar do portfólio. Na verdade, uma paródia de conotação sexual que ele cantou de “Detalhes”, de Roberto Carlos. Um amigo gravou, e até hoje a versão gangsta circula pela internet:

- É a única coisa de que me arrependo na vida. Queria pedir perdão pessoalmente ao Rei, de quem sou fã.

Enquanto isso não acontece, ele segue sua missão:

- Vou aonde pastores não entrariam e converto as pessoas até em baile funk.

Após diversas brigas e polêmicas, igreja-mãe da Assembléia de Deus e conveniadas se filiam a CGADB de José Wellington


A Convenção da igreja-Mãe das Assembleias de Deus no Brasil (CIMADB) firmou acordo com a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) no dia 16 de junho de 2011. O documento credencia a CIMADB e seus membros.

Esse acordo sela a paz entre as duas convenções que estavam dividas por questões políticas.

Muito se falou sobre a divisão entre as AD, rumores que só aumentaram com a organização de duas festas em Belém do Pará para comemorar o Centenário. A CGADB realizou dois dias de evento uma semana antes do programado pela CIMADB.

Apesar disso o pastor Samuel Câmara compareceu na festa da CGADB e o pastor José Wellington Bezerra também esteve presente nos dias de festividade da CIMADB.

Muçulmano pede proibição da Bíblia: “tem trechos imorais e é um insulto a todos os muçulmanos”


O mulá Abdul Rauf Farouk, líder do partido islâmico paquistanês JUI (Jamial Ulama Slam), encaminhou à Suprema Corte pedido para que a Bíblia seja proibida por “difamar o nome de alguns profetas”. O cristianismo e o islã são religiões abraâmicas.

Um desses profetas é Ló (também conhecido por Lot), da linhagem de Abraão. Gênesis 19:33-36 relata como as suas duas filhas o embeberam para ter uma relação incestuosa.

Outro é Jacó, também descendente direto de Abraão. Gênesis 29:23 diz que Lia, mulher de Jacó, lhe deu a sua criada Zilpa para que ele pudesse ter filhos.

Farouk argumentou que trechos bíblicos como esses são imorais porque “minam a santidade dos santos”. “Isso é um insulto a todos os muçulmanos.”

Ele disse que o islã respeita os livros sagrados de todas as religiões, mas não aceita, nem nessas escrituras, calúnia contra os profetas.

Afirmou que desistirá de proibir a Bíblia caso esses trechos sejam suprimidos, mas manterá a acusação de que o apóstolo Paulo distorceu as escrituras sagradas para criar uma falsa religião. “O cristianismo é um grande fonte de imoralidade que se estende à pornografia, dança e outros males.”

O Paquistão fica ao sul da Ásia e tem uma população de 170 milhões. É uma república islâmica cuja constituição prevê a liberdade religiosa.

A comunidade cristã reagiu com veemência contra a solicitação de proibição da Bíblia. O bispo John Alexander Malik, por exemplo, disse que o JUI está se intrometendo em religião alheia, além de “semear as sementes da discórdia”.

Ele disse temer que a iniciativa do fundamentalista Farouk seja o prenúncio de perseguições mais vigorosas aos cristãos.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Deputado Fernando Francischini, evangélico, quer plebiscito sobre a legalização da maconha do Brasil


Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal de legalização da Marcha da Maconha, o deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) pretende coletar assinaturas para a relização de um plebiscito sobre a legalização da maconha no país.

“Nós temos uma posição contrária, mas o plebiscito é importante para encerrar de vez essa questão”, afirmou ele segundo o Parana Online.

Ele participou hoje de uma audiência pública na Câmara de Curtiba contra a legalização da maconha, trazida pelo vereador e pastor evangélico Valdemir Soares (PRB).

Segundo Soares informou em nota oficial, o objetivo da audiência é conscientizar sobre os problemas gerados pelo consumo e comércio ilegal de drogas, além de defender a proibição de eventos que façam apologia ao uso de entorpecentes”.

A psicóloga Marisa Lobo também estava entre os convidados a participar da audiência, juntamente com Hamilton José Klein, secretário municipal Antidrogas.

Na opinião de Marisa Lobo, existe a preocupação de que os adolescentes fiquem expostos, sem ter poder de escolher, “a droga vai até ele”. Ela vê a decisão do STF como uma oportunidade para colocar a discussão sobre as drogas nas ruas.

Já o secretário Klein, francamente alega que partindo do princípio da decisão do STF para legalizar a Marcha da Maconha, “Agora qualquer maluco poderá pedir a legalização de marcha pelo nazismo, pelo racismo, pelo estupro, já que decidiram que a liberdade de expressão é irrestrita.”

Além da audiência, cerca de 2 mil pessoas fizeram passeata nas ruas de Curitiba no início da tarde desta sexta-feira para protestar contra a maconha, que fez parte da programação oficial da Semana Antidrogas.

Líder batista afirma que a Igreja tem mentido sobre a verdadeira natureza da homossexualidade: “Fazemos homofobia”


O pastor Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul dos Estados Unidos e figura muito respeitada dentro e fora da denominação, disse no último dia 15 de junho, que os Batistas do Sul precisam se arrepender de uma “forma de homofobia” que mantém gays e lésbicas fora das suas igrejas. A declaração de Mohler foi dada quando respondia a uma pergunta de um conhecido blogueiro batista, Peter Lumpkins (vídeo abaixo), sobre se eram verdadeiros os comentários atribuídos a ele num artigo publicado em 24 de Março no Christian Science Monitor. Naquela ocasião, outro pastor batista, Jonathan Merrit, escreveu que Mohler teria dito o seguinte: “Nós temos mentido sobre a natureza da homossexualidade e temos praticado algo que somente pode ser descrito como uma forma de homofobia”, e “nós temos usado a linguagem da escolha quando está claro que a orientação sexual representa uma luta interna muito mais profunda e não meramente uma questão de escolha”.

Durante a recente Convenção anual dos Batistas do Sul (SBC – Southern Baptist Convention), o Pr. Mohler disse que “em nenhuma hipótese alguém de boa mente pode estar confundido sobre o que eu creio a respeito da homossexualidade”, porque ele já escreveu mais de 200 artigos sobre isso, mas “a realidade è que nós, como igrejas cristãs, não temos andado bem nessa questão”. Acrescentou que “os evangélicos, felizmente, têm falhado em seguir a trajetória liberal de mentir sobre a homossexualidade e sua pecaminosidade. Nós sabemos que a Bíblia claramente declara – não somente em versos isolados, mas na totalidade da sua apresentação e compreensão – o fato de que a homossexualidade não somente não representa o melhor de Deus para nós, como alguns tentam dizer, como também é pecado. Entretanto, nós como evangélicos temos uma história muito triste ao lidar com essa questão. Nós não temos falado a verdade, mas só a metade da verdade. Nós temos pregado a verdade bíblica, o que é importante, mas nós não a temos aplicado no sentido bíblico. Dizemos às pessoas que a homossexualidade é somente uma escolha quando é claro que é mais do que uma escolha. Isto não significa que seja menos pecaminoso, mas significa que não é algo que as pessoas possam simplesmente ligar e desligar. Nós não seremos pessoas do evangelho a não ser que entendamos que somente o evangelho do Senhor Jesus Cristo pode dar a uma pessoa homossexual qualquer esperança de ser liberta da homossexualidade”.

Mohler admitiu ainda que as igrejas não têm feito o seu trabalho, “já que existem aqueles que caíram na armadilha desse pecado e que estão sentadas entre nós”. Essas declarações deixaram o blogueiro Lumpkins “digerindo as informações”, já que o pastor Albert Mohler, por diversas vezes, se posicionou publicamente contra o casamento gay, a ordenação de pastores homossexuais e outros aspectos do que ele próprio chama de “normalizar o comportamento homossexual”, bem como chamou a iniciativa da Igreja Presbiteriana dos EUA em ordenar pastores homossexuais como “uma tragédia” e “um desastre teológico”. De qualquer maneira, a admissão pública de que existe um certo nível de homofobia dentro da igreja batista norteamericana, vinda de um líder dessa importância, deixou muita gente sem saber o que pensar.

Contra aborto bispo afirma que geralmente o estupro acontece com o consentimento da mulher


Em 2005, o Ministério da Saúde editou uma norma técnica para os casos de aborto permitidos por lei e determinou que a vítima de estupro não precisaria apresentar um Boletim de Ocorrência (BO) para fazer o aborto, com base no Código Penal. Para o bispo católico dom Luiz Gonzaga Bergonzini, da sede da diocese de Guarulhos em São Paulo, foi uma ação para flexibilizar a prática e tornou-se uma brecha.

O bispo continua o raciocínio. “A mulher fala ao médico que foi violentada. Às vezes nem está grávida. Sem exame prévio, sem constatação de estupro, o aborto é liberado”, declara, ajeitando o cabelo e o crucifixo.

“Vamos admitir até que a mulher tenha sido violentada, que foi vítima… É muito difícil uma violência sem o consentimento da mulher, é difícil”, comenta. O bispo ajeita os cabelos e o crucifixo. “Já vi muitos casos que não posso citar aqui. Tenho 52 anos de padre… Há os casos em que não é bem violência… [A mulher diz] “Não queria, não queria, mas aconteceu…””, diz. “Então sabe o que eu fazia?” Nesse momento, o bispo pega a tampa da caneta da repórter e mostra como conversava com mulheres. “Eu falava: bota aqui”, pedindo, em seguida, para a repórter encaixar o cilindro da caneta no orifício da tampa. O bispo começa a mexer a mão, evitando o encaixe. “Entendeu, né? Tem casos assim., do “ah, não queria, não queria, mas acabei deixando”. O BO é para não facilitar o aborto”, diz.

O religioso conta de uma ação para dificultar o aborto em Guarulhos. Sua mobilização fez com que o Ministério Público notificasse o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e o sindicato dos profissionais de saúde de Guarulhos, Itaquaquecetuba e Mairiporã sobre a proibição da prática sem o BO, inquérito policial e autorização judicial.

Dom Bergonzini acha que “a pessoa que se julga vítima” tem de fazer o BO e apontar o nome do agressor. “Filha, não existe nada debaixo do sol que não seja conhecido. É muito difícil. Se a pessoa fizer questão mesmo, vai fazer exame de espermatozoide, etc, vai descobrir [quem é agressor]. A Justiça tem de ir atrás.” Para o bispo, com essa ação em Guarulhos, a igreja “deu um passo à frente, embora, mesmo nesses casos, o aborto seja inaceitável”.

A discussão sobre o aborto logo voltará ao centro do debate no país e o bispo diz estar preparado para orientar os fiéis. Em agosto, o Supremo Tribunal Federal deve julgar a jurisprudência dos casos de anencefalia fetal.

Dom Bergonzini argumenta que a ciência não é infalível e, por isso, nada garante que o bebê nascerá sem cérebro. O bispo diz conhecer um caso em que foi diagnosticado anencefalia e recomendado o aborto, mas que a criança nasceu “perfeitamente sã”.

A profissão de fé do bispo, jornalista e blogueiro é a luta pela “defesa da vida, contra o aborto”. O tema é um dos mais abordados em seu blog. Na internet, os textos “em defesa da vida” são os que levam sua assinatura. Os artigos que debatem o homossexualismo são assinados por terceiros.

Missionária Lanna Holder, hoje pastora gay, afirma: “estou apta para exercer o ministério de Deus”


A polêmica em torno da ex-missionária e hoje pastora gay Lanna Holder não termina. Famosa por seu testemunho sobre como venceu o lesbianismo e por suas polêmicas com recaídas e casos durante seu ministério, Lanna voltou recentemente a público ao assumir abertamente seu homossexualismo e fundar uma “igreja inclusiva” em São Paulo, a Comunidade Cidade do Refúgio.

Para Lana Holder e sua companheira, a também pastora, Rosania Rocha, a semana foi atribulada, foram inúmeras entrevistas para grandes veículos de imprensa como Globo e Folha, além de mídias evangélicas variadas. Quando questionada sobre as pregações e testemunhos que dava contra o homossexualismo que se contrasta com a realidade de hoje a pastora reconhece que “tudo aquilo que eu preguei não correspondia à verdade” e completa: “minha sexualidade não mudou. Mas, mesmo assim, me acho apta para exercer o ministério de Deus na minha vida”, acredita. Lanna afirma que agora volta aos púlpitos sem usar máscaras: “Eu sempre aprendi que o homossexualismo era possessão demoníaca e, mesmo depois de convertida, não entendia porque mesmo sendo usada com o dom da Palavra eu ainda continuava sentindo desejos homossexuais”, disse.

Sobre a denominação que fundou, Lanna garante não ser apenas uma igreja para “todos os que foram escorraçados pela intolerância”, como afirma à Folha, mas também uma igreja aberta a qualquer um: “Quando falamos sobre homossexualismo, prostituição e drogas a nossa abordagem é diferente. Iremos acolher uma prostituta, alcoólotra ou drogado, vamos tentar que eles mudem sua conduta de vida”, defende.

A líder da Cidade de Refúgio critica às igrejas evangélicas por se oporem ao homossexualismo, “o Evangelho não é nada disso que está se pregando, não é essa aversão, essa exclusão”, acredita. “Eles [pastores] dizem que não concordam com a gente, não entendem nosso ministério, mas que não sabem como ajudar os homossexuais e que vão mandá-los para a nossa igreja” afirma. Segundo ela os gays se sentem discriminados pelos cristãos e por isso são hesitantes e agressivos quando evangelizados. Lanna diz que muitos versículos bíblicos são mal utilizados para abominar o homossexualismo: “Existe um contexto em que não posso retirar um texto para fazer um pretexto”, enfatiza.

Apesar da ex-missionária acreditar que a homossexualidade não é um opção de cada pessoa, mas sim uma orientação que pode ser de nascença, Lanna afirma que o homossexualismo pode sim ser revertido em alguns casos e revela: “Se eu pudesse escolher, jamais seria lésbica”, disse a líder gay que em breve estará também na TV falando sobre sua crença e opinião.

Pastor Silas Malafaia participará da Marcha para Jesus São Paulo 2011


A marcha para Jesus em São Paulo acontece dia 23 de junho com presença garantida do pastor e líder da Assembléia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafáia que também esteve presente na marcha para Jesus no Rio de Janeiro.

O trajeto da marcha será o mesmo do ano passado, com saída as 10:00 da estação Tiradentes do metrô e concentração na Praça Herois da Força Expedicionária Brasileira onde acontece shows da música Gospel.

O trajeto tem aproximadamente 3,2 km tempo para conclusão da marcha 2 horas.

As bandas confirmadas são: Thalles Roberto, Oficina G3, Soraya Moraes, Renascer Praise, André Valadão, Mariana Valadão, Marcelo Aguiar, Katsbarnea, Dj Alpiste, Ao cubo, Livres para Adorar, Apocalipse 16, Kleber Lucas, Cassiane, Davi Sacer, Lazaro, Além do Veu, Fernanda Brum, Regis Danese, Onix 46, X – Barão, Banda do PA, Pedras Vivas, Talita Pagliarin, Eyshila, Brenda, Waguinho, Magno Malta, Raissa e Ravel, Chris Duran, Banda Baque, Marco Feliciano, entre outros.

Juiz anula reconhecimento da união gay e veta cartórios de fazerem novas: “STF mudou a Constituição”


O juiz da 1º Vara da Fazenda Pública de Goiânia, Jeronymo Pedro Villas Boas, determinou nesta sexta-feira (18), de ofício, a anulação do primeiro contrato de união estável entre homossexuais firmado em Goiás, após decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união entre casais do mesmo sexo como entidade familiar.

Para Villas Boas, o Supremo “alterou” a Constituição, que, segundo ele, aponta apenas a união entre homem e mulher como núcleo familiar. “Na minha compreensão, o Supremo mudou a Constituição. Apenas o Congresso tem competência para isso. O Brasil reconhece como núcleo familiar homem e mulher”, afirmou ao G1. O magistrado analisou o caso de ofício por entender que se trata de assunto de ordem pública.

Além de decidir pela perda da validade do documento, Villas Boas determinou a todos os cartórios de Goiânia que se abstenham de realizar qualquer contrato de união entre pessoas do mesmo sexo. De acordo com o magistrado, os cartórios só podem providenciar a escritura se houver decisão judicial que reconheça expressamente o relacionamento do casal.

O contrato anulado pelo juiz é o que atesta a união estável entre o estudante Odílio Torres e o jornalista Leo Mendes, celebrado no dia 9 de maio. O G1 deixou recado no celular de Mendes e aguarda retorno.

Na decisão, Villas Boas argumentou que é preciso garantir direitos iguais a todos, independentemente “de seu comportamento sexual privado”, mas desde que haja o “cumprimento daquilo que é ordenado pelas leis constitucionais.”

O magistrado afirmou ainda que o conceito de igualdade previsto na legislação brasileira estabelece que os cidadãos se dividem quanto ao sexo como “homens e mulheres, que são iguais em direitos e obrigações.”

“A idéia de um terceiro sexo [decorrente do comportamento social ou cultural do indivíduo ], portanto, quando confrontada com a realidade natural e perante a Constituição Material da Sociedade (Constituição da Comunidade Política) não passa de uma ficção jurídica, incompatível com o que se encontra sistematizado no Ordenamento Jurídico Constitucional”, disse o juiz na decisão.

Em entrevista por telefone, Villas Boas afirmou que a decisão do Supremo está fora do “contexto social” brasileiro. De acordo com ele, o país ainda não vê com “naturalidade” a união homoafetiva.

“O Supremo está fora do contexto social, porque o que vemos na sociedade não é aceitação desse tipo de comportamento. Embora eu não discrimine, não há na minha formação qualquer sentimento de discriminação, ainda demandará tempo para isso se tornar norma e valor social”, afirmou.

Gay contra-ataca

O jornalista Léo Mendes disse ao G1 neste domingo (19), por meio de e-mail, que vai recorrer ao Tribunal de Justiça de Goiás contra a decisão do juiz da 1º Vara da Fazenda Pública de Goiânia, Jeronymo Pedro Villas Boas, de anular o primeiro contrato de união estável entre homossexuais firmado em Goiás.

O jornalista disse que ainda não foi notificado da decisão do juiz. “Ainda não fui notificado pelo juiz, e nem conheço o teor completo da decisão tomada por ele, numa ação movida por ele mesmo.Só tomei conhecimento que ele quis, simbolicamente, declarar sua indignação pelo fato de a primeira união estável ter sido registrada no estado dele”, escreveu.

Mendes disse ainda que enviou à Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás e ao Conselho Nacional de Justiça um pedido para que o juiz seja afastado.

Senado recebeu em um mês mais de 200 mil manifestações contra PLC 122


O Senado Federal recebeu mais de 245.000 mensagens por telefone ou internet em maio deste ano sobre o Projeto de Lei Complementar 122, que criminaliza a homofobia. O tema representa 90% das manifestações da população sobre diversos assuntos encaminhados à Casa – entre entre eles a discussão em torno da convocação do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para prestar esclarecimentos sobre seu salto patrimonial.

Quase todas as mensagens são contra o PLC 122, que prevê penalidades a quem agir de forma preconceituosa em relações aos gays. A vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), é a principal defensora do projeto, que tramita no Congresso Nacional há cinco anos. Apesar da resistência de parlamentares religiosos, ela promete colocar o texto em votação em agosto.

sábado, 18 de junho de 2011

Missionária Lana Houder e companheira pastora lésbica afirmam que pregarão a Palavra de Deus na Parada Gay


Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada Gay de São Paulo, em 26 de junho, para “evangelizar” os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a Parada Gay como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos homossexuais.

“A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original”, diz Lanna Holder. Para a pastora, há no movimento promiscuidade e uso excessivo de drogas. “A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo.”

As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. “Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas”, diz.

Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da Parada Gay, diz que o evento “jamais perdeu o viés político ao longo dos anos”. “O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.”

Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. “Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso.”

Negação e aceitação da sexualidade

As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das inclinações sexuais de ambas. “Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito”, afirma Lanna. “E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia”, diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.

“Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá”, diz Lanna.

A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. “Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.”

Igreja Cidade de Refúgio

Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. “Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes”, diz Lanna.

Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. “Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias”, diz Rosania.

Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. “A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso”, afirma Lanna.

Site cobra R$54 por mês para orar e perdoar pecados de vivos e mortos


O site Cristin Ortodox da Romênia cobra por mês o equivalente a R$ 54 para perdoar por intermédio de orações pecados de vivos e mortos. Há também opções de oração para obter saúde e bons resultados em exames escolares. As orações são transmitidas ao vivo em voz alta. O pagamento é feito com cartão de crédito e pelo PayPal.

O serviço tem convênio com quatro igrejas ortodoxas, e o assinante terá de optar por uma delas. Site e igrejas dividem entre si o dinheiro arrecadado.

O Christian Post repercutiu a informação com Father iulian Anitei (sic), sacerdote do credo ortodoxo em Houston, Estados Unidos. Ele disse que o site não tem a aprovação da Igreja Ortodoxa da Romênia e questionou a seriedade dos líderes religiosos que se associaram à iniciativa da oração on-line por perdão de pecados.

“O que sei é que os líderes ortodoxos romenos não estão de acordo [com o site], porque são muitos tradicionais”, disse.

Contudo, Anitei confirmou ser comum as igrejas ortodoxas receberem dinheiro de fiéis que pedem orações para obter determinadas graças, mas a contribuição não é obrigatória.

O professor Craig J. Hazer, da Universidade Biola, uma instituição cristã que fica da Califórnia, disse que a cobrança por orações não está de acordo com os ensinamentos de Jesus e dos apóstolos.

Anitei afirmou que, diferentemente do que o site dá a entender, “não é que fiéis esperam de Deus perdão de seus pecados porque deram dinheiro, mas é uma maneira de expressar a sua profunda fé”.

Comemorações pelo Centenário da Assembléia de Deus lotam principal estádio de Belém


Na noite desta quinta-feira, 16, mais de 45 mil pessoas lotaram o estádio do Estádio Olímpico do Mangueirão em Belém do Pará para festejar os 100 anos da igreja Assembleia de Deus.

O louvor ficou por conta de Elaine de Jesus, Dedos de Davi, Mara Lima, Quarteto Gileade, Marco Feliciano, Roberto Marinho, Cristina Mel entre outros e a ministração principal da noite foi feita pela Missionária Helena Raquel.

Vários pastores de diversos ministérios estiveram juntos para comemorar esta preciosa data para os evangélicos brasileiros. Entre eles estavam o pastor e deputado Marco Feliciano, o apóstolo René Terra Nova e até o pastor José Wellington Bezerra, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) que organizou outras comemorações na semana passada.

A participação do presidente da CGADB foi comemorada por todos que acreditavam que a Celebração do Centenário poderia unir os líderes das ADs. Inclusive o pastor Marco Feliciano comemorou a presença do pastor no culto; “Que festa linda! Pr.Samuel Camara de parabéns! Emocionante ver o Pr. José Wellington na festa dando uma palavra viva! O diabo foi derrotado!” escreveu Feliciano em seu twitter.

Nesta sexta-feira, 17, terá outras comemorações, as festividades do Centenário em Belém acontecerão até o dia 18 de junho.

16 mil pessoas na inauguração do Centro de Covenções da Assembléia de Deus

Cerca de 18 mil pessoas participaram da inauguração do Centenário Centro de Convenções em Belém do Pará durante essa quinta-feira, 16, para comemorar os 100 anos da Assembleia de Deus no Brasil.

O centro possui 13 mil metros quadrados de área climatizada, foi erguida ao longo de um ano e sua inauguração marca um século do maior movimento pentecostal do mundo, uma referência para a comunidade evangélica.

A obra está localizada na Rodovia Augusto Montenegro, próximo ao Estádio Olímpico do Mangueirão, onde serão realizadas outras grandes celebrações alusivas ao Centenário que acontecem até o dia 18 de junho.

A reunião começou com uma oração do pastor presidente da AD de Belém, o pastor Samuel Câmara que agradeceu a Deus pelos 100 anos da igreja, pelas vitórias e pela história da maior denominação evangélica do país.

Várias autoridades políticas estiveram presentes na inauguração como o governador do Estado do Pará, Simão Jatene; a primeira dama Ana Jatene; o prefeito de Belém, Duciomar Costa; o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, além de senadores, deputados e vereadores.

Os cantores Alessandra Prado, Cristina Mel, Gabriel Lima e o grupo Celebrai, entre outros, foram os responsáveis pelo louvor da noite.

Um pastor da Suécia também esteve presente na reunião, ele relembrou a importância da vinda de seus compatriotas Daniel Berg e Gunnar Vingren para a criação do movimento pentecostal, que atualmente congrega cerca de 700 mil pessoas, somente no Estado do Pará, em seus mais de 4 mil templos.

Muitos participantes vieram de outras regiões do Brasil só para participar das festividades que comemoram o Centenário das ADs. As comemorações acontecem até o dia 18.

Jovens fazem sexo em frente a altar de igreja para “protestar” pelo meio-ambiente


A polícia de Oslo, capital da Noruega, prendeu um rapaz e uma garota que — ele nu e ela semi — estavam fazendo cenas de sexo diante do altar da catedral da cidade durante uma missa. Militantes do Fuck for Forest, o FFF, os dois estavam protestando contra o desmatamento do planeta.

Dois outros militantes participaram do protesto, um deles filmando. O site Orange havia informou primeiramente que o casal seria de mulheres, mas um vídeo postado em uma rede social especializada mostrou que era um homem e uma mulher.

Quando os fiéis estavam separando os dois apareceu um terceiro manifestante pelado diante da câmera. Os quatro foram mantidos pelos fiéis na igreja até que chegasse a polícia, que confirmou ter prendido no local pessoas “em atividade sexual”.

O site do FFF informa que se trata de uma organização sem fins lucrativos que recorre à nudez com o propósito de arrecadar dinheiro para defender a natureza que corre risco de desaparecimento. No site, há fotos eróticas feitas em florestas, entre as quais uma que simula sexo grupal em cima de uma árvore. O acesso às páginas de sexo explícito, incluindo às de vídeos, é pago.

Um porta-voz do grupo informou que seus integrantes tinham acabado de ser liberados pela polícia.

“Tivemos duas opções: pagar uma pequena multa ou detenção de 16 dias. Escolhemos a primeira porque a segunda seria muito tempo sem sexo.”

Umbanda e candomblé lutam para que proposta de obrigatoriedade do ensino religioso em escolas não seja aprovada


Para levar à frente a medida, a prefeitura terá de contratar 600 novos professores, o que deve causar um impacto orçamentário anual de aproximadamente R$ 12 milhões. Embora a lei determine a obrigatoriedade do ensino nas escolas públicas, a frequência será facultativa. Na Câmara Municipal o debate pega fogo.

Audiência pública realizada nesta terça-feira, 14, mostrou que além de polêmica, a lei pode aumentar as pilhas de processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Representantes das minorias temem o aumento do preconceito entre estudantes e suas famílias e argumentam que a proposta fere o artigo 19 da Constituição, que garante o Estado laico.

Porém, o ensino religioso também está previsto no artigo 210 da Carta Magna e conta com o respaldo do artigo 33 da lei 9.394 das Diretrizes e Bases da Educação Nacional – cujo conteúdo levou o Ministério Público Federal a entrar com uma ação de inconstitucionalidade que foi acolhida pelo STF, mas ainda aguarda parecer final.

“O ensino religioso já existe nas escolas estaduais do Rio. E nós sabemos que todas as vezes em que os segmentos mais hegemônicos entram na escola, eles começam a fazer a cabeça de alunos para entrarem nas suas religiões e perseguirem as religiões de matrizes africanas”, reclama o babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. Ele afirma que se a pluralidade das diferentes religiões não for respeitada, irá recorrer ao STF. “Se houver cerceamento às religiões de matrizes africanas vamos recorrer ao Judiciário. Ou é para todo mundo ou não é para ninguém”.

Apresentado à Câmara no dia primeiro de abril, o projeto chegou com a recomendação de que fosse votado em caráter de urgência. Porém, depois do escândalo com a compra milionária dos automóveis Jetta para os parlamentares da Casa, os 51 vereadores optaram por não jogar lenha em mais nenhuma fogueira. Assim, foi o próprio líder do governo, Adilson Pires (PT), que retirou a proposta da pauta, para que fosse realizada uma audiência pública. Ainda não foi estabelecida nova data para a votação.

Em fevereiro, o Conselho Municipal de Educação emitiu um parecer contrário à proposta.

No projeto de lei nº 862/2011, o Prefeito Eduardo Paes explica que para cumprir “preceitos constitucional e infraconstitucional” os futuros professores de ensino religioso terão de ter como “formação mínima a licenciatura plena em Sociologia, Filosofia ou História, ou bacharelado em teologia desde que comprovada, também, licenciatura plena em outros campos específicos do conhecimento que constituam disciplinas obrigatórias do ensino fundamental”.

Representante do Conselho Nacional de Educação (CNE) no Rio de Janeiro, o professor de Sociologia da Educação da UFRJ Luiz Antônio Cunha recomendou aos edis que aguardem a formação de uma comissão intercameral, que irá estudar a questão e propor normas que orientem a oferta do ensino religioso nas escolas públicas, antes de cabalarem votos a favor ou contra o projeto.

“Pesquisas realizadas por docentes da UFRJ e da USP mostram que o ensino religioso tem sido evocado como um mecanismo de controle individual e social supostamente capaz de acalmar os indisciplinados, de conter o uso de drogas, de evitar a gravidez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis”, afirmou Cunha, sem no entanto sinalizar com uma data para a apresentação das normas indicativas.

O vereador Paulo Messina (PV), presidente da Comissão de Educação e Cultura na Câmara de Vereadores do Rio apresentou uma emenda ao projeto. Quer que, além de opcional, o ensino religioso seja oferecido fora do horário mínimo das 800 aulas anuais de aula. “Isso limitaria a proposta a ser aplicada apenas nas escolas que oferecem horário integral o que hoje, no Rio, não passa de 200″, disse ele, que é contra o projeto.